quinta-feira, 31 de março de 2011

Energia eólica foi a mais utilizada na Espanha em março


MADRI — A energia eólica foi a fonte de eletricidade mais usada na Espanha durante o mês de março, pela primeira vez na história, anunciou nesta quinta-feira a REE, gestora da rede de distribuição elétrica no país.
"Os parques eólicos cobriram 21% da demanda e bateram um recorde mensal, com uma geração de 4.738 GWh, 5% a mais em comparação a março de 2010", afirmou a REE em um comunicado.
Entretanto, as energias renováveis forneceram 42,2% da eletricidade consumida pelos espanhóis em março - uma queda em relação ao mesmo mês de 2010.
"A geração eólica de março poderia cobrir todo o consumo elétrico mensal de um país do tamanho de Portugal", celebrou em um comunicado a Associação Empresarial Eólica (AEE).
"Este marco histórico alcançado pela eólica demonstra que esta energia, além de ser produzida localmente, limpa e cada vez mais competitiva, é uma realidade já capaz de abastecer treze milhões de lares espanhóis", destacou José Donoso, presidente da associação.


Fonte: AFP

segunda-feira, 28 de março de 2011

Artigo de Jalinson Rodrigues: 'A matriz nuclear não gera energia limpa'


Com a disposição do Governo do Brasil em ampliar a produção de energia nuclear surge a proposta de colocar cinco usinas no Nordeste e uma ou mais no Piauí. Esta perspectiva assusta pela fama das usinas nucleares mundo afora. Logo no Piauí, que possui outras possibilidades na produção de energia e o governo vem oferecer a forma mais complexa. Até parece com a ameaça que surgiu na década de 80, quando ventilaram a possibilidade do lixo nuclear produzido no Rio de Janeiro ser armazenado no sertão piauiense.
Os tecnocratas afirmam que a produção de energias geradas pelas fontes fósseis como o petróleo, gás natural e carvão mineral são finitas. Além das emissões de substancias poluentes. Este argumento é claro e aceitável, pois podemos sofrer uma escassez num futuro próximo.
Neste contexto, as alternativas viáveis são a economia no consumo e os investimentos em fontes renováveis e ecologicamente corretas, que podem ajudar a resolver o problema de abastecimentos futuros e contribuir para manter o planeta preservado, com a humanidade fora de grandes riscos.
As energias renováveis como solar, eólicas e biomassas são possibilidades economicamente importantes. Neste aspecto, O Piauí apresenta condições favoráveis para contribuir com a produção nacional de energia.
Estudiosos da física afirmam que é falso o argumento de que a energia nuclear é uma produção limpa e contribui para diminuir o aquecimento global. Um acidente com vazamento de radiação pode causar danos devastadores para o meio ambiente e as pessoas.
A Proposta do Ministério de Minas e Energia, através do Programa Nuclear Brasileiro, que sugere o reinicio da construção de Angra 3 e as usinas no Nordeste seduz os políticos da região pelo potencial financeiro de investimento. Mas segundo o professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Sistemas de Potência da UFPE, Heitor Scalambrini Costa, os gastos públicos pouco justificam os investimentos. “Do ponto de vista econômico, o custo de uma central nuclear é enorme, da ordem de R$ 10 bilhões. Geralmente este valor está aquém dos valores finais da obra. Nas planilhas de custos é subestimado (até não levado em conta) os custos de armazenamento dos resíduos, da desmontagem da central após sua vida útil e limpeza de locais contaminados, o reforço da linha elétrica para distribuição, e os serviços de fiscalização e segurança, entre outros. É preciso que se tenham garantias absolutas de que esse trabalho será levado a cabo com seriedade, e que as instalações e resíduos das usinas não serão simplesmente abandonados após o seu fechamento. Como exemplo do que estamos falando, centrais nucleares que estão sendo planejadas atualmente na Finlândia já estão custando o dobro do estimado antes do começo da obra. Já nos Estados Unidos, as usinas implantadas entre 1966 e 1986 tiveram, em média, custos 200% acima do previsto”, afirma o físico.
Sobre a segurança das usinas nucleares, os riscos existem. Mesmo com a constatação da modernização da técnica utilizada, as usinas estão expostas a falhas humanas e fatores da natureza. O mundo já conta com vários acidentes graves como Chernobyl, na Ucrânia, e Fukushima, no Japão. Até o Brasil possui o seu exemplo de contaminação radioativa, com o Césio 137, em Goiânia.
Como as usinas nucleares precisam de água abundante para o resfriamento dos reatores, seguramente o Piauí foi lembrado pelo potencial hídrico que possui. Caso está mal fadada usina venha para território piauiense, o Rio Parnaíba e o nosso lençol freático estão ameaçados.
Nossa contribuição com a produção de energia elétrica não passa pelas usinas nucleares e sim pelo uso do potencial eólico do nosso litoral e solar da nossa posição planetária. Para os piauienses as usinas nucleares não vão produzir um desenvolvimento limpo e seguro. 

