quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Horário de verão reduz geração térmica

O horário de verão resultou em uma redução de 4,6% na demanda de energia no horário de pico nas regiões onde a medida foi implementada — Sul, Sudeste, Centro-Oeste e na Bahia. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o país economizou R$ 160 milhões durante o horário de verão deste ano, porque a diminuição do consumo evitou o acionamento de usinas termelétricas para garantir a segurança do Sistema Interligado Nacional.

A redução total de energia alcançou 0,5% em todos os subsistemas envolvidos. Isso equivale a 8% do consumo mensal da cidade do Rio de Janeiro. Segundo o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, o aumento da segurança e a diminuição dos custos de operação são as principais consequências da redução de demanda no horário de ponta com a implantação do horário de verão.

A adoção do horário de verão em 2010/2011 resultou em uma redução de 4,4% na demanda de energia do horário de pico. No ano anterior, a diminuição do consumo foi 4,7%. O horário de verão começou no dia 16 de outubro de 2011, e teve uma semana a mais, porque a data estabelecida para o fim do horário diferenciado, que é o terceiro domingo de fevereiro, em 2012 coincidiu com o feriado do carnaval.

Fontes: Ambiente Energia

Energias renováveis crescem apesar da crise

Mesmo em clima económico adverso e com falta de financiamento para a economia em geral a indústria eólica conseguiu instalar 9.619 megawtts (MW) em 2011, o que eleva para 93.957 MW a capacidade total instalada na União Europeia. Estes valores asseguram já 6,3% das necessidades de electricidade em toda a EU.

Os dados acabam de ser publicados pela European Wind Energy Association (EWEA ) e revelam que não se divergiu muito face ao ano anterior, em que foram instalados 9.648 MW.

"Apesar da crise económica na Europa, a indústria eólica está continua a dar sinais fortes no que respeita à instalação de mais capacidade", comentou Justin Wilkes, da EWEA.

No geral, a Alemanha continua a ser o país da UE com a maior capacidade instalada, seguido pela Espanha, França, Itália e Reino Unido. Tanto o consumo de combustível fuel como a energia nuclear tiveram uma queda no ano passado, pois há várias centrais (a fuel e de energia nuclear) a serem desmanteladas.

A potência eólica instalada em Portugal no final de novembro de 2011 situava-se em 4.291 MW, distribuída por 216 parques, com um total de 2.236 aerogeradores ao longo de todo o território Continental. 36% da potência instalada situa-se em parques com potência igual ou inferior a 25 MW.

No total, a potência instalada renovável atingiu 10.309 MW, no final de novembro de 2011, segundo os dados mais recentes da Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG). O aumento de potência, relativamente a outubro, verificou-se na potência instalada eólica e de recurso ao biogás.

A produção eólica, de janeiro a novembro de 2011, cresceu 8% relativamente ao período homólogo do ano anterior.

Fontes: Exame Expresso

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Consumo de energia no mercado livre sobe 1,73% em janeiro-Comerc

O consumo de energia no mercado livre subiu 1,73 por cento em janeiro ante mesmo período de 2011, segundo o Índice Setorial Comerc, medido pela gestora de energia Comerc, responsável pela gestão de 13 por cento da carga de consumidores livres no país.

Na comparação com dezembro de 2011, o consumo de energia caiu 1,21 por cento, influenciado pelo período de férias coletivas concedido por várias indústrias.

O setor de veículos e autopeças foi o destaque negativo na comparação anual, com retração de 10,43 por cento no consumo. A produção de veículos caiu 11,4 por cento em janeiro ante igual mês do ano passado, segundo dados da Anfavea.

O setor têxtil, couro e vestuário registrou o maior aumento do consumo, tanto na comparação anual (24,48 por cento) como em relação ao mês imediatamente anterior (11,24 por cento).

Já o segmento de materiais de construção civil registrou a principal retração no consumo ante dezembro, de 8,38 por cento.

Segundo o presidente da Comerc, Cristopher Vlavianos, o mercado ainda sofre os efeitos da crise europeia, que afetou o consumo de energia de empresas nacionais, especialmente daquelas mais dependentes do mercado internacional.

