quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Arquiteto cria 'bola de vidro' gigante que capta 35% mais energia solar

Um arquiteto alemão criou um gerador de energia solar que usa uma grande lente esférica de vidro para ampliar a captação da luz. A eficiência na absorção de energia cresce 35% com relação às placas de energia solar tradicionais, segundo o site "Designboom".

Segundo ele afirma ao "Designboom", o equipamento é à prova d'água, o que permitiria ser usado mesmo na chuva, e pode ser adaptado para instalação em superfícies inclinadas, muros e grandes janelas, além de ocupar pouco espaço.Morando em Barcelona, na Espanha, André Broessel é um arquiteto que cria projetos ecologicamente corretos e de design para beneficiar a sociedade.

Os protótipos estão em fase de testes e alguns não foram patenteados, segundo o site de Broessel. Há modelos que usam apenas uma ou até 12 lentes de vidro, e outros que são preenchidos por água.
Lente esférica gigante criada por arquiteto melhora a absorção de energia solar (Foto: Reprodução/"Designboom")

Fontes: Portal G1

Projeto sobre consumo eficiente de energia será compartilhado com universidades para o seu desenvolvimento

O projeto Cidade Inteligente Búzios, listados no relatório global Infraestrutura 100: Cidades Mundiais, e apresentado pela empresa de consultoria internacional KPMG na Cúpula das Cidades do Mundo, em Cingapura, em julho deste ano, quer compartilhar com o setor acadêmico o conhecimento adquirido por meio das novas tecnologias. Essas tecnologias já estão sendo implementadas entre os 10.363 consumidores das classes residencial, comercial e industrial de Armação de Búzios, cidade da Região dos Lagos, visando a tornar o consumo de energia mais eficiente. O compartilhamento do conhecimento é considerado essencial para que os resultados do projeto possam beneficiar a sociedade como um todo.

 Para isso, três universidades fluminenses - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foram as primeiras do estado a firmar convênios de cooperação com a Endesa Brasil, holding do setor elétrico brasileiro, para o projeto Cidade Inteligente Búzios. O gerente de Inovação da Ampla, controlada pela Endesa, Vitor Santos, disse hoje (27) à Agência Brasil que os convênios têm o objetivo de ''compartilhar o conhecimento e os resultados gerados pelo projeto, que está tratando da fronteira tecnológica, que são as redes inteligentes e, consequentemente, as cidades inteligentes''. Segundo Santos, para que esse conhecimento tenha resultado efetivo para toda a sociedade, ele precisa ser compartilhado. ''Não adianta ficar só na empresa''. Nesse aspecto, ressaltou que a comunidade acadêmica é fundamental. 

O projeto prevê o desenvolvimento de um novo modelo para o gerenciamento de energia no Brasil, tornando Armação de Búzios referência em consumo de energia para a América do Sul. Os investimentos somam R$ 40 milhões, dos quais em torno de R$ 18 milhões são oriundos do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Vitor Santos informou que outro ponto importante dos convênios é conseguir incluir na grade curricular das universidades disciplinas relativas às redes inteligentes. A intenção é formar novos profissionais para esse mercado futuro. Os convênios preveem também a realização de dois concursos, em 2013 e 2014, para eleger os melhores trabalhos técnicos e científicos sobre o tema,de alunos e seus orientadores. 

A primeira premiação está programada para dezembro do próximo ano. Sete universidades (Universidade Federal Fluminense-UFF, Universidade Católica de Petrópolis - UCP; Universidade Veiga de Almeida-UVA; Instituto Militar de Engenharia-IME; Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca-CEFET-RJ; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro-UFRRJ; e a Fundação Getúlio Vargas-FGV) mostraram-se interessadas em assinar os convênios. ''A expectativa é que nós tenhamos, até o final de setembro, no máximo, dez universidades conveniadas'', disse o gerente de Inovação da Ampla. 

