
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Saiba como economizar energia neste verão
O verão começa oficialmente no próxima dia 22 e o aumento do calor pode significar uma conta de luz mais salgada para a população. Em média, o consumo de energia cresce 18% em dezembro, quando comparado com julho, mês em que a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) registra o menor consumo do ano.
“O aumento de um grau centígrado na temperatura corresponde a um crescimento de 3% no consumo. Isso significa um incremento no consumo de energia, em um mês, de uma cidade como Caruaru, que tem cerca de 300 mil habitantes”, explica o gerente de gestão do mercado da Celpe, Wlademir Moura.
Os maiores vilões do consumo continuam sendo os aparelhos de ar-condicionado, chuveiros elétricos, ferros de passar e fornos elétricos. “As iluminações usadas na decoração natalina têm pouco impacto na conta dos consumidores residenciais, porque geralmente as lâmpadas têm baixa potência. As de LED ainda são mais econômicas”, aconselha Moura. No entanto, esse impacto aumenta se a decoração tiver mais lâmpadas e ficar acesa por muitas horas.
Geralmente, o aumento do consumo de energia pelos clientes residenciais é da ordem de 18% em dezembro. Além das famílias, o calor faz aumentar a quantidade de energia usada por outros clientes da Celpe, como o industrial, comercial, o rural e o poder público.
Isso ocorre porque este mês a produção industrial está em alta; o comércio estende o horário de funcionamento por causa das vendas do final do ano; e muitos dos clientes rurais da empresa usam a energia para fazer algum tipo de irrigação e, nesta época, chove menos.
“Usar com parcimônia o ar-condicionado é fundamental para não estourar a conta de energia”, lembra Wlademir Moura. Ele argumenta que o consumidor deve começar a tirar proveito do ambiente da residência. “Utilizar a iluminação natural e colocar a geladeira num local ventilado são coisas que contribuem para diminuir o consumo”, conta.
Com o aumento do calor, alguns equipamentos como as geladeiras precisam de mais energia para aumentar o seu desempenho. A geladeira pode ser uma vilã do consumo de energia. Se este eletrodoméstico estiver em mau estado de conservação, pode representar até 30% da conta de luz de uma residência. Além de ficar em local ventilado, ela deve estar longe de qualquer fonte de calor e com um espaço mínimo de 15 centímetros de paredes e armários.
“E, por último, o consumidor deve lembrar da economia de energia, quando vai comprar os eletrodomésticos, adquirindo os produtos que têm o selo do Procel”, diz Moura. O Procel é uma iniciativa do governo federal que testa o uso eficiente da energia pelo equipamento.
“O aumento de um grau centígrado na temperatura corresponde a um crescimento de 3% no consumo. Isso significa um incremento no consumo de energia, em um mês, de uma cidade como Caruaru, que tem cerca de 300 mil habitantes”, explica o gerente de gestão do mercado da Celpe, Wlademir Moura.
Os maiores vilões do consumo continuam sendo os aparelhos de ar-condicionado, chuveiros elétricos, ferros de passar e fornos elétricos. “As iluminações usadas na decoração natalina têm pouco impacto na conta dos consumidores residenciais, porque geralmente as lâmpadas têm baixa potência. As de LED ainda são mais econômicas”, aconselha Moura. No entanto, esse impacto aumenta se a decoração tiver mais lâmpadas e ficar acesa por muitas horas.
Geralmente, o aumento do consumo de energia pelos clientes residenciais é da ordem de 18% em dezembro. Além das famílias, o calor faz aumentar a quantidade de energia usada por outros clientes da Celpe, como o industrial, comercial, o rural e o poder público.
Isso ocorre porque este mês a produção industrial está em alta; o comércio estende o horário de funcionamento por causa das vendas do final do ano; e muitos dos clientes rurais da empresa usam a energia para fazer algum tipo de irrigação e, nesta época, chove menos.
“Usar com parcimônia o ar-condicionado é fundamental para não estourar a conta de energia”, lembra Wlademir Moura. Ele argumenta que o consumidor deve começar a tirar proveito do ambiente da residência. “Utilizar a iluminação natural e colocar a geladeira num local ventilado são coisas que contribuem para diminuir o consumo”, conta.
Com o aumento do calor, alguns equipamentos como as geladeiras precisam de mais energia para aumentar o seu desempenho. A geladeira pode ser uma vilã do consumo de energia. Se este eletrodoméstico estiver em mau estado de conservação, pode representar até 30% da conta de luz de uma residência. Além de ficar em local ventilado, ela deve estar longe de qualquer fonte de calor e com um espaço mínimo de 15 centímetros de paredes e armários.
“E, por último, o consumidor deve lembrar da economia de energia, quando vai comprar os eletrodomésticos, adquirindo os produtos que têm o selo do Procel”, diz Moura. O Procel é uma iniciativa do governo federal que testa o uso eficiente da energia pelo equipamento.
Fontes: Jornal do Commercio
Sony gera energia a partir de papel picado

“É o mesmo mecanismo que os cupins utilizam para comer madeira e dali retirar energia”, explicou Chisato Kitsukawa, relações públicas da Sony durante a feira Eco-Products 2011 em Tóquio. “As biobaterias são sustentáveis e têm um grande potencial, pois não usam metais nem elementos químicos que prejudiquem a natureza”.
A apresentação do projeto foi feita na feira de produtos verdes no Japão. No estande da empresa, as crianças podiam colocar papel em uma mistura de água e enzimas, mexer e esperar alguns minutos para ver o líquido se transformar em fonte de eletricidade, que servia para acionar um pequeno ventilador.
O protótipo da Sony utiliza pedaços de papelão ondulado. São usadas enzimas para quebrar as moléculas do papel e o açúcar resultante é processado por um outro grupo de enzimas até chegar a íons e elétrons de hidrogênio.
Os elétrons viajam em um circuito externo para gerar eletricidade, enquanto os íons de hidrogênio se combinam com oxigênio do ar para criar água.
Infelizmente, a tecnologia da Sony está longe de atingir viabilidade comercial, pois ainda gera pouca energia. Até agora, a biobateria conseguiu alimentar somente um MP3 player e está longe de ter a mesma capacidade dos modelos convencionais.
A Sony apresentou a tecnologia pela primeira vez em 2007. De lá para cá, a companhia japonesa conseguiu reduzir o tamanho da biobateria ao de um cartão de Natal, que toma "Jingle Bells".
Fontes: Época
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Energia Renovável: na mira dos investimentos
Pela primeira vez, o Brasil figura entre os dez países mais atrativos para receber investimentos em energias renováveis. Segundo o Renewable energy country attractiveness indices, ranking trimestral elaborado pela Ernst & Young, o País ocupa agora a 10ª posição da lista – uma acima da registrada no trimestre anterior e oito acima na comparação com o terceiro trimestre de 2010. A melhora da posição brasileira deve-se, sobretudo, à energia eólica.
O relatório – que fornece scores, em 40 países, para mercados nacionais de energias renováveis, infraestrutura e sua adequação para tecnologias individuais – afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores da energia eólica no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do País. A energia eólica chamou a atenção porque, pela primeira vez, seu preço caiu abaixo do da eletricidade gerada pelo gás natural.
“O ranking mostra o amadurecimento do segmento eólico dentro da matriz energética brasileira”, avalia Luiz Claudio Campos, sócio de Transações da Ernst & Young Terco. “Há exatamente um ano, o Brasil estava na 18ª posição no ranking. Em um futuro próximo, o País pode ocupar uma posição de ainda mais destaque, provavelmente devido ao setor eólico.”
Os recentes leilões provaram que, por aqui, gás natural e energia eólica podem competir diretamente no mercado. Analistas de mercado sugerem diversas razões para o bom resultado do País, incluindo a recente chegada de fornecedores chineses de equipamentos, o que pode levar fornecedores locais a reduzirem seus preços para continuar competitivos. O baixo custo alcançado nos leilões também pode ser o resultado de um número crescente de fabricantes de turbinas no Brasil.
“Além disso, a desaceleração econômica causou a paralisação de diversos projetos na Europa, o que pode ter movido investidores para outros mercados com potencial de crescimento, como o Brasil”, afirma o sócio da Ernst & Young Terco.
Outros mercados - Enquanto os países desenvolvidos continuam focados em cortar custos e com problemas de dívida, países
emergentes – e sua insaciável busca por energia – aparecem como a força por trás dos investimentos em energias renováveis.
A balança de poder está claramente mudando, com o Leste Europeu, o Oriente Médio, o Norte da África, o Sudeste da Ásia e a América Latina agora representando o futuro para a energia renovável, enquanto a indústria se adapta a um mundo em transformação. Países como Argentina, Hungria, Israel, Tunísia e Ucrânia aparecendo pela primeira vez nos índices, com todos compartilhando uma necessidade por mais energia renovável.
“A maturidade dos mercados de energia renovável na Europa Ocidental e nos EUA sofreram um golpe com a redução dos incentivos do governo, acesso restrito a capital e competição crescente de outros países”, diz Luiz Claudio Campos. “Ao mesmo tempo estamos vendo um forte apoio para energias renováveis em países emergentes. Esses mercados, com uma crescente demanda por energia, estão aproveitando a oportunidade para garantir um futuro com baixa emissão de carbono e eficiência de recursos. Nos últimos dois anos, 15 países emergentes foram adicionados ao ranking da Ernst & Young”, completa.
A China continua no topo do ranking geral. No entanto, o potencial de crescimento anterior diminuiu, e um processo rígido de aprovação de novos projetos de energia eólica está gerando um excesso de oferta de turbinas e fabricantes estão procurando agora por novos mercados para exportar.
Os EUA também caíram um ponto devido à expiração do programa nacional de garantia de crédito e à continuada incerteza a respeito do futuro do programa de subvenções do Tesouro e créditos fiscais de produção. Também houve uma queda na confiança do investidor no setor solar após a falência de três grandes fabricantes. Os EUA estão agora quatro pontos atrás da China e apenas um ponto à frente da Alemanha. No Reino Unido, a confiança do investidor sofreu um golpe com a forte queda nas taxas da chamada feed-in-tariff (FIT).
Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco-A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e consultoria. Em todo o mundo, a empresa tem 152 mil colaboradores unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. A empresa faz a diferença ajudando colaboradores, clientes e as comunidades em que atua a atingirem todo seu potencial.
No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de consultoria e auditoria com mais de 4.100 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de grande, médio e pequeno portes, sendo que 117 companhias são listadas na CVM (dado referente a dezembro de 2010) e fazem parte da carteira especial da equipe de auditoria.
O relatório – que fornece scores, em 40 países, para mercados nacionais de energias renováveis, infraestrutura e sua adequação para tecnologias individuais – afirma que o terceiro trimestre de 2011 foi um bom momento para desenvolvedores da energia eólica no Brasil, com a realização de quatro leilões que forneceram oportunidades para remodelar o mercado de energético do País. A energia eólica chamou a atenção porque, pela primeira vez, seu preço caiu abaixo do da eletricidade gerada pelo gás natural.
“O ranking mostra o amadurecimento do segmento eólico dentro da matriz energética brasileira”, avalia Luiz Claudio Campos, sócio de Transações da Ernst & Young Terco. “Há exatamente um ano, o Brasil estava na 18ª posição no ranking. Em um futuro próximo, o País pode ocupar uma posição de ainda mais destaque, provavelmente devido ao setor eólico.”
Os recentes leilões provaram que, por aqui, gás natural e energia eólica podem competir diretamente no mercado. Analistas de mercado sugerem diversas razões para o bom resultado do País, incluindo a recente chegada de fornecedores chineses de equipamentos, o que pode levar fornecedores locais a reduzirem seus preços para continuar competitivos. O baixo custo alcançado nos leilões também pode ser o resultado de um número crescente de fabricantes de turbinas no Brasil.
“Além disso, a desaceleração econômica causou a paralisação de diversos projetos na Europa, o que pode ter movido investidores para outros mercados com potencial de crescimento, como o Brasil”, afirma o sócio da Ernst & Young Terco.
Outros mercados - Enquanto os países desenvolvidos continuam focados em cortar custos e com problemas de dívida, países
emergentes – e sua insaciável busca por energia – aparecem como a força por trás dos investimentos em energias renováveis.
A balança de poder está claramente mudando, com o Leste Europeu, o Oriente Médio, o Norte da África, o Sudeste da Ásia e a América Latina agora representando o futuro para a energia renovável, enquanto a indústria se adapta a um mundo em transformação. Países como Argentina, Hungria, Israel, Tunísia e Ucrânia aparecendo pela primeira vez nos índices, com todos compartilhando uma necessidade por mais energia renovável.
“A maturidade dos mercados de energia renovável na Europa Ocidental e nos EUA sofreram um golpe com a redução dos incentivos do governo, acesso restrito a capital e competição crescente de outros países”, diz Luiz Claudio Campos. “Ao mesmo tempo estamos vendo um forte apoio para energias renováveis em países emergentes. Esses mercados, com uma crescente demanda por energia, estão aproveitando a oportunidade para garantir um futuro com baixa emissão de carbono e eficiência de recursos. Nos últimos dois anos, 15 países emergentes foram adicionados ao ranking da Ernst & Young”, completa.
