quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Empresa de energia da Paraíba recebe prêmio de qualidade

A Energisa Paraíba, distribuidora que fornece energia elétrica para mais de 1,1 milhão de consumidores em 216 municípios do estado, ganhou o Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), que reconhece as organizações que praticam a Excelência em Gestão no Brasil. Com 61 subestações, dois mil quilômetros de linhas de transmissão e mais de 67 mil quilômetros de redes urbanas e rurais em sua área de concessão, a empresa foi a única do Nordeste a receber a premiação neste ano. "O nosso mantra é luz, imaginação e realização e significa o modo como a empresa toca os negócios. Ganhar o PNQ é a coroação de um trabalho em constante evolução", afirma o diretor-presidente Marcelo Silveira da Rocha, que está na companhia há mais de 45 anos.

Para se destacar entre empresas de todo o país, a Energisa Paraíba, que tem sede em João Pessoa, investiu na melhoria dos resultados operacionais. Foram realizados treinamentos para a força de trabalho, desenvolvimento de lideranças, aperfeiçoamento das práticas de gestão, planejamento e execução, além de implementar ações sustentáveis. Segundo o executivo, a meta é "transformar energia elétrica em conforto, em desenvolvimento e em novas possibilidades com sustentabilidade, oferecendo soluções inovadoras aos clientes, agregando valor aos acionistas e oportunidade aos seus colaboradores".

O prêmio faz da companhia uma referência em modelo de gestão. A última pesquisa da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) junto aos clientes registrou um ISQP (Índice de Satisfação da Qualidade Percebida) de 78,81, acima da média nacional das empresas do setor, que chegou a 78,2.

A Energisa Paraíba também investe em projetos de eficiência energética, orientando e incentivando as comunidades para o uso racional da eletricidade. Esta preocupação também está presente internamente. Em 2010, ao construir o novo prédio do Núcleo Regional de Patos, a empresa utilizou técnicas com padrão internacional de sustentabilidade, aliando conforto aos conceitos de preservação ambiental.

Em 2013, distribuidora paraibana pretende investir R$ 100 milhões - mesmo montante investido em 2012 - em novas subestações de energia, linhas de transmissão, automação e redes de distribuição.

Fontes: Terra

País precisa de alternativa para energia, diz pesquisador

Com a redução no volume de chuva causada pelas mudanças climáticas é preciso investir em fontes alternativas para complementar as hidrelétricas brasileiras. Caso isso não seja feito e os reservatórios das hidrelétricas continuem baixando, "a situação no setor elétrico brasileiro pode ficar complicada", avalia o pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Guilherme de Azevedo Dantas.

Para Dantas, a polêmica Medida Provisória n.º 579, que trata da prorrogação das concessões do setor elétrico e está atualmente no centro das discussões, é importante, mas já não deve mais ser tratada como o principal tema do setor. O especialista explica que a medida trata de ativos já existentes e é hora de a agenda energética do País girar em torno da expansão do setor. "Chega da MP n.º 579. Vamos olhar para frente."

Segundo o pesquisador, por questões ambientais, dificilmente serão feitas novas grandes hidrelétricas com reservatórios no norte do País - região com grande potencial para o modelo. Além disso, ele explica que a intenção do governo agora é investir nas hidrelétricas de fio d'água, que dependem mais do volume de chuvas e não têm capacidade de armazenamento. Tudo isso em meio a um contexto de crescimento da demanda energética no País.

Sendo assim, Dantas vê o como principal discussão do setor o estabelecimento de outras fontes energéticas que possam, além de ampliar a oferta energética do País, complementar as hidrelétricas em períodos de seca. "É preciso pensar bem. Quando temos de tudo a chance de fazermos besteira é grande."

Dantas afirma que para complementar as hidrelétricas a outra fonte deve ser técnica e economicamente apta. Ele considera que as usinas térmicas não são adequadas para operar na base do sistema, como "back up" e outras opções têm de ser discutidas.

Entre as opções que deveriam ser estudadas na opinião de Dantas estão as térmicas movidas a gás natural. Para ele, esse tipo de geração de energia é tecnicamente viável mas, para que seja possível do ponto de vista econômico, é preciso fazer alguns ajustes comerciais que permitam o consumo do gás apenas nos períodos de seca.

Outro tipo de usina que pode funcionar é a eólica. Novamente, o problema é o custo. Principalmente de transmissão, pois atualmente constroem-se usinas no nordeste quando a demanda por energia está no sul do País. Além disso, ele cita a importância do desenvolvimento de uma indústria nacional. "Tudo o que utilizamos aqui é importado. Não necessariamente é a alternativa mais adequada para as especificidades brasileiras", afirma Dantas.

Já no caso da bioeletricidade, a dificuldade é outra. O custo é menor do que o de construir parques eólicos, mas Dantas diz que o setor está estagnado, sem pesquisa, investimento ou políticas.

Fontes: Terra

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Casa flutuante na Suécia é movida a energia solar

Imagine a seguinte cena: você recebe os amigos para uma almoço na casa de praia em uma tarde de domingo e na hora do cafezinho todos seguem para uma cabine externa que reproduz uma sala de estar e é capaz de zarpar como um barco para um passeio no mar. Exagero?

Não, é a mais recente inovação do escritório sueco Kenjo, especializado em casas sustentáveis e pré-fabricadas de pequeno porte. O projeto foi criado para uma família que buscava uma espaço que pudesse ser usado como área para relaxar e que também funcionasse como um quarto extra para hóspedes.

Localizada sobre uma plataforma flutuante, com acesso direto à água, a cabine conta com um sistema de energia solar fotovoltaica instalado no telhado.

A energia gerada alimenta a iluminação em LED, mais eficiente e econômica, o sistema de som interno e o motor, que permite deslocamentos curtos. Janelas de energia eficiente ajudam, ainda, a minimizar a perda de calor e fornecem luz natural durante a maior parte do dia.






Fontes: EXAME

Elevadores inteligentes consomem menos energia

Os sistemas de elevadores dos edifícios podem gastar muito menos energia quando adotam tecnologias mais eficientes. Hoje existem no mercado várias alternativas que garantem baixo consumo. Alguns dos modelos foram lançados pela fabricante ThyssenKrupp Elevadores e estão ganhando espaço no setor. Um deles conta com um sistema regenerativo, que permite a utilização de parte da energia devolvida pelo elevador durante seu funcionamento para a rede elétrica interna da edificação, resultando em 35% de economia.

No sistema convencional, parte do que foi devolvido pelo elevador é dissipado num banco de resistores e transformado em calor. Isso acontece porque o equipamento devolve uma parcela da energia consumida em dois momentos: quando sobe com a cabina abaixo da metade da sua capacidade ou quando desce com a capacidade acima de 50%. Com esse sistema regenerativo, a energia é devolvida a partir da instalação de mais um inversor.

Esta tecnologia já existe em prédios comerciais em São Paulo e no Rio de Janeiro (Eldorado Business Tower-SP e Ventura Corporate Towers-RJ). Sua utilização ganha espaço principalmente em projetos de green building, uma tendência mundial com forte aplicação no Brasil. Segundo Paulo Henrique Estefan, vice-presidente de obras novas da ThyssenKrupp Elevadores, a energia gerada pelo sistema regenerativo pode ser usada em outros elevadores do edíficio ou pode ser destinada em outras áreas do empreendimento. "O primeiro modelo foi vendido no Brasil há dois anos", afirma.

Outra opção ecoeficiente são as máquinas gearless, que operam sem engrenagem e dispensam o uso de óleo lubrificante, reduzindo o risco de vazamentos e o problema com o descarte do óleo. Este equipamento tem um consumo de energia 30% menor em comparação com os modelos convencionais. O resultado também é positivo para os usuários do elevador, pois a Gearless garante viagens mais confortáveis devido à baixa incidência de ruído e de vibração.

De acordo com Estefan, uma terceira alternativa para reduzir o consumo de energia em elevadores é o sistema de antecipação de chamada e destino. Aplicado em prédios comerciais, o sistema amplia a capacidade de tráfego de um conjunto de elevadores com economia de eletricidade da ordem de 30%. Neste conceito, o passageiro informa o andar de destino ainda no hall e, antes de entrar no elevador, há uma indicação de qual máquina irá atendê-lo.

Fontes: TERRA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Projetos de energia eólica são maioria em leilão

Em franca expansão no país, a energia eólica (a partir dos ventos) continua monopolizando os leilões de energia que estão sendo realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo divulgou hoje (30) a empresa, dos 525 habilitados a participar do Leilão de Energia Nova A-5 de 2012, que será realizado no próximo dia 14 de dezembro, 484 são empreendimentos que preveem a geração de energia elétrica a partir dos ventos.
O Leilão A-5 objetiva suprir a demanda projetada das empresas distribuidoras para o ano de 2017. Os 525 projetos com habilitação técnica para participar da licitação envolvem a geração de 14.181 megawatts (MW) .

Segundo a EPE, a fonte eólica apresenta o maior número de usinas habilitadas para licitação, com 484 empreendimento e sítios de geração por meio dos ventos, com capacidade total de 11.879 MW. Entre os empreendimentos habilitados tecnicamente estão ainda usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (até 30 MW) e termelétricas movidas a gás natural e à biomassa.

As térmicas a gás são, segundo a EPE, plantas já existentes que estão em processo de fechamento de ciclo. Na visão do presidente da empresa, Mauricio Tolmasquim, o resultado da habilitação técnica demonstra a garantia da expansão da geração no setor elétrico brasileiro, mesmo para os que receavam que a Medida Provisória 579 pudesse frear o interesse dos investidores. “Esses leilões são muito seguros para o investidor, que vê como principais atrativos os contratos de longo prazo e a facilidade de acesso a financiamento”, diz.

A segunda fonte em empreendimentos habilitados é a hidrelétrica, com sete projetos e capacidade de geração de 988 MW; seguida da energia gerada a partir da biomassa (bagaço da cana-de-açúcar), com 583 MW; térmicas a gás natural, com 368 MW de geração; e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 363 MW.

Fontes: EXAME

Energia solar ganha espaço na América Central com usina na Costa Rica

Longas fileiras de painéis solares, que produzem eletricidade suficiente para abastecer 600 lares, chamam a atenção no meio do verde característico de La Fortuna de Bagaces, situada na litorânea província costarriquenha de Guanacaste.

Trata-se do Parque Solar Miravalles, a primeira grande usina da Costa Rica para gerar eletricidade a partir da luz do sol e a maior da América Central, com uma capacidade de 1,2 gigawatts/hora (GWh) ao ano.

A usina, que ocupa uma superfície de 2,7 hectares, conta com 4,3 mil painéis solares de 235 watts de potência cada um e foi construída com uma doação de US$ 10 milhões do Japão.

A luz do sol captada através destes painéis, constituídos pela união de várias células solares de silício de alta eficiência, acaba transformada em eletricidade em um processo ambientalmente limpo.

A Costa Rica é reconhecida mundialmente por ser um país que supre mais de 90% de sua eletricidade com produção hidrelétrica e eólica, mas, até então, não tinha avançado tanto na geração de energia solar.

O estatal Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), que tem o monopólio elétrico do país, estabeleceu pequenas instalações solares em comunidades indígenas e rurais, além uma usina de 15 painéis em seu edifício central. No entanto, o projeto em Miravalles é o primeiro de grande escala do ICE e, inclusive, do país.

Neste aspecto, as autoridades do ICE destacaram que este projeto poderá gerar mais energia limpa para atender a demanda da população e evitar as emissões de gases do efeito estufa que provocam a mudança climática.

"Com esta produção evitaremos a emissão de mais de mil toneladas de dióxido de carbono por ano, um número que equivale ao consumo de cinco mil barris de petróleo", explicou o diretor do Parque Solar, Luis Rodolfo Ajún.

