segunda-feira, 26 de março de 2012

Energia nuclear está mais segura um ano após Fukushima, diz AIEA

A energia nuclear está mais segura agora do que há um ano, quando um terremoto seguido de tsunami atingiu a região da usina nuclear de Fukushima, disse o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, na sexta-feira. O Greenpeace, entretanto, afirmou que nenhuma lição foi aprendida.

Em um comunicado divulgado antes do primeiro aniversário (no domingo) da pior crise nuclear do mundo desde Chernobyl em 1986, Amano afirmou que foram tomados passos significativos para fortalecer a segurança nuclear global depois de Fukushima.

"A segurança nuclear está mais forte do que era há um ano", disse ele. "Sabemos o que deu errado e temos uma tomada clara de ações para combater essas causas - não apenas no Japão, mas em todo o mundo."

Amano acrescentou: "Agora temos de aproveitar a ocasião. A complacência pode matar."

A tragédia de Fukushima foi deflagrada em 11 de março de 2011, quando um forte terremoto sob o mar gerou o tsunami que deixou 19 mil mortos ou desaparecidos. Ele também atingiu a usina nuclear situada na costa, causando uma série de falhas catastróficas na instalação.

As imagens da usina atingida e da enorme devastação que o tsunami provocou ao redor do Japão abalaram a confiança do público na usina nuclear e forçaram a indústria nuclear a lançar uma campanha para defender seu histórico de segurança.

Após Fukushima, Alemanha, Suíça e Bélgica decidiram abandonar a energia nuclear e desenvolver fontes de energia renováveis alternativas. Outros quase 50 países que vinham operando, construindo ou planejando construir usinas nucleares, entretanto, continuam a depender da energia nuclear, mesmo enfrentando custos mais altos.

O comunicado da AIEA disse reconhecer que o acidente do ano passado representou um golpe à indústria nuclear, às agências reguladoras e aos governos, mas afirmou que muito poderia ser feito para evitar uma repetição.

"Ele foi deflagrado por uma força gigantesca da natureza, mas foi a fragilidade existente do design com relação à defesa contra os perigos naturais, da supervisão dos agentes reguladores, no gerenciamento do acidente e na resposta de emergência que permitiu que ele se desenrolasse como aconteceu", disse a AIEA.

Veterano diplomata japonês, Amano acrescentou: "Falhas humanas como essas não são exclusividade do Japão...Os países ao redor do mundo estão buscando os elos frágeis em seus sistemas e tomando medidas para fortalecê-los."

O grupo ambiental Greenpeace, no entanto, que se opõe à energia nuclear por razões de segurança, disse que "nenhuma lição real" parece ter sido aprendida com Fukushima.

"A indústria e os políticos ao redor do mundo rapidamente executaram os chamados testes de estresse apenas para concluir que nenhum reator no mundo é inseguro nem precisa ser fechado", disse Jan Beranek, chefe da campanha nuclear do Greenpeace.

"Não há dúvida que mesmo Fukushima Daiichi teria passado nesses testes", disse ele em um email à Reuters. A AIEA "até disse que o principal problema era como restaurar a confiança pública - em vez de buscar como proteger melhor as pessoas. Isso precisa mudar ou o próximo desastre nuclear é inevitável."

Fontes: R7

Energias do Brasil sofre queda de quase 60% no lucro do 4o tri

A Energias do Brasil registrou lucro líquido de 81,8 milhões de reais no quarto trimestre, queda de 59,2 por cento ante o mesmo período do ano anterior, informou a empresa no final da quarta-feira.

No consolidado de 2011, o lucro líquido caiu 15,8 por cento, para 490,7 milhões de reais.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 21,3 por cento, para 300,5 milhões de reais, no quarto trimestre. A margem passou de 28 para 22,2 por cento, na mesma base se comparação.

Em termos ajustados, sem eventos não recorrentes, o Ebitda somou 311 milhões de reais, queda de 15 por cento sobre o quarto trimestre de 2010

Já a receita operacional líquida teve leve queda de 0,6 por cento no quatro trimestre sobre o resultado obtido um ano antes, para 1,35 bilhão de reais. No fechado de 2011, a receita cresceu 7,3 por cento, atingindo 5,4 bilhões de reais.

