quarta-feira, 22 de junho de 2011

Energia eólica não tem prioridade para expansão no Brasil, diz estudo

As turbinas movidas pela força dos ventos (eólicas) são uma fonte limpa e renovável de energia, porém não constam como prioridade nos planos oficiais de geração energética, revela pesquisa do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP. A capacidade atual instalada é de 1 Gigawatt (GW), o que representa apenas 0,88% do total da energia disponível no Brasil. O trabalho da pesquisadora Juliana Chade mostra que os planos existentes podem aumentar essa capacidade para 6 GW até 2019, muito abaixo do potencial eólico do país, estimado em 143 GW, segundo informações da Agência USP.

O plano decenal da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão do governo federal, insere a energia eólica como alternativa ao atendimento da carga. “Ele prevê uma capacidade instalada de aproximadamente 6 GW em 2019”, afirma a pesquisadora. “Entretanto, o plano energético oficial, com horizonte até 2030, elaborado pela EPE, dá ênfase à geração térmica, ao gás natural, carvão e nuclear, como alternativa de complementação à geração hídrica”.

De acordo com Juliana, o custo do investimento pode ser a maior dificuldade para a inserção da energia eólica no Brasil. “Mas os custos tendem a ser reduzidos com o aprendizado da tecnologia e incentivos governamentais”, destaca. “Outra dificuldade seria a falta de histórico de medição de ventos, pois dados de medição de longo prazo conduzem a projetos mais eficientes e com menos risco de incerteza na previsão de geração”, explica a pesquisadora.

A pesquisadora lembra que o Brasil possui pouco histórico com a tecnologia eólica e necessita treinar pessoas para manutenção e operação das usinas. “É preciso uma estratégia de inserção de fontes eólicas por meio de pacotes de fornecimento com a progressiva nacionalização da cadeia produtiva”, sugere. “Além disso, deve haver mecanismos de mobilidade de ciência e tecnologia para desenvolvimento da infraestrutura e logística, com programas de incentivos tecnológicos, recursos humanos, pesquisa, materiais, componentes, a fim de se obter ganho de escala na indústria”.

Ventos

Segundo o Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, publicado pelo Centro Brasileiro de Referência para as Energias Solar e Eólica (CRESESB) do Centro de Pesquisas em Energia Elétrica (Cepel) das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), o Brasil possui um potencial eólico de 143 GW, valor analisado em 2001, quando haviam menores torres e ventos a 50 metros (m) de altura. “Hoje há torres mais altas, o que aumentaria o potencial estudado”, conta Juliana. “A região Nordeste possui aproximadamente metade do potencial do Brasil, outra região que se destaca é o litoral e interior do Rio Grande do Sul, que apresentam as maiores velocidades de ventos para a geração de energia”.
A energia eólica é uma fonte alternativa de energia limpa, renovável, ou seja, que não se esgota, diferentemente das fontes térmicas de combustíveis fósseis, que além dos custos com combustível, geram gases de efeito estufa. “A eólica apresenta características de geração distribuída, o que reduz perdas na transmissão e a necessidade de investimentos de ampliação da rede”, diz a pesquisadora.

Juliana observa que existem fábricas de pás e turbinas eólicas no Brasil, apesar de alguns materiais serem importados para a construção dos parques. “Nos últimos leilões de energia que contaram com fontes eólicas, em 2009 e 2010, houve uma maior participação da tecnologia e também redução em seus preços”, completa.

Fonte: Revista Globo Rural

Mudanças simples proporcionam mais eficiência energética

Segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês), os motores elétricos são responsáveis por 45% do consumo da energia global. Eles estão em todos os lugares: no secador de cabelos, no lava louças, nos ventiladores, em cada elevador encontramos um, conversores e muito mais. Os motores são os maiores consumidores da energia global. Ainda de acordo com a IEA, os sistemas de iluminação vêm em segundo lugar, com 19% do consumo mundial.

Isso significa que a cada segundo as usinas elétricas estão produzindo energia apenas com o único propósito de abastecer motores. Em 60 segundo, motores de todo o mundo usam energia suficiente para atender às necessidades anuais (isso mesmo, anuais) de 12,7 mil domicílios na China.