A China continua no topo do ranking geral. No entanto, o potencial de crescimento anterior diminuiu, e um processo rígido de aprovação de novos projetos de energia eólica está gerando um excesso de oferta de turbinas e fabricantes estão procurando agora por novos mercados para exportar.
Os EUA também caíram um ponto devido à expiração do programa nacional de garantia de crédito e à continuada incerteza a respeito do futuro do programa de subvenções do Tesouro e créditos fiscais de produção. Também houve uma queda na confiança do investidor no setor solar após a falência de três grandes fabricantes. Os EUA estão agora quatro pontos atrás da China e apenas um ponto à frente da Alemanha. No Reino Unido, a confiança do investidor sofreu um golpe com a forte queda nas taxas da chamada feed-in-tariff (FIT).
Ernst & Young e sobre a Ernst & Young Terco-A Ernst & Young é líder global em serviços de auditoria, impostos, transações corporativas e consultoria. Em todo o mundo, a empresa tem 152 mil colaboradores unidos por valores pautados pela ética e pelo compromisso constante com a qualidade. A empresa faz a diferença ajudando colaboradores, clientes e as comunidades em que atua a atingirem todo seu potencial.
No Brasil, a Ernst & Young Terco é a mais completa empresa de consultoria e auditoria com mais de 4.100 profissionais que dão suporte e atendimento a mais de 3.400 clientes de grande, médio e pequeno portes, sendo que 117 companhias são listadas na CVM (dado referente a dezembro de 2010) e fazem parte da carteira especial da equipe de auditoria.
Fontes: Ambiente Energia
Energias renováveis: Brasil na mão certa
Durante audiência com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na quinta-feira, 1 de dezembro, em Brasília, a diretora executiva da Agência Internacional de Energia (AIE), Maria van der Hoeven, elogiou o sucesso dos leilões de compra de energia realizados pelo governo brasileiro, principalmente os de eólica, devido ao volume de projetos associados e a aos preços obtidos. No último leilão de eólica do país, realizado em agosto deste ano, o MWh de energia foi fixado em R$ 99,8 , sendo pela primeira vez mais competitivo que o gás natural.
Maria van der Hoeven destacou a opção do Brasil por manter uma matriz energética baseada em fontes limpas e renováveis e pediu ao ministro que explicasse o funcionamento do modelo brasileiro de leilões que asseguram modicidade tarifária em benefício da população. Ela considerou “impressionantes” os resultados dos recentes leilões, especialmente o de eólica, que chegou a “ preços impensáveis na Europa”, segundo ela.
Informada sobre os resultados do programa Luz Para Todos, que em oito anos levou energia a mais de 14 milhões de brasileiros das áreas rurais, a diretora disse ter ficado impressionada com os números.
Maria van der Hoeven aproveitou a oportunidade para convidar o ministro Edison Lobão a participar do grupo coordenador das atividades programadas para o “2012 Sustainable Energy For All” (Energia Sustentável Para Todos), iniciativa da Organização das Nações Unidas destinada a reduzir a exclusão elétrica no mundo. Dados da AIE revelam que 1,3 bilhão de pessoas vivem hoje sem energia.
A diretora da AIE entregou ao ministro Lobão um exemplar do World Energy Outlook 2001, relatório anual sobre a situação energética mundial, lançado oficialmente no Brasil em solenidade realizada nesta sexta-feira, 02 de dezembro, na sede do Ministério de Minas e Energia.
Maria van der Hoeven referiu-se ao papel de destaque que o Brasil passou a assumir recentemente no cenário energético mundial, “notadamente no que se refere às energias renováveis e limpas”. Destacou ainda as recentes descobertas de petróleo e gás natural na área do pré-sal e elogiou o progresso tecnológico do país na exploração em águas profundas.
Segundo a diretora, a AIE aderiu ao programa “Desenvolvimento Sustentável em Hidroleletricidade”, liderado pelo Brasil no âmbito do Forum Ministerial de Energia Limpa (Clean Energy Ministerial- CEM). Van der Hoeven também acentuou a colaboração entre o MME e a Agência, com apoio do Cepel (Centro de Pesquisa de Energia Elétrica) para a produção do Mapa de Rotas Tecnológicas em Hidroeletricidade.
O ministro Edison Lobão reafirmou o compromisso do Brasil com a produção de energia baseada em fontes limpas e renováveis. A diretora da Agência disse que “o Brasil caminha no rumo certo” e prometeu defender internacionalmente a construção da Usina de Belo Monte. Ela atribuiu as campanhas contra Belo Monte como fruto do desconhecimento do projeto e devido à memória do que ocorreu durante a construção da hidrelétrica de Três Gargantas, na China.
Maria van der Hoeven destacou a opção do Brasil por manter uma matriz energética baseada em fontes limpas e renováveis e pediu ao ministro que explicasse o funcionamento do modelo brasileiro de leilões que asseguram modicidade tarifária em benefício da população. Ela considerou “impressionantes” os resultados dos recentes leilões, especialmente o de eólica, que chegou a “ preços impensáveis na Europa”, segundo ela.
Informada sobre os resultados do programa Luz Para Todos, que em oito anos levou energia a mais de 14 milhões de brasileiros das áreas rurais, a diretora disse ter ficado impressionada com os números.
Maria van der Hoeven aproveitou a oportunidade para convidar o ministro Edison Lobão a participar do grupo coordenador das atividades programadas para o “2012 Sustainable Energy For All” (Energia Sustentável Para Todos), iniciativa da Organização das Nações Unidas destinada a reduzir a exclusão elétrica no mundo. Dados da AIE revelam que 1,3 bilhão de pessoas vivem hoje sem energia.
A diretora da AIE entregou ao ministro Lobão um exemplar do World Energy Outlook 2001, relatório anual sobre a situação energética mundial, lançado oficialmente no Brasil em solenidade realizada nesta sexta-feira, 02 de dezembro, na sede do Ministério de Minas e Energia.
Maria van der Hoeven referiu-se ao papel de destaque que o Brasil passou a assumir recentemente no cenário energético mundial, “notadamente no que se refere às energias renováveis e limpas”. Destacou ainda as recentes descobertas de petróleo e gás natural na área do pré-sal e elogiou o progresso tecnológico do país na exploração em águas profundas.
Segundo a diretora, a AIE aderiu ao programa “Desenvolvimento Sustentável em Hidroleletricidade”, liderado pelo Brasil no âmbito do Forum Ministerial de Energia Limpa (Clean Energy Ministerial- CEM). Van der Hoeven também acentuou a colaboração entre o MME e a Agência, com apoio do Cepel (Centro de Pesquisa de Energia Elétrica) para a produção do Mapa de Rotas Tecnológicas em Hidroeletricidade.
O ministro Edison Lobão reafirmou o compromisso do Brasil com a produção de energia baseada em fontes limpas e renováveis. A diretora da Agência disse que “o Brasil caminha no rumo certo” e prometeu defender internacionalmente a construção da Usina de Belo Monte. Ela atribuiu as campanhas contra Belo Monte como fruto do desconhecimento do projeto e devido à memória do que ocorreu durante a construção da hidrelétrica de Três Gargantas, na China.
Fontes: Ambiente Energia
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Energia eólica se expande
A ampla faixa atlântica do Ceará, beneficiada pelos ventos alísios, está ganhando nova atividade ao sediar as matrizes da produção de energia eólica(dos ventos), representadas pelos conjuntos de centrais aerogeradores. O Estado já dispõe de 17 parques eólicos em operação, enquanto estão projetados 37 outros, espalhados entre o litoral de Camocim e os limites do Ceará com o Rio Grande do Norte.
Como parte desse processo de expansão, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema ) vem de aprovar mais dois projetos para a construção de complexos eólicos em Paraipaba e Amontada, no litoral oeste. Esse tipo de energia limpa, dispondo de vasto potencial originado nos ventos, tem encontrado no País um largo campo para se expandir, alinhando-se às nações desenvolvidas e em desenvolvimento, em busca da consolidação dessa nova matriz energética.
Do Rio Grande do Sul, ao Rio Grande do Norte, da Bahia ao Ceará há um esforço continuado, resultante da sensibilidade de investidores interessados em explorar um filão energético ainda pouco aproveitado industrialmente. Estes dois últimos projetos aprovados no Ceará trazem uma peculiaridade: seus aerogeradores ficarão implantados em regiões de tabuleiros pré-litorâneos, ao contrário dos projetos anteriores fincados especialmente em topos de dunas.
O complexo de Paraipaba disporá de quatro centrais geradoras distribuídas numa área de 1.179 hectares, nos quais serão fincados 46 aerogeradores com 97 metros de altura. O empreendimento de Amontada terá um complexo eólico com 35 aerogeradores, distribuídos por três centrais instaladas numa área de 689 hectares. Essa modalidade de geração energética não impede o aproveitamento das áreas agricultáveis do entorno dos equipamentos aéreos com o plantio de culturas agrícolas, pois os geradores ocupam entre 5% e 15% dos espaços.
O Brasil se transformou, nos últimos tempos, no quinto maior investidor em energias renováveis no mundo, mobilizando, para tanto, US$ 7 bilhões. Dados publicados pela ONU comprovam uma nova realidade: os investimentos mundiais em inovação tecnológica de energias alternativas suplantam as inversões financeiras em tecnologia energética de origem fóssil. Externamente, os investimentos reservados a energias limpas já alcançam US$ 211 bilhões. Até 2004, não superavam US$ 33 bilhões. A expansão média tem sido de 40%, enquanto a crise mundial vem freando os investimentos nas demais áreas de avanços tecnológicos. Para a ONU, essa alternativa será a única capaz de atender aos desafios da demanda por energia, reduzindo, ao mesmo tempo, as emissões de CO². No mundo ainda há 1,4 bilhão de pessoas sem acesso à energia elétrica.
Desde 2010, a China lidera as inversões para a produção de energias renováveis, de modo a superar a sua dependência de petróleo, aplicando US$ 49 bilhões. O segundo lugar é da Alemanha, com US$ 41 bilhões, sequenciada pelos Estados Unidos da América e a Itália. O Brasil aplica nesse mercado, atualmente, duas vezes mais do que os 53 países africanos juntos. Daí o leque representado pelo etanol, energia solar e energia dos ventos como alternativas à matriz fóssil.
Como parte desse processo de expansão, o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema ) vem de aprovar mais dois projetos para a construção de complexos eólicos em Paraipaba e Amontada, no litoral oeste. Esse tipo de energia limpa, dispondo de vasto potencial originado nos ventos, tem encontrado no País um largo campo para se expandir, alinhando-se às nações desenvolvidas e em desenvolvimento, em busca da consolidação dessa nova matriz energética.
Do Rio Grande do Sul, ao Rio Grande do Norte, da Bahia ao Ceará há um esforço continuado, resultante da sensibilidade de investidores interessados em explorar um filão energético ainda pouco aproveitado industrialmente. Estes dois últimos projetos aprovados no Ceará trazem uma peculiaridade: seus aerogeradores ficarão implantados em regiões de tabuleiros pré-litorâneos, ao contrário dos projetos anteriores fincados especialmente em topos de dunas.
O complexo de Paraipaba disporá de quatro centrais geradoras distribuídas numa área de 1.179 hectares, nos quais serão fincados 46 aerogeradores com 97 metros de altura. O empreendimento de Amontada terá um complexo eólico com 35 aerogeradores, distribuídos por três centrais instaladas numa área de 689 hectares. Essa modalidade de geração energética não impede o aproveitamento das áreas agricultáveis do entorno dos equipamentos aéreos com o plantio de culturas agrícolas, pois os geradores ocupam entre 5% e 15% dos espaços.
O Brasil se transformou, nos últimos tempos, no quinto maior investidor em energias renováveis no mundo, mobilizando, para tanto, US$ 7 bilhões. Dados publicados pela ONU comprovam uma nova realidade: os investimentos mundiais em inovação tecnológica de energias alternativas suplantam as inversões financeiras em tecnologia energética de origem fóssil. Externamente, os investimentos reservados a energias limpas já alcançam US$ 211 bilhões. Até 2004, não superavam US$ 33 bilhões. A expansão média tem sido de 40%, enquanto a crise mundial vem freando os investimentos nas demais áreas de avanços tecnológicos. Para a ONU, essa alternativa será a única capaz de atender aos desafios da demanda por energia, reduzindo, ao mesmo tempo, as emissões de CO². No mundo ainda há 1,4 bilhão de pessoas sem acesso à energia elétrica.
Desde 2010, a China lidera as inversões para a produção de energias renováveis, de modo a superar a sua dependência de petróleo, aplicando US$ 49 bilhões. O segundo lugar é da Alemanha, com US$ 41 bilhões, sequenciada pelos Estados Unidos da América e a Itália. O Brasil aplica nesse mercado, atualmente, duas vezes mais do que os 53 países africanos juntos. Daí o leque representado pelo etanol, energia solar e energia dos ventos como alternativas à matriz fóssil.