Os estudantes e professores terão acesso aos relatórios e informações sobre o Cidade Inteligente Búzios. Eles farão visitas técnicas ao Centro de Monitoramento e Pesquisa da Ampla, que acompanha as tecnologias novas que estão sendo implementadas, bem como às instalações do projeto. Vitor Santos espera que os convênios sirvam para firmar o conhecimento sobre as redes inteligentes e possam contribuir para solucionar desafios técnicos do projeto. Admitiu, ainda, que os autores dos melhores trabalhos, nos níveis de graduação e pós-graduação das universidades, têm chances de serem contratados pelas empresas do setor de energia nacional. ''A empresa, como qualquer outra no Brasil, busca talentos'', disse. 

Acrescentou que o vencedor de um concurso desse porte ''já é um talento que desponta no radar não só da Ampla e da Endesa, mas de qualquer empresa do Rio de Janeiro ou do Brasil''. A Ampla distribui energia elétrica para 66 municípios do Rio de Janeiro, abrangendo 73% do estado.

Fontes: Terra

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Renova Energia inaugura o maior complexo eólico do Brasil

A Renova Energia, que entra para o RankBrasil, inaugurou em 09 de julho de 2012 o maior completo eólico do país, considerado também o maior da América Latina.

Com investimento de R$ 1,2 bilhão, o empreendimento chamado Alto Sertão I vai gerar 294MW de energia, o que representa um aumento de 29,4% na matriz eólica do Brasil, antes na ordem de 1GW.

O complexo está localizado no sudoeste da Bahia, nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã. A energia produzida no local é suficiente para garantir o consumo de uma cidade com 540 mil residências ou aproximadamente 2,16 milhões de habitantes, considerando quatro pessoas por residência.

São 14 parques e 184 aerogeradores. Cada torre possui 126 metros, mais o comprimento da pá (parte que roda com o vento), o que equivale a um prédio de 32 andares. Foram 17 meses de construção, com 68km de vias de acesso pavimentadas, envolvendo mais de 1,3 mil empregados, entre próprios e terceirizados.

A energia eólica é gerada pelo vento e considerada uma importante fonte por não poluir o meio ambiente. Grandes turbinas (aerogeradores), em formato de cata-vento, são colocadas em locais abertos. Através de um gerador, o movimento destas turbinas produz a energia.

A participação da energia eólica na matriz brasileira é de 0,8%, com 59 parques espalhados pelo país. Do total, 30% do potencial de geração deste tipo de energia renovável no Brasil está no Nordeste. Até 2020, a previsão é aumentar a produção para 7% na participação nacional.

Fundada em 2001, a Renova Energia é uma companhia brasileira de geração de energia elétrica renovável, com atuação em matrizes eólica, pequenas centrais hidrelétricas e solar. Além de conquistar o recorde de maior complexo eólico, também é a primeira empresa dedicada à geração de energia renovável do país, que está listada na BM&FBovespa, negociando ações no mercado de capitais.

Fontes: RankBrasil

Energia para uma economia verde

Passam-se décadas, e o desenvolvimento sustentável continua sendo um dos assuntos mais comentados em conferências, pelos meios de comunicação, pelo sempresários, pelo mundo. Após anos de tímidas discussões, agora o tema tem se tornado recorrente entre autoridades e organizações. Nos últimos anos, amadurecemos vários conceitos, aprofundamos estudos, tecnologias e aprendemos várias lições. A maior delas é que, se realmente queremos ter uma economia verde, a discussão social não pode ser separada da ambiental. O desenvolvimento econômico, somente para acúmulo de riquezas, se tornou totalmente anacrônico. A sustentabilidade agora é uma meta que deve ser buscada por todos, tanto organizações privadas quanto públicas.

A energia terá um grande papel no cenário, já que uma simples análise na distribuição energética mundial mostra o tamanho dos nossos desafios. Atualmente, mais de 1,3 bilhão de pessoas ao redor do globo vivem sem acesso à energia, o que atrasa seu acesso às condições mais básicas. Só no Brasil, 2% dos domicílios vivem sem eletricidade, em áreas rurais ou remotas. É um panorama desafiador, mas para enfrentar essa situação é preciso levar em conta que ainda usamos muitas formas de energia poluente e não podemos simplesmente aumentar a oferta, desconsiderando o dano que isso causará.