"Inicialmente, estamos tendo uma previsão (do governo) de que o consumo de energia vai crescer 4,5 por cento em 2012, mas eu acho que esta previsão está um pouco otimista", disse sobre a estimativa da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Cerca de 90 por cento do volume de energia gerido pela Comerc é de consumidores do segmento industrial e os outros 10 por cento são referentes ao consumo do setor comercial.

Fontes: MSN

Mais de 21% da energia produzida no Piauí é furtada

Além da pesada carga tributária, as contas de luz ainda são oneradas pela ação de "gatos", como são chamadas as ligações clandestinas que indivíduos ou quadrilhas fazem na rede de energia elétrica, criando situações de alto risco para comunidades inteiras. Levantamento recém-divulgado pela Aneel revela que, em média, 13% da energia elétrica consumida no País não é faturada pelas concessionárias, ocasionando um prejuízo de R$ 7 bilhões por ano.

Utilizando uma metodologia diferente, a Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) estima que a média nacional seja de 5,1% em relação à energia gerada pelo sistema em operação. Por qualquer critério, é um grande prejuízo para o País, reduzindo a eficiência de grandes investimentos em infraestrutura. A energia consumida sem ser faturada - por furto ou fraude - é um dos pontos fracos do setor elétrico nacional, como disse Edvaldo Santana, diretor da Aneel. Pela sua comparação, é como se as duas grandes usinas do Rio Madeira fossem construídas apenas para cobrir as perdas.

A incidência de "gatos" e fraudes varia entre os Estados da Federação, figurando o Amazonas como recordista nesse item, com uma perda de 30,3% da energia, seguido pelo Piauí (21,9%), Alagoas (19,4%), Rondônia (19,1%), Pará (17,2%) e Acre (14,4%). Em comparação, em São Paulo, a taxa é de 3,3%; em Minas Gerais, é de 2,3%; e em Santa Catarina, de 1,4%, a menor de todo o País.

Um fator-chave para o combate à ação dos "gatos" é a fiscalização, seja por parte do governo, melhorando o policiamento, seja por parte das próprias concessionárias, que têm interesse direto em elevar o seu faturamento e, portanto, deveriam exercer maior vigilância. Nesse particular, algumas concessionárias têm tido uma ação bem mais efetiva do que outras, por motivos que não podem ser explicados simplesmente pela baixa renda da área de cobertura.

Pode-se alegar que, na região amazônica, dadas as grandes distâncias, é difícil coibir ligações clandestinas, mas, mesmo assim, o fato de quase um terço da energia ali consumida não ser paga chega a ser clamoroso. A mesma desculpa, aliás, não se aplicaria ao Piauí e a Alagoas. Segundo especialistas, há algo de errado na gestão administrativa das concessionárias da distribuição de energia nesses Estados. Isto é, não só os consumidores mais pobres estariam se valendo dos "gatos", mas também camadas de mais alto poder aquisitivo.

É grande, igualmente, o nível de perdas no Estado do Rio de Janeiro (13,8%), o mais alto da Região Sudeste. O Estado é servido por três distribuidoras: a Light (controlada desde 2009 pela estatal mineira Cemig), a Ampla e a Energisa Nova Friburgo. Especialmente na cidade do Rio, com muitas e grandes favelas, existe um ambiente propício para a proliferação de "gatos". As distribuidoras lutam contra eles, mas ainda estão longe de baixar as perdas para a média nacional. Como relatou André Moragas, diretor da Ampla, ao Estado (12/2), as perdas em sua área de concessão, que ficavam em torno de 25%, caíram para 19,66%. "A perda ainda é alta", comentou. "Vai continuar caindo, mas de forma mais gradual."

É preciso considerar ainda que, além dos prejuízos causados pelas ligações clandestinas, ocorrem perdas também no processo de transmissão e distribuição. Tudo considerado, a taxa do Brasil (próxima de 17%, segundo a Abradee) é quase o dobro da verificada em 38 países (9%). Como resultado, o País é dos que mais deixam de arrecadar em relação ao total de energia elétrica fornecido à população.