Fontes: Diário do Nordeste
Energia limpa no Nordeste
Na segunda reportagem sobre energia eólica no Nordeste, o jornal Valor diz que os "Parques eólicos valem uma Belo Monte". De Parazinho/RN, a repórter diz que a CPFL Renováveis arrendou 2,2 mil hectares para erguer 98 torres eólicas. Os investimentos em eólicas em todo o país vão somar R$ 30 bilhões até 2014 para que 280 parques sejam erguidos, com capacidade de gerar mais de 7,2 mil megawatts (MW) de energia - metade para consumo efetivo. São números comparáveis com os da hidrelétrica de Belo Monte, a usina que tem gerado críticas até de artistas globais. Adianta ainda que "os ventos potiguares são tão promissores que até 2014 o Estado vai abrigar sozinho um terço de todos os investimentos do país para a construção de 83 parques com capacidade de gerar 2,3 mil MW".
Para a reportagem, "o que não se pode comparar entre Belo Monte e eólicas é a ampla aceitação que os projetos de ventos ganharam entre ambientalistas, que acreditam ser uma das formas de geração de energia mais limpas do mundo. Nessa onda, tradicionais geradoras de energia hidrelétrica= começaram a investir pesado nesse segmento para se tornarem "renováveis".
A Riachuelo inaugurou a 41ª loja no Estado de São Paulo, sendo a 9ª na capital paulista. Instalada no Mooca Plaza Shopping, o espaço surge dentro do novo conceito arquitetônico. A rede potiguar também inaugurou a terceira loja no litoral paulista, na última sexta-feira (25). Fica na cidade de Caraguatatuba, no Serramar Parque Shopping.
Na disputa do mercado de automóveis no País, a Fiat lidera as vendas de automóveis no ano com 22,58%, seguida da Volkswagen, com 22,18%. Em terceiro, a a General Motors, com 19,94%, a Ford, com 9,25% das vendas, e a Renault, com 6,68%. As marcas não tradicionais (Mitubishi, Nissan, Toyota, Honda, etc), estão abocanhando fatias do mercado.
O final de ano está farto. São poucos os lugares em Natal ainda com datas para confraternizações. Até casas de recepções estão lotadas em grande parte do mês.
O governo vai deixar de faturar R$ 2,6 bilhões em impostos, com a redução da carga tributária de vários produtos, no pacote em vigor desde a última quinta-feira. Falta calcular quanto os governos estaduais e municípios mais pobres deixarão de receber, no Fundo de Participação, sem o IPI desses produtos. Para alguns economistas, o Governo deveria reduzir alíquota do Imposto de Renda, se quiser incentivar o consumo. Na opinião do economista da Unesp de Araraquara (Universidade Estadual Paulista), Elton Casagrande, a redução da alíquota do IR aumentaria o poder de compra da população de forma imediata, especialmente no início do ano, quando as pessoas precisam de recursos livres para pagar as contas.
Está começando o segundo embarque de minério de ferro pelo Porto de Natal. Terá um volume maior do que no primeiro embarque, segundo a Codern.
Mais uma pesquisa da CNI (indústria). Apurou junto ao empresariado que a crise externa pode comprometer os investimentos no País, em 2012. O estudo mostra que o acirramento da concorrência estimula as aplicações em projetos de inovação em produtos e processos. Para 75,7% dos empresários, as incertezas em relação ao desempenho da economia mundial podem comprometer os planos de expansão futuros.
A Rui Cadete Consultores incorpora mais uma ferramenta que aumenta a segurança das declarações federais elaboradas para seus clientes e enviadas à Receita Federal. O sistema Auditor Tributário Eletrônico Federal confronta e mostra em relatório os cruzamentos das declarações, apontando eventuais divergências na informação. É possível atingir o risco zero de erros e, consequentemente, evitar autuações e cobranças.
Na próxima semana, dias 5 e 6, em Fortaleza, o Banco do Nordeste, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente promove o Seminário Compras Públicas Sustentáveis. O objetivo é apresentar alternativas para inserção de critérios socioambientais nos processos de compras ou contratações de bens e serviços das entidades pertencentes à administração pública direta e indireta.
A Azul Linhas Aéreas comemora dois anos de operações em Natal com mais de 92 mil clientes transportados. Cerca de 4,5 mil clientes partem ou chegam de Natal com a Azul todos os meses, em uma frequência diária até Campinas/SP. Ainda, entre os dias 10 e 31 de janeiro, período de alta temporada e grande procura pelo destino turístico, a Azul oferecerá uma frequência adicional, que será operada diariamente. Já a aérea britânica British Airways comemora o aumento dos vôos Rio de Janeiro - Londres. A capacidade da companhia dobrou no último dia 30 de outubro, quando os voos passaram de três para seis por semana, em apenas três anos.
A Arituba Turismo lança três pacotes para o período do Carnaval 2012, com opções variadas. O primeiro roteiro é para a região da Indochina, com possibilidade de extensão à Indonésia e Cingapura. A segunda opção é o Caribe, a bordo do Nowegian Epic, um dos mais luxuosos navios do mundo. O terceiro pacote é para São Francisco e Las Vegas.
O Centro de Turismo de Natal, com 38 lojas e funcionando há 30 anos, passará por reforma e ampliação, com recursos do Prodetur Nacional. A empresa contratada já iniciou o desenvolvimento do projeto de arquitetura, urbanização e engenharia. O prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico.
Para a reportagem, "o que não se pode comparar entre Belo Monte e eólicas é a ampla aceitação que os projetos de ventos ganharam entre ambientalistas, que acreditam ser uma das formas de geração de energia mais limpas do mundo. Nessa onda, tradicionais geradoras de energia hidrelétrica= começaram a investir pesado nesse segmento para se tornarem "renováveis".
A Riachuelo inaugurou a 41ª loja no Estado de São Paulo, sendo a 9ª na capital paulista. Instalada no Mooca Plaza Shopping, o espaço surge dentro do novo conceito arquitetônico. A rede potiguar também inaugurou a terceira loja no litoral paulista, na última sexta-feira (25). Fica na cidade de Caraguatatuba, no Serramar Parque Shopping.
Na disputa do mercado de automóveis no País, a Fiat lidera as vendas de automóveis no ano com 22,58%, seguida da Volkswagen, com 22,18%. Em terceiro, a a General Motors, com 19,94%, a Ford, com 9,25% das vendas, e a Renault, com 6,68%. As marcas não tradicionais (Mitubishi, Nissan, Toyota, Honda, etc), estão abocanhando fatias do mercado.
O final de ano está farto. São poucos os lugares em Natal ainda com datas para confraternizações. Até casas de recepções estão lotadas em grande parte do mês.
O governo vai deixar de faturar R$ 2,6 bilhões em impostos, com a redução da carga tributária de vários produtos, no pacote em vigor desde a última quinta-feira. Falta calcular quanto os governos estaduais e municípios mais pobres deixarão de receber, no Fundo de Participação, sem o IPI desses produtos. Para alguns economistas, o Governo deveria reduzir alíquota do Imposto de Renda, se quiser incentivar o consumo. Na opinião do economista da Unesp de Araraquara (Universidade Estadual Paulista), Elton Casagrande, a redução da alíquota do IR aumentaria o poder de compra da população de forma imediata, especialmente no início do ano, quando as pessoas precisam de recursos livres para pagar as contas.
Está começando o segundo embarque de minério de ferro pelo Porto de Natal. Terá um volume maior do que no primeiro embarque, segundo a Codern.
Mais uma pesquisa da CNI (indústria). Apurou junto ao empresariado que a crise externa pode comprometer os investimentos no País, em 2012. O estudo mostra que o acirramento da concorrência estimula as aplicações em projetos de inovação em produtos e processos. Para 75,7% dos empresários, as incertezas em relação ao desempenho da economia mundial podem comprometer os planos de expansão futuros.
A Rui Cadete Consultores incorpora mais uma ferramenta que aumenta a segurança das declarações federais elaboradas para seus clientes e enviadas à Receita Federal. O sistema Auditor Tributário Eletrônico Federal confronta e mostra em relatório os cruzamentos das declarações, apontando eventuais divergências na informação. É possível atingir o risco zero de erros e, consequentemente, evitar autuações e cobranças.
Na próxima semana, dias 5 e 6, em Fortaleza, o Banco do Nordeste, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente promove o Seminário Compras Públicas Sustentáveis. O objetivo é apresentar alternativas para inserção de critérios socioambientais nos processos de compras ou contratações de bens e serviços das entidades pertencentes à administração pública direta e indireta.
A Azul Linhas Aéreas comemora dois anos de operações em Natal com mais de 92 mil clientes transportados. Cerca de 4,5 mil clientes partem ou chegam de Natal com a Azul todos os meses, em uma frequência diária até Campinas/SP. Ainda, entre os dias 10 e 31 de janeiro, período de alta temporada e grande procura pelo destino turístico, a Azul oferecerá uma frequência adicional, que será operada diariamente. Já a aérea britânica British Airways comemora o aumento dos vôos Rio de Janeiro - Londres. A capacidade da companhia dobrou no último dia 30 de outubro, quando os voos passaram de três para seis por semana, em apenas três anos.
A Arituba Turismo lança três pacotes para o período do Carnaval 2012, com opções variadas. O primeiro roteiro é para a região da Indochina, com possibilidade de extensão à Indonésia e Cingapura. A segunda opção é o Caribe, a bordo do Nowegian Epic, um dos mais luxuosos navios do mundo. O terceiro pacote é para São Francisco e Las Vegas.
O Centro de Turismo de Natal, com 38 lojas e funcionando há 30 anos, passará por reforma e ampliação, com recursos do Prodetur Nacional. A empresa contratada já iniciou o desenvolvimento do projeto de arquitetura, urbanização e engenharia. O prédio é tombado pelo Patrimônio Histórico.
Fontes: Tribuna do Norte
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Brasil aproveita energias renováveis de forma insuficiente
O Brasil ocupa posição de destaque na produção de energias renováveis, mas poderia fazer mais esforços em relação às energias solar e eólica, segundo relatório da Conferência da Organização das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado na terça-feira. O documento informa que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando US$ 7 bilhões.
A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões). "O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, tem enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas", disse a diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, Anne Miroux.
Ela observou que o País se concentra em setores "maduros", como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. "O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", acrescentou.
Segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, o Brasil é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica. Mas o País não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar.
O relatório da Unctad acrescenta que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) "fazem avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar". "A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são as suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro", disse Miroux.
A diretora ressaltou que o Brasil "está no bom caminho" com o objetivo "notório" de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda "não fazer o suficiente" em relação às energias solar e eólica. Miroux elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no País sejam provenientes de energias renováveis em 2030. "O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa", disse a diretora, que pergunta se as reservas do pré-sal colocarão em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no País.
Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado - um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.
Apesar dos números, Miroux alertou que ainda faltam "centenas de bilhões de dólares" para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo. De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento.
A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões). "O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, tem enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas", disse a diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, Anne Miroux.
Ela observou que o País se concentra em setores "maduros", como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. "O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", acrescentou.
Segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, o Brasil é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica. Mas o País não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar.
O relatório da Unctad acrescenta que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) "fazem avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar". "A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são as suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro", disse Miroux.
A diretora ressaltou que o Brasil "está no bom caminho" com o objetivo "notório" de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda "não fazer o suficiente" em relação às energias solar e eólica. Miroux elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no País sejam provenientes de energias renováveis em 2030. "O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa", disse a diretora, que pergunta se as reservas do pré-sal colocarão em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no País.
Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado - um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.
Apesar dos números, Miroux alertou que ainda faltam "centenas de bilhões de dólares" para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo. De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento.
Fontes: Terra
Energia eólica agita mercado imobiliário no Nordeste brasileiro
Além da presença crescente nos leilões de energia elétrica no Brasil, os projetos de energia eólica têm ventilado o mercado imobiliário das regiões do País propícias à instalação de aerogeradores. Vender um terreno para uma central eólica ou arrendar partes dele para a instalação de torres tem se tornado um bom negócio, principalmente em regiões mais pobres do semi-árido nordestino.
Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), as empresas do setor devem investir R$ 30 bilhões até 2014.
Para levar adiante esses investimentos, a localização é parte fundamental do negócio. Terras com ventos fortes e constantes são procuradas para a instalação de futuros parques. Os principais pólos são o sul do País, o litoral nordestino e, mais recentemente, o interior do Nordeste.
Em geral, os empreendedores preferem arrendar parte do terreno para instalar as torres, pagando ao proprietário da terra uma espécie de "royalty" que varia de 0,5% a 1,5% da receita líquida de cada máquina.
"Estimamos que hoje se pague por ano de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões em arrendamento aos proprietários de terra nos parques já operando ou que estão entrando em operação", disse o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, à Reuters.
Segundo o especialista Odilon Camargo, fundador da Camargo Schubert Engenheiros Associados, a prática de arrendamentos para parques eólicos é mais comum em terras que já possuem atividades econômicas - que, depois, dividem o espaço com os aerogeradores.