A declaração das Nações Unidas de 2012 como Ano Internacional da Energia Sustentável para Todos demonstra bem como tudo está conectado e que o acesso à eletricidade faz parte dos esforços para erradicação da pobreza. Por isso, a expectativa é que até 2030 haja uma massificação dos investimentos em fontes sustentáveis, universalização do serviço e melhorias em eficiência energética ao custo de US$ 48 bilhões ao ano.

No Brasil, a sociedade e o governo entenderam o recado, e a sustentabilidade ganhou enfoque específico da erradicação da pobreza, estimulando a preservação do meio ambiente, o acesso à energia, educação, saúde e cidadania. A ideia é desenvolver soluções que incluam e beneficiem a todos, sem desprezar o meio ambiente nem a economia. É um cenário desafiador, já que o país é o décimo maior consumidor de energia elétrica do mundo, e a demanda continuará a crescer, impondo a expansão à rede para atender a população e indústrias. Estes desafios mostram que precisamos de um amplo compromisso para o desenvolvimento sustentável. As nossas próximas iniciativas devem englobar ações sociais, econômicas e ambientais, considerando as necessidades energéticas como fator essencial ao desempenho das demais. O objetivo tem que girar em torno de uma renovação do compromisso mundial com o desenvolvimento sustentável, por meio da análise do que fizemos até agora, os erros e acertos, e os novos temas que surgiram recentemente.

2012 tem sido uma ótima oportunidade para enfrentarmos a realidade e seus desafios, compreendendo como podemos utilizar a energia e os recursos do planeta de maneira mais responsável. Não existe alternativa, nem mais tempo para postergar. Ou resolvemos agora ou legaremos um futuro de incerteza para as próximas gerações.

Fontes: Jornal do Brasil

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Energia paga no Brasil é a quarta mais cara do Planeta

O alto preço na geração, transmissão e distribuição somados aos tributos e encargos que recaem sobre essa conta tem colocado o valor final do megawatt (MW) da energia brasileiro como um dos mais caros do mundo - tanto para o consumidor residencial como para o industrial.


Conforme estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), lançado em 2011, a indústria brasileira, por exemplo, paga a quarta conta de energia mais elevada do planeta, o que afeta a sua competitividade e vem contribuindo para esquentar o debate sobre a renovação das concessões do setor elétrico que começam a vencer em 2015, na tentativa de baratear o custo da energia no País.

Segundo a Firjan, a tarifa de consumo industrial, de R$ 329 por MWh na média nacional, fica atrás apenas de Itália, Turquia e República Tcheca. A tarifa média dos 27 países que participaram do levantamento foi calculada em R$ 215,50 por MWh. O preço brasileiro, portanto, é 53% superior à média mundial.

Considerando a média dos Brics - R$ 140,70 o MWh -, a tarifa brasileira é 134% maior. A indústria nacional também arca com 131% a mais do que a média de seus principais parceiros comerciais, no caso Estados Unidos, Argentina, China e Alemanha, de R$ 142,20 o MWh.

O trabalho reforça, assim, o alto peso de encargos e impostos sobre o custo total. Eles representam 48,6% da tarifa, já acima do apresentado no levantamento anterior da consultoria Price Waterhouse e Coopers com Instituto Acende Brasil (cerca de 46%).

Mas os custos de geração, transmissão e distribuição (GTD) também têm forte influência no total.

Segundo o estudo da Firjan, no Brasil, ele chega a R$ 165,50 por MWh, supera a tarifa de competidores como China e Argentina, apesar da vantagem hidrelétrica apresentada pelo País.

O documento elaborado pela entidade analisa também as diferenças entre os Estados do Brasil, chegando à conclusão de que nenhum deles é competitivo em nível mundial. Para isso, foram levantadas as tarifas nas 64 distribuidoras nas 27 unidades da Federação.