A análise é surpreendente e a primeira em escala mundial de consumo de energia de motores elétricos. A novidade mesmo no estudo é que ele também traz o quanto de energia é possível ser economizada. De acordo com as informações do IEA, é possível economizar de 20% a 30% do consumo total dos motores, o que significaria uma redução de 9% a 14% do consumo global de energia.

Apesar de parecer impossível, a IEA garante que existe um grande potencial, mas diversas barreiras dificultam o acesso a tais investimentos. Através de uma pesquisa mundial com executivos produtores, descobriu-se que 60% dos empresários não fizeram nenhum tipo de investimento em eficiência energética de seu capital, usina ou equipamentos nos últimos três anos, alegando a falta de financiamentos para melhorias de eficiência energética, de fundos e a pouca informação sobre as opções disponíveis os principais obstáculos para realizarem tais melhorias.

O que é uma surpresa, visto que os motores são responsáveis por dois terços da eletricidade utilizada na indústria, e que o custo anual de energia de um motor pode ser até sete vezes o seu valor de compra. O relatório da IEA mostra o papel central dos motores elétricos na economia. É hora de colocá-los no centro de nossas estratégias para que possamos cumprir os desafios energéticos e climáticos impostos.

Fonte: Primeira Edição

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Senado discute renovação das concessões para geração de energia


  As Comissões de Assuntos Econômicos e Infraestrutura (CAE) do Senado realizam nesta quarta-feira (15), às 14h30,  audiência pública para discutir a renovação dos contratos de concessão para a geração de energia em várias usinas hidrelétricas do país. A audiência foi marcada a pedido do presidente da CAE, senador Delcídio do Amaral (PT/MS)

“Em  2015 vencerão os prazos de contratos de concessões que, juntos,  representam 20% do parque hidrelétrico do país. Existe  uma preocupação grande das empresas quanto ao tratamento dessa questão por parte do governo, porque o que se espera é que, com a renovação das concessões, a partir do momento que essas usinas estiverem amortizadas, pode-se ter um impacto menor na tarifa, ou seja, o custo da energia no Brasil pode ficar mais barato.Por isso temos que começar a discutir isso agora e, com esse objetivo, vamos reunir aqui representantes da  CESP, Abiape, Abrace, Ministério de Minas e Energia, Aneel, BNDES, Ministério da Fazenda, Eletrobrás para debater essa nova modelagem. Eu não tenho dúvida que a discussão das concessões será o assunto mais importante do setor elétrico brasileiro nos próximos anos˜, avalia Delcídio.

Outra audiência conjunta pedida por Delcídio vai tratar, na quinta-feira (16), da comunicação audiovisual de acesso condicionado, com representantes da Ancine, Anatel, Abert, ABRA, ABTA, Telebrasil, ABPI-TV e da ABPTA.

"Vamos debater a possibilidade da TV fechada vir a ser explorada também pelas companhias de telefonia. Existe uma discussão ampla sobre isso e os interesses comerciais são intensos. No fundo, será um debate sobre conteúdo nacional, porque há uma preocupação de, a partir do momento que se cria mais facilidades, daqui a pouco termos no Brasil essas TVs fechadas praticamente veiculando programas gerados em outros países”, ponderou o senador.

Fonte: A Crítica

Atraso de usinas térmicas eleva tarifa de energia

O governo se prepara para anunciar nos próximos dias uma mudança importante na operação do sistema elétrico. A medida, que tem finalidade de ampliar a segurança energética, vai provocar ligeiro aumento na tarifa para os consumidores.

O atraso na operação de oito termelétricas obrigará o governo federal e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) a elevar o nível meta dos reservatórios das usinas hidrelétricas das regiões Sudeste/Centro Oeste e do Nordeste em 2011.

Essa mudança deverá ter custo adicional entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões para a tarifa de energia elétrica dos consumidores brasileiros em 2012.

