quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Consumo de energia no Brasil em 2013 foi 3,5% maior, diz EPE

O consumo de energia elétrica no Brasil somou 463,7 mil gigawatts-hora (GWh), alta de 3,5% em relação ao verificado em 2012. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia.

De acordo com a EPE, o aumento foi puxado pelo consumo residencial, que foi 6,1% maior que em 2012, com destaque para a região Nordeste, onde a alta foi de 11,5%. Ao todo, as residências brasileiras consumiram 124,8 mil GWh em 2013.

O consumo de energia pelo setor de comércio e serviços no ano passado cresceu 5,7% em relação a 2012. A região Sudeste foi responsável por metade desse resultado.

Já o consumo de energia pela indústria em 2013 foi 0,6% maior que o registrado em 2012. Ainda segundo a EPE, o desempenho da indústria no Centro-Oeste e no Sul do país compensou o menor consumo dos seguimentos eletrointensivos (que consomem muita energia para produzir).

“O consumo da classe [indústria] apresentou taxas de crescimento bastante modestas ao longo de todo ano, refletindo a fraca atividade de setores eletrointensivos, como os de extração mineral e alguns segmentos da metalurgia, localizados nos estados de Minas Gerais, Maranhão e Pará”, diz nota da EPE.

O documento aponta ainda que os principais condicionantes do resultado do consumo de energia pela indústria em 2013 foram a retração da produção de alumínio e da extração de minério de ferro.

Fontes: G1 Economia

Investimento global em energia limpa caiu 11% em 2013

São Paulo – Os investimentos em energia renovável caíram pelo segundo ano consecutivo, de acordo com dados da empresa de pesquisa Bloomberg New Energy Finance (Bnef).

No ano passado, os investimentos em fontes limpas e sistemas inteligentes de energia somaram US$ 254 bilhões, ante US$ 286.2 bilhões de 2012.

O recorde de investimentos na área ocorreu em 2011, com um total de US$ 317.9 bilhões. Segundo a Bnef, o reduzido volume de investimento em 2013 é reflexo de duas condições.

Em parte, ele se explica pela queda no custo de sistemas fotovoltaicos, uma conjuntura positiva.

Mas também tem a ver com o impacto sobre a confiança dos investidores das mudanças na política em relação à energia renovável na Europa e nos Esrados Unidos (EUA).

Os EUA, como um dos maiores investidores em energia limpa, ao lado da China, viu seus compromissos despencarem 8,4%, de US$ 53 bilhões para US$ 48.4 bilhões.

Já a China investiu US$ 61.3 bilhões no setor no ano passado, uma queda modesta de 3,8 % em relação a 2012. Esta foi a primeira redução no investimento chinês em energia limpa em mais de um década.

Quando se olha a participação do velho continente, a diferença é gritante. Os investimentos da Europa em energia limpa caíram 41%, para US$ 57.8 bilhões, ante os US$ 97.8 bilhões de 2012.

Segundo a Bnef, a queda pode ser entendida, em grande parte, porque países como Alemanha, Itália e França deram sinais trocados em dois momentos: não apenas restringiram subsídios para o setor, como não contiveram incertezas sobre planos futuros para área.

Na contramão, o Japão aumentou seus investimentos em 55%, somando US$ 35.4 bilhões em 2013.

A alta japonesa foi estimulada por um boom de instalação solar em pequena escala que está preenchendo a lacuna deixada pelas usinas nucleares fechadas, avalia a Bnef.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Energia limpa para todos

O Brasil é país de destaque na edição de 2013 do "World Energy Outlook (WEO)", publicação anual da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre as perspectivas do mercado mundial do setor.

A escolha do Brasil deve-se não apenas às grandes expectativas depositadas sobre a produção petrolífera no pré-sal, mas também a seus programas de expansão do acesso à eletricidade e, sobretudo, à grande participação de fontes renováveis em sua matriz energética, uma das mais "limpas" do mundo e a mais sustentável entre as grandes economias em desenvolvimento.

O reconhecimento da AIE às virtudes do modelo brasileiro representa importante atualização da postura dos países da OCDE, sobretudo no que se refere ao papel da hidreletricidade e dos biocombustiveis para o desenvolvimento. São aspectos nem sempre foram compreendidos nos países desenvolvidos, onde, em geral, o potencial hídrico já foi utilizado na quase totalidade e onde a discussão sobre o uso da energia se concentra basicamente na questão ambiental. O relatório WEO parece assim reconhecer antigos equívocos de interpretação envolvendo questões como o impacto ambiental das barragens ou a expansão da fronteira agrícola com culturas voltadas para a produção de energia.