A companhia teve queda de 7,7 por cento na energia vendida por suas geradoras no quarto trimestre, para 2.201,7 GWh, em relação a um ano antes, enquanto a energia comercializada cresceu 5,2 por cento, a 2.339,3 GWh, na mesma base de comparação. Já a energia vendida a clientes finais nas distribuidoras somou 3.634,4 GWh, ligeiro incremento de 0,8 por cento no período em relação aos últimos três meses de 2010.

Além do resultado, a companhia anunciou na noite da véspera que aprovou proposta de orçamento de capital de 959,5 milhões de reais para os anos de 2012 e 2013.

O conselho de administração aprovou ainda proposta de desdobramento de ações ordinárias, com cada papel passando a representar três ações ON. O objetivo é dar mais liquidez às ações na BM&FBovespa.

A empresa também anunciou nova diretora-presidente, a economista portuguesa Ana Maria Machado Fernandes, no lugar do engenheiro português António Pita de Abreu, e remuneração a acionistas de 370,2 milhões de reais.

Fontes: R7

quinta-feira, 8 de março de 2012

ONS: consumo de energia cresce 5,7% em fevereiro

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgou hoje um aumento de 3,2% nos valores de carga de energia do Sistema Interligado Nacional em fevereiro, em relação aos valores do mesmo mês do ano anterior. Com relação a janeiro, a alta foi de 5,7%. No acumulado dos últimos 12 meses, houve crescimento de 2,9%, em relação ao mesmo período anterior.
Segundo o ONS, as temperaturas elevadas durante praticamente todo o mês, principalmente no Sudeste e no Centro-Oeste contribuíram para o aumento do consumo em fevereiro.
A taxa de crescimento em relação ao mês anterior foi, dentre outros fatores, reflexo da ocorrência de temperaturas amenas e o grande volume de chuvas nos Estados de Minas, Rio de Janeiro e Espírito Santo durante a maior parte do mês de janeiro. No Sul, a continuação das elevadas temperaturas acompanhadas de estiagem prolongada no Rio Grande do Sul fizeram com que aumentasse a carga de refrigeração e de irrigação.
Para o Subsistema Sudeste/Centro-Oeste, os valores de carga de energia verificados em fevereiro cresceram 1,3% em relação a fevereiro de 2011. Com relação ao mês de janeiro, houve alta de 7,0%. No acumulado dos últimos 12 meses o Sudeste/Centro-Oeste apresentou uma variação positiva de 2,4% em relação ao mesmo período anterior.
No Sul, a carga de fevereiro indicou crescimento de 6,7% em relação aos valores do mesmo mês do ano anterior. Com relação a janeiro, houve alta de 8,5%. No acumulado dos últimos 12 meses o Sul apresentou elevação de 4,4%.

No Subsistema Nordeste, os valores de carga de energia verificados em fevereiro indicam uma variação positiva de 6,2% em relação aos valores do mesmo mês do ano anterior. Com relação ao mês de janeiro, verifica-se uma variação negativa de 0,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Nordeste apresentou um crescimento de 2,4% em relação ao mesmo período anterior.

Fonte: Diário do Grande ABC

Energia nuclear é mais segura 1 ano após Fukushima, diz AIEA

A energia nuclear é mais segura no mundo agora do que há um ano, quando ocorreu o acidente da usina de Fukushima, no Japão, avaliou nesta segunda-feira o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano. "No próximo domingo completa exatamente um ano que este gravíssimo acidente aconteceu. Desde então percorremos um longo caminho", disse Amano durante coletiva de imprensa na sede da agência da ONU, em Viena.
"A energia nuclear é agora mais segura do que era há um ano. Mas a segurança nuclear é algo de que precisamos nos ocupar a cada dia e não devemos nunca confiar demais", disse o chefe da AIEA. Após o acidente, provocado por um terremoto seguido de tsunami, a AIEA elaborou um plano de ação para reforçar a segurança das instalações nucleares no mundo, mas sem caráter vinculante para os países.
Segundo Amano, foram feitos "avanços satisfatórios" na aplicação deste plano, que recomenda, entre outras coisas, a verificação das instalações por equipes internacionais ou o reforço dos dispositivos de segurança em caso de catástrofe natural. O Conselho de Governadores da AIEA, reunido até a sexta-feira, também abordará o tema da segurança nuclear, embora o tema central seja o controvertido programa atômico do Irã.

Fonte: Terra