Por outro lado, onde não havia atividade, algumas centrais eólicas compram as terras. "Depende muito do preço e do empreendedor. Há locais em que a empresa compra e outros em que arrenda. Onde não havia atividade, em alguns casos o empreendedor compra", disse Camargo.
Segundo o especialista, em alguns lugares, como no interior do Nordeste - visto como a nova fronteira da produção eólica - começa a haver competição por localidades, aumentando o preço da terra em regiões antes pouco valorizadas. "Está havendo uma movimentação no mercado imobiliário do semi-árido", disse Camargo.
Em uma busca simples pela internet, é fácil encontrar anúncios de terrenos à venda "com potencial para energia eólica", principalmente no Nordeste.
"Os corretores ligam para oferecer terra para vender ou arrendar. Começa a aparecer um monte de intermediários, mas temos equipe própria que vai avaliar as terras", disse o sócio e co-presidente da Renova Energia, Renato Amaral.
Segundo ele, a empresa está investindo R$ 3,8 bilhões para instalar entre 600 e 700 aerogeradores de 80 m no interior da Bahia. "Já estamos há quatro anos no semi-árido. Somos a primeira empresa do setor na região", disse.
A Renova Energia tem, contratados, 1.075 megawatts (MW) para entrar em operação nos próximos anos no mercado cativo, além de mais 400 MW no mercado livre.
Segundo Amaral, a companhia tem contratos de arrendamentos com mais de 1,5 mil proprietários de terra, em sua maioria com lotes de menos de 500 hectares.
Ele confirma que houve valorização da terra em algumas regiões do Nordeste, mas alerta que comprar terra para especular é uma aposta arriscada, porque não necessariamente ela será futuramente usada para exploração eólica.
Em geral, é preciso fazer medição do vento antes de inscrever um projeto em um leilão. Depois, para conseguir um contrato de venda de energia, é preciso estar entre os vitoriosos nos leilões de energia promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou fechar uma venda no mercado livre.
"Esse processo demora de quatro a cinco anos", salientou o presidente do Sindicato das Empresas Imobiliárias do Rio Grande do Norte (Secovi-RN), Jailson Dantas.
Segundo ele, alguns donos de terra fecharam contratos de risco com geradores de energia eólica tendo em vista possíveis futuros ganhos. "Teve gente que locou e está aguardando. Tem de esperar a maturação", disse Dantas.
O interior do Nordeste é a próxima grande fronteira do setor de energia eólica no Brasil. Segundo o presidente da Abeeólica, o semi-árido tem potencial para gerar, no futuro, cerca de 100 mil megawatts (MW).
A capacidade de geração de energia total instalada no País atualmente é de 116,3 mil MW, segundo dados da Aneel, com apenas pouco mais de 1 mil MW correspondentes à fonte eólica.
O consultor Camargo acredita que o potencial pode ser atingido a partir do desenvolvimento tecnológico dos aerogeradores no Brasil, com torres cada vez mais altas, de mais de 100 m de altura, e mais produtivas.
Segundo ele, o Nordeste tem cerca de 5,6 mil MW de energia eólica contratada até 2014, dos quais cerca de 4,6 mil MW devem vir do interior da região.
Além dos ventos, principalmente durante a noite, o semi-árido tem outras vantagens. "Não tem a maresia e ainda fica mais perto das grandes linhas de transmissão do setor elétrico", disse Camargo.
A exploração econômica da região da caatinga tem proporcionado ainda um processo de regularização das terras. Se antes a baixa valorização estimulava a informalidade, a necessidade de inscrever as localidades nos leilões da Aneel vem aumentando a regularização dos lotes.
"Tem que ter a regularização. Se estiver faltando qualquer coisa, você tem dificuldade para participar do leilão", disse Dantas, do Secovi-RN.
"Estimamos que hoje se pague por ano de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões em arrendamento aos proprietários de terra nos parques já operando ou que estão entrando em operação", disse o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, à Reuters.
Segundo o especialista Odilon Camargo, fundador da Camargo Schubert Engenheiros Associados, a prática de arrendamentos para parques eólicos é mais comum em terras que já possuem atividades econômicas - que, depois, dividem o espaço com os aerogeradores.
Por outro lado, onde não havia atividade, algumas centrais eólicas compram as terras. "Depende muito do preço e do empreendedor. Há locais em que a empresa compra e outros em que arrenda. Onde não havia atividade, em alguns casos o empreendedor compra", disse Camargo.
Segundo o especialista, em alguns lugares, como no interior do Nordeste - visto como a nova fronteira da produção eólica - começa a haver competição por localidades, aumentando o preço da terra em regiões antes pouco valorizadas. "Está havendo uma movimentação no mercado imobiliário do semi-árido", disse Camargo.
Em uma busca simples pela internet, é fácil encontrar anúncios de terrenos à venda "com potencial para energia eólica", principalmente no Nordeste.
"Os corretores ligam para oferecer terra para vender ou arrendar. Começa a aparecer um monte de intermediários, mas temos equipe própria que vai avaliar as terras", disse o sócio e co-presidente da Renova Energia, Renato Amaral.
Segundo ele, a empresa está investindo R$ 3,8 bilhões para instalar entre 600 e 700 aerogeradores de 80 m no interior da Bahia. "Já estamos há quatro anos no semi-árido. Somos a primeira empresa do setor na região", disse.
A Renova Energia tem, contratados, 1.075 megawatts (MW) para entrar em operação nos próximos anos no mercado cativo, além de mais 400 MW no mercado livre.
Segundo Amaral, a companhia tem contratos de arrendamentos com mais de 1,5 mil proprietários de terra, em sua maioria com lotes de menos de 500 hectares.
Ele confirma que houve valorização da terra em algumas regiões do Nordeste, mas alerta que comprar terra para especular é uma aposta arriscada, porque não necessariamente ela será futuramente usada para exploração eólica.
Em geral, é preciso fazer medição do vento antes de inscrever um projeto em um leilão. Depois, para conseguir um contrato de venda de energia, é preciso estar entre os vitoriosos nos leilões de energia promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou fechar uma venda no mercado livre.
"Esse processo demora de quatro a cinco anos", salientou o presidente do Sindicato das Empresas Imobiliárias do Rio Grande do Norte (Secovi-RN), Jailson Dantas.
Segundo ele, alguns donos de terra fecharam contratos de risco com geradores de energia eólica tendo em vista possíveis futuros ganhos. "Teve gente que locou e está aguardando. Tem de esperar a maturação", disse Dantas.
O interior do Nordeste é a próxima grande fronteira do setor de energia eólica no Brasil. Segundo o presidente da Abeeólica, o semi-árido tem potencial para gerar, no futuro, cerca de 100 mil megawatts (MW).
A capacidade de geração de energia total instalada no País atualmente é de 116,3 mil MW, segundo dados da Aneel, com apenas pouco mais de 1 mil MW correspondentes à fonte eólica.
O consultor Camargo acredita que o potencial pode ser atingido a partir do desenvolvimento tecnológico dos aerogeradores no Brasil, com torres cada vez mais altas, de mais de 100 m de altura, e mais produtivas.
Segundo ele, o Nordeste tem cerca de 5,6 mil MW de energia eólica contratada até 2014, dos quais cerca de 4,6 mil MW devem vir do interior da região.
Além dos ventos, principalmente durante a noite, o semi-árido tem outras vantagens. "Não tem a maresia e ainda fica mais perto das grandes linhas de transmissão do setor elétrico", disse Camargo.
A exploração econômica da região da caatinga tem proporcionado ainda um processo de regularização das terras. Se antes a baixa valorização estimulava a informalidade, a necessidade de inscrever as localidades nos leilões da Aneel vem aumentando a regularização dos lotes.
"Tem que ter a regularização. Se estiver faltando qualquer coisa, você tem dificuldade para participar do leilão", disse Dantas, do Secovi-RN.
Fontes: Terra
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Google abandona planos de produzir energia renovável barata
O Google abandonou um projecto ambicioso para produzir energia renovável a preços inferiores aos do carvão, como o mais recente passo nos esforços do presidente Larry Page para concentrar os esforços do gigante da Internet num número menor de projectos.
O Google anunciou o cancelamento de sete projectos, entre os quais o da energia renovável mais barata que o carvão e o Knol, uma enciclopédia online semelhante à Wikipedia.
Os planos, anunciados pelo Google no blog da empresa, representam a terceira etapa na «limpeza geral» que a empresa tem vindo a promover desde que Page assumiu o cargo em Abril.
As mudanças surgem num momento no qual o Google enfrenta forte concorrência na computação móvel e redes sociais, de parte da Apple e Facebook, e depois que investidores se queixaram da alta dos gastos na maior companhia mundial de buscas na Internet.
O Google anunciou o cancelamento de sete projectos, entre os quais o da energia renovável mais barata que o carvão e o Knol, uma enciclopédia online semelhante à Wikipedia.
Os planos, anunciados pelo Google no blog da empresa, representam a terceira etapa na «limpeza geral» que a empresa tem vindo a promover desde que Page assumiu o cargo em Abril.
As mudanças surgem num momento no qual o Google enfrenta forte concorrência na computação móvel e redes sociais, de parte da Apple e Facebook, e depois que investidores se queixaram da alta dos gastos na maior companhia mundial de buscas na Internet.
Fontes: Diário Digital
Energia elétrica chega a 97,8% dos domicílios brasileiros
Censo do IBGE mostra que cobertura de serviços básicos cresceram entre 2000 e 2010
Em 2010, dos serviços prestados aos domicílios, a energia elétrica apresentou a maior cobertura (97,8%), principalmente nas áreas urbanas (99,1%), mas também com forte presença no Brasil rural (89,7%) – de acordo com dados do Censo 2010divulgados na quarta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cobertura dos principais serviços públicos, como água, esgoto e coleta de lixo cresceu nos últimos dez anos (veja gráfico).
Em 11 de novembro, o programa Luz Para Todos , completou oito anos com 14,3 milhões de brasileiros atendidos com energia elétrica em 2,8 milhões de domicílios no meio rural. A meta inicial de fazer dois milhões de ligações e atender a dez milhões de pessoas foi alcançada em maio de 2009. Em julho deste ano, o Luz para Todos foi prorrogado até 2014, com o objetivo de levar ligações gratuitas aos cidadãos que vivem em áreas de extrema pobreza e em regiões que teriam impacto tarifário se não houver a atuação governamental.
O objetivo do programa é permitir que os moradores do campo passem a dispor de eletricidade. Além do uso doméstico, a energia traz mudanças produtivas e gera desenvolvimento econômico e social, contribuindo para a redução da pobreza.
Água - O acesso à água cresce mais rápido no campo do que nas cidades. Enquanto a média nacional de cobertura pelo abastecimento de água cresceu 5,1 pontos percentuais entre 2000 e 2010, chegando a 82,9% dos domicílios; na área urbana, o percentual passou de 89,8% para 91,9%, e na rural, subiu de 18,1% para 27,8%.
Educação - Nos últimos dez anos, o percentual de brasileiros de 7 a 14 anos fora da escola caiu de 5,1% para 3,1% no País, também segundo o Censo. Em 2010, esse indicador ainda era mais elevado no Norte e Nordeste, mas nessas duas regiões foram registradas as maiores quedas em relação a 2000: de 11,2% para 5,5% e de 7,1% para 3,2%, respectivamente.
Na faixa etária de 15 a 17 anos também houve redução no percentual de pessoas que não frequentavam escola, entre 2000 e 2010: de 22,3% para 16,7%.
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,6% em 2010, uma redução de quatro pontos percentuais em relação a 2000 (13,6%). O indicador diminuiu de 10,2% para 7,3%, na área urbana, e de 29,8% para 23,2%, na rural. Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% para 11,2%) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).
Mercado de trabalho - Os dados do Censo 2010 confirmam as pesquisas sobre mercado de trabalho, ao demonstrar a tendência à formalização e da ocupação. Na primeira década do século XXI, os empregados com carteira de trabalho assinada passaram de 54,4% para 65,2%, enquanto a participação dos que não tinham carteira assinada caiu de 36,8% para 26,5%. O crescimento se deu em todas as regiões.
Luz Para Todos - Os consumidores que ainda não têm energia elétrica em casa devem se dirigir à distribuidora local para fazer o pedido de instalação. Esta solicitação será incluída no programa de obras das distribuidoras e atendida de acordo com as prioridades estabelecidas no manual de operacionalização do programa e pelo Comitê Gestor Estadual (CGE).
Dessa forma, todos os projetos, idéias, avaliações e determinações são discutidos e definidos por esse colegiado. O objetivo é fazer com que o programa atenda de forma justa as demandas do beneficiário final.
Em 2010, dos serviços prestados aos domicílios, a energia elétrica apresentou a maior cobertura (97,8%), principalmente nas áreas urbanas (99,1%), mas também com forte presença no Brasil rural (89,7%) – de acordo com dados do Censo 2010divulgados na quarta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cobertura dos principais serviços públicos, como água, esgoto e coleta de lixo cresceu nos últimos dez anos (veja gráfico).
