segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Depois das cinzas, vulcões islandeses enviam energia para a Europa


O vulcão islandês Eyjafjallajokull esteve durante semanas no quotidiano dos europeus. As cinzas que lançou para o continente também. Agora, a actividade vulcânica pode conseguir mudar a má percepção que deixou, com a construção do maior cabo de transporte de energia alguma vez visto, cujo destino será o resto da Europa.
De acordo com um artigo da Bloomberg, a Islândia está a preparar um estudo de viabilidade sobre um cabo de transporte de energia geotérmica e hídrica de 1.170 quilómetros, numa quantidade equivalente ao necessário para abastecer cinco milhões de casas na Europa.
Este projecto com base na força da actividade vulcânica tem o apoio da ministra da Indústria, Katrin Juliusdottir, que afirma que o país tem de considerar “as opções que permitem ao país gerar a maior quantidade de receitas”. Uma das vantagens dessa ligação da Islândia à Europa através de cabo é que ela dá a hipótese, nas palavras da ministra, de vender a energia do país directamente no mercado “spot” da Europa, ou seja, o mercado em que os produtos são negociados aos preços do momento.
O analista consultado pela Bloomberg, Valdimar Armann, da gestora de activos GAMMA, prevê que as exportações de energia limpa alcancem um décimo do PIB global da Islândia com aquela que é uma tentativa da nação de se tornar uma das principais fontes de energia renovável para o Velho Continente.
O maior cabo de transporte energético alguma vez visto pode permitir que o potencial de energia do país deixe de estar em subutilização, como diz o Governo. “A transformação geotérmica do mundo tornou-se uma missão global muito importante para a Islândia”, disse o presidente Olafur Ragnar Grimsson na reunião da Davos há várias semanas.
O presidente afirmou mesmo que os outros países vêem na Islândia algumas respostas às suas dúvidas sobre como se devem mudar para uma energia verde. É um novo olhar para quem, no ano passado, contribuiu para o caos nos ares europeus.

Fonte: Jornal de Negócios

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Energia nuclear reduz em 19% emissão de gases de efeito estufa


Estudo elaborado para a Eletronuclear pela Ecen Consultoria, aponta que a participação de 7,3 gigawatts (GW) de energia nuclear na geração do Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2030 reduzirá as emissões de gases poluentes na atmosfera em 19%. Isso corresponde a 437 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) que deixarão de serem lançados na atmosfera.
O aumento da presença da energia nuclear na cesta de geração do SIN é previsto no Plano Nacional de Energia 2030 (PNE). Hoje, a participação da energia nuclear alcança em torno de 2 GW. A essa geração se somarão os 1,3 GW previstos para a Usina Nuclear Angra 3 e mais 4 GW adicionais, referentes às quatro novas unidades nucleares projetadas pelo Plano Nacional de Energia 2030.
A Consultoria Ecen faz o inventário nacional de emissões de gases de efeito estufa para o Ministério de Minas e Energia. Por essa razão, ela foi contratada pela Eletronuclear para elaborar um estudo específico para o Brasil, comparando as emissões de gases de efeito estufa no ciclo nuclear com as de outros ciclos de combustível na geração de eletricidade. A informação foi dada pelo assistente da presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães. “O resultado é extremamente positivo.”
O estudo mostra que sem a participação da energia nuclear, as emissões de CO2 seriam maiores. “Sim, porque a alternativa de substituir a energia nuclear no PNE seria energia térmica via carvão importado”. De acordo com o levantamento, pode-se considerar que dentre os ciclos de combustível analisados do petróleo, do gás natural, do carvão mineral e da produção de bagaço da cana, a energia nuclear ainda é a mais limpa e a que emite menos.
Uma das conclusões é que “do ponto de vista da redução de gases de efeito estufa, é positivo para o Brasil produzir energia via usinas nucleares”, admitiu Guimarães.
Ele disse que o Brasil precisa de uma grande expansão da geração elétrica porque, atualmente, “o nosso consumo per capita de eletricidade é o 90º consumo mundial, é metade do que Portugal consome atualmente, é menos do que a média mundial e bem menos do que o Chile e a Argentina.”
O consumo atual por brasileiro é de pouco mais de 2.000 quilowatts- hora por ano (kWh/ano). Nos países desenvolvidos, o consumo mínimo é de 4.000 kWh/ano. Nos países de desenvolvimento recente, como Portugal, Espanha e Coréia do Sul, o consumo per capita atinge 4.500 kWh/ano, 5.600 kWh/ano e 6.400 kWh/ano, respectivamente, de acordo com dados da Eletronuclear..
Guimarães assegurou que se o Brasil pretende alcançar o desenvolvimento econômico e social, ele precisará ter uma oferta de eletricidade muito maior. “Há forte correlação entre Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e consumo per capita de eletricidade. Então, para possibilitar o crescimento de IDH brasileiro, você tem, necessariamente, que aumentar a oferta.”
Segundo o assistente da presidência da Eletronuclear, o carro chefe do aumento da oferta continua sendo a energia hidráulica. Ele afirmou, porém que, em paralelo, conforme prevê o Plano Nacional de Energia, o Brasil deve ampliar a geração das outras fontes renováveis, em especial energia eólica e de biomassa.
“Só que exclusivamente a hidreletricidade, a biomassa e a energia eólica não são suficientes para garantir esse aumento da oferta necessário. O Brasil também tem que lançar mão de expandir o seu parque de geração térmica”. Nesse contexto, o país conta com a energia nuclear e o gás natural e, em menor escala, com o carvão.
“A energia nuclear tem um atrativo especial, na medida em que ela não emite CO2, como mostra o estudo”. Guimarães disse que o objetivo principal do levantamento não foi confirmar as vantagens da energia nuclear em termos de fonte limpa de geração de energia. “Todo mundo sabe disso. O ponto é fazer um estudo específico para as condições brasileiras”. O estudo comprova que das várias fontes de geração de energia, a nuclear é a que emite menos. “Muito menos. São diferenças gritantes.”