Na análise das causas desta baixa competitividade, a primeira é que apenas o custo da primeira parte da tarifa, que compreende geração, transmissão e distribuição, já supera os preços finais da energia nos três principais parceiros comerciais brasileiros, no caso a China, os Estados Unidos e a Argentina. (ADJ)

Nos próximos dias, é esperado que o governo anuncie a redução das tarifas de energia praticadas no País, por meio da eliminação de encargos federais. Neste ano, o debate ganhou corpo ante o desempenho da economia brasileira frente à crise econômica internacional e seus impactos no mercado doméstico, sobretudo no que tange à indústria, que vem perdendo competitividade local e internacionalmente.

Tanto que uma série de medidas já foram adotadas para desonerar e dar mais fôlego ao setor. E a redução do preço da eletricidade, importante insumo para a categoria, parece ser o próximo alvo. Nesse sentido, a União chegou a sinalizar para um corte de 10% nas tarifas, o que, na avaliação das Federações da Indústrias dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, Firjan e Fiesp, respectivamente, não será suficiente para recuperar a competitividade do setor.

Segundo chegou a afirmar o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, a redução da tarifa deveria ser de no mínimo, 30%. "Esse é o desconto ideal para recuperar a competitividade da nossa energia", defendeu o líder classista.

Mais ousada, a Firjan, por meio de estudo divulgado recentemente, destaca que a indústria brasileira só será competitiva em nível global se a tarifa de energia elétrica para o setor for reduzida em pelo menos 35%.

Um dos segmentos mais representativos para a indústria de transformação cearense, a indústria têxtil consome em torno de 40% da energia distribuída para o setor no Ceará e por conta disso, é uma das mais interessadas no encaminhamento de uma solução. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral no Estado (Sinditêxtil), Germano Maia, para a produção de fios de algodão, o maior custo, depois do próprio algodão, é o da energia. "Importante ressaltar que o Ceará é o maior produtor de fios de algodão do País", frisa.

Dessa forma, afirma, "a indústria cearense perceberia, com certeza, um impacto significativo, caso haja a decisão de se reduzir a tarifa de energia. "Agora, é necessário que se faça uma mudança mais firme, evitando tratar o custo sistêmico no Brasil, com soluções pontuais e em pequenas proporções, para que seja possível gerar mais competitividade", avalia Maia. (ADJ)

Diante da discussão sobre como as tarifas de energia elétrica poderiam sofrer algum tipo de redução, fica a pergunta: onde há espaço para cortes? As apostas vão desde a eliminação de determinados encargos incidentes sobre o setor, à realização de novos leilões para as concessões do serviço de energia elétrica, que vencem a partir de 2015.

Na avaliação de Erildo Pontes, presidente do Conselho de Consumidores da Companhia Energética do Ceará (Coelce), a eliminação do que é cobrado por encargos como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que custeiam, respectivamente, o abastecimento de sistemas isolados e o programa Luz para Todos, já seria um passo. "Com a quase a totalidade da universalização da energia elétrica no País, ainda mais aqui no Ceará, e a interligação de muitas áreas isoladas ao Sistema Elétrico Nacional, já não existe mais motivo para a CCC e a CDE existirem", afirma.

Conforme disse, não se justifica um país como o Brasil, com uma base energética superior a 80% de fonte hidráulica e um sistema de administração das distribuidoras eficiente como se conquistou com os três ciclos de revisão tarifária conduzidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e ainda se ter uma energia tão cara.

Outra possibilidade, destaca Pontes, seria uma diminuição da alíquota do imposto estadual, o ICMS , sobre a conta de luz. "No Ceará, a alíquota era de 25%, mas com a criação do Fundo de Combate a Pobreza (Fecop), mais dois pontos percentuais foram adicionados, resultando em uma alíquota de 27%. Mas, na verdade, o impacto se transforma em 36,9%, pois é calculado por dentro da conta, não ficando visível para o consumidor", diz.

Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), acredita que uma das formas de elevar o abatimento seria por meio da realização de novos leilões para as concessões do serviço de energia, que vencem a partir de 2015. Para a Fiesp, a renovação das concessões poderia resultar em redução de 20% no preço, graças às renegociações dos custos de geração, transmissão e distribuição.