A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, inaugurou pessoalmente o projeto na quinta-feira passada e assegurou que, com sua operação, a Costa Rica não só aumenta sua capacidade geradora de energia, mas também confirma que seu "crescimento vai seguir através das energias renováveis".

Com sua entrada em operação, o Parque Solar Miravalles enriquecerá uma zona que se transformou em um "corredor" de energias renováveis, já que nesta mesma província se concentram diversos tipos de geração amigáveis com o meio ambiente: solar, geotérmica, eólica e hidrelétrica.

O presidente-executivo da ICE, Teófilo de la Torre, ressaltou que "Guanacaste é agora o celeiro energético do país" e reiterou o interesse da instituição em continuar sua expansão no uso de fontes renováveis.

"De 2010 a 2014 serão inauguradas usinas elétricas renováveis em um total de 435 megawatts (MW), com usinas adicionais de 645 MW. Tudo para totalizar os 1,08 mil MW, ou seja, para alcançar um aumento de 60% de toda a potência renovável instalada anterior ao ano 2010", destacou De la Torre.

O caminho de produção de energia renovável, segundo o Governo, também incluirá a energia geotérmica, que atualmente só conta com um projeto em operação.

É por isto que durante a inauguração da usina solar, a presidente Laura assinou um decreto para que o ICE possa desenvolver pesquisas no Parque Nacional Volcán Rincón de La Vieja, também situado na província de Guanacaste, perto da fronteira com a Nicarágua.

O decreto permitirá que o ICE inicie a avaliação da viabilidade de uma área de 10,4 quilômetros quadrados nesse parque para determinar a eventual implementação de um projeto geotérmico.

Fontes: Terra

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Gerador de energia pode render economia de até 30%

Optar pela compra ou aluguel de um gerador de energia é uma decisão cada vez mais importante para as empresas. Antes da escolha final, é preciso fazer uma avaliação criteriosa do perfil de consumo a fim de que o investimento seja vantajoso financeiramente. Para as de médio porte, que pagam tarifas mais altas nos horários de ponta, o uso de gerador costuma valer a pena.

Segundo José Luiz Martin, gerente de vendas e marketing da Cummins Power Generation, fornecedora deste tipo de produto, o preço da energia do gerador costuma ser mais competitivo, ficando de 25% a 30% mais barato. A tarifa de ponta varia de acordo com a região e com a concessionária de energia: em alguns locais ocorre entre 18h e 21h, enquanto em outros entre 17h30 e 20h30.

Além da economia nos horários de maior consumo, outra razão que leva os empresários a buscarem esta fonte alternativa de energia é o risco de problema no caso de um apagão. "Para uma empresa que tem compromissos assumidos, ficar três horas sem eletricidade gera grande risco financeiro", afirma o especialista. Para consumidores comuns, o custo da energia do gerador não é atrativo e por isso seu uso é apenas indicado para emergências, quando há corte no fornecimento elétrico. O uso em eventos e festas também é recomendável, por meio de aluguel dos equipamentos.

Nos condomínios de casas, os geradores costumam proporcionar conforto e segurança aos moradores. O equipamento pode garantir fornecimento apenas nas áreas comuns, como portaria e elevador, ou atender a cada residência individualmente. O nível de satisfação é impactado diretamente pela potência e pelo custo do grupo gerador, o que pode ser ajustado com auxílio de um profissional especializado no assunto.

Fontes: Terra

Preço da energia solar cai entre 15% e 20%

Apesar de ainda ser uma modalidade de energia pouco difundida no Brasil, a energia solar vem ganhando competitividade nos últimos anos devido ao desenvolvimento da sua cadeia fornecedora. Segundo Sérgio Marques, presidente da Bioenergy, empresa que atua no segmento de energia limpa, o preço da energia solar cai 15% a 20% ao ano, em média, com o avanço da tecnologia. Recentemente, a Bioenergy recebeu outorga da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para gerir oito empreendimentos solares no País.

"Dizer que a energia solar será uma das mais baratas daqui a cinco anos não é nenhuma leviandade", afirma. Ele acredita que deve ocorrer um movimento similar ao que aconteceu com a energia eólica. Antes vista como uma energia "de boutique", passou a ser uma alternativa mais barata do que a energia hidrelétrica.

Segundo o empresário, a vantagem dos empreendimentos de energia eólica e solar é que eles podem ser implementados de acordo com o volume de produção. São "equipamentos de prateleira" produzidos em série, que podem ser instalados à medida que a demanda cresce. É uma lógica diferente da energia hidrelétrica e da nuclear, que têm projetos sob medida para determinada demanda.

A expansão do uso da energia solar e eólica gera maior demanda de pedidos para as indústrias fornecedoras dos equipamentos, promovendo aumento de escala e queda dos preços. É isso que vem ocorrendo, segundo o executivo. A Bioenergy compra equipamentos da fornecedora brasileira Solyes, que é uma integradora de painéis fotovoltaicos. Marques estima que cerca de 40% do conteúdo seja importado de várias regiões do mundo, como China, Alemanha e Estados Unidos.

Os investimentos da Bioenergy em energia solar serão realizados na Bahia. De acordo com Marques, a companhia está se antecipando ao crescimento desta modalidade de energia e procurando se posicionar em bons sites de produção.

No entanto, a tarifa da energia solar ainda é cara - R$ 250/MWh, enquanto a eólica custa R$ 130/MWh. Por isso, ainda é difícil competir no mercado livre. A expectativa da empresa é que o governo realize um leilão no mercado regulado, o que incentivaria este setor. Até o momento, no entanto, não há sinalização de que o leilão vá ocorrer. "Infelizmente ainda preferem a termoeletricidade e não incentivam a energia solar", conclui.

Fontes: Correio do Estado

Energia eólica pode atender triplo da demanda atual por energia

O Brasil tem chances de se tornar a primeira grande potência energética de matriz quase 100% limpa. Porém, precisará analisar questões como a produção de energia e seus impactos socioambientais. As informações fazem parte do relatório "O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios", relançado no dia 12 de novembro.

Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho apontam que o atual consumo energético está induzindo a busca de produção hidroelétrica em locais cada vez mais remotos, o que coloca em risco a diversidade cultural e a biodiversidade do país.

"Esse modelo [hidroelétrica] é gerador de significativos impactos como, por exemplo, o estímulo à formação de intensos fluxos migratórios, a explosão demográfica e artificialização das bacias hidrográficas. Tudo isso gera impactos devastadores sobre povos indígenas e populações tradicionais", afirmou Marina Silva, uma das colaboradoras do relatório.

O documento estima ainda que a energia solar sozinha seria capaz de atender cerca de dez vezes toda a demanda energética do país, e a eólica O Brasil tem chances de se tornar a primeira grande potência energética de matriz quase 100% limpa. Porém, precisará analisar questões como a produção de energia e seus impactos socioambientais. As informações fazem parte do relatório "O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios", relançado no dia 12 de novembro.
Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho apontam que o atual consumo energético está induzindo a busca de produção hidroelétrica em locais cada vez mais remotos, o que coloca em risco a diversidade cultural e a biodiversidade do país.

"Esse modelo [hidroelétrica] é gerador de significativos impactos como, por exemplo, o estímulo à formação de intensos fluxos migratórios, a explosão demográfica e artificialização das bacias hidrográficas. Tudo isso gera impactos devastadores sobre povos indígenas e populações tradicionais", afirmou Marina Silva, uma das colaboradoras do relatório.

O documento estima ainda que a energia solar sozinha seria capaz de atender cerca de dez vezes toda a demanda energética do país, e a eólica conseguiria fornecer o triplo da atual demanda de eletricidade.

De acordo com o pesquisador responsável por um dos artigos publicados no relatório, Ricardo Baitelo, as energias eólica e solar não ampliam suas participações na matriz energética brasileira devido à falta de políticas e planejamentos de médio e longo prazo.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu o funcionamento das hidroelétricas como "forma mais segura e barata" de ampliação da matriz energética no país durante a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, no Distrito Federal.conseguiria fornecer o triplo da atual demanda de eletricidade.

De acordo com o pesquisador responsável por um dos artigos publicados no relatório, Ricardo Baitelo, as energias eólica e solar não ampliam suas participações na matriz energética brasileira devido à falta de políticas e planejamentos de médio e longo prazo.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu o funcionamento das hidroelétricas como "forma mais segura e barata" de ampliação da matriz energética no país durante a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, no Distrito Federal.

Fontes: Terra

Medidores inteligentes de energia começam a sair do papel

Uma nova tecnologia para medição do consumo de energia começa a ser implantada no mercado brasileiro. São os medidores inteligentes, equipamentos digitais que vão substituir os tradicionais "relógios de luz" que medem a energia consumida nas residências. Os medidores se comunicarão com outros equipamentos (concentradores) fixados em postes, que farão a conexão entre os consumidores e a distribuidora de energia por meio de internet 3G.

O objetivo da inovação é permitir um consumo mais eficiente de energia, já que o usuário terá mais informações sobre seu perfil e poderá rever seu comportamento de utilização. Outra vantagem será o atendimento à distância que será feito pela concessionária, além do melhor monitoramento da rede. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema permitirá ainda que os consumidores atuem com pequenos geradores de fontes alternativas de energia. Ele poderá gerar energia por meio de painéis solares, por exemplo, e vender o excedente para a distribuidora.

As distribuidoras terão 18 meses para oferecer os medidores eletrônicos aos clientes. De acordo com a instituição, haverá dois tipos de equipamentos: o primeiro, a ser instalado sem ônus, permitirá ao consumidor aderir à tarifa branca - tarifa flexível, que varia de acordo com faixas horárias de consumo. O outro modelo de medidor, mais completo, oferecerá acesso a informações específicas individualizadas sobre o serviço prestado, e a instalação poderá ser cobrada pela distribuidora.

Um dos municípios que lideram este processo é Aparecida, em São Paulo, onde estão sendo realizados testes com os equipamentos digitais. A iniciativa é realizada pela EDP - empresa que detém investimento no setor de energia elétrica - em parceria com a Secretaria de Energia de São Paulo e Prefeitura de Aparecida. O projeto piloto terá um primeiro investimento inicial de R$ 10 milhões e prevê o teste de viabilidade de um conjunto de tecnologias. Desta forma será possível garantir eficácia e qualidade na prestação de serviços ao cliente, como a medição inteligente, iluminação pública eficiente, micro-produção com fontes renováveis de energia, mobilidade elétrica, e ações de eficiência energética.

Em nota, a EDP no Brasil afirmou que as redes inteligentes se encontram em estágio inicial de desenvolvimento em todo o mundo, e a EDP quer estar à frente deste processo no Brasil e na Europa, onde já tem uma experiência muito bem sucedida na cidade portuguesa de Évora.

Para a empresa, a implantação da rede inteligente permitirá detectar rapidamente eventuais pontos com interrupção no fornecimento de energia e atuar de forma mais ágil, muitas vezes sem a necessidade de enviar equipes ao local, melhorando a qualidade e rapidez de resposta da empresa. Adicionalmente, simplificará e melhorará a qualidade do processo de leitura dos medidores.

Fontes: Terra

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Energia solar na pauta de Brasil e Paraguai

Um convênio de cooperação técnica, assinado pela Itaipu Binacional, Governo do Estado do Paraná e Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), na semana passada em Foz do Iguaçu, vai organizar um estudo para verificar a viabilidade econômica de um projeto industrial integrado de painéis fotovoltaicos no Brasil, no Estado do Paraná, e no Paraguai.

O projeto Green Silicon (em português, Silício Verde) envolve a implantação de toda a cadeia produtiva de painéis solares fotovoltaicos, do quartzo – matéria-prima principal – até a produção final de painéis solares. O convênio terá vigência de 12 meses, mas o estudo de viabilidade deve ser concluído antes, até maio de 2013.