A limpeza da matriz energética não é, no entanto, a única característica do modelo brasileiro a influenciar outros países. Em um mundo onde a prosperidade está fortemente atrelada ao consumo energético, a universalização do acesso à energia é um dos maiores desafios dos países em desenvolvimento. O Programa Luz para Todos, do Governo brasileiro, que já beneficiou 15 milhões de pessoas, antes sem acesso à eletricidade, é um dos modelos da Iniciativa "Energia Sustentável para Todos" (SE4All) das Nações Unidas.

Em suma, pode-se dizer que a posição do Brasil na fronteira tecnológica da exploração de petróleo e gás em águas profundas, combinada com seu modelo de desenvolvimento baseado em fontes renováveis e com a experiência exitosa de seus programas de inclusão social em matéria de eletricidade credenciam o País a exercer papel central no cenário global da exploração e uso da energia.

A experiência de Portugal, com importante foco nas renováveis, é em muitos sentidos complementar à brasileira, particularmente no que se refere a políticas e tecnologias de eficiência energética e de incentivo à geração eólica e fotovoltaica. Esta convergência enseja, portanto, grande potencial para a cooperação e para os investimentos nos dois sentidos, cabendo aos governos, empresários e investidores dos dois lados do Atlântico a realização deste potencial ainda parcialmente inexplorado.

Fontes: Economico

Energia solar: Região MENA com investimentos superiores a 36 mil milhões

O investimento em energia eléctrica solar no Médio Oriente e Norte de África (MENA) poderá ultrapassar os 50 mil milhões de dólares (cerca de 36,8 mil milhões de euros) em 2020, de acordo com o relatório Mena Solar Energy Report 2014 – publicado pela MEED Insight em parceria com a Associação da Indústria Solar do Médio Oriente (MESIA, nas siglas em inglês).

Segundo as projecções, a nova capacidade instalada de energia solar nesta região tem um potencial de crescimento de até 15.000 MW, até ao final da década, através de um investimento directo em projectos – excluindo investimentos de distribuição e transmissão.

“O mercado com maior potencial é, de longe, a região da Arábia Saudita, onde se prevê a instalação de 23.900MW de energias renováveis”, explicou Ed James, presidente da MEED Insight, acrescentando que “a maioria (da capacidade instalada) se vai dividir entre projectos de centrais solares de concentração e de solar fotovoltaico”.

Também Marrocos, Egipto e Argélia estão a planear a instalação de, pelo menos, 1.500MW, 1.800MW e 3.000MW em energia solar, respectivamente. No entanto, o quadro regulamentar e as condições para atrair investimento são pontos a ter em conta, uma vez que, “actualmente, falta uma abordagem coesiva para o desenvolvimento da indústria de energia renováveis”.

“Os governos devem fornecer os incentivos financeiros e regulamentares necessários, como tarifas feed-in, net metering e redução de impostos”, apontou Ed James, também autor do relatório.

De um ponto de vista global, prevê-se a instalação de 37.000MW através de projectos de energia solar, eólica e hidroeléctrica.

“Dos 14 países analisados neste relatório, o total de capacidade de geração de electricidade instalada chegou aos 260.000MW”, avançou James. “Deste número, a capacidade solar instalada, excluindo elementos térmicos em mecanismos de ciclo combinado com integração solar, manteve-se nos 271MW” e as energias renováveis, incluindo hídrica e eólicas, representaram 16.600MW – mais de 6% do total - sendo a maioria proveniente “de centrais hidroeléctricas com a capacidade de 15.205MW, enquanto a energia eólica contribuiu com 1.129MW”.

Segundo os dados avançados, a contribuição da energia solar para o mix energético na região vai mudar significativamente nos próximos sete anos graças ao reforço do apoio governamental às energias renováveis, à medida que a procura de electricidade cresce.

O Mena Solar Energy Report faz uma avaliação completa e ampla do crescimento do mercado de energia solar na região do Médio Oriente e Norte de África, sendo aconselhado aos profissionais envolvidos nesta indústria.

Fontes: Edifícios e Energia

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Demanda por energia global deve crescer, mostra BP Energy Outlook

A demanda de energia global continua a crescer, mas que o crescimento está a abrandar e impulsionado principalmente pelas economias emergentes - liderados por China e Índia - de acordo com a BP Energy Outlook 2035 - documento divulgado hoje em Londres.