*Jalinson Rodrigues é jornalista

Fonte: 180 Graus.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Usinas do Brasil passarão por testes


Rio de Janeiro O ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que as usinas nucleares instaladas no País passarão por rigoroso teste de segurança a ser realizado por técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Eletronuclear.
"No momento, vamos fazer uma avaliação, assim como os outros países também farão. O objetivo é testar a nossa segurança", disse. Segundo ele, esse processo não paralisará as obras para a construção de Angra 3.
Questionado sobre a continuidade do programa nuclear brasileiro e os planos de construção de quatro usinas até 2030, Lobão afirmou apenas que, no momento, os testes têm prioridade. O ministro também disse que não haverá mudanças para os produtores de urânio no País. Segundo ele, o governo continuará garantindo a produção.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que possíveis mudanças no programa nuclear brasileiro dependem da definição de "novos protocolos internacionais de segurança". Ele também defendeu investimentos em outras fontes de energia.
"Felizmente, somos um país que tem alternativas. Acompanhamos com atenção o que ocorre no Japão, que, certamente, provocará debates sobre o futuro da energia nuclear. Novos protocolos surgirão e o Brasil exigirá todo o rigor do ponto de vista de segurança", disse.
Embora tenha dito que a energia nuclear sempre oferece riscos, Mercadante garantiu que Angra 1 e 2 "têm margem de segurança importante". O ministro explicou que, ao contrário do sistema japonês, o reator de Angra tem refrigeração independente e uma blindagem do prédio de contenção mais robusta.
"É inacreditável ter tanta segurança para construir uma usina e não ter na montagem dos geradores", criticou, referindo-se à usina de Fukushima.
Ele reiterou ontem que é importante não tomar medidas sem uma análise aprofundada de todas as implicações. Segundo Mercadante, existem atualmente 440 usinas nucleares em funcionamento no mundo há mais de 60 anos, e mais de 65 que estão em construção. "Então, a discussão internacional tem que ser feita com muito rigor", disse o ministro.

Fonte: Diário do Nordeste

Parque da Jaqueira recebe protesto contra uso de energia nuclear em Pernambuco


Entre corredores, crianças e pessoas que só querem se divertir, o Parque da Jaqueira recebe um evento que aborda um assunto em pauta no mundo inteiro. Com o incidente nuclear da usina de Fukushima, no Japão, o uso de energia nuclear está sendo posto em xeque. O Movimento Ecossocialista de Pernambuco, que envolve professores, políticos e ambientalistas, aproveitou a ocasião para fazer protesto contra a possível instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, sertão de Pernambuco.
De acordo com o físico e professor da UFPE Heitor Scalabrini, "não precisamos de usina nuclear do Brasil", pois o potencial de energias como a eólica e solar seria ecologicamente mais vantajoso. Outro dos presentes foi o presidente estadual do PSOL, Edilson Silva, que lembrou o objetivo de discutir a  viabilidade das instalações nucleares no Estado junto com a população. "De acordo com a Constituição Estadual, usinas nucleares só podem ser instaladas no estado depois de esgotadas todas as alternativas de geração  de  energia".