Formalizado – A assinatura reuniu autoridades representantes das entidades signatárias do convênio, que integra o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti); a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep); as Fundações Parque Tecnológico Itaipu (Brasil e Paraguai); o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); o Fundo Paraná de Desenvolvimento; e o Senai-PR.

A cerimônia foi acompanhada por cerca de 20 pessoas no Restaurante Chef Lopes, no centro de Foz. Compareceram os dois diretores gerais de Itaipu, Jorge Samek (brasileiro) e Franklin Boccia (paraguaio); o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal; o presidente da Fiep, Edson Campagnolo; o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio César Felix; o gerente de Novas Tecnologias do Senai-PR, Reinaldo Tockus; e o diretor da Unidade Gestora do Fundo Paraná, Gerson Luiz Koch.

Os diretores de Itaipu Nelton Friedrich (Coordenação) e Cezar Ziliotto (Jurídico) e o superintendente da Universidade Corporativa Itaipu (UCI) paraguaia, Pedro Domznisczy, também acompanharam o evento, tido como um momento histórico pelos participantes.

“Esta é uma noite histórica. Quem sabe estamos construindo um caminho para determos o conhecimento desta energia do futuro, a solar”, discursou Samek. “Temos um público pequeno aqui, mas o começo de um movimento tão grandioso que nem podemos mensurar seu impacto”, afirmou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo.

Privilégios – A favor da industrialização integrada para obter energia solar, Brasil e Paraguai têm vantagens que, em tese, podem torná-los competitivos neste mercado mundial. Uma delas é dispor de energia abundante, insumo principal desta cadeia produtiva, e gerada por fontes renováveis, especialmente pela hidreletricidade.

Outro privilégio é o fato de ambos os países estarem na área mais ensolarada do planeta. Nas Américas, a irradiação solar é 2,5 vezes superior a de países europeus, como Alemanha, uma referência em uso de energia solar.

O Brasil também é o maior exportador de quartzo em pedra, matéria-prima do silício, elemento principal para a produção de painéis fotovoltaicos. Por ano, o País exporta 230 mil toneladas do quartzo, praticamente em estado bruto, e destinados aos países da Ásia – Japão, Coreia e China –, Alemanha e Estados Unidos.

“A ousadia deste projeto é justamente reverter toda esta logística, desenvolver e ocupar a tecnologia aqui na América Latina”, disse o superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Jr, responsável pela proposta em Itaipu e que apresentou as características dos projetos aos participantes da assinatura do convênio.

“O Brasil é um grande produtor de commodities e podemos mudar essa condição. Temos os elementos da natureza necessários, a produção de energia elétrica, a abundância mineral e a competência para tocar um projeto como este”, disse o secretário Alípio Leal, na cerimônia em Foz do Iguaçu. “Dependerá de nós o convencimento do setor industrial sobre essas potencialidades”, completou.

Capacitação – Já o Paraguai passa por um importante processo de industrialização, com crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) e, como o Brasil, dispõe de mão de obra e que poderá ser capacitada para esse novo setor. “Temos energia barata, gente jovem e condições favoráveis aos empresários para este e outros projetos”, disse o diretor geral paraguaio de Itaipu, Franklin Boccia.

No caso específico do Paraná, o Senai-PR deve abarcar este tipo de treinamento em órgãos como o Instituto de Inovação Eletroquímica.

O estudo – O desafio é saber se essas vantagens serão suficientes para estabelecer o projeto Green Silicon como uma indústria eficiente. Por isso, entre os enfoques do estudo está uma minuciosa avaliação do mercado mundial de processos industriais fabricantes de painéis fotovoltaicos, além da avaliação de todos os estágios da cadeia do silício prevista no projeto.

Atualmente, a China é a líder deste mercado, mas sua produção é feita a partir de energia suja (carvão e óleo). Sendo as principais jazidas do mundo no Brasil, o custo aqui seria, a princípio, menor do que o do país asiático.

Se concretizado, o Projeto Silício Verde também será útil à agroenergia e aos pequenos blocos. “Queremos justamente promover a descentralização da energia, um processo casa a casa. Isso é possível com os painéis fotovoltaicos”, disse Cícero Bley Júnior.

“Caso o estudo conclua que podemos tocar o projeto e produzir em grande quantidade e mais barato, isso permitirá nos colocar em outro patamar do contexto mundial”, disse Gerson Luiz Koch, do Fundo Paraná.

Antes mesmo do estudo pronto, o projeto já vem atraindo atenção externa. O Estado de Baden-Württemberg, da Alemanha, manifestou interesse na participação no Green Silicon.

Fontes: Ambiente Energia

Energia mais barata faz País crescer, afirma Tolmasquim

O patrimônio criado na construção da infraestrutura de energia elétrica no País pertence aos brasileiros e não a grupos econômicos. Quem defende é o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Segundo ele, a única maneira de o Brasil crescer é por meio do aumento da produtividade, e um dos elementos fundamentais para essa expansão é a redução do custo de energia. "Baixar o custo de energia é elemento fundamental para o Brasil crescer."

Tolmasquim observou que, para construir uma hidrelétrica, é preciso ter muitos recursos. Em contrapartida, lembrou, a vida útil de uma hidrelétrica é muito longa. "É como se fosse uma pirâmide, que tem centenas de anos", comparou. Por conta desse quadro, o executivo disse que considera o lucro para as empresas que atuam no setor não apenas uma regra do jogo, mas algo justo, desde que seja obtido no período da concessão. "Mas lucro extraordinário, depois desse prazo, não deve ser apropriado pelo grupo A, B ou C, mas pela sociedade que pagou pelas usinas."

Tolmasquim disse ser fácil entender que quem estava ganhando queira continuar ganhando "eternamente". "Mas não é razoável que o governo deixe isso ocorrer indefinidamente. Além disso, o prazo está se esgotando em 2015." O presidente da EPE mencionou que o governo está propondo um negócio para os participantes do processo. "Se você tiver interesse, continue a operar essas usinas com uma margem de lucro normal, e não mais aquele lucro todo", alegou.

Tolmasquim destacou que nenhuma empresa é obrigada a aceitar a proposta do governo. "Tivemos preocupação de respeitar contratos, mas foi o consumidor que pagou pela construção dessa usina. Se aceitarem agora, vamos dar mais 30 anos para vocês operarem", disse. "Ou você aceita a proposta do governo e ganha mais 30 anos ou devolve a usina em 2015", continuou. Segundo Tolmasquim, caberá a cada companhia fazer suas contas para ver qual a melhor decisão a tomar. De qualquer forma, lembrou, a partir de 2015 a usina tem de voltar para o governo.

Fontes: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pesquisa de Stanford visa baratear o acesso à energia solar

Apesar de ser limpa e renovável, a energia solar ainda não é popular como deveria ser, pois ela também é cara e não tão acessível à grande parte da população. Além disso, à medida que a procura pelas chamadas células fotovoltaicas aumenta, o preço dos materiais que às compõe também dispara, o que só tem feito com que a energia solar acabe não sendo explorada da maneira correta.

Contudo, há quem busque alternativas para baratear a tecnologia. Um exemplo disso é a pesquisa realizada por alguns cientistas da Universidade de Stanford, que então no caminho certo para conseguir reverter esse jogo – e tornar essa fonte de energia renovável muito mais presente em nossas vidas.

Os pesquisadores conseguiram desenvolver células de energia solar fabricadas usando exclusivamente materiais à base de carbono. Com isso, o preço dos painéis capazes de coletar a energia poderia diminuir drasticamente.

O que os cientistas fizeram foi encontrar uma maneira de juntar três tipos diferentes de carbono. Isso, combinando-os também com o grafeno, alguns nanotubos e as chamadas buckyballs (moléculas redondas e simétricas), tudo para criar uma camada de absorção de energia diferenciada da utilizada atualmente. A professora Zhenan Bao, chefe do projeto, afirma que o carbono só traz vantagens, pois consegue trazer um grande desempenho energético a um custo extremamente baixo, ou seja, o ideal para transformar a indústria das células de energia solar.

Além disso, as novas células também facilitariam a coleta da luz do sol. Atualmente, os painéis são fabricados com silício e trazem uma forma bastante rígida. Segundo a pesquisadora, caso a nova tecnologia seja melhor desenvolvida, as células feitas somente de carbono vão poder ser aplicadas de várias maneiras, pois elas contariam com mais flexibilidade. Assim, os tetos dos carros ou as beiradas das janelas, por exemplo, poderiam ter sistemas de captação de energia solar instalados.

Infelizmente, apesar de a pesquisa se mostrar bastante promissora, as células fabricadas somente com carbono ainda estão longe de se tornar uma realidade. Nos testes de laboratório, a equipe de Stanford obteve cerca de 1% de eficiência, algo normal para o início de uma pesquisa científica, mas ainda muito ineficiente para que isso se torne uma realidade viável.

Fontes: TecMundo

Reservatórios do Nordeste estão no limite

Os reservatórios da Região Nordeste estão em estado de alerta. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apresentados durante reunião do Programa Mensal de Operação, o volume de chuva que tem caído nas principais bacias da região é o pior dos últimos 83 anos, o que tem dificultado a recuperação dos reservatórios. Para complicar a situação, nem todas as termoelétricas definidas pelo ONS conseguiram entrar em operação.

Só em outubro o nível de armazenamento do Nordeste despencou 8,2 pontos porcentuais, de 42,6% para 34,4%, o menor nível desde 2003. Os reservatórios estão apenas 5,8 pontos acima do limite de segurança para o abastecimento do mercado - um mecanismo de alerta criado pelo governo após o racionamento de 2001.

A esperança é DE que as chuvas de novembro e dezembro sejam mais consistentes e consigam recompor os lagos das hidrelétricas. "A formação do El Niño provocou uma seca muito forte no Nordeste e depreciou o nível dos reservatórios. Mas ele está perdendo força", avalia Paulo Toledo, sócio da comercializadora Ecom Energia. Para ele, é cedo para falar em desabastecimento.

O nível de armazenamento do Nordeste é o pior do País, seguido pelo sistema Sudeste/Centro-Oeste, que recuou quase dez pontos porcentuais em outubro. A maior preocupação é que, embora também esteja numa situação difícil, a região tem enviado energia para suprir a necessidade do Nordeste. Entre os dias 27 e 29, as usinas instaladas no Sudeste e Centro-Oeste contribuíram com 1.120 MW. O Norte mandou 1.048 MW.

Com o consumo em alta e reservatórios em baixa, o intercâmbio foi necessário para cobrir o vácuo deixado por algumas termoelétricas que não entraram em operação. Na semana passada, o ONS determinou que todas as térmicas, movidas a óleo combustível, óleo diesel e carvão, começassem a funcionar para poupar água nos reservatórios. Considerando as usinas a gás, que já estavam em operação, eram mais de 11 mil MW em todo o sistema nacional.

Algumas nem foram acionadas. Outras operaram de forma parcial, abaixo da capacidade. Nos relatórios do ONS, os motivos variam de falta de combustível, menor rendimento das unidades e problemas internos das usinas - possivelmente falta de manutenção. Ou seja, como em 2007, quando foram chamadas para incrementar a geração do sistema, algumas térmicas não estavam preparadas para a produção de energia.

A expectativa é de que essas usinas representem um custo para o consumidor de cerca de R$ 500 milhões só em novembro, segundo cálculos da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres. Com o nível dos reservatórios baixos, é possível que elas tenham de continuar gerando por mais tempo.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Famílias economizam até 30% com o uso de energia solar

O projeto Boa Energia Solar está perto de atingir sua meta, que prevê a instalação de um sistema de aquecimento de água por meio de energia solar para mais de 600 residências ocupadas por famílias de baixa renda. Criado a partir da parceria entre a EDP Bandeirante, distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP no Brasil e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), o Boa Energia Solar não tinha como objetivo apenas reduzir a tarifa de energia elétrica para cinco mil pessoas e sim conscientizá-las da importância do consumo inteligente.