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Resultados Econerge

Confira agora valores em percentuais de redução de custos com energia elétrica de alguns dos nossos clientes, no mês de Fevereiro/ 2011:

*Alimentação Perfeita - 29% 
*H L Hotés Ldta - 24%
* Santa Casa de Misericordia - 15,6%
* Maré Cimento Ltda - Olinda - 20%  
* Grupo Via Sul -  16%

Energia Solar: um exemplo para o Brasil?


Por Júlio Santos, da Agência Ambiente Energia - Analisar a legislação de tarifas feed-in da Alemanha e de net metering para energia solar fotovoltaica dos Estados Unidos para implementar pequenos geradores conectatods à rede usando energias renováveis. Este é o principal objetivo de estudo realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), GTZ e Universidade de Colonia de Ciências Aplicas, que também apontou sugestões e perspectivas de net metering para sistemas fotovoltaicos no Brasil.
No caso brasileiro, o estudo analisa itens como recursos de radiação solar; curva de experiência de geração fotovoltaica por radiação solar; análise econômica; paridade com a rede; medição da produção descentralizada de eletricidade;  comparação dos custos de proteção com o custo total dos investimentos; e soluções para superar os gargalos na infraestrutura de rede de distribuição.
O trabalho considera os preços de geração elétrica de sistemas PV sob as condições climáticas brasileiras junto com o desenvolvimento da eletricidade do consumidor final. No item radiação global em superfície horizontal , a cidade de Recife (PE) fica em primeiro lugar, com 2.225 kWh/m²a, seguida por Fortaleza, com 2.029; Belém, com 1.842; Brasília, com 1.797; e Rio de Janeiro, com 1.691.
“Estes números são usados para calcular os anos de paridade com a rede no Brasil. O preço de geração de eletricidade por kWh usando sistemas fotovoltaicos de energia solar poderiam ser considerado como base para o desenvolvimento de uma política de promoção do sistema PV”, observa o estudo. O trabalho simula vários casos, obserando os itens radiação global e taxa de crescimento anual do preço da eletricidade.
No caso da Alemanha, o estudo traça um panorama da política de eletricidade renovável e sua legislação, além de apresentar o seu regime jurídico de conexão à rede (feed-in-law). Destaca pontos como conexão à rede, requisitos técnicos e operacionais, criação e uso de conexão, gerenciamento de alimentação (Feed-in), custos de conexão à rede, tarifas e taxas, tarifas e custos para diferentes tecnologias de geração de eletricidade renovável.
O regime jurídico de net metering dos Estados Unidos também é abordado no estudo, que destaca itens como custo médio para cada tecnologia de energia renovável, net metering e geração fotovoltaica e melhores práticas de net metering, melhores práticas em procedimentos de interconexão e preocupações de serviços públicos com a net metering.

Fonte: Ambiente Energia

Pesquisa eólica


A perspectiva de expansão do setor de energia eólica no Brasil é grande, tanto que nos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2009 e 2010, foram comercializados 3,8 mil MW, que deverão ser entregues até 2013.
De olho nesse mercado, Ricardo Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), defendeu a criação de um centro de pesquisas e de um centro de testes para desenvolver equipamentos voltados ao setor. 
Na opinião dele, o País não pode perder o pé, sobretudo depois da "janela de oportunidade" criada a partir da crise financeira de 2009. Essa, aliás, foi a razão para o boom do crescimento da importância das usinas movidas pelo vento na matriz energética brasileira.
Mais: o desaquecimento econômico aumentou a capacidade ociosa das empresas da União Européia, o que deixou os equipamentos mais baratos. 
Apesar disso, diz Simões, "precisamos dominar essa tecnologia, motivar os investidores que estão aqui para instalar as suas máquinas", disse ele no Wind Forum Brazil 2011, encontro que debateu questões de interesse do setor de geração eólica. O Brasil gera atualmente 930,5 megawatts-hora (MWh) com as usinas eólicas. Em 2009, os ventos produziam apenas 606 MWh. 
Simões defende a continuidade dos leilões que priorizem a energia eólica pelo período de mais oito ou dez anos, como incentivo para o setor. "É fundamental continuarmos com leilões exclusivos para consolidarmos a produção de equipamentos".
Na opinião de Aymoré de Castro Alvim Filho, especialista em regulação da Aneel, que também participou do evento, "não precisa mais ter leilão específico para eólica; a eólica já se mostrou bastante competitiva", ressaltou.

