segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pesquisa eólica


A perspectiva de expansão do setor de energia eólica no Brasil é grande, tanto que nos leilões promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entre 2009 e 2010, foram comercializados 3,8 mil MW, que deverão ser entregues até 2013.
De olho nesse mercado, Ricardo Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), defendeu a criação de um centro de pesquisas e de um centro de testes para desenvolver equipamentos voltados ao setor. 
Na opinião dele, o País não pode perder o pé, sobretudo depois da "janela de oportunidade" criada a partir da crise financeira de 2009. Essa, aliás, foi a razão para o boom do crescimento da importância das usinas movidas pelo vento na matriz energética brasileira.
Mais: o desaquecimento econômico aumentou a capacidade ociosa das empresas da União Européia, o que deixou os equipamentos mais baratos. 
Apesar disso, diz Simões, "precisamos dominar essa tecnologia, motivar os investidores que estão aqui para instalar as suas máquinas", disse ele no Wind Forum Brazil 2011, encontro que debateu questões de interesse do setor de geração eólica. O Brasil gera atualmente 930,5 megawatts-hora (MWh) com as usinas eólicas. Em 2009, os ventos produziam apenas 606 MWh. 
Simões defende a continuidade dos leilões que priorizem a energia eólica pelo período de mais oito ou dez anos, como incentivo para o setor. "É fundamental continuarmos com leilões exclusivos para consolidarmos a produção de equipamentos".
Na opinião de Aymoré de Castro Alvim Filho, especialista em regulação da Aneel, que também participou do evento, "não precisa mais ter leilão específico para eólica; a eólica já se mostrou bastante competitiva", ressaltou.

Fonte: EPTV.com

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