quinta-feira, 26 de maio de 2011

Consumo de energia elétrica aumenta com crescimento da classe C

Oito milhões de novos consumidores foram incluídos no mercado de energia elétrica entre 2006 e 2008 em decorrência do crescimento econômico e da melhor distribuição de renda da população.
A constatação é da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) que divulgou hoje (24) a Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica de abril, cuja expansão foi de 2,4% sobre o mesmo mês de 2010.
Na avaliação da EPE, o aumento da classe C “alterou o perfil de consumo residencial” no Brasil.
Os dados indicam ainda que, nos últimos quatro anos, houve aumento expressivo do número de residências que consomem mais energia.
“Por trás dessas mudanças está o crescimento econômico e a melhor distribuição de rendada população, que não só inserem no mercado novos consumidores como aumentam a posse e o uso de equipamentos eletrodomésticos”.
A EPE destaca que dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e analisados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), indicam o aumento da renda média do trabalhador, acompanhado do recente “fenômeno de ascensão social verificado nos últimos anos, em especial de pessoas das classes D e E para a classe C”.
A EPE ressalta no estudo que, de 2005 a 2009, foram incorporadas cerca de 20 milhões de pessoas com renda mensal familiar entre R$ 1.126 e R$ 4.854, o que elevou em 8,4 pontos percentuais (de 41,8% para 50,4%) a participação da classe C na distribuição das classes

Fonte: Correio do Estado.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Energia eólica recebe investimento de R$ 25 bi e vai produzir mais que Belo Monte

Os ventos sopram a favor da energia eólica no Brasil, ainda mais em um momento em que usinas hidrelétricas ou nucleares vem sendo questionadas, devido aos seus impactos e riscos à natureza. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), até 2013, serão investidos nos país cerca de R$ 25 bilhões em 141 projetos espalhados por diferentes Estados.
O volume de energia que será gerado pela força dos ventos será de 5.272 MW, valor superior aos 4.500 MW previstos para a Usina Belo Monte, no Xingú. Em 2005, o Brasil produzia apenas 29 MW de energia eólica, mas com o investimento, em menos de dois anos, poderá chegar ao valor estimado, segundo reportagem do jornal 'O Globo'.
Com o investimento, op País quer sair na frente na corrida pela geração de energia sustentável, hoje liderada pela China e seguida pelos EUA. Além de produzir energia, o Brasil quer também se transformar em uma plataforma de exportação de equipamentos para a construção de usinas eólicas.
Em 2004, o Brasil começou a atrair empresas do setor para captar dinheiro, por meio do Programa de Incentivo às Fontes de Energia Renováveis (Proinfa) e já conseguiu capitalizar os R$ 25 bilhões, que serão divididos entre os Estados de Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia e Rio Grande do Sul.
A energia eólica poderá reduzir a operação da usinas térmicas a gás natural, além de ser uma energia limpa, que não necessita de petróleo. Segundo o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, hoje, este tipo de energia corresponde a 0,7% do total de eletricidade do país, porém em 2013, poderá chegar a 4,3%.

Fonte: MTV

Energias renováveis: Câmara analisa política do país

Da Agência Ambiente Energia – A política do país para energias renováveis é tema de audiência pública que a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados promove nesta terça-feira, dia 17 de maio. O objetivo da audiência, solicitada pelo presidente da comissão, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), é avaliar os projetos relacionados à energia eólica, solar e de biomassa e sua relação com a sustentabilidade ambiental.  A audiência está marcada para as 14 horas, no plenário 8.
“O Brasil vem demonstrando sua intenção de aprimorar o uso de energias renováveis e diversificar as fontes de geração de energia, mas as iniciativas de política de governo ainda são tímidas”, disse Cherini. Outro tema na pauta da audiência é o Projeto de Lei 630/03, que prevê leilões anuais de energia eólica e de biomassa e a criação de um fundo para financiar pesquisas e incentivar a produção de tecnologias para esse tipo de energia.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável convidou para a audiência o relator do PL 630/03, deputado Fernando Ferro (PT-PE); o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão; o gerente do Departamento de Fontes Alternativas de Energias do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luís André D’Oliveira; o coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, Ricardo Baitelo; o diretor-executivo Mundial da Suzlon, Tulsi Tanti; o diretor-presidente da Impel Automoção Industrial Ltda, Lusivaldo Curvina Monteiro.