Fonte: EPTV.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Os cata-ventos da Omega


O fundo de private equity brasileiro Tarpon Investimentos, com US$ 3 bilhões de ativos sob gestão, já apostou suas fichas nos mais variados tipos de negócios, como calçados, etanol, terras e imóveis. Agora, o Tarpon decidiu aplicar seus recursos em vento.
 
Não, ninguém na companhia começou a tomar água fervente ou a rasgar dinheiro. É que a Omega Energia, empresa criada pelo fundo em 2008 para atuar na área de energia renovável com foco em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas com capacidade de gerar até 30 megawatts (MW), comprou o portfólio de projetos da Ecopart para a geração de energia eólica no final do ano passado.

Com isso, a Omega passa a atuar num mercado que deve girar – literalmente – com seus cata-ventos R$ 800 milhões no País, em 2011, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), entidade que representa as empresas do setor.
Em 2014, a estimativa é que chegue a R$ 2,4 bilhões. “Houve uma evolução da competitividade da energia eólica nos últimos cinco anos”, diz Antonio Augusto Bastos, presidente da Omega Energia. “A tecnologia dos equipamentos melhorou e houve redução de custo, o que a torna cada vez mais atraente do ponto de vista do investidor privado.”
A Omega, que recebeu um novo aporte de R$ 350 milhões do fundo de investimento americano Warburg Pincus e da própria Tarpon, no ano passado, vai iniciar a construção de seus dois primeiros parques eólicos já em 2011. 

Eles estão localizados nos municípios de Parnaíba, no Piauí, e de Touros, no Rio Grande do Norte. Juntas, as duas usinas terão capacidade para gerar 200 MW, energia suficiente para iluminar uma cidade com 70 mil habitantes. Ambas devem começar a operar no final de 2012.
Segundo a Abeelólica, o Brasil deverá atingir uma potência instalada de 1,4 mil MW em energia eólica neste ano. Em 2013, chegará a 5,24 mil MW, quase cinco vezes a potência atual. Mesmo assim, esse valor representará apenas 4,3% da matriz energética brasileira – hoje, é de 1%. 

Atualmente, a Omega tem uma carteira de projetos de 4.500 MW, entre fazendas eólicas e hidrelétricas. Desse total, cerca de 600 MW devem entrar em operação até 2015, com investimentos estimados em R$ 2 bilhões.
Naquele ano, a companhia estima faturar R$ 500 milhões. Hoje, apenas uma central hidrelétrica da Omega, localizada em Ipanema (MG), com capacidade de 20 MW, está em operação.

Um dos fatores que estão impulsionando o setor de geração de energia eólica no Brasil sãos os leilões de compra de energia renovável do governo federal. O mercado estima que pelo menos dois mil MW da energia gerada pelos ventos sejam contratados por ano, de acordo com Ricardo Simões, presidente da Abeeólica.

Além de garantir a venda de sua produção, os vencedores ganharam isenção fiscal para a compra de equipamentos, cuja maior parte vem de fora do País. A alíquota de turbinas importadas, por exemplo, chega a 14%. 

A demanda dos investidores privados para construir usinas também ajuda a atrair aportes dos fabricantes de equipamentos, como a alemã Wobben, a francesa Alstom e a argentina Impsa. “Governos de Estados como a Bahia e Pernambuco estão negociando menor cobrança de impostos para incentivar a instalação de fábricas de equipamentos”, diz João Carlos Mello, presidente da consultoria Andrade&Canellas. 

Segundo ele, todos estão de olho no potencial brasileiro de geração de energia eólica. Um estudo antigo do Ministério de Minas e Energia – e considerado defasado pelo setor – aponta que o potencial de produção é de 143 mil MW, duas vezes a potência gerada pelas usinas hidrelétricas em 2009. 

O problema é que essa pesquisa, feita em 2001, considerava a instalação de torres com altura de até 35 metros. Hoje, elas triplicaram de tamanho. “O mercado estima uma capacidade de 300 mil MW de energia eólica no Brasil”, diz Simões, da Abeeólica. Esse potencial é suficiente para iluminar o País inteiro.

Fonte: IstoÉ Dinheiro