Esta é a quarta edição anual do Outlook, e pela primeira vez define os desenvolvimentos mais prováveis no mercado energético mundial da BP mais além 2030-2035, com base em up-to-date análise.

O Outlook revela que o consumo global de energia deve aumentar em 41% (2012-2035) - em comparação com 55%nos últimos 23 anos (52% nos 20 anos) e 30% ao longo dos últimos 10 anos. Pelo menos 95% do que o crescimento da demanda deve vir das economias emergentes, enquanto o consumo de energia nas economias avançadas da América do Norte, Europa e Ásia como um grupo deve crescer muito lentamente - e começam a diminuir os anos do período de previsão.

Ações dos principais combustíveis fósseis são convergentes com o petróleo, gás natural e carvão e cada um deverá fazer em torno de 27% do mix total em 2035 e a parcela restante vindo do nuclear, hidroeletricidade e fontes renováveis. Entre os combustíveis fósseis, o gás é mais rápido crescimento, sendo cada vez mais utilizado como uma alternativa mais limpa do carvão para geração de energia, bem como em outros setores.

Bob Dudley, presidente-executivo da BP Group, disse que o Outlook "destaca o poder de concorrência e as forças de mercado em desbloquear tecnologia e inovação para atender às necessidades de energia do mundo. Esses fatores nos fazem otimistas para o futuro energético do mundo."

Dudley acrescentou: "O Outlook nos leva a três grandes questões: Há energia suficiente para atender a crescente demanda? Podemos atender a demanda de forma confiável? E quais são as conseqüências de atender à demanda? Em outras palavras, é a oferta suficiente, segura e sustentável? "

"Quanto à primeira questão, a nossa resposta é um sonoro "sim". A taxa de crescimento da demanda global é mais lenta do que o que temos visto nas últimas décadas, em grande parte como resultado do aumento da eficiência energética. Tendências em tecnologia global, e a política de investimento nos deixa confiantes de que a produção será capaz de manter o ritmo. Novas formas de energia, como o gás de xisto, óleo e as energias renováveis serão responsáveis por uma parcela significativa do crescimento da oferta global. "

Sobre a questão da segurança, o Outlook oferece uma mista, embora amplamente positiva, vista. Entre os importadores de energia de hoje, os Estados Unidos estão em um caminho para alcançar a auto- suficiência energética, enquanto a dependência das importações na Europa, China e Índia vão aumentar. Ásia deve se tornar a região energia importação dominante. Dudley observou: "Isso não precisa ser um motivo de preocupação se o mercado está autorizado a fazer o seu trabalho, com novas cadeias de abastecimento se abrindo para essas regiões grandes consumidores."

Sobre a questão da sustentabilidade, as emissões de dióxido de carbono são projetados para aumentar em 29%, com todo o crescimento que vem das economias emergentes. O Outlook observa alguns sinais positivos: o crescimento das emissões deverá abrandar gás natural e energias renováveis como ganhar quota de mercado a partir de carvão e petróleo e as emissões deverão diminuir na Europa e os Estados Unidos. De fato, no final do período coberto pelo Outlook esperamos que muitos países avançados estaram acompanhando suas economias crescerem, enquanto o consumo de energia cai.

BP Chief Economist Christof Rühl disse: "Este processo mostra o poder das forças econômicas e da concorrência. Simplificando: as pessoas estão encontrando maneiras de usar a energia de forma mais eficiente, pois vai lhes poupar dinheiro. Isso também é bom para o meio ambiente, o quanto menos energia usar menos carbono será emitido. Por exemplo, as emissões de CO2 nos Estados Unidos estão de volta aos níveis dos anos de 1990."

A edição deste ano também examina o transporte mais de perto e tem um olhar em profundidade a revolução de gás natural da América do Norte.

O Outlook mostra a demanda global de energia continua a aumentar a uma média de 1,5% ao ano para 2035. O crescimento deverá moderar ao longo deste período, subindo a uma média de 2% ao ano até 2020 e, em seguida, por apenas 1,2% ao ano para 2035. 95% deste crescimento deverá vir de economias fora da OCDE, com a China e a Índia, que representam mais de metade do aumento. Por 2035, está prevista a utilização de energia nas economias não membros da OCDE a ser 69% maior do que em 2012. Em uso comparsion na OCDE terá crescido apenas 5%, e, na verdade, ter caído depois de 2030, mesmo com o crescimento econômico continuado.