Fonte: Pernambuco.com

quarta-feira, 16 de março de 2011

PSDB quer Comissão Mista para discutir usinas nucleares no Brasil

O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), propôs ao presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney (PMDB-AP), a criação de uma Comissão Mista Especial para acompanhar e fiscalizar a construção de novas usinas nucleares para geração de energia elétrica. As unidades já estão previstas no Plano Decenal de Energia, em estágio avançado de discussão no âmbito do governo. O líder do PV, deputado Sarney Filho (MA), também assina o documento. A proposição tem por base o parágrafo 6º do artigo 225 da Constituição, que estabelece a obrigatoriedade da definição do local de instalação das usinas em lei federal. Nogueira ressaltou a importância do tema da energia nuclear e dos riscos que a fonte energética pode oferecer para as gerações presentes e futuras. “Diante dos problemas enfrentados no Japão, o mundo começou a rediscutir a localização das usinas nucleares pelo risco que elas podem representar. E essa discussão também precisa ser feita no Brasil. No futuro certamente o mundo todo não vai poder abrir mão de usar a tecnologia nuclear”, disse o líder do PSDB. Segundo o deputado, é preciso aperfeiçoar e garantir segurança para as usinas de Angra I e II e para os projetos futuros. “Queremos discutir qual é o projeto de expansão e de implantação das novas usinas e onde elas estarão. Além disso, precisamos saber como funciona o sistema de alerta e prevenção se porventura  ocorrer um vazamento de uma hora para a outra nas usinas que estão funcionando. E qual é o plano de contingência? Houve o vazamento, o alerta foi dado, como é que se retira as pessoas da área das usinas?”, declarou o líder tucano. Em carta de conjuntura divulgada hoje, o Instituto Teotônio Vilela (ITV) cobra do governo brasileiro um debate mais aprofundado sobre plano de expansão da energia nuclear. O ITV alerta para o risco iminente de se levar adiante, sem análises detalhadas, o atual projeto idealizado pelo Executivo para o setor. O instituto destaca que o Brasil tem recursos naturais suficientes para optar por fontes de energia limpa e pode evitar os perigos de um incremento da energia nuclear no país.

Fonte: Jornal Correio dos Lagos

segunda-feira, 14 de março de 2011

É hora de discutirmos com os EUA novas fontes de energia


Em declarações feitas, o presidente americano, Barack Obama, disse que, em meio à crise em países no norte da África e no Oriente Médio, os Estados Unidos pretendem fortalecer as relações com outras nações produtoras de petróleo, e este será um dos temas discutidos em sua visita ao Brasil, na próxima semana. “No que diz respeito à importação de petróleo, nós estamos fortalecendo nossas relações-chave com outras nações produtoras. Isso é algo que vou discutir com a presidente Dilma Rousseff”, afirmou.
Toda e qualquer discussão sobre petróleo é bem vinda, particularmente com um parceiro como os Estados Unidos, mas na política energética brasileira, apesar da importância da Petrobras e do pré-sal, o etanol e o biodiesel ocupam um lugar prioritário, na busca de fontes alternativas de energia.
Assim, discutir energia com Barack Obama, para além de fontes seguras de abastecimento para os Estados Unidos, é principalmente discutir como derrubar as barreiras ao nosso etanol no mercado dos Estados Unidos (nossa balança comercial é cada vez mais deficitária), e como encontrar, juntos, via pesquisas de novas tecnologias, novas fontes limpas de energia. Nesse campo os Estados Unidos e o Brasil têm muito que cooperar, já que são as duas nações em melhores condições de desenvolver novas fontes de energia.

Fonte: Correio do Brasil