"Não adiantaria substituir os chuveiros elétricos por equipamentos "inteligentes" e doar kits com lâmpadas fluorescentes e outros materiais que permitem a redução do consumo, se os próprios moradores não passassem a consumir energia de uma forma diferente, mais consciente, evitando desperdícios", afirma Marcos Scarpa, gestor executivo da EDP Bandeirante. Segundo Scarpa, a economia média no valor da fatura, após a implantação do Boa Energia Solar, permitiu uma redução entre 25% e 30% no valor da fatura para quase 600 famílias em doze cidades paulistas.

Scarpa explica que o projeto ajudou a quebrar paradigmas. Depois do convênio entre a EDP Bandeirante e o CDHU, outros projetos similares foram desenvolvidos por gigantes do setor elétrico. "Esse projeto foi o piloto para outras distribuidoras como a Eletropaulo e a CPFL", diz Scarpa. "A própria CDHU agora vai construir novos conjuntos habitacionais já com chuveiros inteligentes e outros equipamentos que fazem parte do kit que a gente entrega na Boa Energia Solar".

Em futuro próximo, explica Scarpa, as 600 famílias beneficiadas pelo programa poderão ter uma economia ainda maior na conta de luz. É que em 2014 entrará em vigor a chamada Tarifa Branca - o consumidor poderá optar por cobrança de acordo com o horário de consumo de cada família. O objetivo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é reduzir a utilização de aparelhos eletroeletrônicos nos horários de pico e dar mais liberdade de escolha ao consumidor.

"Na Tarifa Branca quem consumir energia nos chamados horários de pico vai pagar mais. As família beneficiadas pelo Boa Energia Solar, que já usam chuveiros inteligentes, por exemplo, poderão consumir nos horários de pico sem se preocupar com aumentos", explica Scarpa.

Fontes: Terra

Fernando de Noronha será exemplo em energia renovável

O arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, um dos cartões postais do Brasil, pode entrar para a história do país como o primeiro grande conjunto de ilhas totalmente abastecido por energia solar e eólica. O projeto pioneiro, ainda embrionário, está sendo desenvolvido pela usina hidrelétrica Itaipu Binacional e ganhou elogios durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, realizada em junho, no Rio de Janeiro.

Técnicos da Itaipu Binacional desenvolveram durante anos, em conjunto com empresas européias e centros de pesquisa, um sistema de bateria, a base de cloreto de sódio, que possui eficiência superior às baterias comuns sem provocar danos ao meio ambiente. Esse tipo de bateria consegue armazenar energia solar e eólica durante o dia sem que ocorra nenhuma perda.

"Optamos por um sistema de armazenamento de energia que está entre os mais avançados do mundo. O importante é explicar que toda a energia captada de forma aleatória (pelo sol, pelo sistema de marés ou mesmo de tratamento de resíduos sólidos) será guardada durante o dia e usada quando preciso. A gente poderia imitar outros projetos e colocar uma série de painéis de captação espalhadas pelas ilhas, mas além de custar mais caro, essa energia iria se perder ao longo do dia", explica Celso Novaes, engenheiro da Itaipu Binacional e um dos responsáveis pelo projeto, orçado em R$ 17 milhões e que tem apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), órgão ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ainda não há estimativa de quando o projeto será aplicado de forma total, mas quando chegar a 100% os 3,5 mil habitantes do arquipélago terão à disposição uma energia pura e renovável, aposentando para sempre a energia gerada por meio do óleo diesel, muito mais nocivo à atmosfera. Por enquanto, o projeto inicial prevê a instalação de uma planta piloto de 4,3 megawatts (MW), o dobro das necessidades atuais da ilha.

Novaes explica que projetos similares, usando modernos sistemas de armazenamento, também estão sendo aplicados em grandes cidades da Europa e dos Estados Unidos. "É um caminho sem volta. Hoje chegamos a outro patamar. Mais importante do que assegurar a geração de energia de forma limpa e sustentável é cuidar dessa energia para que ela seja usada de forma correta e inteligente", afirma Novaes.

Fontes: Terra

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Energia solar ganha força no Estado

Com a promessa de reduzir quase a zero as contas de energia elétrica e com o status de “limpa”, a energia solar teve o “sinal verde” da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a ser implantada nas residências brasileiras. Em Mato Grosso do Sul, quem trabalha com a nova modalidade de geração de energia já espera com ansiedade o dia 13 de dezembro, data limite para as concessionárias se adaptarem à nova realidade.

Com a instalação nas residências de módulos fotovoltaicos (painéis de captação), a luz do sol é enviada à um inversor e pode ser usada como energia elétrica “normal”, para prover toda a necessidade de uma casa. Mesmo o mais simples sistema de captação produz, pelo menos, 300 kwh/mês, mais que o suficiente para uma casa com quatro pessoas, por exemplo.

“Essa energia que vem do sol é captada, e transformada em energia elétrica. O que for gerado, mas não for usado, é enviado para a rede da concessionária de energia, que pode fazer uso”, explicou o engenheiro e professor universitário Bruno Mangiapelo. “O que foi gerado a mais do que for usado na residência vai criar créditos para o consumidor, que pode usar essa energia depois, em até 36 meses”, completou.

Fontes: Correio do Estado

Faturamento de empresas de energia pode cair R$ 22 bilhões

A renovação das concessões poderá reduzir em R$ 22 bilhões o faturamento das empresas do setor elétrico, afirmou na terça-feira (16) o presidente do Grupo Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto. A expectativa é de que as receitas das estatais Furnas, Chesf e Eletronorte tenham uma queda entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões.

Segundo ele, que participou do seminário "Prorrogação de Concessões do Setor Elétrico", promovido pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o ano de 2013 será o mais difícil para o grupo. A avaliação considera a redução de receita relacionada à prorrogação de concessões de usinas hidrelétricas prevista na medida provisória (MP) 579.

O executivo afirmou, no entanto, que a Eletrobrás promove redução de custos dentro da companhia para se ajustar a essa nova realidade. "Será o ano mais difícil para a empresa", disse Carvalho Neto. Ele disse ainda que, para cortar custos, a estatal vai promover um programa de demissão voluntária (PDV) e aumentar a sinergia entre as empresas do grupo, além de outras ações de gestão.

"O ano de 2013 será difícil, mas também será o ano em que vamos dar uma guinada em relação a cortes de custos e gestão." O executivo declarou total apoio às iniciativas do governo para a renovação das concessões, mas salientou que alguns ajustes precisam ser feitos.

No evento de terça-feira, os empresários do setor puderam tirar dúvidas em relação às novas regras de renovação das concessões. Uma delas foi anunciada pelo ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Luis Inácio Lucena Adams. Ao contrário do que vinha se propagando no mercado, ele afirmou que as empresas que não quiserem renovar a concessão de seus ativos poderão, mais tarde, participar dos leilões de licitação que vierem a ser feitos.

"A legislação estabelece uma série de redução dos custos de energia que poderá ou não ser exercida. Se o concessionário achar que as condições não são adequadas, ele pode entregar o ativo e participar da licitação."

Adams disse ainda que os investidores poderão questionar os valores de indenização propostos pelo governo. "Estamos propondo um negócio. Ninguém é obrigado a renovar a concessão", completou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Outra informação relevante é que as empresas que aceitarem renovar os ativos pelas novas condições passarão a receber uma tarifa para cobrir as despesas com operação e manutenção, além de uma taxa de remuneração. "Agora precisamos fazer com que essas alterações sejam feitas ancoradas em estruturas jurídicas e que no final tenhamos extraído as dúvidas que pairam com o objetivo de manter a capacidade de investimento do setor", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, pediu desculpas aos executivos do setor elétrico pelo "atropelo" na criação das regras de renovação das concessões. "O governo teve de dar uma resposta muito rapidamente. Peço desculpas por esse certo atropelo, mas as coisas serão ajustadas ao longo do tempo", afirmou o executivo durante o evento de terça-feira (16).

Hubner explicou que a drástica redução da competitividade do País diante do resto do mundo motivou a antecipação da medida. "A questão do custo da energia era um assunto recorrente. Cada dia surgia um dado diferente mostrando que a tarifa brasileira era a mais alta do mundo. Embora os parâmetros no mundo fossem diferentes, tínhamos a certeza de que realmente a nossa era cara."

Mas foi com base na reclamação de uma empresa eletrointensiva - que ele não divulgou o nome - que a urgência de reduzir os custos de energia no Brasil ganhou força. Essa empresa, diz ele, chegou na Aneel e disse que Canadá e Estados Unidos haviam apresentado propostas melhores para ela construir suas unidades. "Aí começamos a discutir o assunto."

Segundo Hubner, todos os agentes do setor reconheceram o mérito da essência da Medida Provisória 579, com a prevista redução dos preços com base em valores mais baixos da energia das usinas que serão renovadas. "Todo mundo reconhece que para algumas empresas será muito difícil, como para o Grupo Eletrobrás", disse ele. "Mas ninguém questiona o mérito, pois o País precisa dessa mudança."

O executivo disse ainda que os investidores que quiserem um retorno maior no setor elétrico deverão mirar os novos projetos de geração e transmissão. Ele apontou que na distribuição, de certa forma, isso já ocorre, na medida em que os investimentos aumentam a base de remuneração da concessão. Hubner ressaltou que as companhias também têm de buscar maior eficiência.

O diretor destacou, porém, que a Aneel ainda precisa definir o custo regulatório de geração de energia, com patamares de tarifa para as usinas amortizadas, além de desenvolver mecanismos de incentivo para as empresas aumentarem a eficiência.

De acordo com ele, o preço da energia definido no leilão da usina de Teles Pires é um referencial para o patamar de preço das usinas amortizadas. No leilão daquela usina, o megawatt foi negociado a R$ 56, sendo R$ 36 o custo da energia e R$ 20 o da transmissão. Ou seja, embora o cálculo não esteja concluído, o valor da energia das usinas que terão a renovação das concessões, deve ficar neste patamar. "Não faz sentido continuar vendendo energia por um preço superior ao de uma usina nova que ainda precisa ser amortizada", diz Hubner.

Fontes: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Horário de verão deve reduzir até 4% no consumo de energia elétrica em Minas Gerais

A partir da zero hora deste domingo, 21 de outubro, os relógios de quem mora nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do estado da Bahia, deverão ser adiantados em uma hora. Nesta data, entra em vigor no país, o horário de verão, que se estenderá até 17 de fevereiro do ano que vem. Com essa medida, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) estima uma redução na demanda diária máxima de energia de até 4%, o que corresponde a cerca de 320 megawatts (MW), em Minas Gerais.

Essa energia equivale, por dia, a uma redução no horário de pico, ou seja, das 18h às 22h, comparável à demanda no mesmo horário de Juiz de Fora. Em termos de geração, equivale a 2,4 usinas do porte da usina térmica Igarapé, com 131 MW de potência.

Energia elétrica em Juiz de Fora terá investimento de mais R$ 10,7 milhõesDispositivo criado em JF pode economizar até 30% de energia durante o banhoCriança saudável, poupança cheia!

Além disso, a assessoria da Cemig afirma que durante os 119 dias de horário de verão espera-se uma economia de energia de até 0,5%, o que corresponde a 88 mil megawatts-hora (MWh), o que seria suficiente para abastecer a capital mineira durante dez dias. Para o consumidor residencial, por sua vez, a redução mensal pode chegar a 5%, sem a mudança dos hábitos de consumo.

