quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Solução para economizar energia


O Brasil emite 2,2 bilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera todos os anos. Quanto disso é sua responsabilidade? Um invento desenvolvido na UnB permite saber quanto cada aparelho da sua casa gasta de energia, e qual a emissão de carbono correspondente. A Eco2Box foi criada pela IPe, empresa incubada no Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico (CDT) da universidade.

O produto coleta informações das tomadas e as direciona ao computador, onde são apresentados gráficos simplificados que mostram inclusive quantas árvores teriam de ser plantadas para compensar aquele banho demorado ou uma noite com a tv ligada. O morador pode ter informações de cada aparelho conectado ao sistema, como geladeiras, televisões e conta também com gráficos de medições diárias, mensais e de variação de gastos.

A IPe é formada por ex-alunos do curso de Engenharia de Redes. Eles tiveram a ideia em 2007, mas foi com o apoio do CDT que eles desenvolveram o primeiro protótipo. “Tínhamos formação técnica, mas lá conseguimos uma visão empreendedora e também fizemos diversos contados importantes”, diz Roberto Mascarenhas Braga. Ele diz queo objetivo da empresa com a Eco2Box é auxiliar na redução  em até 15% o consumo de energia em casa.

O invento baseia-se em tecnologias existentes, mas fornece informações que não eram disponíveis ao morador. “O usuário podia ter medições locais, mas com os dados puros não é possível fazer muita coisa”, explica.

Wireless – A Eco2Box utiliza adaptadores plugados às tomadas. Com uma pequena antena, eles enviam as informações sobre o consumo para o aparelho, uma pequena caixa ligada a um computador por um cabo USB. Esta caixa reúne as informações e um programa de computador criado pela empresa faz o cruzamento dos dados. O computador precisa estar conectado à internet para obter o consumo em dinheiro, baseado na taxa de energia de cada estado. O aparelho também identifica problemas em tomadas ou se está havendo desperdício de energia.

O kit básico da Eco2Box deve sair entre R$ 200 e R$ 250, incluindo três adaptadores para tomadas e o programa para computador. O preço pode cair se for produzido em larga escala. Os próximos passos são criar adaptadores para a medição nas tomadas em formas de réguas, para que vários aparelhos possam ser ligados ao mesmo tempo. Além disso, a empresa está desenvolvendo um aplicativo para celulares.

O invento está participando do IBM SmartCamp Brasil, competição em oito capitais brasileiras para novas empresas que tenham viés ambiental. Dos 80 projetos apresentados nacionalmente, 10 irão para a final no Rio de Janeiro. O ganhador conhecerá o Vale do Silício, a meca da tecnologia mundial. Além disso, ganhará apoio da IBM para que o projeto seja comercializado. O resultado sai no final deste mês.

Fonte: Ambiente Energia

“Energia alternativa é fantasia”, diz Eike Batista em evento no Rio


“Energia alternativa é fantasia”. A declaração é do empresário Eike Batista, que participou nesta terça-feira (23) de um evento no Copacabana Palace, na zona sul do Rio de Janeiro.

O empresário respondeu a algumas perguntas sobre seus negócios, entre elas, o porquê do investimento em usinas movidas a carvão, combustível altamente poluente diante de uma série de alternativas de energia limpa que o Brasil dispõe.

- Energia alternativa é fantasia. Europa e Estados Unidos mantêm com subsídios, pois custa três vezes mais. Nossas usinas a carvão são iguais as que estão sendo construídas na Alemanha, ou seja, é o que há de melhor em tecnologia.

Eike detalhou os R$ 64 bilhões (US$ 40 bilhões) em investimentos das empresas do seu grupo no país e fez um prognóstico positivo sobre o futuro do Rio de Janeiro e do Brasil diante do cenário de crise dos países europeus e dos Estados Unidos.

Para o empresário, os países emergentes vão continuar a puxar o crescimento da economia mundial, no caso brasileiro, ancorado principalmente por um mercado interno aquecido.

- O Brasil só exporta 12% do seu PIB [Produto Interno Bruto ou a soma de riquezas produzidas em um país]. E esses 12% são produtos que o mundo precisa. O preço da soja, do petróleo e dos recursos minerais vão continuar subindo.

O empresário falou sobre os seus investimentos na rede hoteleira do Rio, com a reformulação do Hotel Glória, no bairro de mesmo nome, na zona sul. Eike diz que “o objetivo é fazer do Glória um dos melhores do mundo”. Ele também falou sobre a compra de um prédio residencial no Flamengo, também na zona sul. Juntos, os dois empreendimentos terão 800 quartos.

Em 2008, a EBX, do grupo que pertence ao empresário, comprou o Hotel Glória, construído em 1922, e, desde então, o prédio entrou em reforma e restauração.