Tudo parece indicar que a tarifa social para o fornecimento de energia elétrica, para a faixa de até três salários mínimos, com descontos variáveis na conta de luz de acordo com o nível de consumo, não vem tendo a aceitação que seria de desejar. Isso porque os que montam os "gatos", com conhecimento rudimentar de eletricidade, prometem, mediante uma certa propina, "livrar" os consumidores de qualquer conta a pagar. As consequências têm sido os incêndios provocados por curtos-circuitos, que têm consumido favelas inteiras nos grandes centros.

Fontes: Portal AZ

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Consumo de energia em 2012 deve crescer 4,5%, aponta EPE

O consumo de energia elétrica no país deve crescer 4,5% em 2012, comparado ao ano anterior, quando foram consumidos 422.902 gigawatts/hora, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. O percentual de crescimento é o mesmo apontado pelo o governo federal para o Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano.
O executivo, que participou na quarta-feira da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), estima que em 2012, o consumo de energia deve chegar a 442.012 gigawatts/hora.
Segundo cálculos da EPE, órgão ligado ao Ministério de Minas e Energia, para as residências, o aumento do consumo foi estimado em 4,4%. Para o setor industrial, o crescimento deve ficar em 4,7%, enquanto o comércio deve consumir 5,1% a mais este ano.
Tolmasquim informou ainda que a expansão do consumo de energia em 2011 foi de 3,6%, em relação a  2010.
O executivo apontou que o aumento do consumo este ano será puxado pela retomada do crescimento da produção industrial e pelo contínuo aumento da renda da população, que acaba comprando mais equipamentos elétricos e eletrônicos. Ele garante que os sistemas de geração e transmissão de energia estão preparados para suportar esse crescimento, pois estão operando abaixo da capacidade. “Estamos com sobra de energia e torcendo para que tenha crescimento [de consumo], para poder absorver essa energia excedente”, disse.

Fontes: Correio do Brasil

Térmicas vão garantir abastecimento de energia no Carnaval

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) vai montar um esquema especial com o acionamento de usinas termelétricas para garantir o abastecimento de energia nos locais com grandes aglomerações no período de Carnaval, como cidades que recebem muitos turistas.


Cidades que recebem muitos turistas nesse época de carnaval irão contar com um esquema especial para garantir o abastecimento de energia

– Nós temos a prerrogativa de dar uma segurança maior nas áreas que têm grande aglomeração de pessoas, como Recife, Rio de Janeiro, Salvador e a parte do litoral, principalmente. A gente dá uma segurança adicional com térmica local, sempre fazemos isso– disse o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp em entrevista à Agência Brasil. O executivo participou na quarta-feira da reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE).

Fontes: Correio do Brasil

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Energia eólica brasileira já é a mais barata do mundo

Com investimento de R$ 8 bilhões, o número de parques eólicos no Brasil mais que duplicou nos últimos dois anos. Em 2009, eram 33 unidades, agora são 71. Até 2016, a expectativa é de que outras 218 estações sejam instaladas. Ainda assim, o Brasil não estará nem perto de atingir sua capacidade eólica. Juntos, os parques que já operam, têm potencial para gerar 1,4 gigawatt (GW) por ano, sendo que a capacidade brasileira de geração gira em torno de 350 GW por ano, mais do que suficiente para abastecer todo o País. Para se ter uma ideia, o consumo energético nacional é de 117 GW por ano.

A energia eólica é considerada nova no País, começou a começou a ser utilizada em 2004. Mesmo assim, a presidente-executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Melo, avalia que o Brasil está caminhando para se tornar uma potência no setor. Segundo dados da Abeeólica, a energia proveniente dos ventos corresponde hoje a apenas 1,3% da matriz energética brasileira. Até 2014, o setor deve alcançar 5,6%. "É pouco, mas considerando que estamos falando de uma energia jovem é um crescimento significativo. Além disso, ainda há muito espaço para avanços tecnológicos", explica.

Mapas eólicos indicam que os ventos no País são fortes, constantes e sem rajadas, uma grande vantagem em relação a outras nações. Isso faz com que a parte dos ventos que é efetivamente transformada em energia seja maior. É possível aproveitar de 42% a 45%, podendo chegar a 50%, em locais de Belo Horizonte. Já a média europeia é de apenas 32%. Essa característica colabora para baratear o custo da energia eólica. Prova disso é que, atualmente, a energia eólica produzida no Brasil é a mais barata do mundo. Custa cerca de R$ 105,00 por megawatts/hora (MWh), enquanto a europeia sai, em média, R$ 300,00 por MWh. "A energia eólica já se firmou como fonte limpa, renovável e competitiva. Se antes tínhamos dúvidas disso, agora não temos mais", diz Elbia.