Esta é a 42ª edição do horário de verão que, desde 2008 inicia no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Essa medida é adotada em cerca 84 países do mundo, sendo que os países do hemisfério norte adotam a medida entre março e outubro, enquanto no hemisfério sul o horário de verão é adotado entre outubro e março.

Dicas para economizar energiaReduzir termostatos: seja no chuveiro, aquecedor, condicionador de ar, geladeira ou freezer, reduzir um grau centígrado na temperatura do termostato pode representar uma economia de até 5% da sua conta;Desligar quando não estiver em uso: equipamentos elétricos e eletrônicos produzidos no Brasil antes de 2001 tendem a consumir bastante energia, mesmo quando em stand-by. Os aparelhos mais modernos também consomem alguma energia durante todo o tempo em que estão ligados na tomada, podendo aumentar o consumo em até 35%. Conectar carregadores, sintonizadores de TV a cabo, computador, aparelho de TV ou de DVD em uma régua ou estabilizador que disponha de chave liga/desliga pode ser uma forma prática de interromper este circuito sem tirá-lo fisicamente da tomada;Iluminação: evite acender lâmpadas durante o dia, aproveitando ao máximo a iluminação natural. Prefira as lâmpadas fluorescentes compactas, pois elas duram mais e gastam menos energia. Pinte paredes e tetos com cores claras, que refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminação artificial;Geladeira: evite abrir a geladeira frequentemente. Quando for usar o eletrodoméstico, retire de uma só vez os alimentos de que precisa. Para saber se a borracha de vedação está em bom estado, faça o seguinte teste: coloque uma folha de papel entre a porta e a geladeira, feche a porta e tente retirar a folha, se ela sair com facilidade, está na hora de trocar a borracha. Repita o teste em vários pontos da porta da geladeira. Não utilize a grade traseira para secar roupas ou calçados;Tomadas e fios: tomadas quentes são sinônimo de desperdício. Por isso, evite o uso de benjamins. Emendas mal feitas ou com fios de bitolas diferentes causam perda de energia;Celulares e câmeras: nunca deixe seu aparelho “dormir” carregando. Ou seja, dê a carga e retire-os da tomada. Para câmeras digitais aplica-se a mesma regra do celular. Só carregue o tempo necessário especificado no manual;Computadores: quando não estiver usando, mantenha o monitor desligado e o estabilizador desconectado da tomada. Dê preferência aos notebooks que consomem menos energia. Um computador ligado durante uma hora por dia consome em média 5 kWh por mês. No decorrer de um ano, a economia decorrente do desligamento do computador durante uma hora a menos será de 60 kWh. Não deixe os acessórios do computador, como impressora e estabilizador ligados sem necessidade.

Fontes: Correio do Brasil

Conta de energia pode cair 26%

De acordo com anúncio da Associação Brasileira de Energia Elétrica, organização que representa as distribuidoras de energia elétrica, as contas podem ficar mais baratas nessa proporção até 2014.




Fontes: TV Brasil

Expansão da energia eólica no Brasil desafia o setor elétrico, diz Moody's

A expansão planejada da energia eólica na matriz elétrica brasileira em cerca de cinco vezes até 2016 criará desafios para o setor no país, avaliou na ultima quarta-feira (3) a agência de classificação de riscos Moody's.

A energia eólica no Brasil tem sido viabilizada em contratos de longo prazo a preços considerados cada vez mais competitivos, provocando uma tendência de queda nas tarifas para os geradores. Além disso, a intermitência da energia eólica é um desafio adicional para a rede de transmissão, segundo a Moody's.

"Devido a sua variabilidade, a energia eólica elevará a complexidade das operações e será necessária uma capacidade adicional de outras fontes para suportá-la", segundo a agência.

A Moody's acrescentou ser importante que os projetos eólicos atinjam de fato os fatores de capacidade planejados, já que os estudos dessa fonte de energia no Brasil "são baseados em dados históricos limitados". Conforme a agência, "previsões excessivamente otimistas poderiam levar à insuficiência de fluxo de caixa para alguns projetos".
Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados são de um relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

O Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

No país, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.

Fontes: Portal G1

Energia solar pelo lado social

A EDP Escelsa, distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP no Brasil, em parceria com o Governo do Estado e com a Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo (Aspe), ampliou o projeto “Boa Energia Solar”. Com isso, 218 residências de um conjunto habitacional no bairro Eldorado, na Serra, receberam a instalação de painéis solares para aquecimento de água, permitindo, assim, a substituição dos chuveiros elétricos existentes por outros mais eficientes.

O Boa Energia Solar faz parte do Programa de Eficiência Energética da Distribuidora e promove o uso eficiente e racional da energia elétrica.

Em uma iniciativa inédita, a EDP Escelsa, em julho deste ano, inaugurou a implantação do programa Boa Energia Solar nos bairros Serra Dourada I, II e III, também no município da Serra.

As residências recebem, gratuitamente, a instalação de painéis solares para o aquecimento da água, reservatório térmico para armazenamento, misturadores de água quente e fria para regular a temperatura até que a água fique agradável ao banho, substituição das lâmpadas ineficientes por outras fluorescentes compactas com Selo PROCEL “A” de eficiência energética, além de orientações de técnicos capacitados sobre a perfeita utilização dos equipamentos.

O sistema a ser implantado pela EDP Escelsa garante que a luz do sol será suficiente para aquecer a água do banho em cerca de 80% dos dias do ano. Nos poucos dias em que não houver energia solar, o chuveiro elétrico poderá ser utilizado, mantendo a temperatura da água ideal para um banho confortável.

“Com mais essa ação, a EDP Escelsa reforça o seu compromisso de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos seus Clientes, com ações que reduzem a conta de luz e contribuem para a preservação do meio ambiente”, destaca o gestor Executivo da EDP Escelsa, Amadeu Wetler.

Paralelamente às instalações, os moradores contemplados também recebem lâmpadas fluorescentes, compactas e econômicas, em substituição às incandescentes convencionais e orientações sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica.

“A economia média no valor da fatura com a utilização de equipamentos eficientes e por meio do uso dos chuveiros com aquecimento solar pode variar entre 25% a 30%”, informa Wetler.

Além da implementação do programa Boa Energia Solar nos bairros Serra Dourada I, II e III e Eldorado, no município da Serra, a EDP Escelsa está ainda alargando o referido programa para 240 apartamentos de um conjunto habitacional com 15 prédios, no bairro Itanguá, em Cariacica.

Fontes: Ambiente Energia

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Incentivo à energia renovável deve ser prioridade no Brasil

A realização da Conferência Rio+20 enfatizou assunto que vem sendo muito discutido recentemente pelos governos. Com a inclusão na pauta do encontro do tema "energia renovável", o mundo se vê obrigado a discutir efetivamente alternativas viáveis e aplicar na prática iniciativas de incentivo ao uso de fontes limpas.

O exemplo mais recente que se tem notícias foi o do Japão, que aprovou um plano de incentivo à produção de energia limpa que deve resultar em um investimento de pelo menos US$ 9,6 bilhões em novas instalações, com capacidade de geração de 3,2 gigawatts.

Essas políticas de incentivos aplicáveis à produção de energia renovável no mundo também vêm sendo objeto de estudo da KPMG, que levantou e comparou informações de subsídios aplicados por 15 países, como ofeed-in tariff (mecanismo de estímulo à produção de energia renovável), portfólios renováveis, subsídio de capital e descontos, investimentos e créditos fiscais, redução de impostos, taxas ou IVA sobre a comercialização de energia, certificados comercializáveis de energia renovável (RE), entre outros.

O levantamento mostrou que pelo menos 83 países têm algum tipo de política para promover a geração de energia renovável na busca de recursos eficientes, de baixa emissão de carbono e maneiras de fornecimento de energia suficiente para garantir o crescimento sustentável das economias em todo o mundo.

Junto com a nova regulamentação mundial destinada a reduzir as emissões de carbono e atingir a segurança energética, muitos governos dão apoio à geração de base renovável com uma ampla variedade de incentivos, sejam eles fiscais ou relacionados a fontes de financiamento existentes. Isso certamente visa a atração de novos investimentos locais e estrangeiros para esse setor, que vem sendo cada vez mais valorizado.

Neste contexto, o Brasil aparece no estudo como tendo adotado três dos dez itens pesquisados: subsídio de capital e concessão de descontos; investimentos públicos, empréstimos e financiamentos; e licitações públicas.

Apesar de a pesquisa apontar que o Brasil possui três políticas de promoção, o país é o que possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, enquanto que a China e os Estados Unidos são os que mais investem em política de renováveis, mas continuam gerando parte de sua energia da queima de carvão, que é um recurso altamente poluente.

Vale lembrar que o Brasil, além de possuir uma matriz energética fortemente baseada em geração hidrelétrica, adota diversos programas de utilização de combustíveis renováveis, que vêm sendo desenvolvidos e se intensificando nos últimos três anos. Lembramos que, com base nessas informações, é preciso avaliar a realidade de cada país e ponderar a sua efetiva aplicabilidade.

Apesar desse cenário brasileiro otimista, o país não pode desperdiçar o potencial que tem para a geração de energia limpa, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, e assim conseguir atingir as metas estabelecidas para redução, até 2030, do consumo energético advindo de fontes poluidoras. Para isso, é primordial que aumente a participação dessas opções mais limpas em nossa matriz energética, aproveitando o forte potencial de expansão do nosso modelo energético.

É certo que o Brasil vem caminhando na direção do aumento do uso de energias renováveis e de uma economia com menor emissão de carbono, pois já possui uma matriz energética considerada limpa (com 45,3% da produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar, diante da média mundial de 13%, e de apenas 6% nos países desenvolvidos).

As usinas hidrelétricas são responsáveis pela produção de mais de 75% da eletricidade gerada aqui. Na área da biomassa, a produção do etanol de cana-de-açúcar tem potencial para crescer nos próximos anos e há possibilidades de utilização cada vez maior do biogás, além do avanço que vem ocorrendo na geração de energia eólica.

Segundo estimativas constantes do Plano Decenal, a participação das hidrelétricas na matriz elétrica brasileira tende a cair de 76% para 67%, enquanto a geração por fontes alternativas (energia eólica, térmica, bioenergia e pequenas centrais hidrelétricas - PCHs) deve dobrar, de 8% para 16% até 2020.

Também é interessante destacar que o Brasil foi incluído recentemente como o quinto país que mais se desenvolveu de maneira sustentável entre os anos de 1990 e 2008, de acordo com o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), lançado pela ONU na Rio+20, à frente de nações como os EUA, por exemplo.

A adoção de estratégias energéticas que tenha como benefício a utilização e a valorização de fontes de energia renovável é indiscutível, considerando-se inclusive sua participação cada vez mais relevante no âmbito da matriz energética mundial e que vem ganhado cada vez mais espaço no Brasil.

Mas os desafios são muitos e devem ser enfrentados desde já , principalmente considerando a demanda crescente, alto preço das energias renováveis, tributos e a busca por menores tarifas, aliados aos altos investimentos necessários ao desenvolvimento esperado e grandes eventos esportivos que ocorrerão no país em anos vindouros mais recentes. Só assim será possível obter resultados positivos que garantam equilíbrio e sustentabilidade à relação entre a vida e o meio ambiente no médio e longo prazo.

Fontes: Monitor Digital

Convocada audiência pública sobre campo eletromagnético de linhas de transmissão de energia

Na segunda quinzena de fevereiro de 2013 será realizada, no Supremo Tribunal Federal (STF), audiência pública que discutirá as consequências da radiação eletromagnética para a saúde e os efeitos da redução do campo eletromagnético sobre o fornecimento de energia. A convocação da audiência foi feita pelo ministro Dias Toffoli, relator do Recurso Extraordinário (RE) 627189, que envolve o tema e que teve repercussão geral reconhecida.