O evento foi realizado pelo Lide-Rio, que reúne 50 empresas com sede no Rio de Janeiro. No âmbito nacional, são 846 empresas, o equivalente a quase 50% do PIB nacional.

Fonte: Portal R7 Notícias 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Energia no Brasil está garantida para os próximos 100 anos, afirma ministro


O pré-sal em debate: Brasil espera chegar em 2015
produzindo 3 milhões de barris de petróleo por dia.

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta segunda-feira (8) que, com o pré-sal, "o Brasil terá petróleo suficiente para suprir a necessidade nacional para os próximos 100 anos". A afirmação foi feita durante seminário promovido pela revista CartaCapital, em São Paulo. Atualmente, o Brasil é o sétimo maior consumidor de petróleo do mundo. Para dar conta da necessidade energética do país, Lobão estima que até 2020 o Brasil estará entre os dez maiores produtores de óleo combustível. Para isso, deverão ser destinados R$ 932 bilhões para o setor nos próximos quatro anos.

Um dos debates foi sobre a capacidade brasileira de produção energética, o potencial de extração e utilização do combustível para os próximos anos, ampliado pelos recentes episódios envolvendo as usinas nucleares japonesas, além dos possíveis investimentos em energias renováveis. Entre os participantes estavam, além de Lobão, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e o economista Luiz Gonzaga Belluzzo.

Mesmo com o presidente da Petrobras garantindo que o Brasil será o maior produtor mundial de etanol de origem vegetal até 2015, o ministro Lobão evidenciou que o petróleo ainda será o principal produto das próximas décadas. Sobre a possível substituição do petróleo como fonte principal de energia, Gabrielli observou que dificilmente o consumo mundial do óleo diminuirá nos próximos anos.

"O consumo per capita dos derivados de petróleo está declinando nos países desenvolvidos. No entanto, nos países emergentes, é possível observar o crescimento da demanda pelo combustível", disse Gabrielli. "Isso se dá pela natureza diferenciada do crescimento econômico. Aumentando o consumo das populações de baixa renda, irá aumentar a procura por energia."

Exploração e distribuição

Somente a Petrobras contará com um investimento de US$ 224,7 bilhões (cerca de R$ 360 milhões atualmente) até 2015, segundo o presidente da estatal. Aproximadamente 2,5% desse valor será utilizado em energias renováveis, as consideradas limpas. “Destinaremos US$ 4,9 bilhões para desenvolvimento de biocombustível, etanol e outras formas de energias renováveis”, anunciou Gabrielli,

O país deve chegar a 2015 produzindo cerca de 3 milhões de barris de petróleo por dia. Desses, 2,1 milhões serão derivados da camada pré-sal.

Mão de obra

Para atender à elevação na exploração e produção do petróleo, o presidente da Petrobras assegurou que os problemas não estão em conseguir mão de obra qualificada. "Não vemos grandes problemas no recrutamento de pessoal qualificado. Vemos um problema em passar a experiência do pessoal mais experiente aos novos ingressantes."

Além dos cursos em universidades particulares e federais, Skaf garante que o "Senai formará 40 mil pessoas para trabalhar nos fornecedores da Petrobras”. A própria Petrobras ainda treina 60 mil pessoas para atender às necessidades nas diversas áreas da estatal.

Energia industrial no Brasil é a 4ª mais cara do mundo


A tarifa de energia para a indústria brasileira é a quarta mais cara do mundo, segundo dados divulgados pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), nesta quarta-feira. De acordo com os números, as indústrias do País pagam, em média, R$ 329 por megawatt-hora (MWh), atrás apenas da Itália (R$ 458,3 por MWh), Turquia (R$ 419 por MWh) e República Tcheca (R$ 376,4 por MWh).

A pesquisa também aponta que a tarifa de energia elétrica industrial no Brasil é 134% maior que a média dos outros países do Bric (grupo formado por Brasil, Índia, Rússia e China). As indústrias brasileiras pagam 259% a mais que o valor pago na Rússia (R$ 91,5 por MWh), 131% a mais que na China (R$ 142,4 por MWh) e 75% a mais que na Índia (R$ 188,1 por MWh). A tarifa brasileira também é 67% superior à média de países latinos como Argentina, Chile, Colômbia, El Salvador, México, Paraguai e Uruguai (R$ 197,5 por MWh).

Na comparação com parceiros comerciais os números brasileiros também são superiores. Os valores pagos no País são 273% maiores que os pagos na Argentina e 164% acima dos pagos nos Estados Unidos.

Segundo o estudo, o alto custo da energia industrial no País está relacionado aos encargos e impostos no custo total - representam 48,6% da tarifa -, e aos custos de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD). O valor dos custos GTD representam R$ 165 por MWh no País, superior aos custos totais na China (R$ 142,4 por MWh) e Estados Unidos (R$ 124,7 por MWh).

