quarta-feira, 27 de junho de 2012

Casca de arroz é usada para gerar energia em usina do Rio Grande do Sul

O grão, cada um com 50 quilos, segundo dados da Agência de Desenvolvimento Polo RS.

Dessa produção intensa, sobram as cascas. Sem aproveitamento e valor comercial, elas sempre ocuparam espaço nos aterros de lixo e significavam um grande passivo ambiental para a cidade – ou seja, quando atividades econômicas que causam danos ao meio ambiente devem ser “compensadas” com determinadas ações.

Agora, vão gerar energia na Usina Termelétrica de São Borja, inaugurada oficialmente no mês passado. Para operar na capacidade plena, 85 mil MWh/ano, a Usina demandará 96 mil toneladas anuais de cascas de arroz. As cinzas geradas na queima serão destinadas a indústrias de cimento, fertilizantes e borracha.

Cerca de 10% da energia gerada deverá ser destinada aos gastos da própria usina. Os outros 90% serão comercializados para a rede pública.

Biomassa são materiais orgânicos a partir dos quais é possível obter energia. Restos de alimento, madeira, esterco e resíduos da agricultura, como as cascas de arroz de São Borja, são alguns exemplos.

O Brasil é líder mundial em capacidade instalada para geração de energia por biomassa. Nos últimos cinco anos, foi o terceiro país que cresceu mais rápido nesse quesito – que é o potencial total de produção do país, não a produção em si.

A conclusão é da edição de 2011 do relatório Who’s Winning The Clean Energy Race? (Quem Está Ganhando a Corrida da Energia Limpa?), do Pew Environment Group.

Entre os países do G20, o Brasil aparece em sexto lugar entre os que mais investem em energia limpa, com 8 bilhões de dólares. Como economia emergente, está atrás apenas da China.

Fontes: Porto Gente

Especialistas pedem maior colaboração em energia renováveis entre Brasil e UE

Um grupo de especialistas pediu nesta segunda-feira no Parlamento Europeu uma maior colaboração entre Brasil e União Europeia (UE) para inovação e desenvolvimento de energias renováveis como eólica ou biomassa.

O potencial de cooperação entre as duas partes em setores estratégicos foi a principal mensagem do seminário de especialistas em inovação que ocorreu em Bruxelas e foi organizado pelo eurodeputado popular espanhol Pablo Zalba e o socialista italiano Gianluca Susta.

Zalba refletiu sobre o fato de que, enquanto a UE realiza importantes avanços em tecnologia das energias renováveis, na região ibero-americana este recurso mal representa 2% do total das fontes energéticas.

No entanto, o eurodeputado do Partido Popular (PP) disse que entre UE e Brasil existe uma "grande complementaridade", pois a América Latina possui o 16% das reservas mundiais de petróleo do mundo e mais de 4% de gás, entre outros argumentos.

Enquanto isso, o diretor técnico e cientista do Centro Nacional de Energias Renováveis da Espanha (CENER), Fernando Sánchez Sudón, afirmou que "a colaboração entre a União Europeia e o Brasil deve ir além de biocombustíveis e se estender a outras energias, como a eólica".

Na mesma linha, o vice-presidente da Federação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Carlos Mariani Bittencourt, falou sobre o potencial da colaboração entre Europa e Brasil em biomassa e energia eólica.

No seminário no Parlamento Europeu, organizado em parceira com a Agência Brasileira de Promoção de Investimentos (ApexBrasil), também participaram o secretário-geral associação europeia de Câmaras de Comércio e Indústria, EuroChambres, Arnaldo Abruzzini, e o diretor-executivo de Assuntos de Negócios Brasil-Europa, Rui Faria da Cunha.

Ainda discursaram o embaixador da missão do Brasil perante a UE, Ricardo Neiva Tavares, e o membro do gabinete da Comissão Europeia, Massimo Baldinato. Os participantes destacaram a necessidade de seguir cooperando juntos em setores estratégicos da inovação como o energético, agroindustrial e aeroespacial.

Fontes: Terra

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mato Grosso do Sul vira exemplo em bioeletricidade

O que antes era jogado no lixo por indústrias e propriedades rurais agora vira energia em Mato Grosso do Sul. Projetos que utilizam bagaço da cana, restos de madeira e até mesmo resíduos da produção suína e bovina têm se transformado em fontes de alimentação energética, reduzindo até pela metade os custos industriais e se tornado exemplo no País.
 
