Foram contratados 78 projetos, com 832 MW. Considerando os leilões desde 2009, a capacidade de geração de energia contratada atingirá cerca de 7 MW até 2014, com investimentos de R$ 30 bilhões. "Vamos contratar pelo menos 2 MW por ano", diz Renato Amaral, membro do conselho de administração e diretor de operações da Renova Energia, a principal companhia brasileira no segmento, com participação de 11% no bolo dos empreendimentos em execução.
Segundo Amaral, a Renova Energia investiu nos projetos de energia eólica R$ 562 milhões entre 2009 e 2011, e os planos preveem novas ações. A ideia é construir um parque gerador de energia eólica de 1,11 mil MW até 2016. Para isso, a empresa investirá R$ 3,8 bilhões.
Os recursos serão provenientes de capital próprio e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O cenário é mais do que propício aos investimentos", avalia Cláudio Semprine, assistente da diretoria de engenharia de Furnas, que constrói plantas eólicas com a JMalucelli e a Eletronorte.
A companhia investiu cerca de R$ 1 bilhão desde 2009 para construir sete empreendimentos no Nordeste, com 487,6 MW de potência instalada. O grupo espanhol Iberdrola Renováveis, que atua em parceria com aNeoenergia, também tem planos de chegar a 1.000 MW em parques eólicos em cinco anos.
"Os preços baixaram em função de uma sobre-oferta de aerogeradores. A redução foi potencializada pela entradas de novos fabricantes ", diz Laura Porto, diretora de novos negócios. Sobra espaço para o crescimento de fornecedores brasileiros de equipamentos, como a ABB, que atua no fornecimento de subestações de rede.
A empresa fechou contrato com a Galvão Energia, de US$ 14 milhões. "A ABB também se prepara para investir em infraestrutura para outras áreas de energia", diz Manfred Hattenberger, gerente geral de energia eólica da filial brasileira.
Fontes: IG Economia
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