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Concessionárias lideram reclamações em 20 Estados

O mais novo apagão de São Paulo, que deixou milhares de pessoas sem luz e outras tantas presas no metrô na última quinta-feira, só reforça as estatísticas. As operadoras de energia elétrica, de telefonia e de água e esgoto foram as que mais atormentaram o consumidor de Norte a Sul do País no primeiro semestre deste ano. Elas lideraram o ranking de reclamações em 20 dos 24 Estados em que os Procons estão presentes, superando vilões tradicionais como bancos e redes de varejo.

Mesmo quando não estão no topo da lista, essas empresas aparecem em segundo ou terceiro lugar em todos os Procons - em alguns Estados chegam a ocupar as três posições. "Os setores de telecomunicações e de energia foram privatizados anos atrás porque o Estado não tinha condições de investir. Mas o setor privado não está fazendo o investimento necessário", afirma o professor Francisco Vignoli, do departamento de planejamento e análise econômica da FGV/São Paulo. "O poder público precisa agir e a população, cobrar."
Para os especialistas, a piora na qualidade dos serviços é reflexo do despreparo das empresas, que não acompanharam os novos tempos. Nos últimos dez anos, mais de 30 milhões de pessoas melhoraram de vida, ingressaram na classe média e engrossaram o mercado de consumo. Compraram telefone, puseram computador, TV nova e micro-ondas em casa. Os serviços não avançaram no mesmo ritmo.

"De 2005 para cá, os indicadores de energia só pioraram. Chamamos as distribuidoras, conversamos, mas o problema persiste", afirma Nelson Hubner, diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), apesar de as telefônicas serem as campeãs de reclamações em 14 Estados, o problema parece não existir.

Em nota, a agência afirma que "o índice de reclamações por mil assinantes diminuiu nos principais serviços de telecomunicações". "A Anatel tinha de fechar. Não fiscaliza, não serve para nada", diz Ruy Bottesi, presidente da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET). A crítica é que o investimento das operadoras não tem sido suficiente para acompanhar a explosão da base de clientes.

Investimentos

No setor de telecomunicações, entre 2005 e 2010, o número de clientes de telefone fixo e celular, tevê por assinatura e internet saltou de 134,7 milhões para 271,9 milhões, crescimento de 102%. Enquanto isso, ao longo do ano passado as operadoras investiram R$ 17,4 bilhões, 15,2% acima do que tinham aplicado em 2005. "Se estivessem investindo tudo que dizem, estaria todo mundo feliz. Não é assim", questiona Bottesi.

Procuradas, as operadoras responderam que estão investindo o necessário e que seus índices de reclamações estão diminuindo. A Claro afirma que vai investir US$ 1,2 bilhão na ampliação da rede e de serviços. A TIM diz que planejou R$ 8,5 bilhões para o triênio 2011/2013. A Telefônica/Vivo afirma que vai investir R$ 24,3 bilhões entre 2011 e 2014. E a Oi diz que planeja investir mais de R$ 5 bilhões até o fim de 2011, para fazer frente ao crescimento da demanda. A Oi questiona, ainda, a metodologia da pesquisa que a coloca como a empresa mais demandada em nove dos 24 Procons estaduais.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Brasil terá sobra de energia elétrica até 2015, prevê ONS

 O Brasil vai conviver com sobra estrutural (relação produção/consumo) de energia elétrica até 2015. A previsão foi feita pelo diretor-geral do Operador Nacional do Sistema (ONS), Hermes Chipp, nesta segunda-feira (1º) em entrevista coletiva.

Somente este ano, disse Chipp, o país deverá registrar uma sobra estrutural de energia da ordem de 2,5 mil megawatts (MW) médios, para uma previsão de oferta de 58 MW médios no ano.
Para 2015, Chipp prevê uma sobra de 5 mil MW médios, para uma oferta de 71 mil MW médios. As projeções levam em consideração um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) médio de 5% nos próximos cinco anos.

Na avaliação do diretor-geral do ONS, a exceção acontecerá este ano quando a expectativa de crescimento do PIB do país, e por extensão do consumo de energia elétrica deverá ser menor: em torno de 4%.
“Estas sobras estão garantidas pelas fontes de energia contratadas nos leilões da Aneel [Agência Nacional de Energia Elétrica], que propiciam a garantia física do fornecimento. Evidentemente que essas sobras do Sistema Interligado se distribuem nas regiões. Vale lembrar que somente em energia eólica teremos 500 MW sendo adicionado no sistema”.

As projeções do ONS também levam em conta a hidrologia favorável vivida atualmente no país, onde os reservatórios encontram-se acima de 80% de sua capacidade plena.

Fonte: Jornal do Brasil