O recurso extraordinário foi interposto pela Eletropaulo Metropolitana – Eletricidade de São Paulo S.A. contra decisão da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) que, com base no princípio da precaução, determinou a redução do campo eletromagnético em linhas de transmissão de energia elétrica localizadas nas proximidades de dois bairros paulistanos, em razão de alegado potencial cancerígeno da radiação produzida.

As ações civis públicas contra a Eletropaulo foram movidas pelas Sociedades Amigos do Bairros City Boaçava e Amigos do Alto de Pinheiros para obrigar a empresa a aplicar o limite adotado pela legislação suíça para as cargas dos campos eletromagnéticos na linha de transmissão Pirituba-Bandeirantes, instalada em 1931 na Região Oeste da capital paulista. A decisão da Justiça de São Paulo obrigou a Eletropaulo a reduzir, em até seis meses, o campo magnético em toda a região mencionada a um microtesla (unidade de medida de indução magnética no sistema internacional), a uma altura de 1,5m do solo. A sentença fixou, ainda, multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

“A questão posta apresenta relevância jurídica e social e envolve valiosos interesses jurídicos, como o da imprescindibilidade do serviço público de distribuição de energia elétrica e o da preservação do meio ambiente e da saúde pública, especialmente daqueles que residem em locais próximos às linhas pelas quais se efetua essa transmissão”, avaliou o ministro Dias Toffoli. De acordo com ele, o debate “ultrapassa os limites do estritamente jurídico”, motivo que demanda uma abordagem técnica e interdisciplinar acerca da controvérsia, em seus variados aspectos.

O relator entendeu que o recurso implica discutir, entre outras coisas: quais são os efeitos da radiação eletromagnética de baixa frequência sobre o meio ambiente e a saúde pública; quais investimentos e tecnologias são necessários para se reduzir o campo eletromagnético das linhas de transmissão; e quais são as repercussões práticas e econômicas de tal redução sobre o fornecimento de energia elétrica.

No RE, conforme o ministro Dias Toffoli, também “são questionados aspectos do arcabouço legal, notadamente o marco regulatório aplicável à distribuição de energia elétrica, a adoção de padrões internacionais de segurança e a aplicação do princípio da precaução a hipóteses como esta”.

O ministro salientou que a realização da audiência pública, com data a ser definida, propõe-se à oitiva de especialistas, entidades reguladoras e representantes da sociedade civil, visando obter informações técnicas e fáticas acerca da questão debatida, “de modo a subsidiar a Corte com o conhecimento especializado necessário para o deslinde da causa em juízo”.

Fontes: CenárioMT

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Faber-Castell é a empresa que mais utiliza energia elétrica de fontes alternativas renováveis no Brasil

Referência em responsabilidade socioambiental, a Faber-Castell acaba de ser reconhecida mais uma vez por suas ações na área de sustentabilidade, um dos pilares da essência da marca. A empresa ficou em primeiro lugar no Índice Corporativo de Energia Renovável (CREX, da sigla em inglês), ranking que aponta as companhias que mais utilizam energia elétrica de fontes alternativas renováveis no Brasil, junto com uma indústria do setor automobilístico.

Elaborado pela Bloomberg New Energy Finance (Bnef), empresa de pesquisa sediada na Inglaterra que edita em outros países o Corporate Renewable Energy Index, o ranking brasileiro é inédito e tem como base um levantamento realizado com as 200 maiores empresas do País em valor de mercado, considerando o consumo total de energia elétrica das companhias e o volume gerado por meio de fontes alternativas renováveis, que incluem pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), solar, eólica, biomassa, como cana-de-açúcar e madeira de reflorestamento.

A Faber-Castell se destacou entre as 19 empresas brasileiras que figuram no ranking por ter utilizado fontes renováveis alternativas em 100% da energia consumida em 2011. O resultado é reflexo de anos de trabalho realizado pela Faber-Castell para o desenvolvimento sustentável, que inclui um amplo projeto de reflorestamento e de preservação de reservas nativas mantido no município de Prata, em Minas Gerais, desde 1980. Ali, a Faber-Castell mantém cerca de 10 mil hectares divididos em 10 parques florestais, sendo 2,6 mil de área de preservação permanente e 6,7 mil de áreas plantadas com pinus caribaea, matéria-prima para a produção dos seus EcoLápis, certificados pelo FSC e pelo projeto de Ecoeficiência em que todos os subprodutos resultantes do processo de fabricação do lápis são aproveitados, evitando o desperdício de matéria-prima e a geração de resíduos.

Hoje, do total de 1,9 bilhão de EcoLápis produzidos por ano no País, 98% são de madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), principal órgão internacional na área de manejo florestal sustentável. Os 2% restantes também são provenientes de madeira de reflorestamento.

Perfil da Faber-Castell - A Faber-Castell é líder mundial na produção de EcoLápis de madeira plantada, cuja história se confunde com a própria criação do lápis. Fundada em 1761 na Alemanha, hoje a empresa possui fábricas e escritórios em mais de 100 países. No Brasil está presente desde 1930, onde três fábricas (São Carlos-SP, Prata-MG e Manaus-AM) e 9.600 hectares de floresta cultivada (também em Prata-MG) são as responsáveis pela produção de 1,9 bilhão de EcoLápis por ano. Com mais de 69 mil postos de venda no Brasil, exporta também para cerca de 70 países. Seu portfolio inclui: EcoLápis de cor e de grafite, giz de cera, tintas escolares, canetinhas hidrográficas, apontadores, borrachas, canetas, lapiseiras, kits criativos, produtos artísticos, instrumentos e acessórios de luxo para a escrita. Seu projeto de sustentabilidade ambiental e seus EcoLápis são certificados pelo FSC (Forest Stewardship Council).

Fontes: Portal Fator Brasil

Resíduos viram energia

Inspirados pela lei estadual que proibiu a queima a céu aberto das sobras da madeira beneficiada, donos de madeireiras de Sinop (distante cerca de 500 km de Cuiabá) descobriram naquilo que, até então, era considerado lixo, uma nova fonte de renda.

A serragem e a lenha são as principais matérias primas do briquete e cavaco. Conhecidos como bio-massa, os materiais são usados em caldeiras que movem turbinas e substituem a energia elétrica.

Proprietário da Madeiranit, José Eduardo Pinto foi um dos primeiros a investir no sistema em Mato Grosso. Desde 1998, a empresa usa energia elétrica da rede pública apenas durante os finais de semana, o que representa uma economia é de R$ 30 mil ao mês.

O que alimenta as caldeiras são as serragens que surgem na própria linha de produção das lâminas e compensados de madeira. “A caldeira em si gera um gasto de R$ 20 mil, porque precisa de manutenção e de funcionários para operá-la, mas mesmo assim compensa porque a conta de luz aqui era de R$ 50 mil por mês”, conta Pinto.

Embora ainda seja a única empresa de Sinop a usar a bio-massa como fonte de energia, a Madeiranit já inspira outras madeireiras do Estado. “Já vieram me procurar empresários de Juruena e Colniza. Estavam interessados em saber como a caldeira funciona e saíram bem satisfeitos”, diz.

Além de economia, o reaproveitamento dos resíduos florestais se tornou uma nova fonte de renda. Dono de uma madeireira em Nova Maringá (a 370 km da Capital), Claudinei Melo investiu R$ 300 mil na empresa para comprar o equipamento que transforma a lenha que não pode ser aproveitada em cavaco de madeira.

A produção do material - pequenos blocos que também são usados para alimentar caldeiras e gerar energia – já começa a atrair empresas de outros ramos para o Estado. “Sei de empresas que estão se instalando aqui pensando em usar essa fonte de energia”, afirma Melo, que está de olho nos clientes em potencial.

Ele afirma que até agora ainda não teve lucro com o cavaco, porque o Governo do estado ainda estuda a tributação do produto, mas diz que as vendas já pagaram o investimento que fez na madeireira e suprem os gastos da trituração da lenha.

A reciclagem do lixo das madeireiras também virou negócio específico: a fabricação de briquetes – discos ou tubos produzidos a partir da compactação da serragem e que também são usados para alimentar caldeiras.

A Briquetes Alto da Glória “inaugurou” o ramo em Mato Grosso e já tem três concorrentes em Sinop. Entre as vantagens apontadas por Josemar Giareta, representante da empresa, está o fato da matéria-prima ser encontrada de graça. “Esse material ficava exposto no pátio das madeireiras. Como não podem mais queimar, os próprios donos delas nos entregam para fazer o briquete”, conta.

Fontes: Diário de Cuiabá

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Brasil vai continuar com uma das energias mais caras do mundo

O brasileiro paga uma das energias mais caras do mundo. O próprio governo reconhece isso, na decisão da presidente Dilma Rousseff, anunciada esta semana, de reduzir o valor da conta de luz. A Medida Provisória baixando a tarifa de energia chegou ontem ao Congresso Nacional. Nos próximos cinco dias úteis, receberá emendas de deputados e senadores.

Segundo o governo, a conta da luz elétrica vai cair 16%, para o consumidor residencial, e até 28%, para o industrial. A queda na tarifa será possível graças à desoneração por meio de uma alteração nos impostos federais, mas o ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estatal, e a geração de energia são outros fatores que pesam no preço da energia.

O corte na tarifa da energia consumida pela indústria não é o suficiente, contudo, para colocar a indústria brasileira no nível de custo energético médio mundial. Conforme os especialistas, o custo da energia no País precisaria cair ao menos 35% para que o fornecimento de eletricidade tivesse custo similar aos pagos pelas indústrias do Reino Unido, Japão ou Alemanha.

Um estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), intitulado "Quanto Custa a Energia Elétrica para a Indústria no Brasil?" e divulgado na Rio+20, em junho, mostra que o Brasil perde competitividade com as indústrias de outras países devido ao alto custo da energia. Para alcançar as demais nações do Brics, seria necessária uma redução superior a 55%.

O estudo aponta que o peso dos tributos e encargos é relevante, porém não é a única causa do custo elevado. O custo de geração, transmissão e distribuição (GTD) também faz com que fiquemos aquém dos níveis mais competitivos. O custo de geração corresponde a mais de 90% do GTD. Com isso, o preço da energia no País atinge R$ 329 por MWh para o setor industrial, enquanto a média mundial situa-se em R$ 215, conforme o estudo. Hoje, o custo médio nas outras três potência do Brics (Rússia, Índia e China) é de R$ 140 por MWh.

A redução na conta de luz só vai entrar em vigor a partir de janeiro, daí porque o lançamento do pacote, agora, foi tomado também como uma ação eleitoral para favorecer candidatos alinhados politicamente com o governo. A baixa no custo da energia depende, ainda, da renegociação dos contratos com as concessionárias de energia.

Fontes: 180graus

Queda no custo de energia para indústrias será menor que o anunciado pelo governo, calcula Abrace

O pacote de medidas para redução da tarifa de energia, anunciado pelo governo federal, deverá resultar em uma queda de 16% no custo da energia para as grandes indústrias. A estimativa foi divulgada no dia 17, em nota, pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Segundo o governo federal, a redução no valor pago pelo consumo de energia será de 16,2% para consumidores individuais e de até 28% para os industriais. No entanto, a Abrace avalia que os gastos com eletricidade para os grandes consumidores de energia deverão diminuir entre 9% e 16%. Em nota, a entidade diz que para atingir a redução de até 28% prevista pelo governo, é preciso que a energia das concessões ainda por vencer também seja disponibilizada aos consumidores livres. Essa diferença, diz a Abrace, ''se deve ao fato de que a energia das concessões de geração será destinada, em princípio, apenas ao mercado cativo. Já a diminuição dos custos dos consumidores livres se dará por meio do corte nos encargos e do processo de renovação das concessões de transmissão, comuns a todos os consumidores.'' A Abrace avalia que as medidas ''demonstram que o governo reconheceu o problema do impacto da energia cara na competitividade da economia brasileira'', e que ''o pacote permite a redução máxima de 28% para apenas 15 unidades industriais'', enquanto a grande maioria das fábricas compra energia por meio do mercado livre. A estimativa da Abrace foi calculada tendo, por base, informações coletadas com 46 associados.