Fonte: Ambiente energia

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Apesar da crise, Japão se compromete em manter energia nuclear

O governo japonês anunciou, neste domingo, que manterá a energia atômica como parte importante da sua política energética, mesmo com a crise em curso no país. Segundo o vice-secretário de gabinete do Japão, Yoshito Sengoku, o governo não tem planos de fechar reatores nucleares da usina de Hamaoka, na região central do Japão. A principal preocupação do governo japonês é que o desligamento de novos reatores nucleares pode contribuir para a escassez de energia no verão.
Na sexta-feira, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu a paralisação da usina de Hamoaka até que os procedimentos de segurança sejam aprimorados. A usina nuclear é localizada em uma região costeira susceptível a terremotos e tsunamis. Ao comentar o pedido, Sengoku afirmou que trata-se de uma exceção e que não significa que o governo vá abandonar a política de energia nuclear.
A energia nuclear fornece mais de um terço da eletricidade do Japão. Desde o 11 de março de catástrofes, os edifícios reduzidos a iluminação, as lojas reduziram as horas de serviço e ar condicionado operadores de metrô foram fechadas para participar de um esforço de conservação a nível nacional.

Protesto

Mais de 10 mil pessoas, segundo estimativa da NHK, se reuniram neste sábado no Japão exigindo uma mudança em sua política de energia nuclear após o terremoto e tsunami que provocaram a pior catástrofe atômica mundial desde Chernobyl, há 20 anos.
Mais de 10 mil pessoas protestaram contra a política energética nuclear do Japão
Sob uma garoa, os manifestantes se reuniram em um parque de Shibuya, distrito de Tóquio. Muitos seguravam cartazes com os dizeres: "nuclear é passado" e "queremos mudanças na política energética".
O protesto ocorreu um dia após o primeiro-ministro Naoto Kan pedir a paralisação das operações de uma usina nuclear situada no sudoeste de Tóquio por ela estar próxima a uma falha geológica, temendo um desastre como o que ocorreu na unidade de Fukushima, em março.

Fonte: Ig

Manaus registra 65% de geração de energia limpa


Manaus - Em menos de um ano da implantação do gás natural, a inversão da matriz energética em Manaus já é uma realidade. Na última sexta-feira (6), os registros da Eletrobras Amazonas Energia apontavam  que 65% da energia gerada na cidade foi proveniente de fontes limpas (gás e hidrelétrica), e os outros 35% restantes foram produzidos com a utilização de combustível fóssil (óleo), comprovando que mais da metade da energia produzida atualmente na capital do Amazonas é proveniente de fontes não poluentes.
Do consumo realizado na última sexta-feira, o total de 813 MW, 220 MW foi produzido via hidrelétrica (Balbina), 305 MW à gás natural e 288 MW à óleo combustível. Em dias de baixo consumo na capital amazonense, as termelétricas, hidrelétrica e usinas a gás podem até mesmo contar com a possibilidade de desligar algumas máquinas por falta de demanda.
De acordo com o diretor de Geração e Transmissão e também diretor de Operação da Eletrobras Amazonas Energia, Tarcísio Estefano Rosa, o registro histórico significa dizer que o programa de mudanças na matriz energética em Manaus está boa fase de consolidação.
“Em alguns dias do ano, se todas as usinas à gás estivessem em operação, já não haveria consumo para toda a potência instalada”, revelou.
No dia 17 de abril deste ano, data em que a empresa registrou o menor índice de consumo durante todo aquele mês, quando a demanda total foi de 535 MW, os dados da concessionária indicaram que 61% da geração foram originários de energia limpa (gás e hidrelétrica). Os dados apontaram que 165,74 MW foram gerados a partir do gás natural, 159 MW da hidrelétrica e 210,26 MW gerados das termelétricas.
Atualmente, das 21 usinas que produzem energia elétrica em Manaus, sete utilizam gás natural, até hoje, como fonte de energia limpa.
Encontram-se em plena capacidade de operação as unidades: Tambaqui e  Jaraqui, além das duas unidades próprias da empresa localizadas no Parque energético de Mauá. Estão parcialmente em operação as usinas Manauara e Gera. Além disso, as unidades Cristiano Rocha e Aparecida (esta última também própria da Eletrobras Amazonas Energia) estão em fase final de conversão.
A empresa estima que, até o fim deste semestre deverão entrar em operação o total de 581 MW de capacidade de energia gerada a partir do gás natural.
O volume de economia com óleo combustível somente com as duas unidades à gás próprias da Eletrobras Amazonas Energia, localizadas no parque de Mauá, contabilizam o volume de 800 mil litros de óleo combustível por dia que deixou de ser queimado e jogado na atmosfera.

Fonte: D24am