Enquanto a mistura de combustível está evoluindo, os combustíveis fósseis continuarão a ser dominante. Petróleo, gás e carvão devem convergir em ações de 26 a 27% de cada mercado em 2035, e os combustíveis não fósseis - nucleares, hidrelétricas e fontes renováveis de energia - em uma quota de cerca de 5-7% cada.

O óleo é esperado para ser o crescimento mais lento dos principais combustíveis para 2035, com a demanda crescendo a uma média de apenas 0,8% ao ano. No entanto, isso ainda vai resultar em demanda por petróleo e outros combustíveis líquidos sendo quase 19 milhões de barris por dia em 2035, maior do que 2012. Todo o crescimento da demanda líquido deverá vir de fora da OCDE - o crescimento da demanda da China, Índia e Oriente Médio, em conjunto, são responsáveis por quase todo o crescimento da demanda net.

O crescimento da oferta de petróleo e outros líquidos (incluindo biocombustíveis) para 2035 é esperado para vir principalmente das Américas e Oriente Médio. Mais de metade do crescimento virá de fontes não-OPEP, com o aumento da produção de petróleo dos Estados Unidos apertado, areias betuminosas canadenses, em águas profundas do Brasil e os biocombustíveis mais do que compensando declínios maduros em outro lugar. O aumento da produção das novas reservas de petróleo apertados deverá resultar em os Estados Unidos ultrapassando a Arábia Saudita para se tornar o maior produtor mundial de líquidos em 2014. As importações de petróleo dos Estados Unidos deverão cair 75% entre 2012 e 2035.

A participação da Opep no mercado de petróleo deve cair no início do período, refletindo o crescimento da produção não-OPEP, juntamente com o crescimento da procura devido aos preços elevados e tecnologias de transporte cada vez mais eficientes. Participação de mercado da Opep deve se recuperar um pouco depois de 2020.

O gás natural é esperado para ser o mais rápido crescimento dos combustíveis fósseis - com crescente demanda, em média, 1,9% ao ano. Os países não-membros da OCDE deverão gerar 78% do crescimento da demanda. Indústria e geração de energia contam para os maiores incrementos para a demanda por setor. As exportações de GNL devem crescer mais do que duas vezes mais rápido que o consumo de gás, a uma média de 3,9% ao ano, e respondendo por 26% do crescimento da oferta global de gás para 2035.

O fornecimento de gás de xisto é esperado para atender 46% do crescimento da demanda de gás e são responsáveis por 21% do gás mundial e 68% da produção de gás dos Estados Unidos em 2035. Xisto crescimento da produção de gás norte-americana deverá abrandar a partir de 2020 ea produção de outras regiões a aumentar, mas em 2035 para a América do Norte ainda são esperados para explicar 71% da produção de gás de xisto mundo.

Depois do petróleo, o carvão deverá ser o mais lento no crescimento de combustível, com a demanda aumentando, em média, 1,1% ao ano para 2035. Durante o período, o crescimento achata a apenas 0,6% ao ano a partir de 2020. Quase todos (87%) do crescimento líquido da demanda para 2035 é esperado para vir de apenas China e Índia, cuja participação no consumo mundial de carvão combinado passará de 58% em 2012 para 64% em 2035.

Produção de energia nuclear deve aumentar até 2035 em torno de 1,9% ao ano. China, Índia e Rússia, juntos, respondem por 96% do crescimento global em energia nuclear, enquanto a produção nuclear em os Estados Unidos e a União Europeia diminui devido ao fechamento de fábricas esperados.

O crescimento da energia hidrelétrica é esperado para moderar para 1,8% ao ano até 2035, com quase metade do crescimento vindo da China, Índia e Brasil.

Renováveis são esperadas para continuar a ser a classe que mais cresce de energia, ganhando quota de mercado a partir de uma base pequena à medida que sobem a uma média de 6,4% ao ano para 2035. Parte da produção mundial de eletricidade "Renewables deve crescer de 5% a 14% até 2035. Enquanto as economias da OCDE têm levado em crescimento das energias renováveis, energias renováveis no não-OCDE estão a recuperar e deverão ser responsáveis por 45% do total em 2035. Incluindo os biocombustíveis, energias renováveis deverão ter uma maior participação de energia primária do que nuclear até 2025.