Em 11 de novembro, o programa Luz Para Todos , completou oito anos com 14,3 milhões de brasileiros atendidos com energia elétrica em 2,8 milhões de domicílios no meio rural. A meta inicial de fazer dois milhões de ligações e atender a dez milhões de pessoas foi alcançada em maio de 2009. Em julho deste ano, o Luz para Todos foi prorrogado até 2014, com o objetivo de levar ligações gratuitas aos cidadãos que vivem em áreas de extrema pobreza e em regiões que teriam impacto tarifário se não houver a atuação governamental.
O objetivo do programa é permitir que os moradores do campo passem a dispor de eletricidade. Além do uso doméstico, a energia traz mudanças produtivas e gera desenvolvimento econômico e social, contribuindo para a redução da pobreza.
Água - O acesso à água cresce mais rápido no campo do que nas cidades. Enquanto a média nacional de cobertura pelo abastecimento de água cresceu 5,1 pontos percentuais entre 2000 e 2010, chegando a 82,9% dos domicílios; na área urbana, o percentual passou de 89,8% para 91,9%, e na rural, subiu de 18,1% para 27,8%.
Educação - Nos últimos dez anos, o percentual de brasileiros de 7 a 14 anos fora da escola caiu de 5,1% para 3,1% no País, também segundo o Censo. Em 2010, esse indicador ainda era mais elevado no Norte e Nordeste, mas nessas duas regiões foram registradas as maiores quedas em relação a 2000: de 11,2% para 5,5% e de 7,1% para 3,2%, respectivamente.
Na faixa etária de 15 a 17 anos também houve redução no percentual de pessoas que não frequentavam escola, entre 2000 e 2010: de 22,3% para 16,7%.
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,6% em 2010, uma redução de quatro pontos percentuais em relação a 2000 (13,6%). O indicador diminuiu de 10,2% para 7,3%, na área urbana, e de 29,8% para 23,2%, na rural. Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% para 11,2%) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).
Mercado de trabalho - Os dados do Censo 2010 confirmam as pesquisas sobre mercado de trabalho, ao demonstrar a tendência à formalização e da ocupação. Na primeira década do século XXI, os empregados com carteira de trabalho assinada passaram de 54,4% para 65,2%, enquanto a participação dos que não tinham carteira assinada caiu de 36,8% para 26,5%. O crescimento se deu em todas as regiões.
Luz Para Todos - Os consumidores que ainda não têm energia elétrica em casa devem se dirigir à distribuidora local para fazer o pedido de instalação. Esta solicitação será incluída no programa de obras das distribuidoras e atendida de acordo com as prioridades estabelecidas no manual de operacionalização do programa e pelo Comitê Gestor Estadual (CGE).
Dessa forma, todos os projetos, idéias, avaliações e determinações são discutidos e definidos por esse colegiado. O objetivo é fazer com que o programa atenda de forma justa as demandas do beneficiário final.
Fontes: Jornal Agora MS
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Energia eólica se torna 'menina dos olhos' dos investidores
Preços mais competitivos, tratamento diferenciado à indústria e corrida dos fabricantes internacionais para se instalarem no país em busca da lucratividade perdida devido à crise nos EUA e Europa transformaram a fonte eólica na menina dos olhos dos investidores do setor energético. Nos leilões realizados em agosto, os projetos de eólica alcançaram os preços médios mais baixos, em relação às demais fontes de energia.
Foram contratados 78 projetos, com 832 MW. Considerando os leilões desde 2009, a capacidade de geração de energia contratada atingirá cerca de 7 MW até 2014, com investimentos de R$ 30 bilhões. "Vamos contratar pelo menos 2 MW por ano", diz Renato Amaral, membro do conselho de administração e diretor de operações da Renova Energia, a principal companhia brasileira no segmento, com participação de 11% no bolo dos empreendimentos em execução.
Segundo Amaral, a Renova Energia investiu nos projetos de energia eólica R$ 562 milhões entre 2009 e 2011, e os planos preveem novas ações. A ideia é construir um parque gerador de energia eólica de 1,11 mil MW até 2016. Para isso, a empresa investirá R$ 3,8 bilhões.
Os recursos serão provenientes de capital próprio e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O cenário é mais do que propício aos investimentos", avalia Cláudio Semprine, assistente da diretoria de engenharia de Furnas, que constrói plantas eólicas com a JMalucelli e a Eletronorte.
A companhia investiu cerca de R$ 1 bilhão desde 2009 para construir sete empreendimentos no Nordeste, com 487,6 MW de potência instalada. O grupo espanhol Iberdrola Renováveis, que atua em parceria com aNeoenergia, também tem planos de chegar a 1.000 MW em parques eólicos em cinco anos.
"Os preços baixaram em função de uma sobre-oferta de aerogeradores. A redução foi potencializada pela entradas de novos fabricantes ", diz Laura Porto, diretora de novos negócios. Sobra espaço para o crescimento de fornecedores brasileiros de equipamentos, como a ABB, que atua no fornecimento de subestações de rede.
A empresa fechou contrato com a Galvão Energia, de US$ 14 milhões. "A ABB também se prepara para investir em infraestrutura para outras áreas de energia", diz Manfred Hattenberger, gerente geral de energia eólica da filial brasileira.
Foram contratados 78 projetos, com 832 MW. Considerando os leilões desde 2009, a capacidade de geração de energia contratada atingirá cerca de 7 MW até 2014, com investimentos de R$ 30 bilhões. "Vamos contratar pelo menos 2 MW por ano", diz Renato Amaral, membro do conselho de administração e diretor de operações da Renova Energia, a principal companhia brasileira no segmento, com participação de 11% no bolo dos empreendimentos em execução.
Segundo Amaral, a Renova Energia investiu nos projetos de energia eólica R$ 562 milhões entre 2009 e 2011, e os planos preveem novas ações. A ideia é construir um parque gerador de energia eólica de 1,11 mil MW até 2016. Para isso, a empresa investirá R$ 3,8 bilhões.
Os recursos serão provenientes de capital próprio e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O cenário é mais do que propício aos investimentos", avalia Cláudio Semprine, assistente da diretoria de engenharia de Furnas, que constrói plantas eólicas com a JMalucelli e a Eletronorte.
A companhia investiu cerca de R$ 1 bilhão desde 2009 para construir sete empreendimentos no Nordeste, com 487,6 MW de potência instalada. O grupo espanhol Iberdrola Renováveis, que atua em parceria com aNeoenergia, também tem planos de chegar a 1.000 MW em parques eólicos em cinco anos.
"Os preços baixaram em função de uma sobre-oferta de aerogeradores. A redução foi potencializada pela entradas de novos fabricantes ", diz Laura Porto, diretora de novos negócios. Sobra espaço para o crescimento de fornecedores brasileiros de equipamentos, como a ABB, que atua no fornecimento de subestações de rede.
A empresa fechou contrato com a Galvão Energia, de US$ 14 milhões. "A ABB também se prepara para investir em infraestrutura para outras áreas de energia", diz Manfred Hattenberger, gerente geral de energia eólica da filial brasileira.
Fontes: IG Economia
Luz para Todos levará energia gratuita a 42 mil domicílios até 2013
A governadora Roseana Sarney e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, assinaram nesta quinta-feira (27), no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, o novo Termo de Compromisso para realização da 2ª etapa do programa Luz para Todos no Maranhão, que compreende o ano de 2011 até 2014. A solenidade marcou ainda, as comemorações das 300 mil ligações elétricas feitas no Maranhão.
Segundo a governadora, o programa Luz para Todos revela o compromisso dos governos federal e estadual em levar qualidade de vida aos mais pobres. “Para se ter uma ideia da importância do programa no estado, nós saltamos de 84% para 97% o percentual de famílias beneficiadas com energia elétrica", informa. “A nossa previsão é que em dois anos, estaremos com o problema de luz solucionado em todos os municípios maranhenses”, conta ainda, Roseana.
O ministro Lobão fez um balanço positivo sobre o andamento do Luz para Todos no Brasil, que já levou acesso gratuito de energia elétrica para milhões de famílias, beneficiando mais de 14,2 milhões de pessoas na área rural. Lobão destacou a marca de 300 mil ligações do Programa no Maranhão, o que representa benefícios a 1,5 milhão de maranhenses. “O programa é um sucesso. Ele é uma referência, inclusive para a Organização das Nações Unidas (ONU), que está interessada no programa, no que se refere à inclusão social”, contou o ministro.
O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grüdtner, apresentou alguns dados sobre o Programa Luz para Todos no país. Entre eles, o volume de investimentos são da ordem de R$ 18 bilhões, geração de 245 mil empregos e implantação de mais de 7 mil postes de concreto.
Segundo o presidente da Cemar, Augusto Miranda, o Maranhão é um dos quatro estados que mais evolui em termos de acesso a energia elétrica. "O estado é um dos mais atuantes no sentido de proporcionar energia gratuita ao cidadão. A energia elétrica leva qualidade e bem estar para a vida das pessoas", afirma.
Entre as metas da Companhia Energética do Maranhão está levar energia a 42 mil domicílios até 2013 e investir R$ 241 milhões em 2012. "Por meio do Luz para Todos, que é o maior programa de inclusão social do mundo e nós nos orgulhamos de fazer parte desse projeto, conseguiremos atingir a meta", conclui Augusto Miranda.
Segundo a governadora, o programa Luz para Todos revela o compromisso dos governos federal e estadual em levar qualidade de vida aos mais pobres. “Para se ter uma ideia da importância do programa no estado, nós saltamos de 84% para 97% o percentual de famílias beneficiadas com energia elétrica", informa. “A nossa previsão é que em dois anos, estaremos com o problema de luz solucionado em todos os municípios maranhenses”, conta ainda, Roseana.
O ministro Lobão fez um balanço positivo sobre o andamento do Luz para Todos no Brasil, que já levou acesso gratuito de energia elétrica para milhões de famílias, beneficiando mais de 14,2 milhões de pessoas na área rural. Lobão destacou a marca de 300 mil ligações do Programa no Maranhão, o que representa benefícios a 1,5 milhão de maranhenses. “O programa é um sucesso. Ele é uma referência, inclusive para a Organização das Nações Unidas (ONU), que está interessada no programa, no que se refere à inclusão social”, contou o ministro.
O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grüdtner, apresentou alguns dados sobre o Programa Luz para Todos no país. Entre eles, o volume de investimentos são da ordem de R$ 18 bilhões, geração de 245 mil empregos e implantação de mais de 7 mil postes de concreto.
Segundo o presidente da Cemar, Augusto Miranda, o Maranhão é um dos quatro estados que mais evolui em termos de acesso a energia elétrica. "O estado é um dos mais atuantes no sentido de proporcionar energia gratuita ao cidadão. A energia elétrica leva qualidade e bem estar para a vida das pessoas", afirma.
Entre as metas da Companhia Energética do Maranhão está levar energia a 42 mil domicílios até 2013 e investir R$ 241 milhões em 2012. "Por meio do Luz para Todos, que é o maior programa de inclusão social do mundo e nós nos orgulhamos de fazer parte desse projeto, conseguiremos atingir a meta", conclui Augusto Miranda.
Fontes: Jornal Pequeno
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Redes Inteligentes de Energia atraem investimentos
O mercado brasileiro de Smart Grid pode movimentar R$ 16 bilhões em negócios ao longo dos próximos 20 anos. A implantação de projetos de redes inteligentes de energia pelas concessionárias de serviço público deve incluir necessariamente interfaces tecnológicas bastante amigáveis. É necessário ainda que seja acompanhada de programas intensivos de educação e conscientização, ressalta o diretor Global da consultoria Kema, Robert Wilhite, responsável pela implantação de Smart Grid nos principais mercados mundiais de energia, como nos Estados Unidos. O executivo participou nesta quarta-feira, 26/10, de painel sobre Smart Grid durante o Metering Latin America 2011, em São Paulo.
Com base em experiências internacionais e pesquisas realizadas pela Kema, Wilhite afirma que o sucesso de investimentos em Smart Grid está diretamente relacionado à percepção do cliente quanto aos meios oferecidos pelas concessionárias para o gerenciamento das despesas com a conta de energia. A simplicidade e funcionalidade são recursos essenciais, assinalou. “O consumidor pode não estar disposto a lidar com equipamentos complexos demais, principalmente, se tiver que pagar por eles”, diz o especialista.
O diretor da Kema entende que as concessionárias precisam ser criativas e seguir o exemplo das empresas de telecomunicação, que, ao longo do tempo, disponibilizaram facilidades ao público, até então, inimagináveis.
A Kema, que já lidera o mercado global de soluções em energia, é parceira das grandes companhias do setor no Brasil, para as quais desenvolve projetos nas áreas de ganho de eficiência energética e rentabilidade e de inovação tecnológica de produtos e processos. São parceiras, por exemplo, a Cemig, o Grupo Energisa, a Light e a CPFL. A Kema atua tambémem projetos de cidades inteligentes, energias renováveis, automação da distribuição e construção de edifícios verdes. Entre os serviços prestados estão os de pesquisa e desenvolvimento; estudos de viabilidade; desenvolvimento e avaliação de estratégias e planos para gerenciar os serviços e a demanda de energia existente; consultoria para construções inteligentes; desenvolvimento e acompanhamento de centros de comando e controle; e testes e certificações.