O gerente de recuperação química e utilidades da Fíbria Industrial no Estado, Fernando Raasch Pereira que o diga. “A implantação do reaproveitamento dos resíduos tanto sólido como líquidos para geração de energia foi o que tornou viável a instalação da indústria aqui. Sem a matriz energética, os custos seriam muito altos”, afirma.

Segundo ele, toda a demanda térmica e elétrica da fábrica de papel e celulose em Três Lagoas é suprida pelas caldeiras de biomassa sólida e líquida, que geram energia a partir do que não é aproveitado das florestas comerciais usadas na fabricação dos produtos. Dos 120 megawatts/hora produzidos, cerca de 30 MWh sobram e são destinados ao Sistema Nacional – volume suficiente para abastecer uma cidade de 100 mil habitantes por um ano.

Fontes: Correio do Estado

Cai o uso de energia renovável no Brasil, diz IBGE

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Segundo um novo estudo do IBGE, o Brasil está usando menos energia renovável. O trabalho mostra que, em 2010, 45,5% da energia utilizada no Brasil vinha de fontes renováveis, como hidrelétricas e derivados da cana-de-açúcar. A porcentagem é menor do que nos dois anos anteriores: em 2009, 47,2% da energia usada no país vinha dessas fontes e, em 2008, o índice foi 45,9%. Esse tipo de fonte pode fornecer energia continuamente, se usado de modo sustentável.

A estatística faz parte do estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, lançado pelo IBGE nesta segunda-feira. A queda no uso dessas fontes de energia vai contra uma tendência de crescimento que vinha desde 2001, quando o índice era menor do que 40%. Entre os responsáveis por essa mudança, está uma menor participação dos derivados de cana-de-açúcar, que caíram de 18,2% para 17,8%, e da energia hidráulica, que foi de 15,2% para 14%. Ao mesmo tempo, subiu o uso do gás natural e do carvão mineral no país.

Apesar disso, o estudo traz alguns dados mais animadores. Ele mostra que, por exemplo, o país conseguiu reduzir o consumo de substâncias destruidoras da camada de ozônio. O Brasil superou, inclusive, as metas estabelecidas no Protocolo de Montreal, que foi firmado por mais de 150 países em 1987. Segundo o IBGE, o consumo desses compostos caiu de 11.099 t PDO (toneladas de Potencial de Destruição da Camada de Ozônio), em 2000, para 1.208 t PDO em 2010. Essa tendência é clara desde o final dos anos 90.

Além disso, o estudo mostra que caiu quase pela metade o número de focos de queimadas e incêndios nas florestas brasileiras entre 2010 e 2011. O número caiu de 133.133 para 61.687. A área desflorestada da Amazônia se aproxima de 20% da área da florestal original.

O estudo também avaliou a qualidade do ar nas cidades brasileiras e mostrou que houve uma melhora, apesar de ainda estar abaixo do ideal. Segundo a pesquisa, caiu o nível de partículas totais em suspensão e de partículas inaláveis na maioria das cidades. Parte desse resultado pode ser explicado pelo controle maior na emissão dos veículos. Esse valor, no entanto, ainda é mais alto do que o recomendado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente em cidades como Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória, além do Distrito Federal.

Se as cidades viram uma pequena melhora, o mesmo não se pode dizer dos rios. Eles não chegaram a ficar mais poluídos, mas continuaram igualmente sujos. Segundo o estudo, as fontes de água doce do país ainda têm muitas substâncias orgânicas e baixo índice de qualidade. Os casos mais graves são os do Tietê, em São Paulo, e do Iguaçu, em Curitiba. O estudo aponta a falta de tratamento dos esgotos como responsável pela poluição dos rios.

Por fim, a pesquisa também mostrou que o número de domicílios considerados adequados tem crescido no país. Para chegar a esse valor, os pesquisadores consideraram a densidade de moradores na casa, a coleta de lixo, o abastecimento de água e o esgotamento sanitário. De 1992 a 2009, o índice de casas adequadas foi de 36,8% para 56,8%. No Distrito Federal este valor alcançou 80,6% e em São Paulo 76,8%. Em Rondônia e Alagoas, no entanto, os percentuais foram de 11,9% e 21,1%, respectivamente.

