quarta-feira, 25 de julho de 2012

Especialistas discutem energias renováveis

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) e a Embrapa Agroenergia (Brasília-DF) realizam o Seminário sobre Energias Renováveis. Os objetivos são expor o atual estado de uso de fontes renováveis de energia e apontar perspectivas para o desenvolvimento e incremento dessas fontes. Realizado no âmbito dos Diálogos Setoriais Brasil – União Europeia sobre Energias Renováveis, o evento ocorrerá nesta quarta-feira (25/07), em Brasília, das 9h às 18h, no auditório da Embrapa Estudos e Capacitação.

O secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Carlos Klink, afirma que o fomento às fontes renováveis de energia é uma das principais estratégias para o combate às mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que contribui para o desenvolvimento econômico e social do País em bases ambientalmente sustentáveis.

De acordo com Klink, o Brasil estabeleceu compromisso voluntário de redução das emissões de gases de efeito estufa e o setor de energia deverá participar desse esforço nacional, por meio do fomento às fontes renováveis de energia e do incremento da eficiência energética.

A busca por energias alternativas se tornou estratégica e de fundamental importância para os países, na opinião do chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Agroenergia, José Manuel Cabral. “Há uma crescente demanda por energia e, para garantir suprimento a toda a população mundial, é preciso aumentar consideravelmente o volume disponível”, destaca.

Dependência
Existe uma dependência energética em petróleo e em gás que demanda pesquisa. Por conta do esgotamento dessas fontes, o mundo passou a se organizar na busca por alternativas em energia renovável para compor a matriz energética de cada país. “O Brasil está em vantagem, pois cerca de 46% da matriz de energia primária é renovável, com sua base em energia hidráulica e energia de biomassa, com a lenha, o carvão vegetal e os produtos da cana-de-açúcar”, ressalta Cabral.

Quanto à matriz de energia elétrica, a participação de fontes renováveis ultrapassa os 90%, fortemente baseada em hidreletricidade. “A fonte eólica começa a aparecer na matriz, representando atualmente cerca de 0,5% da matriz elétrica”, afirma a diretora de Licenciamento e Avaliação Ambiente do MMA, Ana Dolabella.

No seminário, também será abordada a energia solar. No painel de abertura, será apresentado um balanço geral dessa energia utilizada no Brasil e na União Europeia.

Pela manhã, no painel de energia solar no Brasil, serão abordadas as estratégias adotadas pelo Brasil para fomento a essa fonte, as potencialidades para a energia solar fotovoltaica e os sistemas de aquecimento solar de água no País. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há vários projetos, em curso ou em operação, para o aproveitamento da energia solar no Brasil, em espacial por meio de sistemas fotovoltaicos de geração de eletricidade, com o objetivo de atender comunidades isoladas da rede de energia elétrica e o desenvolvimento regional.

Os sistemas de aquecimento solar de água possuem papel estratégico para a eficiência do sistema elétrico. Segundo a diretora do Departamento de Licenciamento e Avaliação Ambiental da SMCQ, Ana Lucia Dolabella, eles contribuem para a diminuição da demanda por energia nos chamados horários de pico e, com consequência, reduzem a necessidade de novos investimentos em infraestrutura para geração de energia elétrica.

A energia eólica será discutida no painel inicial da parte da tarde. O objetivo é discutir, entre outras coisas, como as turbinas eólicas transferem a carga de vento sobre uma força motriz, que é utilizado para mover geradores. Atualmente, o Brasil tem 1.123 MW de capacidade instalada de energia eólica em 57 parques eólicos, distribuídos por nove estados do País.

A última sessão do seminário tratará das fontes de energia a partir da biomassa. O Brasil é um dos poucos países com capacidade de ampliar suas alternativas energéticas, por seu vasto território e recursos naturais. “A biomassa tem uma participação importante no Balanço Energético Nacional do Brasil”, ressalta José Manuel Cabral.

Um dos focos será o etanol da cana-de-açúcar, que tem colocado o País em destaque no cenário mundial. O biodiesel também apresenta importância no nível nacional, mas ainda são necessários mais estudos e pesquisas para colocar esse conhecimento em prática. Durante a sessão, serão realizadas palestras sobre a produção de biocombustível no Brasil, a análise do ciclo de vida da produção de etanol a partir da cana-de-açúcar e o potencial de geração de energia e insumos energéticos a partir de resíduos.

Fontes: CenárioMT

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