Com base em experiências internacionais e pesquisas realizadas pela Kema, Wilhite afirma que o sucesso de investimentos em Smart Grid está diretamente relacionado à percepção do cliente quanto aos meios oferecidos pelas concessionárias para o gerenciamento das despesas com a conta de energia. A simplicidade e funcionalidade são recursos essenciais, assinalou. “O consumidor pode não estar disposto a lidar com equipamentos complexos demais, principalmente, se tiver que pagar por eles”, diz o especialista.
O diretor da Kema entende que as concessionárias precisam ser criativas e seguir o exemplo das empresas de telecomunicação, que, ao longo do tempo, disponibilizaram facilidades ao público, até então, inimagináveis.
A Kema, que já lidera o mercado global de soluções em energia, é parceira das grandes companhias do setor no Brasil, para as quais desenvolve projetos nas áreas de ganho de eficiência energética e rentabilidade e de inovação tecnológica de produtos e processos. São parceiras, por exemplo, a Cemig, o Grupo Energisa, a Light e a CPFL. A Kema atua tambémem projetos de cidades inteligentes, energias renováveis, automação da distribuição e construção de edifícios verdes. Entre os serviços prestados estão os de pesquisa e desenvolvimento; estudos de viabilidade; desenvolvimento e avaliação de estratégias e planos para gerenciar os serviços e a demanda de energia existente; consultoria para construções inteligentes; desenvolvimento e acompanhamento de centros de comando e controle; e testes e certificações.
Fontes: Portal Fator Brasil
Ceará: Energia solar pode ser gerada no Castelão
Governo do Estado estuda a implantação de painéis fotovoltaicos na cobertura do estádio para produzir eletricidade
O Ceará vem buscando cada vez mais opções para a geração de energia alternativa no Estado. Além de participar da implantação de uma usina eólica no Pecém com a MPX, do empresário Eike Batista, o governo estuda agora a possibilidade de produzir energia solar a partir do Castelão, que está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014. Na próxima segunda-feira, 31, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) apresentará estudo de viabilidade para execução desse projeto no Estádio Plácido Castelo.
A ideia é utilizar a cobertura da arena esportiva para implantar painéis fotovoltaicos, transformando a energia solar em elétrica para abastecer o local e seu entorno, que estão recebendo intervenções para o mundial futebolístico.
O Ceará vem buscando cada vez mais opções para a geração de energia alternativa no Estado. Além de participar da implantação de uma usina eólica no Pecém com a MPX, do empresário Eike Batista, o governo estuda agora a possibilidade de produzir energia solar a partir do Castelão, que está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014. Na próxima segunda-feira, 31, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) apresentará estudo de viabilidade para execução desse projeto no Estádio Plácido Castelo.
A ideia é utilizar a cobertura da arena esportiva para implantar painéis fotovoltaicos, transformando a energia solar em elétrica para abastecer o local e seu entorno, que estão recebendo intervenções para o mundial futebolístico.
O estudo faz parte de cooperação técnica entre o Governo do Estado, por meio da Seinfra, governo alemão, banco KfW e a empresa Fichtner.
E a geração solar só deve crescer no Estado nos próximos anos. No último mês de setembro, especialistas da GE (General Eletric) nesse tipo de energia visitaram a MPX Tauá com o intuito de dar continuidade aos trabalhos de ampliação do empreendimento, que deverá duplicar sua capacidade até o ano que vem. Atualmente, essa geração é de 1 MW, suficiente para abastecer 1,5 mil famílias.
A GE fornecerá todo o pacote de equipamentos e sistemas de tecnologia fotovoltaica para a expansão do projeto, que deve chegar a 2MW de capacidade instalada. Serão instalados mais 6,9 mil painéis, totalizando 11.580 módulos solares.
Apesar do incremento, a MPX Tauá tem autorizações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) até para quintuplicar sua capacidade instalada. O projeto, inclusive, prevê ampliação até 50 MW.
E a geração solar só deve crescer no Estado nos próximos anos. No último mês de setembro, especialistas da GE (General Eletric) nesse tipo de energia visitaram a MPX Tauá com o intuito de dar continuidade aos trabalhos de ampliação do empreendimento, que deverá duplicar sua capacidade até o ano que vem. Atualmente, essa geração é de 1 MW, suficiente para abastecer 1,5 mil famílias.
A GE fornecerá todo o pacote de equipamentos e sistemas de tecnologia fotovoltaica para a expansão do projeto, que deve chegar a 2MW de capacidade instalada. Serão instalados mais 6,9 mil painéis, totalizando 11.580 módulos solares.
Apesar do incremento, a MPX Tauá tem autorizações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) até para quintuplicar sua capacidade instalada. O projeto, inclusive, prevê ampliação até 50 MW.
Fontes: Diário Nordeste
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Primeiro parque eólico da Petrobras entra em operação comercial

A Petrobras informa que as usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o Parque Eólico de Mangue Seco, já estão operando comercialmente no Rio Grande do Norte. Com investimento de R$ 424 milhões, o primeiro Parque Eólico da Petrobras entrou em operação comercial oito meses antes do compromisso assumido com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
Os contratos de venda de energia para as usinas foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009 e são válidos por 20 anos. O certame de 2009 previa que a energia gerada pelas usinas seria disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional em 1º de julho de 2012, mas a Petrobras antecipou o cronograma e todo o parque eólico está em operação comercial desde hoje (1º de novembro), com a entrada em operação da última usina, a Juriti.
A usina de Potiguar está em operação comercial desde 26 de agosto de 2011 e as usinas de Cabuji e Mangue Seco, desde 24 de setembro de 2011 e 6 de outubro de 2011, respectivamente.Localizadas no entorno da Refinaria Potiguar Clara Camarão, às margens da Rodovia RN 221, em Guamaré, as usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. Estas características fazem com que o Parque Eólico de Mangue Seco possua a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350.000 habitantes.Cada aerogerador, com um peso de cerca de 300 toneladas, é composto por uma torre de concreto e aço de 108 metros de altura e um conjunto de três pás de fibra de vidro, com 42 metros de comprimento.
O sistema de transmissão de cada unidade é constituído de uma rede de distribuição interna de 34,5 quilovolts (kV), uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV.A usina Cabugi foi construída em parceria com a Eletrobrás; a usina Mangue Seco, em parceria com a Alubar Energia; e as usinas Potiguar e Juriti, em parceria com a Wobben WindPower.
Fonte: Jornal do Brasil
Investimentos em energia eólica colocam o Brasil em destaque
De acordo com projeções do Programa Ambiental da ONUos investimentos globais em energias renováveis devem alcançar US$ 240 bilhões em 2011, impulsionados principalmente pelas iniciativas no Brasil, China e Índia. Em 2009, os gastos com as energias limpas foram de US$ 162 bilhões. No ano passado, os investimentos oscilaram entre US$ 180 e 200 bilhões. O Brasil, no segmento de energias renováveis, tem condições de ampliar sua capacidade instalada, alcançar um modelo energético menos poluente e economicamente viável, desde que haja mais pesquisas e investimentos no setor.

Projeções do Plano Decenal de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia (PNE), indicam que o Brasil, que atualmente dispõe de 115,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada, deverá elevar a produção para 171 GW em 2020 e para 232 GW em 2030. A energia hidrelétrica continuará a ser o eixo de expansão da produção de eletricidade no país até 2030. Mas também haverá crescimento da eólica e dabiomassa no período. Atualmente, no ranking global das energias limpas, o Brasil ocupa a sexta posição, com 45,9% da energia primária utilizada. Lembrando que 1GW pode atender uma cidade com 1,5 milhão de habitantes.
As projeções para a energia eólica indicam que até 2015 ela poderá alcançar 19 GW na América Latina, o que representaria uma participação de 4% no mercado mundial. O Brasil, por sua vez, com a evolução tecnológica, as excelentes condições das jazidas de vento e a manutenção de contratação do governo, deverá se posicionar entre os cinco maiores produtores de energia eólica do mundo até 2020, com capacidade instalada de 20 GW, segundo o vice-presidente da Associação de Mundial de Energia Eólica, Everaldo Feitosa.
Para a Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), as empresas produtoras de energia devem investir até 2020 cerca de R$ 3,4 bilhões em novos empreendimentos eólicos, com capacidade para gerar até 1.000 megawatts (MW) de energia. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) estima que a energia eólica vai ampliar sua participação na matriz energética brasileira de 1% para 5,9%, da produção total de eletricidade até 2014.
Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 51 empreendimentos eólicos em operação (931 MW), 18 em construção e mais 107 outorgados, com capacidade de quase 5.000 MW informa a gerente de agroenergia da Informa Economics FNP, Jacqueline Bierhals, que participou da elaboração da 2ª edição do RenergyFNP, anuário de Energias Renováveis da Informa Economics FNP.
Fontes: Globo Rural
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Tarifa de energia elétrica sobe 11,4% a partir de novembro no AM
Manaus - Os 719 mil clientes da Eletrobras Amazonas Energia terão reajuste de até 11,42% a partir da próxima terça-feira, 1º de novembro, com validade de um ano, conforme decidiu nesta terça-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A correção anual para as indústrias que consomem na faixa de alta tensão será de 11,09%.
O aumento do custo da energia para o consumidor interrompe tendência de queda de preço verificada desde 2009. No ano passado, a redução da tarifa foi 2,08%.
O reajuste é concedido conforme o contrato com a concessionária e é autorizado com base em um conjunto de fatores que incluem os custos, o desempenho, a inflação anual medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) e os subsídios recebidos pela concessionária.
No caso da Amazonas Energia, há a compensação para a compra do caro óleo combustível que alimenta o parque térmico local, o maior sistema isolado do País, pago nas contas de energia elétrica dos demais consumidores do País, a chamada Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC).
A redução da conta CCC será possível a partir a conversão das usinas movidas a óleo para o gás natural. Atualmente, apenas três delas passaram a utilizar o combustível após a entrada em operação do gasoduto Coari-Manaus.
Na defesa da correção, a empresa apontou, entre outros itens, as perdas de 41,99%, ou seja, a geração e a distribuição que não está sendo paga. Desse montante, mais de um terço (34,2%) se referem a contas de consumidores e 7,7% de perdas técnicas, como as falhas no sistema de distribuição.
De acordo com a Aneel, a fórmula de cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M e o Fator X, um índice fixado pela agência na época da revisão tarifária. Sua função é repassar ao consumidor também os ganhos de produtividade estimados da concessionária decorrentes do crescimento do mercado e do aumento do consumo dos clientes existentes.
Somente no ano passado, a concessionária registrou 15,4 mil novas ligações, com 14,1 mil de residências e obteve um faturamento com a venda de energia de R$ 1,59 bilhão, dos quais R$ 500 milhões do setor industrial, R$ 44 milhões do residencial e R$ 367 milhões do segmento comercial, além do poder púbico e outros, que corresponderam a R$ 249,9 milhões.
De acordo com a estrutura do reajuste tarifário da Aneel, ainda existem outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como a energia comprada de produtores independentes, as térmicas que não pertencem à Amazonas Energia, além dos encargos de transmissão e encargos setoriais.
Fonte: D24AM
Iluminação pública eficiente em pauta
Da Agência Ambiente Energia – A The Energy Exchange realiza de 21 a 23 de novembro, em São Paulo, a segunda edição do Fórum Latinoamericano de Eficiência Energética. De acordo com a organização, o evento terá um seminário voltado pra iluminação pública e trará casos de sucesso de grandes consumidores industriais e comerciais latino-americanos. O encontro reunirá representantes do setor público e da indústria à procura de soluções e conhecimentos sobre o tema.
O evento pretende discutir soluções para reduzir e racionalizar o consumo energético, promovendo ganhos financeiros, mas também assegurando produtividade e sustentabilidade dos negócios. No dia da abertura, estão na pauta: regulações, padrões internacionais, certificações e perspectivas de desenvolvimento da eficiência energética na região; financiabilidade: fontes de recursos financeiros e estratégias de captação; e os resultados obtidos e o estágio atual dos programas nacionais.
No segundo dia (22), serão abordados os temas: eficiência energética em consumidores industriais; gestão eficiente da iluminação pública e impactos tarifários; eficiência energética em estabelecimentos comerciais e tecnologias e soluções focadas na eficiência da iluminação pública. No último dia (23), haverá um workshop sobre a estruturação de projetos e contratos de performance para eficiência energética.
Fonte: Ambiente Energia
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Mundo vai gastar trilhões com energia, alerta a AIE
O mundo precisará gastar a cada ano 1,5 trilhão de dólares - quase a totalidade da dívida da França- para atender ao aumento da demanda de energia até 2035, alertou nesta terça-feira a Agência Internacional de Energia (AIE).
Acumulado até 2035, o valor global alcançará a soma de 38 trilhões de dólares em investimentos, o que significa mais de 27 trilhões de euros e aproximadamente 15% a mais do que a estimativa anterior feita pela agência, braço energético dos países desenvolvidos.
"É enorme", reconheceu o economista chefe da AIE Fatih Birol. "Os gastos de produção aumentam em várias partes do mundo e é cada vez mais difícil extrair energia. É por isso que nossos números aumentam substancialmente", explicou à l'AFP.