É a primeira vez que autoridades do setor reprogramam a geração do país nessa escala por causa do descumprimento de prazos por empreendedores que assumiram projetos termelétricos.

Segundo relatório da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), 20% das usinas contratadas estão atrasadas e não têm previsão para entrar em operação.

Fonte: Jornal Floripa

terça-feira, 7 de junho de 2011

China continuará desenvolvendo energia nuclear segura

A China vai continuar desenvolvendo energia nuclear de forma segura, afirmou ontem (6) o diretor da Administração Nacional da Energia Atômica da China, Chen Qiufa.
Ao falar durante uma reunião da Agência Internacional da Energia Atômica, realizada em Viena, Chen disse que o governo chinês sempre dispensa muita atenção à segurança nuclear e toma a segurança como o princípio mais importante para o desenvolvimento do setor. O país se dedica a introduzir e inovar tecnologias avançadas na área e já estabeleceu um sistema de padrões, vigilância e resposta a emergências.
Segundo ele, para muitos países, a energia atômica é uma opção importante para lidar com a escassez de recursos naturais e a mudança climática, mas deve ser aplicada com segurança. Os acidentes não se limitam a um só país e a elevação da segurança nuclear requer esforços internacionais.

Fonte: Cri Online

Ministros do G20 reunidos para discutirem segurança da energia atômica, com a Europa dividida

Protesto Anti-Nuclear


Depois do sismo e tsunami que em Março causaram um grave acidente na  central nuclear nipónica, vários países europeus -- particularmente a Alemanha  -- decidiram diminuir ou abandonar os seus programas de energia atômica.
Há 143 reatores nucleares atualmente em funcionamento na União Europeia,  em 14 países: França (58), Alemanha (17), Reino Unido (19), Suécia (10),  Espanha (oito), Bélgica (sete), República Checa (seis), Hungria, Finlândia  e Eslováquia (quatro cada), Bulgária e Roménia (dois), Holanda e Eslovénia  (um). Em países europeus que não pertencem à UE, a Rússia detém 32 reatores,  a Ucrânia 15 e a Suíça cinco.
A Comissão Europeia decidiu fazer testes de resistência às centrais  nucleares na Europa, a começar já este mês, e cujos resultados deverão ser  conhecidos em abril de 2012.
A Alemanha anunciou uma inversão da sua política nuclear, renunciando  a prolongar o tempo de serviço das suas centrais mais antigas. O governo  de Angela Merkel decidiu encerrar gradualmente todos os seus reatores até  2022, substituindo a sua produção por energias renováveis ou por centrais  de carvão.
Também a Suíça resolveu abandonar a energia nuclear, cancelando planos  de construir novas centrais. A Bélgica tenciona deixar a energia atômica  até 2025, e o governo espanhol anunciou que vai ponderar a renovação dos  contratos com as suas centrais.
Pelo contrário, a França -- país europeu com a maior quota do nuclear  na produção elétrica, 75 por cento - não tenciona alterar a sua política  energética. 
O primeiro-ministro Franceis Fillon afirmou no mês passado que "a energia  nuclear é uma solução de futuro", acrescentando que "não há nenhuma solução"  alternativa que permita à França cumprir os seus "compromissos europeus"  relativos à redução de emissões.
Também o Reino Unido decidiu não alterar a sua política energética.  O ministro da Energia britânico, Chris Huhne, apresentou um relatório segundo  o qual "não é credível" que ocorra no Reino Unido um acidente como o de  Fukushima.
Em Itália, o governo de Sílvio Berlusconi suspendeu um plano de reintrodução  da energia at
mica, e marcou um referendo ao nuclear para 12 de junho.
A reunião que começa na terça-feira serve para preparar uma cimeira  da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no final deste mês.
Os membros do G20 irão estudar formas de melhorar a segurança das centrais  nucleares e responder a ameaças como catástrofes naturais ou ataques terroristas,  e irão também debater uma proposta da agência para o nuclear da OCDE, que  propõe rever a escala para acidentes nucleares, de forma a que acidentes  como os de Fukushima e Chernobil não tenham a mesma classificação.

Fonte: Sic Noticias