Na comparação com outras fontes de geração, a eólica também vem ganhando destaque. É a segunda mais barata, perdendo apenas para a hidráulica (entre R$ 80,00 e R$ 90,00 por KW/h). Com leilões de 2009 à 2011, o governo contratou quase 3 GW de energia eólica para os próximos 5 anos. Para atender à demanda criada, a capacidade instalada eólica quintuplicará durante o período.

Para Elbia, se 2011 foi o ano da consolidação da energia eólica na matriz energética nacional, 2012 será o da solidificação da indústria do setor. Não só dos parques de geração, mas também da cadeia produtiva. Atualmente, existem dez empresas fabricantes de equipamentos no País. Outras duas devem se instalar aqui até o final do ano. "A expectativa para esse ano é consolidar a indústria como um todo, com todas as partes da cadeia", diz Elbia.

Sobre a possibilidade de explorar outras regiões além da nordeste e sul, a presidente-executiva da Abeeólica é otimista. Ela revela que, com novas tecnologias, é possível produzir torres cada vez mais altas com maior capacidade de captação de ventos. A partir disso, estuda-se explorar os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Torres de medição já foram instaladas para verificar se compensa investir nessas áreas. As pesquisas ainda não foram finalizadas, mas já apresentam sinais positivos.

Fontes: Terra

Google lidera ranking de energia limpa

O gigante da buscas da internet Google assumiu a liderança entre as maiores empresas de TI (Tecnologia da Informação) do mundo na busca de soluções para as questões climáticas, segundo ranking divulgado nesta quarta-feira pelo Greenpeace.

A 5ª edição do Cool IT Leaderboard classificou as 21 maiores empresas do setor de acordo com seu potencial de liderança sobre energia limpa, a vontade de adotar soluções renováveis e seu potencial para influenciar as decisões sobre energia. O Google chegou ao topo por seu apoio em reforçar a política de energia limpa dos Estados Unidos e fortalecer os objetivos da União Europeia de cortar 30% dos gases estufa para 2020.

“Os gigantes da tecnologia tem uma real oportunidade de influenciar a maneira de se produzir e utilizar energia”, disse Gary Cook, analista internacional do Greenpeace. “O setor de TI gosta de se considerar visionário mas se mantém muito inerte enquanto a indústria de energia ‘suja’ continua exercendo influência indevida no processo político e nos mercados financeiros.”

Google, Cisco e Dell se destacaram por utilizarem mais de 20% de energias renováveis nas infraestruturas de suas empresas ao redor do mundo. Já a Oracle recebeu a menor classificação geral por não divulgar o uso de energias renováveis e nem sujas.

Apple e Facebook, duas das marcas mais influentes do setor, não foram incluídas no ranking deste ano. A Apple ficou de fora porque seus esforços não são compatíveis com os critérios do ranking. Ao contrário de seus concorrentes, ela não demonstrou liderança para buscar soluções energéticas limpas, apesar dos lucros recordes.

O Facebook não foi incluído nessa tabela por motivos parecidos, mas alterou recentemente suas políticas e se comprometeu em utilizar energia renovável, além disso anunciou uma parceria com a Opower, disponibilizando a plataforma do Facebook para auxiliar os usuários a comparar seus gastos energéticos. Com isso, o Facebook passará a fazer parte do ranking do próximo ano.

Seis empresas de telecomunicações foram incluídas desde a última versão, juntamente com as maiores marcas de software e equipamento de TI da Índia e do Japão.

“A indústria de tecnologia precisa usar sua influência, seu espírito inovador e “know-how” tecnológico para superar as empresas de energia suja que estão segurando o status quo, e mantendo-nos de volta de uma transição para uma economia renovável”, disse Cook. “O que estamos vendo são conversas de empresas sobre utilizar energias limpas, mas até agora, nada de ação”, completa Cook.