"Se não investirmos esse dinheiro, a produção não aumentará para atender às necessidades, e como resultado teremos preços muito superiores aos de hoje", advertiu o economista turco da AIE, submetida à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Este aumento de preços será sentido já nos próximos cinco anos devido à insuficiente injeção de dinheiro, segundo ele. Os hidrocarbonetos (petróleo 26% e gás 25%) são os que mais necessitarão de investimentos nos próximos 25 anos. De acordo com a AIE, 10 trilhões de dólares devem ir para o petróleo e 9,5 trilhões para o gás.
A cada ano, os antigos campos de petróleo se esgotam, as companhias buscam locais cada vez mais profundos, tecnicamente mais difíceis de explorar, ou situados em áreas longas como no Brasil, ou em zonas remotas (Ártico), o que custa muito mais caro.
Para que uma grande parte da humanidade tenha acesso à rede elétrica e com o desenvolvimento econômico, a eletricidade representará 45% das necessidades, com uma projeção 16,9 trilhões, muito à frente do carvão (3%, 1,1 trilhão) e dos biocombustíveis (1%, 300 bilhões).
Mais de 1,3 bilhão de pessoas no mundo ainda não têm acesso à energia elétrica, segundo a AIE. A preocupação maior é com a África e o Oriente Médio.
"Nós veremos esses investimentos tomarem forma em algumas áreas", mas o principal "ponto de interrogação" vem da África e do Oriente Médio, afirma Birol que lamenta a falta de investimento.
A AIE representa os interesses dos países ricos e grandes consumidores de petróleo, e apela regularmente à Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) para aumentar a produção do ouro negro.
Contudo, outros fatores como a pobreza e a violência obrigam os Estados africanos e do Oriente Médio a investir em outras prioridades, disse Birol.
A AIE deve apresentar em novembro seu relatório anual sobre energia.
O crescimento da demanda --e seu impacto sobre o clima-- é um dos grandes desafios do século 21, com a chegada de grandes países como a China, Índia e Brasil no cenário da produção energética mundial.
Fontes: Google Notícias
Acumulado até 2035, o valor global alcançará a soma de 38 trilhões de dólares em investimentos, o que significa mais de 27 trilhões de euros e aproximadamente 15% a mais do que a estimativa anterior feita pela agência, braço energético dos países desenvolvidos.
"É enorme", reconheceu o economista chefe da AIE Fatih Birol. "Os gastos de produção aumentam em várias partes do mundo e é cada vez mais difícil extrair energia. É por isso que nossos números aumentam substancialmente", explicou à l'AFP.
"Se não investirmos esse dinheiro, a produção não aumentará para atender às necessidades, e como resultado teremos preços muito superiores aos de hoje", advertiu o economista turco da AIE, submetida à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Este aumento de preços será sentido já nos próximos cinco anos devido à insuficiente injeção de dinheiro, segundo ele. Os hidrocarbonetos (petróleo 26% e gás 25%) são os que mais necessitarão de investimentos nos próximos 25 anos. De acordo com a AIE, 10 trilhões de dólares devem ir para o petróleo e 9,5 trilhões para o gás.
A cada ano, os antigos campos de petróleo se esgotam, as companhias buscam locais cada vez mais profundos, tecnicamente mais difíceis de explorar, ou situados em áreas longas como no Brasil, ou em zonas remotas (Ártico), o que custa muito mais caro.
Para que uma grande parte da humanidade tenha acesso à rede elétrica e com o desenvolvimento econômico, a eletricidade representará 45% das necessidades, com uma projeção 16,9 trilhões, muito à frente do carvão (3%, 1,1 trilhão) e dos biocombustíveis (1%, 300 bilhões).
Mais de 1,3 bilhão de pessoas no mundo ainda não têm acesso à energia elétrica, segundo a AIE. A preocupação maior é com a África e o Oriente Médio.
"Nós veremos esses investimentos tomarem forma em algumas áreas", mas o principal "ponto de interrogação" vem da África e do Oriente Médio, afirma Birol que lamenta a falta de investimento.
A AIE representa os interesses dos países ricos e grandes consumidores de petróleo, e apela regularmente à Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) para aumentar a produção do ouro negro.
Contudo, outros fatores como a pobreza e a violência obrigam os Estados africanos e do Oriente Médio a investir em outras prioridades, disse Birol.
A AIE deve apresentar em novembro seu relatório anual sobre energia.
O crescimento da demanda --e seu impacto sobre o clima-- é um dos grandes desafios do século 21, com a chegada de grandes países como a China, Índia e Brasil no cenário da produção energética mundial.
Fontes: Google Notícias
Paraguai recebe do Brasil US$ 36 milhões pelo uso de energia de Itaipu
O governo do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, informou que (18) o Brasil passará a pagar US$ 36 milhões de compensação aos paraguaios pelo uso de energia da Usina Itaipu Binacional. O pagamento faz parte de um acordo diplomático de setembro de 2009. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Jorge Lara Castro.

Castro disse que o pagamento se refere às transferências de energia efetuadas no período de maio a agosto deste ano. Segundo ele, em cinco dias, o total dos recursos estará no Paraguai. Em maio deste ano, os senadores brasileiros aprovaram a revisão do Tratado de Itaipu - quando a taxa anual de cessão paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia não usada da Usina de Itaipu passa de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões.
O Tratado de Itaipu, firmado em 1973, estabelece que cada um dos dois países tem direito a usar 50% da energia gerada pela usina. Como utiliza apenas 5% do que teria direito, o Paraguai vende o restante ao Brasil. A usina tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19% da energia consumida no Brasil e a 91% do consumo paraguaio.
A polêmica sobre a revisão do Tratado de Itaipu começou em 2008, quando Lugo defendeu o aumento dos valores pagos pelo Brasil durante sua campanha à reeleição. O assunto foi tema de uma reunião de trabalho ontem (17) que envolveu várias autoridades do governo paraguaio.
Participaram da reunião os ministros Castro, Cecilio Perez Bordon (Obras Públicas e Comunicações), a vice-ministra Mercedes Canese (Minas e Energia), além do diretor-geral paraguaio de Itaipu ,Gustavo Codas, e integrantes do Conselho de Administração da Usina Itaipu Binacional, da Administração Nacional de Eletricidade.
Fontes: EXAME
Fontes: EXAME
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Preço médio da energia cai em todas as regiões
O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que é utilizado como base para a formação dos preços da energia elétrica no curto prazo, caiu em todos os submercados do País na terceira semana de outubro em relação à anterior.
Segundo informou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a redução foi motivada pela elevação da previsão de afluências na região Sudeste.
Os PLDs médios tiveram queda de 11% nos submercados Norte, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, enquanto que no submercado Sul a queda foi de 10%.
De acordo com a CCEE, o valor médio do PLD para o período entre 15 e 21 de outubro ficou em R$ 38,43 por megawatt-hora (MWh) no Sul, Sudeste/Centro-Oeste e Norte, enquanto o Nordeste teve preço de R$ 38,45 por MWh.
Segundo informou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a redução foi motivada pela elevação da previsão de afluências na região Sudeste.
Os PLDs médios tiveram queda de 11% nos submercados Norte, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, enquanto que no submercado Sul a queda foi de 10%.
De acordo com a CCEE, o valor médio do PLD para o período entre 15 e 21 de outubro ficou em R$ 38,43 por megawatt-hora (MWh) no Sul, Sudeste/Centro-Oeste e Norte, enquanto o Nordeste teve preço de R$ 38,45 por MWh.
Fontes: Correio do Estado
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Solução para economizar energia
O Brasil emite 2,2 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera todos os anos. Quanto disso é sua responsabilidade? Um invento desenvolvido na UnB permite saber quanto cada aparelho da sua casa gasta de energia, e qual a emissão de carbono correspondente. A Eco2Box foi criada pela IPe, empresa incubada no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da universidade.
O produto coleta informações das tomadas e as direciona ao computador, onde são apresentados gráficos simplificados que mostram inclusive quantas árvores teriam de ser plantadas para compensar aquele banho demorado ou uma noite com a tv ligada. O morador pode ter informações de cada aparelho conectado ao sistema, como geladeiras, televisões e conta também com gráficos de medições diárias, mensais e de variação de gastos.
A IPe é formada por ex-alunos do curso de Engenharia de Redes. Eles tiveram a ideia em 2007, mas foi com o apoio do CDT que eles desenvolveram o primeiro protótipo. “Tínhamos formação técnica, mas lá conseguimos uma visão empreendedora e também fizemos diversos contados importantes”, diz Roberto Mascarenhas Braga. Ele diz queo objetivo da empresa com a Eco2Box é auxiliar na redução em até 15% o consumo de energia em casa.
O invento baseia-se em tecnologias existentes, mas fornece informações que não eram disponíveis ao morador. “O usuário podia ter medições locais, mas com os dados puros não é possível fazer muita coisa”, explica.
Wireless – A Eco2Box utiliza adaptadores plugados às tomadas. Com uma pequena antena, eles enviam as informações sobre o consumo para o aparelho, uma pequena caixa ligada a um computador por um cabo USB. Esta caixa reúne as informações e um programa de computador criado pela empresa faz o cruzamento dos dados. O computador precisa estar conectado à internet para obter o consumo em dinheiro, baseado na taxa de energia de cada estado. O aparelho também identifica problemas em tomadas ou se está havendo desperdício de energia.
O kit básico da Eco2Box deve sair entre R$ 200 e R$ 250, incluindo três adaptadores para tomadas e o programa para computador. O preço pode cair se for produzido em larga escala. Os próximos passos são criar adaptadores para a medição nas tomadas em formas de réguas, para que vários aparelhos possam ser ligados ao mesmo tempo. Além disso, a empresa está desenvolvendo um aplicativo para celulares.
O invento está participando do IBM SmartCamp Brasil, competição em oito capitais brasileiras para novas empresas que tenham viés ambiental. Dos 80 projetos apresentados nacionalmente, 10 irão para a final no Rio de Janeiro. O ganhador conhecerá o Vale do Silício, a meca da tecnologia mundial. Além disso, ganhará apoio da IBM para que o projeto seja comercializado. O resultado sai no final deste mês.
Fonte: Ambiente Energia
“Energia alternativa é fantasia”, diz Eike Batista em evento no Rio
“Energia alternativa é fantasia”. A declaração é do empresário Eike Batista, que participou nesta terça-feira (23) de um evento no Copacabana Palace, na zona sul do Rio de Janeiro.
O empresário respondeu a algumas perguntas sobre seus negócios, entre elas, o porquê do investimento em usinas movidas a carvão, combustível altamente poluente diante de uma série de alternativas de energia limpa que o Brasil dispõe.
- Energia alternativa é fantasia. Europa e Estados Unidos mantêm com subsídios, pois custa três vezes mais. Nossas usinas a carvão são iguais as que estão sendo construídas na Alemanha, ou seja, é o que há de melhor em tecnologia.
Eike detalhou os R$ 64 bilhões (US$ 40 bilhões) em investimentos das empresas do seu grupo no país e fez um prognóstico positivo sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil diante do cenário de crise dos países europeus e dos Estados Unidos.
Para o empresário, os países emergentes vão continuar a puxar o crescimento da economia mundial, no caso brasileiro, ancorado principalmente por um mercado interno aquecido.
- O Brasil só exporta 12% do seu PIB [Produto Interno Bruto ou a soma de riquezas produzidas em um país]. E esses 12% são produtos que o mundo precisa. O preço da soja, do petróleo e dos recursos minerais vão continuar subindo.
O empresário falou sobre os seus investimentos na rede hoteleira do Rio, com a reformulação do Hotel Glória, no bairro de mesmo nome, na zona sul. Eike diz que “o objetivo é fazer do Glória um dos melhores do mundo”. Ele também falou sobre a compra de um prédio residencial no Flamengo, também na zona sul. Juntos, os dois empreendimentos terão 800 quartos.
Em 2008, a EBX, do grupo que pertence ao empresário, comprou o Hotel Glória, construído em 1922, e, desde então, o prédio entrou em reforma e restauração.
O evento foi realizado pelo Lide-Rio, que reúne 50 empresas com sede no Rio de Janeiro. No âmbito nacional, são 846 empresas, o equivalente a quase 50% do PIB nacional.
Fonte: Portal R7 Notícias
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Energia no Brasil está garantida para os próximos 100 anos, afirma ministro
| O pré-sal em debate: Brasil espera chegar em 2015 produzindo 3 milhões de barris de petróleo por dia. |
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira (8) que, com o pré-sal, "o Brasil terá petróleo suficiente para suprir a necessidade nacional para os próximos 100 anos". A afirmação foi feita durante seminário promovido pela revista CartaCapital, em São Paulo. Atualmente, o Brasil é o sétimo maior consumidor de petróleo do mundo. Para dar conta da necessidade energética do país, Lobão estima que até 2020 o Brasil estará entre os dez maiores produtores de óleo combustível. Para isso, deverão ser destinados R$ 932 bilhões para o setor nos próximos quatro anos.
