quarta-feira, 27 de abril de 2011

Consumo de energia crescerá 4,8% ao ano


O consumo de energia elétrica no Brasil crescerá, em média, 4,8% ao ano até 2020, segundo a estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O consumo sairá do patamar de 456,5 mil gigawatts-hora (GWh) em 2010 para 730,1 mil GWh em 2020.
A pesquisa foi feita com base numa projeção de crescimento da economia brasileira de 5% ao ano. O estudo também prevê ganhos de eficiência no consumo de energia elétrica, o que poderá gerar uma economia de até 33,9 mil GWh no ano de 2020. A autoprodução, isto é, o reaproveitamento de resíduos da produção industrial como combustíveis para a própria indústria (como ocorre em petroquímicas e no segmento sucroalcooleiro, por exemplo), deverá crescer 6,6% por ano.
Para fazer frente a este crescente consumo, fontes alternativas de energia renovável terão grande incentivo. Estes são temas que serão amplamente debatidos na sexta edição do Congresso Internacional de Bioenergia, evento que acontece de 16 a 19 de agosto de 2011, no Centro de Eventos da FIEP, em Curitiba.
O evento promovido pela FIEP, SENAI, e Remade, contará com importantes palestrantes do Brasil e do exterior que darão uma visão real do estágio atual e perspectivas das energias renováveis em nosso País, bem como a introdução de novas tecnologias.
Paralelamente ao Congresso acontece a quarta edição da BioTech Fair, feira que reúne serviços e tecnologia voltada a produção e controle de energias renováveis. Maiores detalhes estão no site www.bioenergia.net.br

Fonte: Correio do Estado

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Google investe milhões em energia solar

A Google vai investir 116 milhões de euros na produção de energia solar. É o maior investimento da empresa, que já vem fazendo várias apostas nas energias renováveis.
A Google continua preocupada com a sustentabilidade e resolveu fazer mais um investimento em energias renováveis. A empresa vai investir 116 milhões de euros numa estrutura de produção de energia solar que deverá produzir, durante 25 anos em funcionamento, energia suficiente para alimentar 90 carros eléctricos. O deserto de Mojave, na Califórnia foi o local escolhido para a instalação dos receptores de energia solar.
Por ser uma grande consumidora, recentemente a empresa também investiu num projeto de energia solar na Alemanha, apostando em energias renováveis, afim não apenas de ser sustentável, mas também para se livrar das críticas feitas às grandes empresas, que muitas das vezes não se preocupam com o aspecto ecológico.

Fonte: O Debate

Protesto contra energia nuclear


Encerrar as centrais nucleares e dar prioridade às energias renováveis - este foi o mote de um protesto no centro de Bruxelas que contou com a presença de dois milhares de pessoas.
Os manifestantes, onde se incluíam algumas personalidades políticas, nomeadamente de "os verdes", querem que o desastre de Fukushima seja entendido com um sinal para acabar já com a energia nuclear.

Fonte: Euro News

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Amazonas recupera autonomia sobre energia

O ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, recebeu ontem de “presente” o jornal A CRÍTICA, da última segunda-feira, que trazia como manchete a cirurgia realizada, às escuras, na maternidade Nazira Daou, bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. A entrega do exemplar do jornal amazonense, no dia em que comemorava 62 anos de existência, fez parte da pressão política que seis senadores das Regiões Norte e Nordeste fizeram no Ministério de Minas e Energia (MME) para que a gestão das distribuidoras de energia elétrica nos Estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Alagoas e Piauí, volte a ter autonomia administrativa. Desde 2008, a Eletrobras transformou as empresas de energia desses Estados em uma holding com sede no Rio de Janeiro.
A pressão funcionou. O ministro Lobão, que durante todos esses anos vem relutando em admitir o problema e a escutar as reivindicações dos parlamentares da Amazônia e nordestinos, atendeu ao apelo. Em 30 dias, garantiu criar diretorias das distribuidoras do sistema elétrico nos seis Estados para melhorar a gestão e combater o desperdício de energia que chega a mais de 40% contra a média nacional de 11%. “As distribuidoras são deficitárias para o Governo Federal,  mas o momento é olhar para frente. Por isso, vamos fazer alteração na direção do Rio de Janeiro e criar diretorias nos locais em 30 dias. Somos sensíveis às reivindicações e continuaremos investindo dinheiro para resolver os problemas nesses Estados”, disse Edson Lobão.
Articuladora da audiência e uma das mais críticas à centralização administrativa da Eletrobrás, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) disse que os seis Estados apresentam problemas similares de apagão. “Demonstramos ao ministro que o problema do Amazonas não é inadimplência, mas a ineficiência de gestão e a falta de autonomia”, disse a senadora.
Com base em relatório da Agência Nacional de Energia Elétrica (Anéis), o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) reforçou a necessidade de as distribuidoras dos Estados terem autonomia administrativa. “O número de interrupção na região é de 47,7% contra uma média nacional de 11%”, lembrou.
O senador Wellington Dias (PT-PI) disse que a gestão centralizada no Rio era uma preocupação constante dos parlamentares e comemorou a decisão do ministro. O senador Ivo Cassol (PP-RO) também elogiou a sensibilidade do ministro Lobão e espera que com mais autonomia Rondônia resolva os problemas de distribuição.
“A situação do Amazonas não é diferente de Rondônia, temos apagão generalizado. Qualquer decisão tem que passar pela burocracia da diretoria no Rio de Janeiro”, criticou. Também participaram da audiência com o ministro Edson Lobão, os senadores Valdir Rap (PMDB-RO), Benedito Lyra (PP-AL) e deputados federais das Regiões Norte e Nordeste.