Fontes: Diário do Nordeste

Empresas fazem campanha para evitar mortes em redes elétricas

O número de mortes causadas por acidentes em redes elétricas teve queda de 3,7% ao ano, nos últimos dez anos. Em 2001, foram 381 pessoas mortas por eletrocutamento. Em 2011, o número caiu para 315. Caso fosse mantida a projeção do início da década, seriam 427 casos - 112 a mais.

Os dados são da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), que promove a 7ª Semana Nacional da Segurança da População com Energia Elétrica. De acordo com a associação, as principais causas dos acidentes com energia elétrica estão relacionadas a áreas de construção e manutenção (82 mortes), ligações clandestinas (60) e cabos energizados ligados ao solo (29). O Estado que registrou o maior número de mortes no ano passado foi Minas Gerais (13), seguido por São Paulo (11).

Para o presidente da Abradee, Nelson Fonseca Leite, o maior desafio é a regularização de ligações e a adequação das linhas de transmissão aos padrões, para aumentar a segurança e reduzir as perdas comerciais. A associação decidiu realizar uma campanha destinada a conscientizar a população sobre o uso de máquinas agrícolas, manuseio de antenas de televisão, utilização na construção civil, em relação a ligações clandestinas e com pipas. Foi lançada cartilha explicativa que será entregue em escolas, canteiros de obras e associações comunitárias.

Segundo o chefe da unidade de queimados do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Mário Frattini, as vítimas de eletrocutamento correspondem a 10% do total dos casos de internação por queimaduras. São cerca de 25 pessoas entre 250 pacientes por ano. Geralmente, as lesões que atendemos são em pessoas despreparadas, que fazem serviços terceirizados e não têm treinamento'', disse.

O médico explica que ''essas queimaduras são as mais graves, podem levar à amputação e muitas vezes ocorrerem ao mesmo tempo com politraumatismos, devido a quedas. A corrente elétrica se propaga pelos tecidos, músculos, vasos e nervos e causa queimaduras mais profundas, em órgãos internos, devido à alta temperatura''.

O representante da Companhia Energética de Brasília (CEB), Reinaldo Lima Rosa, informou que, em 2012, foram registrados quatro mortes relacionadas à rede elétrica - duas na construção, uma com antenas e outra resultante de ligação clandestina. Em 2011, foram cinco mortes. ''A educação é o melhor meio de se melhorar esses índices de acidentes'', disse Rosa.

O médico Mário Frattini alertou para a necessidade de a vítima receber o correto atendimento após um acidente com rede elétrica. Segundo ele, não se deve prestar socorro sem seguir normas de segurança, daí a necessidade de chamar o Corpo de Bombeiros e a distribuidora de energia.

No caso de acidentes domésticos, deve-se desligar a chave-geral de energia ou afastar a vítima do local por meio de objetos isolantes, como madeira, couro ou borracha. Não se deve usar nenhum tipo de produto sobre a lesão, mas proteger o local com um pano limpo e seguir para o hospital. Caso haja fogo no corpo, o médico orienta que as chamas sejam apagadas com água.