Um dos debates foi sobre a capacidade brasileira de produção energética, o potencial de extração e utilização do combustível para os próximos anos, ampliado pelos recentes episódios envolvendo as usinas nucleares japonesas, além dos possíveis investimentos em energias renováveis. Entre os participantes estavam, além de Lobão, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo.
Mesmo com o presidente da Petrobras garantindo que o Brasil será o maior produtor mundial de etanol de origem vegetal até 2015, o ministro Lobão evidenciou que o petróleo ainda será o principal produto das próximas décadas. Sobre a possível substituição do petróleo como fonte principal de energia, Gabrielli observou que dificilmente o consumo mundial do óleo diminuirá nos próximos anos.
"O consumo per capita dos derivados de petróleo está declinando nos países desenvolvidos. No entanto, nos países emergentes, é possível observar o crescimento da demanda pelo combustível", disse Gabrielli. "Isso se dá pela natureza diferenciada do crescimento econômico. Aumentando o consumo das populações de baixa renda, irá aumentar a procura por energia."
Exploração e distribuição
Somente a Petrobras contará com um investimento de US$ 224,7 bilhões (cerca de R$ 360 milhões atualmente) até 2015, segundo o presidente da estatal. Aproximadamente 2,5% desse valor será utilizado em energias renováveis, as consideradas limpas. “Destinaremos US$ 4,9 bilhões para desenvolvimento de biocombustível, etanol e outras formas de energias renováveis”, anunciou Gabrielli,
O país deve chegar a 2015 produzindo cerca de 3 milhões de barris de petróleo por dia. Desses, 2,1 milhões serão derivados da camada pré-sal.
Mão de obra
Para atender à elevação na exploração e produção do petróleo, o presidente da Petrobras assegurou que os problemas não estão em conseguir mão de obra qualificada. "Não vemos grandes problemas no recrutamento de pessoal qualificado. Vemos um problema em passar a experiência do pessoal mais experiente aos novos ingressantes."
Além dos cursos em universidades particulares e federais, Skaf garante que o "Senai formará 40 mil pessoas para trabalhar nos fornecedores da Petrobras”. A própria Petrobras ainda treina 60 mil pessoas para atender às necessidades nas diversas áreas da estatal.
Energia industrial no Brasil é a 4ª mais cara do mundo
A tarifa de energia para a indústria brasileira é a quarta mais cara do mundo, segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), nesta quarta-feira. De acordo com os números, as indústrias do País pagam, em média, R$ 329 por megawatt-hora (MWh), atrás apenas da Itália (R$ 458,3 por MWh), Turquia (R$ 419 por MWh) e República Tcheca (R$ 376,4 por MWh).
A pesquisa também aponta que a tarifa de energia elétrica industrial no Brasil é 134% maior que a média dos outros países do Bric (grupo formado por Brasil, Índia, Rússia e China). As indústrias brasileiras pagam 259% a mais que o valor pago na Rússia (R$ 91,5 por MWh), 131% a mais que na China (R$ 142,4 por MWh) e 75% a mais que na Índia (R$ 188,1 por MWh). A tarifa brasileira também é 67% superior à média de países latinos como Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, México, Paraguai e Uruguai (R$ 197,5 por MWh).
Na comparação com parceiros comerciais os números brasileiros também são superiores. Os valores pagos no País são 273% maiores que os pagos na Argentina e 164% acima dos pagos nos Estados Unidos.
Segundo o estudo, o alto custo da energia industrial no País está relacionado aos encargos e impostos no custo total - representam 48,6% da tarifa -, e aos custos de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD). O valor dos custos GTD representam R$ 165 por MWh no País, superior aos custos totais na China (R$ 142,4 por MWh) e Estados Unidos (R$ 124,7 por MWh).
Fonte: Portal Terra
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Concessionárias lideram reclamações em 20 Estados
O mais novo apagão de São Paulo, que deixou milhares de pessoas sem luz e outras tantas presas no metrô na última quinta-feira, só reforça as estatísticas. As operadoras de energia elétrica, de telefonia e de água e esgoto foram as que mais atormentaram o consumidor de Norte a Sul do País no primeiro semestre deste ano. Elas lideraram o ranking de reclamações em 20 dos 24 Estados em que os Procons estão presentes, superando vilões tradicionais como bancos e redes de varejo.
Mesmo quando não estão no topo da lista, essas empresas aparecem em segundo ou terceiro lugar em todos os Procons - em alguns Estados chegam a ocupar as três posições. "Os setores de telecomunicações e de energia foram privatizados anos atrás porque o Estado não tinha condições de investir. Mas o setor privado não está fazendo o investimento necessário", afirma o professor Francisco Vignoli, do departamento de planejamento e análise econômica da FGV/São Paulo. "O poder público precisa agir e a população, cobrar."
Para os especialistas, a piora na qualidade dos serviços é reflexo do despreparo das empresas, que não acompanharam os novos tempos. Nos últimos dez anos, mais de 30 milhões de pessoas melhoraram de vida, ingressaram na classe média e engrossaram o mercado de consumo. Compraram telefone, puseram computador, TV nova e micro-ondas em casa. Os serviços não avançaram no mesmo ritmo.
"De 2005 para cá, os indicadores de energia só pioraram. Chamamos as distribuidoras, conversamos, mas o problema persiste", afirma Nelson Hubner, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), apesar de as telefônicas serem as campeãs de reclamações em 14 Estados, o problema parece não existir.
Em nota, a agência afirma que "o índice de reclamações por mil assinantes diminuiu nos principais serviços de telecomunicações". "A Anatel tinha de fechar. Não fiscaliza, não serve para nada", diz Ruy Bottesi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET). A crítica é que o investimento das operadoras não tem sido suficiente para acompanhar a explosão da base de clientes.
Investimentos
No setor de telecomunicações, entre 2005 e 2010, o número de clientes de telefone fixo e celular, tevê por assinatura e internet saltou de 134,7 milhões para 271,9 milhões, crescimento de 102%. Enquanto isso, ao longo do ano passado as operadoras investiram R$ 17,4 bilhões, 15,2% acima do que tinham aplicado em 2005. "Se estivessem investindo tudo que dizem, estaria todo mundo feliz. Não é assim", questiona Bottesi.
Procuradas, as operadoras responderam que estão investindo o necessário e que seus índices de reclamações estão diminuindo. A Claro afirma que vai investir US$ 1,2 bilhão na ampliação da rede e de serviços. A TIM diz que planejou R$ 8,5 bilhões para o triênio 2011/2013. A Telefônica/Vivo afirma que vai investir R$ 24,3 bilhões entre 2011 e 2014. E a Oi diz que planeja investir mais de R$ 5 bilhões até o fim de 2011, para fazer frente ao crescimento da demanda. A Oi questiona, ainda, a metodologia da pesquisa que a coloca como a empresa mais demandada em nove dos 24 Procons estaduais.
Fonte: O Estado de S. Paulo.
Brasil terá sobra de energia elétrica até 2015, prevê ONS
O Brasil vai conviver com sobra estrutural (relação produção/consumo) de energia elétrica até 2015. A previsão foi feita pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, nesta segunda-feira (1º) em entrevista coletiva.
Somente este ano, disse Chipp, o país deverá registrar uma sobra estrutural de energia da ordem de 2,5 mil megawatts (MW) médios, para uma previsão de oferta de 58 MW médios no ano.
Para 2015, Chipp prevê uma sobra de 5 mil MW médios, para uma oferta de 71 mil MW médios. As projeções levam em consideração um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) médio de 5% nos próximos cinco anos.
Na avaliação do diretor-geral do ONS, a exceção acontecerá este ano quando a expectativa de crescimento do PIB do país, e por extensão do consumo de energia elétrica deverá ser menor: em torno de 4%.
“Estas sobras estão garantidas pelas fontes de energia contratadas nos leilões da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], que propiciam a garantia física do fornecimento. Evidentemente que essas sobras do Sistema Interligado se distribuem nas regiões. Vale lembrar que somente em energia eólica teremos 500 MW sendo adicionado no sistema”.
As projeções do ONS também levam em conta a hidrologia favorável vivida atualmente no país, onde os reservatórios encontram-se acima de 80% de sua capacidade plena.
Fonte: Jornal do Brasil
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Crédito rural pode ser condicionado ao uso de energia solar
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| Inocêncio defende alternativas para reduzir o impacto ambiental. |
A Câmara analisa o Projeto de Lei 472/11, do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que condiciona a concessão de crédito rural na modalidade de investimento à instalação de sistemas de aquecimento ou de geração de energia elétrica por energia solar.
Pela proposta, a condição valerá para os créditos concedidos pelo Sistema Nacional de Crédito Rural nos casos em que as operações financiadas prevejam o uso de água aquecida ou de energia elétrica. O governo estará autorizado a elevar a subvenção prevista em 50% quando o crédito rural se destinar ao financiamento dos equipamentos de captação de energia solar.
Exemplos
O projeto exemplifica alguns objetos de financiamento cuja aprovação estará submetida à previsão de instalação de sistemas de captação de energia solar: construção, ampliação ou reforma de agroindústria, silos, armazéns, casas de moradia, alojamentos rurais e criatórios de animais.
Ficam excluídos da condição apenas os estabelecimentos que já tenham instalados sistemas de aquecimento de água ou geração de energia elétrica com fontes de alternativas de energia e os estabelecimentos localizados em regiões em que a aquisição do sistema de captação de energia solar gere, comprovadamente, desvantagem econômica ao produtor rural.
O autor da proposta acredita que a medida deverá diminuir a demanda por geração de energia elétrica pelas usinas hidrelétricas. “Há que se buscar formas alternativas de manutenção do crescimento econômico, com menor impacto ambiental e custo reduzido”, argumenta.
Máquinas e equipamentos
O projeto autoriza a extensão dessa condição de financiamento para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas estacionários ou de equipamentos de irrigação. Nesses casos, caberá ao governo decidir o melhor momento para implementar a nova regra.
“Como ainda não há tecnologia disseminada de captação de grande força elétrica por meio da energia solar, caberá ao Executivo, na medida em que julgue possível, decidir por essa vinculação específica”, afirma Inocêncio.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara dos Deputados
Venezuela volta a assegurar parceria com Petrobras em refinaria
A Venezuela "não está enrolando", e cumprirá sua parte no financiamento para a construção de uma refinaria junto com a Petrobras, assegurou nesta quinta-feira o ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez.
"Não pretendíamos esperar até o final para pagar, mas estávamos nas mãos dos bancos", disse Ramírez sobre os obstáculos que teve a petroleira estatal venezuelana, PDVSA, para obter financiamentos e participar da refinaria Abreu e Lima no nordeste brasileiro.
| O ministro da Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez |
"Claro (que a PDVSA participará do projeto). Não vamos deixar mal nosso governo", assegurou a assessoria do grupo à jornalistas durante uma visita à riquíssima Faixa Petrolífera do Orinoco, no oriente venezuelano.
O ministro, que também é presidente da PDVSA, assegurou que o governo venezuelano tem "trabalhado o tema das garantias com um conjunto de bancos brasileiros e também com o banco de fomento do Brasil, o BNDES".
Em junho, Chávez disse que a Venezuela pretende concretizar antes de agosto a participação da empresa estatal de petróleo PDVSA nesse projeto.
Mas apesar de se ter chegado a um acordo segundo o qual a PDVSA participaria dessa refinaria, em 2007 a Petrobras decidiu começar a construí-la sozinha porque a empresa venezuelana não havia feito os pagamentos prometidos.
Recentemente, altos executivos da Petrobras indicaram à imprensa que o prazo terminaria em agosto e, no caso de a PDVSA não concretizar sua participação, o projeto seria apenas brasileiro.
A refinaria, localizada em Pernambuco, processará 230.000 barris diários de petróleo pesado produzido na Venezuela. A obra começou com um investimento de 4 bilhões de dólares.
Para a Petrobras, a associação com a gigante venezuelana PDVSA é estratégica, porque, como contrapartida, poderá participar da exploração dos poços da rica Faixa do Orinoco, no leste venezuelano.
Fonte: AFP
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Conceito de notebook usa água como fonte de energia
Que os eletrônicos consomem uma boa parte da energia da casa, todo mundo já sabe. Mas uma invenção dos designers Hyerim Kim e Seunggi Baek promete reduzir drasticamente os impactos dos notebook utilizando água como fonte de energia para o aparelho.
Batizado de Plantbook, o computador portátil pode ser recarregado através de um processo semelhante ao da fotossíntese. Quando a bateria estiver descarregada, basta removê-la do tubo onde fico inserida e mergulhá-la em um recipiente com água e em um local onde bata luz solar.
Nesse momento, o Plantbook separa o hidrogênio do oxigênio através de um processo de eletrólise utilizando a energia armazenada em um painel solar instalado na parte de cima do notebook. A energia produzida na reação é armazenada na bateria, enquanto o oxigênio é liberado na atmosfera. Por fim, uma folha feita de silício colocada no topo do tubo indica o nível da bateria.
O produto ainda é apenas um conceito e os autores não informam se ela poderá ser comercializada.
Fonte: Portal Terra
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