A coleta de lixo está presente em 87,9% das casas, enquanto o abastecimento de água atinge 84,4%. A quantidade do esgotamento sanitário é mais preocupante. Em 2008 o índice de domicílios com esgoto era 73,2%, mas caiu para 72,3% em 2009.

Fontes: Veja

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Minha Casa pode ter energia gratuita

Alguns beneficiários do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) poderão em breve adquirir residências auto suficientes em energia elétrica. É que, usando fibra de coco de praia, o engenheiro mecânico cearense Fernando Alves Ximenes desenvolveu a placa PVT - fotovoltaica e térmica, que capta energia solar e a transforma em eletricidade e água quente, substituindo o chuveiro elétrico. Segundo ele, a Caixa Econômica Federal tem interesse em incluir o aparelho no programa do governo federal.

Com casa piloto em Itaitinga, Caixa Econômica estuda a possibilidade de utilizar a placa fotovoltaica e térmica no programa habitacional FOTO: DIVULGAÇÃO

"Já estamos com uma casa piloto no município de Itaitinga, para que a Caixa estude a possibilidade de utilizar a placa PVT no Minha Casa, Minha Vida. Para os beneficiários seria excelente, pois eles não teriam que pagar nada a mais e poderiam evitar os gastos com energia todo mês", afirma Ximenes.

De acordo com o engenheiro, com um eventual aval da Caixa Econômica, a previsão é de que a placa PVT chegue inicialmente a 4 mil casas no município de Itaitinga, além de outras 1,5 mil em Tocantins e mais 6 mil no estado do Maranhão.

Fernando Ximenes afirma ainda que a placa desenvolvida por ele é a prova de que é possível utilizar a energia solar para benefício de famílias de baixa renda.

"Uma vez ouvi um diretor da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) dizer que era completamente inviável colocar uma placa de energia solar em uma residência do Minha Casa, Minha Vinda, pois, segundo ele, o custo ficaria em torno de R$ 26 mil por casa. A placa PVT, porém, como é fabricada com uma matéria-prima abundante em todo o Nordeste, tem um valora baixo de R$ 3 mil, já incluindo instalação, baterias, lâmpadas e chaves", explica. "A expectativa, aliás, é baixar este preço para menos de R$ 2 mil no prazo de um ano", acrescenta.

A placa PVT tem capacidade de produzir até 120 quilowatt-hora (KW/h) por mês. De acordo com Fernando Ximenes, tal produção é mais do que o suficiente para suprir a demanda de uma família de baixa renda, que, segundo ele, consome em média 50 KW/h por mês. "Acho que em breve até alguns membros da classe média acharão viável o uso da placa", comenta o engenheiro.

Fontes: Diário do Nordeste

Energia elétrica tem 88,8% de geração de fontes renováveis

A participação de fontes renováveis de produção de eletricidade na matriz elétrica do Brasil chegou a 88,8% no ano passado, com um aumento de 2,5 pontos percentuais em relação a 2010. A média mundial é de 19,5% e, entre os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média é 18,3%.

O Balanço Energético Nacional 2012, elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), mostrou um aumento de 6,3% na produção hidrelétrica, devido a condições hidrológicas favoráveis. Por outro lado, houve redução na produção de bioeletricidade a partir da biomassa da cana-de-açúcar.

A fonte eólica totalizou geração de cerca de 2,7 mil gigawatts-hora (GWh) em 2011, número 24,2% maior na comparação com 2010. “O elevado percentual de crescimento prenuncia o que deve ocorrer de forma ainda mais expressiva nos próximos quatro anos, quando novos parques – já em construção – entrarão em operação”, aponta o estudo.

Já na matriz energética, que inclui todos os recursos de energia disponíveis no país, a participação de fontes renováveis permaneceu praticamente estável, alcançando 44,1% das fontes utilizadas no país no ano passado. Mesmo assim, ainda é maior que a média mundial, de 13,3%, de acordo com a Agência Internacional de Energia.

A oferta interna de energia, que é o total da energia demandada no país, cresceu no ano passado 1,3% em relação a 2010. O consumo final de energia (pelas pessoas e pelas empresas) cresceu 2,6%. As informações são da Agência Brasil.