Fontes: TERRA

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Preço da energia deve cair 16,2% em 2013

As novas tarifas, segundo informou a presidente, serão anunciadas na próxima terça-feira (11).

“Esta é a maior redução de energia elétrica já feita no país”, afirmou Dilma. “Vou ter o prazer de anunciar a mais forte redução que se tem notícia neste país nas tarifas de energia elétrica das indústrias e dos consumidores domésticos.”

Durante o pronunciamento, Dilma afirmou que a queda do custo da energia elétrica“tornará o setor produtivo ainda mais competitivo”.

Ela explicou o motivo pelo qual a redução para as indústrias será maior do que para os consumidores domésticos.

“A medida vai entrar em vigor no início de 2013. A partir daí, todos os consumidores terão sua tarifa de energia elétrica reduzida, ou seja, sua conta de luz vai ficar mais barata. Os consumidores residenciais terão uma redução média de 16,2%. A redução para o setor produtivo vai chegar a 28% porque neste setor os custos de distribuição são menores, já que opera na alta tensão”, confirmou a presidente.

Dilma afirmou que a redução da tarifa de energia elétrica vai ajudar “de forma especial” as indústrias que estejam em dificuldades, “evitando demissões de empregados”.

“Os ganhos, sem dúvida, serão usados tanto para redução de preço para o consumidor brasileiro como para os produtos de exportação, o que vai abrir mais mercados dentro e fora do país”, disse.

Fontes: Bonito Notícias

Ventos do mundo podem garantir energia limpa até 2030, diz estudo

Um estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, afirma que as fontes de vento disponíveis no planeta são muito maiores do que as necessárias para suprir a demanda por energia de um modo limpo e econômico no mundo até 2030.

A maior parte do potencial eólico necessário está sobre os oceanos, afirmam os cientistas. Para determinar o potencial máximo de vento do planeta, eles criaram um modelo atmosférico em 3D, levando em conta o uso de turbinas de vento para extração da energia do ar circulante.

Turbinas instaladas nos oceanos e áreas marítimas podem otimizar ganho de energia eólica, dizem cientistas (Foto: Jan Oelker/Repower)
Os pesquisadores dizem que há um limite para a quantidade de energia que pode ser extraída da atmosfera. Eles calcularam qual seria o potencial eólico a 100 metros acima do nível do solo, altura média do eixo das turbinas de vento.

Pelo estudo, publicado no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America", os ventos do planeta podem produzir mais de 250 terawatts se forem instaladas turbinas em toda a superfície do globo a 100 metros do solo.

O número equivale a mais de 16 vezes a energia consumida pela população do planeta em 2008. Já a 10 quilômetros acima do nível do chão, altura em que os ventos adquirem velocidade muito maior, a produção energética pode chegar a 380 terawatts. Em 2008, o consumo de energia em todo o planeta foi de aproximadamente 15 terawatts, segundo reportagem da revista "The Economist".

Se for considerada apenas a superfície do planeta que é coberta por rochas e solo (sem levar em conta mares, rios e oceanos), e se forem instaladas turbinas também no litoral, a produção chegaria a 80 terawatts, segundo os pesquisadores.

Autores do estudo, os cientistas Mark Jacobson e Cristina Archer chegaram à conclusão que há um ponto de saturação para o número de turbinas usadas para extrair energia eólica. Segundo eles, no ponto de saturação nenhuma turbina consegue extrair mais de 59,3% da energia cinética do vento para transformá-la em elétrica.

Os cientistas calcularam que 4 milhões de turbinas operando a 100 metros do solo e produzindo 5 megawatts cada uma poderiam suprir uma demanda de 7,5 terawatts - mais da metade do que é consumido hoje em termos de energia elétrica no mundo.

Criar "fazendas de vento" em locais geograficamente escolhidos, com um número fixo de turbinas, pode aumentar a produtividade da energia eólica, diz a pesquisa. Os cientistas sugerem também aproveitar a colocação de turbinas nos oceanos e regiões marítimas para otimizar os ganhos com este tipo de energia.

Fontes: G1 Notícias

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Energia eólica transforma Brasil em um dos líderes mundiais na produção de aerogeradores

Levantamento da Abeeólica, a ser divulgado no 3° Brazil WindPower, revela um mercado de R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos para as turbinas fabricadas no País.

O Brasil está para se tornar um dos líderes mundiais na produção de aerogeradores, equipamentos destinados a produzir energia elétrica a partir dos ventos. Nos próximos cinco anos, estima-se um mercado de R$ 25 bilhões para esses produtos, de forma a atender a expectativa do setor de contratar, pelo menos, 2,5 gigawatts (GW) por ano até 2020, acrescentando, a partir de 2012, mais 20 GW de energia eólica ao sistema.

Os dados são de levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que deverá ser divulgado no 3o Brazil Windpower, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro. Estudos recentes mostram que o potencial onshore do Brasil em energia a partir dos ventos é da ordem de 300 GW.

O maior estímulo a essa criação de uma cadeia industrial do setor de energia eólica no Brasil vem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição vincula seus financiamentos a um índice de nacionalização mínimo dos equipamentos. “Há 10 anos, tínhamos apenas um fabricante local, hoje os principais agentes já instalaram fábricas no Brasil”, explica Élbia Melo, presidente-executiva da Abeeólica.

Serão necessários instalar pelo menos mil aerogeradores em média por ano no Brasil. Hoje, para se ter uma ideia, existem 1.342 equipamentos funcionando em 71 parques eólicos. Na esteira dessas turbinas, toda uma sorte de equipamentos acessórios também serão demandados. Só no Brazil Windpower, por exemplo, serão 170 empresas expositoras, que vão trazer o estado da arte da tecnologia para aumentar a capacidade de geração dos parques eólicos brasileiros.

Fontes: Portal Fator Brasil

Custo da energia na indústria pode cair 15%

A expectativa do setor industrial é que a redução no custo da energia elétrica para a indústria, a ser anunciada pelo governo nos próximos dias, seja próxima de 15%. A informação é do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade.

O conjunto de medidas para reduzir o custo da energia elétrica é esperado para ajudar a indústria a reverter o mau desempenho obtido no primeiro semestre deste ano. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram uma queda de 2,5% no PIB (Produto Interno Bruto) da indústria no segundo trimestre de 2012, quando comparado com o trimestre anterior.

“O que esperamos agora, não só com a renovação das concessões [do setor de energia elétrica], mas principalmente com a desoneração de determinados encargos sobre a energia é que esse custo possa ser reduzido de maneira significativa e, por outro lado, esperamos que a redução do custo impacte de maneira diferente cada setor”, disse, nesta sexta-feira, o presidente da CNI após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff.

Ontem, a presidenta informou que as medidas para o setor elétrico serão anunciadas na próxima semana. Ela explicou que as ações serão baseadas na reversão de concessões depois de vencido o prazo dos contratos e que haverá também a redução de encargos.

As medidas para o setor elétrico integram um conjunto de iniciativas do governo para melhorar a infraestrutura e reduzir o custo de produção no país. O ciclo foi iniciado com a concessão de rodovias e ferrovias, no dia 15 de agosto. O pacote de medidas incluirá ainda a concessão de portos e aeroportos, prevista também para o mês de setembro.

Fontes: BAND

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Arquiteto cria 'bola de vidro' gigante que capta 35% mais energia solar

Um arquiteto alemão criou um gerador de energia solar que usa uma grande lente esférica de vidro para ampliar a captação da luz. A eficiência na absorção de energia cresce 35% com relação às placas de energia solar tradicionais, segundo o site "Designboom".

Segundo ele afirma ao "Designboom", o equipamento é à prova d'água, o que permitiria ser usado mesmo na chuva, e pode ser adaptado para instalação em superfícies inclinadas, muros e grandes janelas, além de ocupar pouco espaço.Morando em Barcelona, na Espanha, André Broessel é um arquiteto que cria projetos ecologicamente corretos e de design para beneficiar a sociedade.

Os protótipos estão em fase de testes e alguns não foram patenteados, segundo o site de Broessel. Há modelos que usam apenas uma ou até 12 lentes de vidro, e outros que são preenchidos por água.
Lente esférica gigante criada por arquiteto melhora a absorção de energia solar (Foto: Reprodução/"Designboom")

Fontes: Portal G1

Projeto sobre consumo eficiente de energia será compartilhado com universidades para o seu desenvolvimento

O projeto Cidade Inteligente Búzios, listados no relatório global Infraestrutura 100: Cidades Mundiais, e apresentado pela empresa de consultoria internacional KPMG na Cúpula das Cidades do Mundo, em Cingapura, em julho deste ano, quer compartilhar com o setor acadêmico o conhecimento adquirido por meio das novas tecnologias. Essas tecnologias já estão sendo implementadas entre os 10.363 consumidores das classes residencial, comercial e industrial de Armação de Búzios, cidade da Região dos Lagos, visando a tornar o consumo de energia mais eficiente. O compartilhamento do conhecimento é considerado essencial para que os resultados do projeto possam beneficiar a sociedade como um todo.

 Para isso, três universidades fluminenses - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foram as primeiras do estado a firmar convênios de cooperação com a Endesa Brasil, holding do setor elétrico brasileiro, para o projeto Cidade Inteligente Búzios. O gerente de Inovação da Ampla, controlada pela Endesa, Vitor Santos, disse hoje (27) à Agência Brasil que os convênios têm o objetivo de ''compartilhar o conhecimento e os resultados gerados pelo projeto, que está tratando da fronteira tecnológica, que são as redes inteligentes e, consequentemente, as cidades inteligentes''. Segundo Santos, para que esse conhecimento tenha resultado efetivo para toda a sociedade, ele precisa ser compartilhado. ''Não adianta ficar só na empresa''. Nesse aspecto, ressaltou que a comunidade acadêmica é fundamental. 

O projeto prevê o desenvolvimento de um novo modelo para o gerenciamento de energia no Brasil, tornando Armação de Búzios referência em consumo de energia para a América do Sul. Os investimentos somam R$ 40 milhões, dos quais em torno de R$ 18 milhões são oriundos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Vitor Santos informou que outro ponto importante dos convênios é conseguir incluir na grade curricular das universidades disciplinas relativas às redes inteligentes. A intenção é formar novos profissionais para esse mercado futuro. Os convênios preveem também a realização de dois concursos, em 2013 e 2014, para eleger os melhores trabalhos técnicos e científicos sobre o tema,de alunos e seus orientadores. 

A primeira premiação está programada para dezembro do próximo ano. Sete universidades (Universidade Federal Fluminense-UFF, Universidade Católica de Petrópolis - UCP; Universidade Veiga de Almeida-UVA; Instituto Militar de Engenharia-IME; Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca-CEFET-RJ; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ; e a Fundação Getúlio Vargas-FGV) mostraram-se interessadas em assinar os convênios. ''A expectativa é que nós tenhamos, até o final de setembro, no máximo, dez universidades conveniadas'', disse o gerente de Inovação da Ampla. 