Enquanto a taxa de crescimento está moderando, as emissões de carbono ainda estão previstas para um aumento de 29% 2012-2035. Todo o crescimento virá de países não membros da OCDE com as emissões da OCDE diminuíram 9%. Em 2035, 72% das emissões de CO2 são esperados para vir de fora da OCDE.

Fontes: Ultimo Instante

Fonte hidrelétrica lidera a geração de energia no país com 76,33% de participação em novembro de 2013

O boletim InfoMercado, publicado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, com os principais resultados das operações contabilizadas no mercado de energia elétrica brasileiro, aponta que a produção de energia no país em novembro de 2013 totalizou 61.960 MW médios. A fonte hidrelétrica se manteve no topo da geração, com 76,33% de participação (47.295 MW médios) no período.

A produção hidrelétrica apontou, ainda, elevação de 8,4% entre novembro de 2012 e o mesmo mês em 2013, período em que a fonte ampliou a geração de 41.490 MW médios para 44.988 MW médios. No mesmo período, a geração termelétrica teve queda, também de 8,4%, ao passar de 14.855 MW médios para 13.605 MW médios.

Já a produção de energia por usinas a biomassa apresentou variação positiva de 20% na comparação de ano contra ano, com alta de 2.308 MW para 2.774 MW médios. E as usinas eólicas apresentaram crescimento da produção eólica de 68,8% na comparação entre novembro de 2012 e o mesmo mês de 2013.

O consumo total nos ambientes de contratação livre e no ambiente cativo, em novembro de 2013, foi de 61.929 MW médios, montante 4,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2012. Deste total, o mercado livre foi responsável por 16.311 MW médios, o que significa 26,3% da demanda total por energia do país no mês.

Em novembro de 2013, o ramo de metalurgia e produtos de metal liderou o consumo no ambiente livre, com 3.337 MW médios, seguido pelo setor químico (1.637 MW médios) e pelos ramos deextração de minerais metálicos e não-metálicos (1.571 MW médios) e alimentos e bebidas (1.002 MW médios).

No período foram contabilizados pela CCEE 17.370 contratos de compra e venda de energia elétrica entre os agentes do mercado, o que significou 86.337 MW médios comercializados. As negociações fechadas exclusivamente entre agentes do mercado livre responderam por 5.859 desses acordos, o equivalente a 33,7% do total.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (www.ccee.org.br) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo). A CCEE atua em conjunto com outras instituições e órgãos governamentais que compõem a governança do setor para assegurar um modelo sustentável de energia no país, capaz de estimular o crescimento da economia do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir um preço acessível ao consumidor.

Fontes: SEGS

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Consumidores lucram com energia solar em casa no Japão

No Japão, parte da energia que abastece o país vem da natureza. E tem consumidor que está lucrando com essa opção.

Com tanta disposição, as crianças mal percebem o conceito de "energia que não acaba". Mas a aula fica mais simples quando usam os brinquedos movidos a energia solar.

E com orgulho, o diretor da escola - na cidade de Musashino - nos leva à cobertura. Ali, 50 paineis solares contribuem com o abastecimento do prédio. E com a formação dos 600 alunos.

O Japão é hoje o país que apresenta a maior taxa de crescimento de energias renováveis no mundo. E 10% do que é consumido no Japão vem de fontes renováveis. As 50 usinas nucleares de lá estão desligadas, se ajustando a regras mais duras. 

"O Japão conseguirá viver sem a energia nuclear se investir nas renováveis", diz o especialista.

Só no ano passado, os projetos somaram mais de R$ 20 bilhões. Um deles: a gigantesca turbina eólica que flutua na costa. O plano é espalhar outras 140 ao redor do país, até 2020.

Para pessoas comuns, pode ser caro instalar um coletor solar em casa. É aí que entra um estímulo financeiro: para cada família que decide investir num sistema como esse, o governo japonês paga parte da conta.

Energia solar abastece toda a casa de uma família brasileira. O equipamento custou R$ 88 mil. O governo entrou com 10%. E mais um benefício. 

"No horário em que o painel não funciona, à noite, o custo da energia é mais em conta pra quem tem o painel”, diz Dário Dechico. Ele controla o que o sistema gera e quanto a casa consome.

O restante é automaticamente vendido para a rede elétrica da cidade. Resultado: em vez de pagar conta no fim do mês, ele recebe - uma média de R$ 200. Graças ao sol!

Fontes: Jornal Nacional