Fontes: Correio

quarta-feira, 6 de junho de 2012

AES Brasil avalia energia eólica e descarta Neoenergia

A AES Brasil avalia aquisições no segmento de energia eólica para compor um portfólio de geração, além de outras oportunidades para participação em leilões de energia com essa fonte, disse o presidente do grupo, Britaldo Soares.

"A gente está olhando uma série de oportunidades que podem viabilizar a participação em leilões e também oportunidades de aquisições", afirmou ele durante o Reuters Latin American Investment Summit, nesta sexta-feira.

A AES Brasil pretende aumentar a capacidade de geração na AES Tietê em 3.000 megawatts (MW) até o final de 2015, com energia eólica e termogeração a gás, sendo que esta última será o foco de interesse para competição no leilão de energia A-5 em outubro, e para o qual cadastrou a termelétrica Termo São Paulo (550 MW), na cidade de Canas (SP).

No entanto, a Termo São Paulo, que também está cadastrada para participar do leilão A-3 deste ano, ainda depende da garantia de suprimento de gás natural para que efetivamente possa entrar no certame. A licença ambiental prévia da usina, que estava suspensa por liminar da Justiça, já foi derrubada em maio, informou o presidente da AES Brasil.

Já o projeto da termelétrica em Araraquara, de 579 MW, no qual a AES Tietê tem uma opção de compra a ser exercida, ainda não deve entrar em leilões neste ano. "Acho pouco provável", afirmou, ao mencionar que os trâmites para que a empresa exerça a opção de compra estão em andamento.

Britaldo Soares disse ainda que a empresa não está avaliando disputar a concessão de hidrelétricas que o governo pretende licitar no leilão A-5 deste ano. "O primeiro interesse nosso no A-5 é cuidar das termelétricas."

No setor de distribuição, no qual a AES Brasil atua por meio da Eletropaulo e da AES Sul, o grupo não avalia o crescimento por meio de aquisições de novos ativos que estariam à venda no momento.

Fontes: Tribuna da Bahia

Japão tem desafio de prosperar sem energia nuclear

Em maio o Japão desativou o último de seus 54 reatores nucleares. Não se sabe se algum deles será reativado em algum momento, mas uma coisa é certa: enquanto estiver sem energia nuclear, o Japão será quase totalmente dependente de combustíveis fósseis importados.

O Japão tem a terceira maior capacidade energética nuclear no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e França. Pouco antes do devastador terremoto seguido de tsunami que atingiu o país em março de 2011, a energia nuclear era a fonte de cerca de 30% da eletricidade do país. Energia hidrelétrica e outras fontes de energia renováveis representam menos de 10%. O resto vinha de combustíveis fósseis - a grande maioria de países estrangeiros, já que o Japão tem poucos recursos próprios.



A forte dependência do Japão em relação ao petróleo estrangeiro foi exposta como uma grande vulnerabilidade do país em 1973, quando países produtores de petróleo do Oriente Médio impuseram um embargo. Para ajudar a proteger a si mesmo contra problemas futuros, o país acelerou seu programa nuclear, que teve início na década de 1950.

Desde março de 2011, a geração de energia nuclear no Japão tem estado gradualmente em declínio e o país a tem substituído por combustíveis estrangeiros. O Instituto de Economia Energética do Japão estima que o país tenha gastado US$5 0 bilhões a mais na importação de combustíveis fósseis no ano fiscal de 2011 (US$ 30 bilhões para a geração de eletricidade). Isso significa que emitiu cerca de 2% mais dióxido de carbono neste período do que em 2010 - ao mesmo tempo em que produziu menos energia.Ainda assim, mais da metade da energia do país em 2010 advém de petróleo, cerca de 85% dele importado do Oriente Médio. A dependência do Japão em petróleo do Oriente Médio mudou ao longo do tempo, caindo para menos de 70% após as crises do petróleo e, em seguida, voltando a subir porque países de outras regiões, como China e México, começaram a reduzir as exportações de petróleo cru.

Caso seus reatores permaneçam inativos neste ano, prevê o Instituto de Economia Energética, o Japão vai gastar cerca de US$ 60 bilhões a mais do que em 2011 em petróleo, gás natural e carvão estrangeiros. As emissões de dióxido de carbono podem aumentar 5,5%.

Fontes: IG