Fontes: Terra

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Energia com novos sistemas

O diretor provincial da Empresa Nacional de Electricidade (ENE), Luís Marques, afirmou que o projecto foi iniciado em Abril de 2010 e concluído em Dezembro do ano passado, incluiu a colocação de 36 novos postos de transformação com uma capacidade de 630 KVA, contra 16 antigos de apenas 15 KVA que funcionavam há cerca de 55 anos.
Luís Marques revelou que o projeto custou aos cofres do Executivo cerca de 33 milhões de dólares e está a permitir maior fiabilidade no processo de transporte e distribuição de energia eléctrica às populações locais, assim como às áreas econômicas, a instituições públicas e privadas.
O diretor provincial da ENE acrescentou que os trabalhos compreenderam ainda a colocação de 400 novos postos metálicos de iluminação pública e 1.700 outros de madeira, numa extensão de 38 quilómetros da rede de média tensão.
A secção de linhas de transporte do sistema antigo, explicou Luís Marques, já não conseguia suportar o escoamento da energia eléctrica, a julgar pela antiguidade dos seus postos de transformação e degradação das próprias ligações domiciliárias em quase 50 por cento.
Por isso, declarou, os trabalhos de reabilitação da rede de média tensão estão a contribuir bastante na recuperação de 30 por cento das percas de energia eléctrica provocadas não só pelo antigo sistema, mas também pelas ligações anárquicas feitas pelos consumidores.
“Esses trabalhos melhoraram substancialmente a qualidade de distribuição de energia eléctrica aos nossos consumidores, porque a antiga rede de transporte provocava muitas percas, causando grandes transtornos“, assegurou. Luís Marques realçou que no passado, a nível da cidade do Dundo, mais de 95 por cento dos seus habitantes não consumia luz eléctrica, que era fornecida essencialmente ao casco urbano da cidade.
A intervenção na rede de baixa e média tensão e do sistema eléctrico da cidade, segundo Luís Marques, possibilitou efetuar já 3.799 ligações domiciliárias, das 25.000 que estão previstas até a conclusão da segunda fase do projeto”.

O diretor provincial da ENE explicou também que previa-se, no âmbito do projecto, a instalação, numa primeira fase, de 5.000 contadores convencionais, processo interrompido devido à reestruturação da empresa (ENE), tendo em vista um conjunto de inovações tecnológicas que estão a ser adaptados para o controlo da distribuição de energia eléctrica aos consumidores a nível do país. Luís Marques esclareceu que a empresa entendeu que para o maior controlo dos níveis de consumo de energia eléctrica, deve-se optar pelos contadores do sistema pré-pago, no sentido de evitar a fuga daqueles que não efetuam pagamentos ou abertura de contratos junto da ENE. 
“O Executivo está a envidar grandes esforços que visam colocar à disposição de todos energia eléctrica, mas é necessário que a população comparticipe em termos de pagamentos para permitir a manutenção dos equipamentos”, disse.
De acordo com o responsável, a aplicação de contadores pré-pago vai contribuir bastante para a abertura de contratos por parte dos consumidores, ajudando deste modo a empresa a racionalizar o fornecimento de energia, devido ao défice de produção que ainda se regista a partir da central hidroelétrica do Luachimo. Luís Marques admitiu que em termos de produção de energia eléctrica, a cidade do Dundo debate-se por enquanto com sérios problemas, mas acredita que com o projeto de reabilitação da central hidroeléctrica do Luachimo, cujo processo aguarda pela abertura do concurso público, a situação vai melhorar.
O diretor provincial da Empresa Nacional de Electricidade sublinhou que além do projecto de reabilitação da barragem hidroelétrica do Luachimo, arrancaram este ano as obras de construção de uma nova central térmica da cidade do Dundo, que vai permitir melhorar a qualidade no fornecimento de energia às populações. 
A empreitada, disse, foi adjudicada à empresa “Winergy”, especializada em projectos energéticos sustentáveis, que já trabalha na preparação do terreno onde vai ser instalada a central térmica.
Segundo Luís Marques, a central térmica está concebida para 30 Megawatts de energia que vai beneficiar a nova centralidade do Dundo, cujas obras encontram-se em fase de conclusão para a entrega dos primeiros apartamentos. Luís Marques esclareceu também que enquanto decorre o processo de lançamento oficial de concurso público que visa a reabilitação e aumento da capacidade de produção da hídrica do Luachimo, metade da energia da nova central térmica vai abastecer a cidade antiga do Dundo, uma vez que a intenção passa por interligar os sistemas. Sem avançar os prazos para a entrega da obra, Luís Marques avisou que quaisquer constrangimentos que possam surgir em relação aos níveis de execução do projeto têm a ver com o mau estado das vias de acesso, porque os materiais que vão assegurar a central térmica são bastante pesados e devem ser tomadas precauções em termos de transportação.
“São máquinas muito pesadas que, para a sua transportação, exigem que as vias de comunicação estejam em perfeitas condições para poder mover os equipamentos até aqui, onde está a ser erguida a central térmica”, salientou, afirmando que o projeto tem benefícios adicionais porque vai contemplar novas ligações domiciliárias.
O diretor da ENE assegurou tratar-se de um projecto ambicioso para o sector energético da cidade do Dundo, tendo em conta que vai diminuir o risco da incerteza no capítulo dos investimentos necessários, face a recuperação industrial da região. Luís Marques considerou que o receio de muitos operadores econômicos interessados em poderem promover as suas actividades comerciais, tendentes a aliar-se aos esforços do executivo na redução da fome e da pobreza, consiste ainda na fraca qualidade de produção de energia eléctrica.