Fonte: A Crítica

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Energia eólica: aparelho mede vibrações em LTs

Da Agência Ambiente Energia - Pesquisadores do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Londrina (UEL), em pareceria com a Eletrosul, desenvolveram um equipamento que mede as vibrações eólicas e o esforço que elas exercem sobre as linhas de alta tensão, chamado vibrógrafo. O aparelho, que foi instalado no cabo pararraios da linha de transmissão de 525 kV Londrina-Ivaporã para testes, será implantado no cabo condutor de energia quando estiver concluído.
As informações obtidas a partir do uso desse tipo de medidor podem ajudar a estimar o tempo de vida útil dos cabos de energia e indicar medidas preventivas ou corretivas em locais onde as linhas estejam mais vulneráveis à ação dos ventos.
“O objetivo do projeto é desenvolver um sistema de aquisição de dados (vibrógrafo) que monitore o estresse nos cabos das linhas de transmissão, devido à vibração provocada pelos ventos. Conhecendo-se esse estresse, é possível prever quando há grandes chances de ruptura nos cabos e, para evitar problemas maiores, agendar uma manutenção preditiva”, explicou o coordenador geral do projeto, o professor José Alexandre de França.
Ainda segundo o professor, o projeto deve ser finalizado até dezembro. “Os testes na Eletrosul são justamente para apontar as imperfeições atuais do protótipo para que estas possam ser corrigidas. No entanto, antes do final deste ano, o sistema estará completamente funcional”, destacou França.

Fonte: Ambiente Energia

Com uma das tarifas de energia mais caras do país, deputados duvidam que Puccinelli deixe de repassar reajuste

A possibilidade de o governador André Puccinelli (PMDB) manter estável a arrecadação com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias) para evitar repassar os 17,5% de aumento na energia elétrica ao consumidor é dada como nula pelos deputados estaduais do Estado.
Segundo apelo apresentado na Assembleia Legislativa o governo abriria mão da arrecadação para beneficiar os consumidores. “O governo quer saber de arrecadar, não pensa a médio, longo prazo”, afirmou o deputado petista Paulo Duarte, que reforçou ser o 7º pedido neste sentido apresentado no Parlamento Estadual.
Segundo expectativa, o tarifaço da Enersul vai turbinar os cofres do governo do Estado com um extra de R$ 270 milhões ao ano só com a arrecadação do ICMS.
“Reduzir o ICMS poderia beneficiar empresas e a população, creio que isso não vai acontecer, mas temos que encontrar alguma alternativa”, comentou outro deputado, Alcides Bernal (PP).
“Acho muito difícil o governador decidir deixar de arrecadar esse montante, mas precisávamos discutir o tema e encontrar alternativas”, completou Cabo Almi (PT).
Já o peemedebista Marquinhos Trad lembra da lei de responsabilidade fiscal para comentar a possibilidade de baixa no imposto. Segundo ele, para abrir mão da arrecadação no ICMS, o governo teria que repor essa quantia de outra forma. “Juridicamente, só se diminui essa arrecadação se encontrar jeito de entrar dinheiro de outra forma”, explica o deputado.
Para Paulo Duarte, a diminuição do imposto na tarifa de energia elétrica faria a economia girar. “Quem iria comprar mais eletrodomésticos, agora não vai mais, além de diminuir as chances de uma empresa vim para MS”, afirmou o petista.
 “Estamos fazendo um apelo ao governador. Não compete à Assembleia iniciativa de reduzir imposto, só ao Executivo. Então peço aos senhores deputados para nos unirmos e tentarmos sensibilizar o governador, para que não repasse esse tarifaço na alíquota do ICMS. Vamos ter novamente a maior tarifa de energia do País, estamos numa situação em que muitas famílias não aguentam mais pagar a conta de luz”, disse Felipe Orro (PDT).

Fonte: Midiamax New