terça-feira, 7 de junho de 2011

Ministros do G20 reunidos para discutirem segurança da energia atômica, com a Europa dividida

Protesto Anti-Nuclear


Depois do sismo e tsunami que em Março causaram um grave acidente na  central nuclear nipónica, vários países europeus -- particularmente a Alemanha  -- decidiram diminuir ou abandonar os seus programas de energia atômica.
Há 143 reatores nucleares atualmente em funcionamento na União Europeia,  em 14 países: França (58), Alemanha (17), Reino Unido (19), Suécia (10),  Espanha (oito), Bélgica (sete), República Checa (seis), Hungria, Finlândia  e Eslováquia (quatro cada), Bulgária e Roménia (dois), Holanda e Eslovénia  (um). Em países europeus que não pertencem à UE, a Rússia detém 32 reatores,  a Ucrânia 15 e a Suíça cinco.
A Comissão Europeia decidiu fazer testes de resistência às centrais  nucleares na Europa, a começar já este mês, e cujos resultados deverão ser  conhecidos em abril de 2012.
A Alemanha anunciou uma inversão da sua política nuclear, renunciando  a prolongar o tempo de serviço das suas centrais mais antigas. O governo  de Angela Merkel decidiu encerrar gradualmente todos os seus reatores até  2022, substituindo a sua produção por energias renováveis ou por centrais  de carvão.
Também a Suíça resolveu abandonar a energia nuclear, cancelando planos  de construir novas centrais. A Bélgica tenciona deixar a energia atômica  até 2025, e o governo espanhol anunciou que vai ponderar a renovação dos  contratos com as suas centrais.
Pelo contrário, a França -- país europeu com a maior quota do nuclear  na produção elétrica, 75 por cento - não tenciona alterar a sua política  energética. 
O primeiro-ministro Franceis Fillon afirmou no mês passado que "a energia  nuclear é uma solução de futuro", acrescentando que "não há nenhuma solução"  alternativa que permita à França cumprir os seus "compromissos europeus"  relativos à redução de emissões.
Também o Reino Unido decidiu não alterar a sua política energética.  O ministro da Energia britânico, Chris Huhne, apresentou um relatório segundo  o qual "não é credível" que ocorra no Reino Unido um acidente como o de  Fukushima.
Em Itália, o governo de Sílvio Berlusconi suspendeu um plano de reintrodução  da energia at
mica, e marcou um referendo ao nuclear para 12 de junho.
A reunião que começa na terça-feira serve para preparar uma cimeira  da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) no final deste mês.
Os membros do G20 irão estudar formas de melhorar a segurança das centrais  nucleares e responder a ameaças como catástrofes naturais ou ataques terroristas,  e irão também debater uma proposta da agência para o nuclear da OCDE, que  propõe rever a escala para acidentes nucleares, de forma a que acidentes  como os de Fukushima e Chernobil não tenham a mesma classificação.

Fonte: Sic Noticias

Nenhum comentário:

Postar um comentário