Luís Marques disse que, em termos de necessidades com vista a responder à demanda em termos de fornecimento de energia eléctrica, as populações da cidade do Dundo e demais potenciais consumidores precisam nesta fase de uma produção de 60 Megawatts de energia.
Anunciou que neste momento a ENE está a fazer estudos que visam determinar os índices de desenvolvimento social e econômico da cidade do Dundo, dos municípios do Cambulo, Lucapa e vila do Calonda, onde a empresa prevê instalar-se no sentido de estabelecer a quantidade de energia necessária para aquelas localidades.
“Temos sido muitas vezes ultrapassados pelo surgimento de novos serviços, causando transtornos na projeção do sistema eléctrico dessas áreas. Por isso precisamos que haja uma integração de sectores para estabelecermos aquilo que vão ser as necessidades”, destacou o diretor provincial da ENE.

Fontes: Jornal de Angola

Energia eólica: Queiroz Galvão vai investir R$ 3 bi no setor

A Queiroz Galvão Energias Renováveis vai investir R$ 3 bilhões até 2016 em complexos de geração eólica no Nordeste. O primeiro parque eólico, com capacidade de 122 MW, deve entrar em operação no fim deste ano no Ceará.

A nova empresa do grupo já nasce com contratos futuros de fornecimento de 800 MW de energia eólica, afirma o presidente da companhia, Max Xavier Lins. Estimativas de especialistas indicam que, em quatro anos, o setor eólico deve ampliar sua participação na matriz energética brasileira de 1,3% para 5,3%.

O salto na participação da matriz energética espelha a capacidade estimada da geração eólica no País. Em 2008, a capacidade de geração desse tipo de energia era de 340 MW. Agora se estima que, com a entrada em operação de novos parques, o País deve estar produzindo em 2014 acima de 7 mil MW.

Fontes: Terra

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Importação de energia elétrica aumentou 150% no primeiro semestre

As importações de energia elétrica no primeiro semestre do ano aumentaram mais de 150 por cento em relação a igual período do ano passado, revela o relatório de Acompanhamento e Avaliação dos Impactos da Seca agora divulgado.

A produção de energia elétrica caiu 17,4 por cento, de acordo com o documento agora divulgado, que compara a produção nos primeiros seis meses de 2012 com período homólogo do ano anterior.

A produção que registou maior redução foi a hídrica, ao passar de 8.067 GWh em 2011 para 2.889 GWh, tendo as restantes aumentado a sua produção.

A produção de energia térmica passou de 12.542 GWh para 12.803 GWh nos primeiros seis meses deste ano (um aumento de 2,1 por cento). A produção eólica aumentou 11,5 por cento (passou de 4.436 GWh para 4.944 GWh) e a fotovoltaica aumentou 33,1 por cento (passando de 121 GWh para 161 GWh).

"No final do primeiro semestre de 2012 a produção de energia hídrica foi 64 por cento inferior ao período homólogo do ano anterior, implicando um aumento de 152 por cento de importação de energia elétrica", lê-se no documento do Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (MAMAOT).

Os relatores defendem que a seca, que atingiu o país nos primeiros meses do ano, deveria ter "conduzido, teoricamente, a uma subida da energia térmica, mas tal não se verificou": "Apenas foi produzida mais 2 por cento do que no 1º semestre de 2011, verificando-se que a opção foi a importação de energia".

Resultado: as exportações baixaram mais de 90 por cento, passando de 1.170 GWh para 110 GWh e as importações dispararam, passando de 1.863 GWh para 4.695 GWh (mais 152 por cento). O défice importador passou assim de 693 GWh para 4.585 GWh.