Fontes: Portogente

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Preço da energia elétrica tem queda acentuada em janeiro

No mês de janeiro, o preço da energia elétrica convencional para entrega a curto prazo no mercado brasileiro teve forte queda de 35,20%. No período, o preço mais alto registrado foi de R$ 68,23 MWh, em 03 de janeiro, enquanto que o mais baixo foi de R$ 39,66 MWh, no dia 12 de janeiro.
Em contrapartida, o Índice BRIX fechou o mês de janeiro a R$ 20,03 MWh com desvalorização de 9,57%  em relação à cotação de 31 de dezembro. O patamar máximo do índice no mês foi de R$ 23,76 MWh, no dia 03 de janeiro, e o mínimo de R$ 16,51 MWh, em 10 de janeiro.
O PLD médio mensal publicado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – (CCEE) para o submercado SE/CO, que em dezembro foi de R$ 44,47 MWh, recuou para R$ 23,14 MWh até ó dia 31 de janeiro.
“Em janeiro, tivemos um grande volume de chuvas nas princ ipais bacias do Sudeste, quantidade bem acima do esperado, e isso influenciou fortemente no preço da energia”, explica Marcelo Mello, CEO da BRIX. Neste cenário, o Índice BRIX representou quase 50% do preço total da energia. “Isso demonstra o quanto o índice é um componente importante na formação do preço da energia e como ele pode ser determinante na estratégia de compra ou venda de energia no Mercado livre”, destaca o executivo.
Índice BRIX
O preço de energia elétrica convencional spot se tornou transparente por conta da publicação do índice BRIX, que captura diariamente o valor do prêmio praticado nas negociações entre os agentes do Ambiente de Contratação Livre (ACL) no submercado Sudeste (SE)/Centro-Oeste (CO).
O preço da energia elétrica de curto prazo é determinado pelo somatório dos valores do prêmio praticado no mercado, evidenciado pelo Índice BRIX, e do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças), divulgado semanalmente pela CCEE

Fonte: Jornal Agora

2012: o ano da energia sustentável

Desde o início da era industrial, o ser humano não deixou de criar invenções para aumentar o desenvolvimento, movimento contínuo que se repete até os dias de hoje. Em contraposição a esta sociedade do bem-estar foram exauridas matérias-primas da natureza, entre elas as fósseis que impulsionaram o crescimento da humanidade.
Há décadas cientistas e ecologistas advertem sobre as dramáticas consequências que o abuso do consumo da energia procedente destas matérias está gerando ao ambiente, e a necessidade de que sejam substituídas por outras mais limpas e seguras.
Por isso, reconhecendo a importância da energia para o desenvolvimento sustentável, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou o ano 2012 o Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos.
Apesar do tempo transcorrido para afinar posturas entre cientistas e ecologistas em relação ao aquecimento global e a necessidade de desenvolver energias alternativas, nos dias de hoje é possível dizer que as duas vozes ecoam mais uníssonas do que nunca.
Cientistas e ecologistas, cada vez mais perto
O doutor Domingo Guinea é pesquisador do Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha (CSIC), responsável pelo laboratório de Energias Renováveis, Hidrogênio e Pilhas Combustíveis, e presidente da Fundação para a Pesquisa e o Desenvolvimento das Energias Alternativas (Fideas).
O pesquisador explica quais são as fontes mais sustentáveis na atualidade para a ciência. "São três fundamentalmente: por um lado, o calor que procede do interior da terra, ou seja, a energia geotérmica. Depois está a força gravitacional, que inclui a força das marés, que é gravitacional e, por último, a solar e todas as que dela se derivam".
Guiné precisa que "tanto a geotérmica quanto a gravitacional estão muito localizadas em determinadas áreas do planeta onde podem ser utilizadas. A primeira fica naquelas regiões onde há falhas na crosta terrestre que geram pontos quentes como é Islândia, Japão e Havaí. A energia gravitacional implica marés altas e grandes enseadas, como as que ocorrem no norte da Europa, nos países bálticos e em algumas zonas do sul do Chile".
"O sol está muito bem distribuído em todo o planeta, não da mesma forma que as energias derivadas dele, como a eólica, produzida pelo vento. Para obter este tipo de energia têm de existir zonas de ventos contínuos, dominantes e fortes", acrescenta o cientista.
O sol, astro rei e energia rainha
A energia solar proporciona a maior quantidade de energia alternativa e, como assinala o doutor Guiné, sua incidência varia de acordo com a posição diante da linha do Equador.
Todos os mapas de energia solar praticamente coincidem com os paralelos. Em zonas de maior intensidade, como é o Saara, a Península Arábica e o planalto andino do Chile, alcança-se uma média em torno de 2.200 e 2.300 kilowatts por metro quadrado ao ano.