Os estudantes e professores terão acesso aos relatórios e informações sobre o Cidade Inteligente Búzios. Eles farão visitas técnicas ao Centro de Monitoramento e Pesquisa da Ampla, que acompanha as tecnologias novas que estão sendo implementadas, bem como às instalações do projeto. Vitor Santos espera que os convênios sirvam para firmar o conhecimento sobre as redes inteligentes e possam contribuir para solucionar desafios técnicos do projeto. Admitiu, ainda, que os autores dos melhores trabalhos, nos níveis de graduação e pós-graduação das universidades, têm chances de serem contratados pelas empresas do setor de energia nacional. ''A empresa, como qualquer outra no Brasil, busca talentos'', disse. 

Acrescentou que o vencedor de um concurso desse porte ''já é um talento que desponta no radar não só da Ampla e da Endesa, mas de qualquer empresa do Rio de Janeiro ou do Brasil''. A Ampla distribui energia elétrica para 66 municípios do Rio de Janeiro, abrangendo 73% do estado.

Fontes: Terra

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Renova Energia inaugura o maior complexo eólico do Brasil

A Renova Energia, que entra para o RankBrasil, inaugurou em 09 de julho de 2012 o maior completo eólico do país, considerado também o maior da América Latina.

Com investimento de R$ 1,2 bilhão, o empreendimento chamado Alto Sertão I vai gerar 294MW de energia, o que representa um aumento de 29,4% na matriz eólica do Brasil, antes na ordem de 1GW.

O complexo está localizado no sudoeste da Bahia, nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã. A energia produzida no local é suficiente para garantir o consumo de uma cidade com 540 mil residências ou aproximadamente 2,16 milhões de habitantes, considerando quatro pessoas por residência.

São 14 parques e 184 aerogeradores. Cada torre possui 126 metros, mais o comprimento da pá (parte que roda com o vento), o que equivale a um prédio de 32 andares. Foram 17 meses de construção, com 68km de vias de acesso pavimentadas, envolvendo mais de 1,3 mil empregados, entre próprios e terceirizados.

A energia eólica é gerada pelo vento e considerada uma importante fonte por não poluir o meio ambiente. Grandes turbinas (aerogeradores), em formato de cata-vento, são colocadas em locais abertos. Através de um gerador, o movimento destas turbinas produz a energia.

A participação da energia eólica na matriz brasileira é de 0,8%, com 59 parques espalhados pelo país. Do total, 30% do potencial de geração deste tipo de energia renovável no Brasil está no Nordeste. Até 2020, a previsão é aumentar a produção para 7% na participação nacional.

Fundada em 2001, a Renova Energia é uma companhia brasileira de geração de energia elétrica renovável, com atuação em matrizes eólica, pequenas centrais hidrelétricas e solar. Além de conquistar o recorde de maior complexo eólico, também é a primeira empresa dedicada à geração de energia renovável do país, que está listada na BM&FBovespa, negociando ações no mercado de capitais.

Fontes: RankBrasil

Energia para uma economia verde

Passam-se décadas, e o desenvolvimento sustentável continua sendo um dos assuntos mais comentados em conferências, pelos meios de comunicação, pelo sempresários, pelo mundo. Após anos de tímidas discussões, agora o tema tem se tornado recorrente entre autoridades e organizações. Nos últimos anos, amadurecemos vários conceitos, aprofundamos estudos, tecnologias e aprendemos várias lições. A maior delas é que, se realmente queremos ter uma economia verde, a discussão social não pode ser separada da ambiental. O desenvolvimento econômico, somente para acúmulo de riquezas, se tornou totalmente anacrônico. A sustentabilidade agora é uma meta que deve ser buscada por todos, tanto organizações privadas quanto públicas.

A energia terá um grande papel no cenário, já que uma simples análise na distribuição energética mundial mostra o tamanho dos nossos desafios. Atualmente, mais de 1,3 bilhão de pessoas ao redor do globo vivem sem acesso à energia, o que atrasa seu acesso às condições mais básicas. Só no Brasil, 2% dos domicílios vivem sem eletricidade, em áreas rurais ou remotas. É um panorama desafiador, mas para enfrentar essa situação é preciso levar em conta que ainda usamos muitas formas de energia poluente e não podemos simplesmente aumentar a oferta, desconsiderando o dano que isso causará.

A declaração das Nações Unidas de 2012 como Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos demonstra bem como tudo está conectado e que o acesso à eletricidade faz parte dos esforços para erradicação da pobreza. Por isso, a expectativa é que até 2030 haja uma massificação dos investimentos em fontes sustentáveis, universalização do serviço e melhorias em eficiência energética ao custo de US$ 48 bilhões ao ano.

No Brasil, a sociedade e o governo entenderam o recado, e a sustentabilidade ganhou enfoque específico da erradicação da pobreza, estimulando a preservação do meio ambiente, o acesso à energia, educação, saúde e cidadania. A ideia é desenvolver soluções que incluam e beneficiem a todos, sem desprezar o meio ambiente nem a economia. É um cenário desafiador, já que o país é o décimo maior consumidor de energia elétrica do mundo, e a demanda continuará a crescer, impondo a expansão à rede para atender a população e indústrias. Estes desafios mostram que precisamos de um amplo compromisso para o desenvolvimento sustentável. As nossas próximas iniciativas devem englobar ações sociais, econômicas e ambientais, considerando as necessidades energéticas como fator essencial ao desempenho das demais. O objetivo tem que girar em torno de uma renovação do compromisso mundial com o desenvolvimento sustentável, por meio da análise do que fizemos até agora, os erros e acertos, e os novos temas que surgiram recentemente.

2012 tem sido uma ótima oportunidade para enfrentarmos a realidade e seus desafios, compreendendo como podemos utilizar a energia e os recursos do planeta de maneira mais responsável. Não existe alternativa, nem mais tempo para postergar. Ou resolvemos agora ou legaremos um futuro de incerteza para as próximas gerações.

Fontes: Jornal do Brasil

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Energia paga no Brasil é a quarta mais cara do Planeta

O alto preço na geração, transmissão e distribuição somados aos tributos e encargos que recaem sobre essa conta tem colocado o valor final do megawatt (MW) da energia brasileiro como um dos mais caros do mundo - tanto para o consumidor residencial como para o industrial.


Conforme estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), lançado em 2011, a indústria brasileira, por exemplo, paga a quarta conta de energia mais elevada do planeta, o que afeta a sua competitividade e vem contribuindo para esquentar o debate sobre a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer em 2015, na tentativa de baratear o custo da energia no País.

Segundo a Firjan, a tarifa de consumo industrial, de R$ 329 por MWh na média nacional, fica atrás apenas de Itália, Turquia e República Tcheca. A tarifa média dos 27 países que participaram do levantamento foi calculada em R$ 215,50 por MWh. O preço brasileiro, portanto, é 53% superior à média mundial.

Considerando a média dos Brics - R$ 140,70 o MWh -, a tarifa brasileira é 134% maior. A indústria nacional também arca com 131% a mais do que a média de seus principais parceiros comerciais, no caso Estados Unidos, Argentina, China e Alemanha, de R$ 142,20 o MWh.

O trabalho reforça, assim, o alto peso de encargos e impostos sobre o custo total. Eles representam 48,6% da tarifa, já acima do apresentado no levantamento anterior da consultoria Price Waterhouse e Coopers com Instituto Acende Brasil (cerca de 46%).

Mas os custos de geração, transmissão e distribuição (GTD) também têm forte influência no total.

Segundo o estudo da Firjan, no Brasil, ele chega a R$ 165,50 por MWh, supera a tarifa de competidores como China e Argentina, apesar da vantagem hidrelétrica apresentada pelo País.

O documento elaborado pela entidade analisa também as diferenças entre os Estados do Brasil, chegando à conclusão de que nenhum deles é competitivo em nível mundial. Para isso, foram levantadas as tarifas nas 64 distribuidoras nas 27 unidades da Federação.

Na análise das causas desta baixa competitividade, a primeira é que apenas o custo da primeira parte da tarifa, que compreende geração, transmissão e distribuição, já supera os preços finais da energia nos três principais parceiros comerciais brasileiros, no caso a China, os Estados Unidos e a Argentina. (ADJ)

Nos próximos dias, é esperado que o governo anuncie a redução das tarifas de energia praticadas no País, por meio da eliminação de encargos federais. Neste ano, o debate ganhou corpo ante o desempenho da economia brasileira frente à crise econômica internacional e seus impactos no mercado doméstico, sobretudo no que tange à indústria, que vem perdendo competitividade local e internacionalmente.

Tanto que uma série de medidas já foram adotadas para desonerar e dar mais fôlego ao setor. E a redução do preço da eletricidade, importante insumo para a categoria, parece ser o próximo alvo. Nesse sentido, a União chegou a sinalizar para um corte de 10% nas tarifas, o que, na avaliação das Federações da Indústrias dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, Firjan e Fiesp, respectivamente, não será suficiente para recuperar a competitividade do setor.

Segundo chegou a afirmar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a redução da tarifa deveria ser de no mínimo, 30%. "Esse é o desconto ideal para recuperar a competitividade da nossa energia", defendeu o líder classista.

Mais ousada, a Firjan, por meio de estudo divulgado recentemente, destaca que a indústria brasileira só será competitiva em nível global se a tarifa de energia elétrica para o setor for reduzida em pelo menos 35%.

Um dos segmentos mais representativos para a indústria de transformação cearense, a indústria têxtil consome em torno de 40% da energia distribuída para o setor no Ceará e por conta disso, é uma das mais interessadas no encaminhamento de uma solução. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral no Estado (Sinditêxtil), Germano Maia, para a produção de fios de algodão, o maior custo, depois do próprio algodão, é o da energia. "Importante ressaltar que o Ceará é o maior produtor de fios de algodão do País", frisa.

Dessa forma, afirma, "a indústria cearense perceberia, com certeza, um impacto significativo, caso haja a decisão de se reduzir a tarifa de energia. "Agora, é necessário que se faça uma mudança mais firme, evitando tratar o custo sistêmico no Brasil, com soluções pontuais e em pequenas proporções, para que seja possível gerar mais competitividade", avalia Maia. (ADJ)

Diante da discussão sobre como as tarifas de energia elétrica poderiam sofrer algum tipo de redução, fica a pergunta: onde há espaço para cortes? As apostas vão desde a eliminação de determinados encargos incidentes sobre o setor, à realização de novos leilões para as concessões do serviço de energia elétrica, que vencem a partir de 2015.

Na avaliação de Erildo Pontes, presidente do Conselho de Consumidores da Companhia Energética do Ceará (Coelce), a eliminação do que é cobrado por encargos como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que custeiam, respectivamente, o abastecimento de sistemas isolados e o programa Luz para Todos, já seria um passo. "Com a quase a totalidade da universalização da energia elétrica no País, ainda mais aqui no Ceará, e a interligação de muitas áreas isoladas ao Sistema Elétrico Nacional, já não existe mais motivo para a CCC e a CDE existirem", afirma.

Conforme disse, não se justifica um país como o Brasil, com uma base energética superior a 80% de fonte hidráulica e um sistema de administração das distribuidoras eficiente como se conquistou com os três ciclos de revisão tarifária conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e ainda se ter uma energia tão cara.

Outra possibilidade, destaca Pontes, seria uma diminuição da alíquota do imposto estadual, o ICMS , sobre a conta de luz. "No Ceará, a alíquota era de 25%, mas com a criação do Fundo de Combate a Pobreza (Fecop), mais dois pontos percentuais foram adicionados, resultando em uma alíquota de 27%. Mas, na verdade, o impacto se transforma em 36,9%, pois é calculado por dentro da conta, não ficando visível para o consumidor", diz.

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), acredita que uma das formas de elevar o abatimento seria por meio da realização de novos leilões para as concessões do serviço de energia, que vencem a partir de 2015. Para a Fiesp, a renovação das concessões poderia resultar em redução de 20% no preço, graças às renegociações dos custos de geração, transmissão e distribuição.

Fontes: Diário do Nordeste