A energia disponível para consumo baixou 3,3 por cento (era de 25.624 no ano passado e este ano situou-se nos 24.770 GWh).

O documento agora divulgado pelo MAMAOT refere ainda que o nível de armazenamento das albufeiras do sistema eletroprodutor nacional foi, em junho de 2012, de 53 por cento. Um valor semelhante ao registado em maio (54 por cento), mas nove pontos percentuais abaixo do registado em junho de 2011 (62 por cento).

Só em junho, registou-se uma diminuição da produção hídrica de 36 por cento em relação ao mês anterior.

Fontes: RTP | Notícias

Aumento na demanda de energia prejudica equilíbrio de matriz energética

Apesar de ter conquistado uma matriz energética equilibrada entre fontes de energia renováveis e tradicionais, o governo brasileiro tem se empenhado para manter essa relação diante de um cenário projetado pelo aumento do consumo de energia. Além de garantir a manutenção de sistemas, como o de produção de energia eólica e solar, os pesquisadores buscam novas fontes que poderiam complementar essa oferta para atender a crescente demanda do setor.

A principal motivação do governo para manter esse equilíbrio de fontes na matriz energética é o cumprimento da meta de redução das emissões de gases de efeito estufa. Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas realizada em Copenhague no ano passado, a COP15, o Brasil se comprometeu a reduzir essas emissões entre 36,1% a 38,9% até 2020, em relação ao que emitia em 1990. Entre os setores estratégicos da economia, a energia está sob a mira dos órgãos que se debruçam sobre o problema.

- O setor energético representa a segunda maior preocupação do governo no quesito das emissões de gases de efeito estufa, perdendo apenas para o desmatamento e agropecuária [apontados como os vilões responsáveis por 70% das emissões] – explicou Ana Lúcia Doladela , diretora da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O setor energético, desde a produção até o consumo, responde por cerca de 23% dessas emissões. “Uma das formas de reduzir esse impacto é renovar nossa matriz e aumentar nossa eficiência energética”, acrescentou.

Uma das estratégias adotadas pelo Brasil é a aproximação com especialistas europeus. O interesse nas experiências do Velho Continente explica-se pelos esforços e investimentos em pesquisa e produção de fontes alternativas de energia. Ana Lúcia Doladela disse que os técnicos brasileiros têm absorvido conhecimentos e tecnologias européias e acredita que essa relação pode resultar em parcerias estratégicas para o desenvolvimento do setor, ainda em crescimento no Brasil.

- A energia eólica foi estabelecida de forma competitiva. Mas a fotovoltaica ainda é cara e precisa de incentivos para se estabelecer. O ministério têm acompanhado as pesquisas e o governo vem adotando medidas como o estímulo ao uso da fonte solar térmica para aquecimento de água – disse. A diretora do MMA ainda acrescentou que o país também precisa amadurecer tecnologicamente nas pesquisas sobre energia a partir dos oceanos. “Temos três fontes que são as ondas, mares e correntes marítimas. Ainda precisamos muito investimento em tecnologia”, explicou.

Em relação às fontes renováveis a partir da biomassa, como o etanol e o biodiesel, o Brasil assumiu uma posição de liderança no cenário internacional. Como a tendência é de aumento do consumo de energia no país, pesquisadores brasileiros buscam novas fontes que poderiam complementar essa matriz.

Em Concórdia, Santa Catarina, experimentos com o biogás produzido a partir de resíduos de suínos mostraram, segundo técnicos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o potencial do produto tanto para a geração de energia demandada pelas propriedades rurais quanto como fator de agregação de valor à cadeia produtiva.

- Os dados já mostram que o biogás pode se tornar um dos três grandes combustíveis do Brasil. O importante é termos mais fontes, promover o setor e o uso dos resíduos das cadeias produtivas, o que poderia agregar valor a essas produções e atender a demanda crescente por energia no país – disse Manoel Teixeira Souza Júnior, chefe-geral da Embrapa Agroenergia.

Fontes: PortoGente