Já na zona intermediária, onde, por exemplo, fica a Espanha, a incidência varia em torno de 1.600 a 2.000 kilowatts. Por último, os países mais ao norte, como Polônia, Alemanha, norte dos Estados Unidos e Canadá estariam em torno dos 1.800 kilowatts por metro quadrado ao ano.
Mas o pesquisador assinala que, à parte desta diferença na quantidade de energia solar que se condensa nas diferentes zonas do planeta, existe outra questão fundamental a ser levada em consideração, a capacidade oferecida pelas diversas áreas geográficas na hora de armazenar energia.
"Um ponto é a energia recebida e outro é a capacidade de armazenamento. No paralelo 40 existe uma enorme diferença entre o inverno e o verão. Por isso, é preciso armazenar no verão para garantir o abastecimento no inverno. Isto implica em armazenagem de longo prazo, porque no inverno se recebe quase três vezes menos (energia) do que no verão.”
O contrário acontece em países como Porto Rico que ficam entre os paralelos 18 e16. Nessa região, os dias de inverno e os de verão recebem praticamente a mesma energia, o problema lá é o armazenamento durante o dia para a utilização durante a noite.
A água potável é um dos recursos mais escassos do planeta e por causa dela milhares morrem ao dia em zonas onde a seca tem duas de suas consequências mais dramáticas: a fome e as epidemias.
Buscar a tecnologia necessária para atender esta necessidade peremptória é um dos objetivos prioritários da ciência, segundo Guiné, quem garante que "na atualidade trabalha-se muito por isso e há possibilidades radicalmente econômicas de dessalinização no curto prazo".
A tarefa mais urgente, ressalta Domingo Guinea, é a de "considerar a energia e a água como um serviço público mais do que como uma fonte de lucro. No momento que se deixar de utilizar unicamente como lucro para os fornecedores haverá uma possibilidade clara de autossuficiência em grande parte do planeta".
O doutor Guiné argumenta que as energias sustentáveis já eram de domínio dos antepassados com mais bom senso do que nos dias atuais, sem a necessidade de desperdiçar a energia procedente de materiais fósseis, como a eletricidade. "Fomos ricos e como ricos desperdiçamos e seguimos desperdiçando tudo o que podemos".
Os ecologistas denunciam interesses de multinacionais
Javier González é porta-voz da Área de Energias da organização não-governamental Ecologistas em Ação e explica quais são os impedimentos existentes no desenvolvimento destas energias sustentáveis:
"O maior impedimento deste tipo de energia é a geração em baixa escala. Por outro lado esse tipo de energia tem enorme capacidade de diversificar o campo de ação das grandes companhias elétricas. Na realidade são as grandes companhias elétricas as responsáveis por conduzir o mercado, porque essas detêm mais do que os Governos.

As energias renováveis serão imprescindíveis na luta contra a mudança climática. Para o porta-voz da ONG, chegará o dia em que o desenvolvimento terá de ser definitivo, já que a mudança climática é um problema presente, embora exista quem tente escondê-la.
Se for aproveitada a oportunidade que se apresenta, a mudança climática vai dinamizar muitíssimo a economia, porque essa emprega mais pessoas em uma mesma unidade de energia produzida, ou seja, mais postos de trabalho e maior geração de lucros para as pequenas empresas de forma descentralizada. Tudo isso combinado representam vantagens nos níveis econômico, ambiental e social.
O ecologista conclui comentando que "o trabalho é favorecer as energias renováveis, denunciar e impedir, na medida do possível, a instalação de outros tipos de energias e pedir o fechamento de usinas nucleares. Essa é a forma de trabalhar. Tentar evitar a instalação de muitas centrais e vamos permanecer nessa luta".

Fonte: Época Negócios