quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Faber-Castell é a empresa que mais utiliza energia elétrica de fontes alternativas renováveis no Brasil

Referência em responsabilidade socioambiental, a Faber-Castell acaba de ser reconhecida mais uma vez por suas ações na área de sustentabilidade, um dos pilares da essência da marca. A empresa ficou em primeiro lugar no Índice Corporativo de Energia Renovável (CREX, da sigla em inglês), ranking que aponta as companhias que mais utilizam energia elétrica de fontes alternativas renováveis no Brasil, junto com uma indústria do setor automobilístico.

Elaborado pela Bloomberg New Energy Finance (Bnef), empresa de pesquisa sediada na Inglaterra que edita em outros países o Corporate Renewable Energy Index, o ranking brasileiro é inédito e tem como base um levantamento realizado com as 200 maiores empresas do País em valor de mercado, considerando o consumo total de energia elétrica das companhias e o volume gerado por meio de fontes alternativas renováveis, que incluem pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), solar, eólica, biomassa, como cana-de-açúcar e madeira de reflorestamento.

A Faber-Castell se destacou entre as 19 empresas brasileiras que figuram no ranking por ter utilizado fontes renováveis alternativas em 100% da energia consumida em 2011. O resultado é reflexo de anos de trabalho realizado pela Faber-Castell para o desenvolvimento sustentável, que inclui um amplo projeto de reflorestamento e de preservação de reservas nativas mantido no município de Prata, em Minas Gerais, desde 1980. Ali, a Faber-Castell mantém cerca de 10 mil hectares divididos em 10 parques florestais, sendo 2,6 mil de área de preservação permanente e 6,7 mil de áreas plantadas com pinus caribaea, matéria-prima para a produção dos seus EcoLápis, certificados pelo FSC e pelo projeto de Ecoeficiência em que todos os subprodutos resultantes do processo de fabricação do lápis são aproveitados, evitando o desperdício de matéria-prima e a geração de resíduos.

Hoje, do total de 1,9 bilhão de EcoLápis produzidos por ano no País, 98% são de madeira certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council), principal órgão internacional na área de manejo florestal sustentável. Os 2% restantes também são provenientes de madeira de reflorestamento.

Perfil da Faber-Castell - A Faber-Castell é líder mundial na produção de EcoLápis de madeira plantada, cuja história se confunde com a própria criação do lápis. Fundada em 1761 na Alemanha, hoje a empresa possui fábricas e escritórios em mais de 100 países. No Brasil está presente desde 1930, onde três fábricas (São Carlos-SP, Prata-MG e Manaus-AM) e 9.600 hectares de floresta cultivada (também em Prata-MG) são as responsáveis pela produção de 1,9 bilhão de EcoLápis por ano. Com mais de 69 mil postos de venda no Brasil, exporta também para cerca de 70 países. Seu portfolio inclui: EcoLápis de cor e de grafite, giz de cera, tintas escolares, canetinhas hidrográficas, apontadores, borrachas, canetas, lapiseiras, kits criativos, produtos artísticos, instrumentos e acessórios de luxo para a escrita. Seu projeto de sustentabilidade ambiental e seus EcoLápis são certificados pelo FSC (Forest Stewardship Council).

Fontes: Portal Fator Brasil

Resíduos viram energia

Inspirados pela lei estadual que proibiu a queima a céu aberto das sobras da madeira beneficiada, donos de madeireiras de Sinop (distante cerca de 500 km de Cuiabá) descobriram naquilo que, até então, era considerado lixo, uma nova fonte de renda.

A serragem e a lenha são as principais matérias primas do briquete e cavaco. Conhecidos como bio-massa, os materiais são usados em caldeiras que movem turbinas e substituem a energia elétrica.

Proprietário da Madeiranit, José Eduardo Pinto foi um dos primeiros a investir no sistema em Mato Grosso. Desde 1998, a empresa usa energia elétrica da rede pública apenas durante os finais de semana, o que representa uma economia é de R$ 30 mil ao mês.

O que alimenta as caldeiras são as serragens que surgem na própria linha de produção das lâminas e compensados de madeira. “A caldeira em si gera um gasto de R$ 20 mil, porque precisa de manutenção e de funcionários para operá-la, mas mesmo assim compensa porque a conta de luz aqui era de R$ 50 mil por mês”, conta Pinto.

Embora ainda seja a única empresa de Sinop a usar a bio-massa como fonte de energia, a Madeiranit já inspira outras madeireiras do Estado. “Já vieram me procurar empresários de Juruena e Colniza. Estavam interessados em saber como a caldeira funciona e saíram bem satisfeitos”, diz.

Além de economia, o reaproveitamento dos resíduos florestais se tornou uma nova fonte de renda. Dono de uma madeireira em Nova Maringá (a 370 km da Capital), Claudinei Melo investiu R$ 300 mil na empresa para comprar o equipamento que transforma a lenha que não pode ser aproveitada em cavaco de madeira.

A produção do material - pequenos blocos que também são usados para alimentar caldeiras e gerar energia – já começa a atrair empresas de outros ramos para o Estado. “Sei de empresas que estão se instalando aqui pensando em usar essa fonte de energia”, afirma Melo, que está de olho nos clientes em potencial.

Ele afirma que até agora ainda não teve lucro com o cavaco, porque o Governo do estado ainda estuda a tributação do produto, mas diz que as vendas já pagaram o investimento que fez na madeireira e suprem os gastos da trituração da lenha.

A reciclagem do lixo das madeireiras também virou negócio específico: a fabricação de briquetes – discos ou tubos produzidos a partir da compactação da serragem e que também são usados para alimentar caldeiras.

A Briquetes Alto da Glória “inaugurou” o ramo em Mato Grosso e já tem três concorrentes em Sinop. Entre as vantagens apontadas por Josemar Giareta, representante da empresa, está o fato da matéria-prima ser encontrada de graça. “Esse material ficava exposto no pátio das madeireiras. Como não podem mais queimar, os próprios donos delas nos entregam para fazer o briquete”, conta.

Fontes: Diário de Cuiabá

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Brasil vai continuar com uma das energias mais caras do mundo

O brasileiro paga uma das energias mais caras do mundo. O próprio governo reconhece isso, na decisão da presidente Dilma Rousseff, anunciada esta semana, de reduzir o valor da conta de luz. A Medida Provisória baixando a tarifa de energia chegou ontem ao Congresso Nacional. Nos próximos cinco dias úteis, receberá emendas de deputados e senadores.

Segundo o governo, a conta da luz elétrica vai cair 16%, para o consumidor residencial, e até 28%, para o industrial. A queda na tarifa será possível graças à desoneração por meio de uma alteração nos impostos federais, mas o ICMS (Impostos sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que é estatal, e a geração de energia são outros fatores que pesam no preço da energia.

O corte na tarifa da energia consumida pela indústria não é o suficiente, contudo, para colocar a indústria brasileira no nível de custo energético médio mundial. Conforme os especialistas, o custo da energia no País precisaria cair ao menos 35% para que o fornecimento de eletricidade tivesse custo similar aos pagos pelas indústrias do Reino Unido, Japão ou Alemanha.

Um estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), intitulado "Quanto Custa a Energia Elétrica para a Indústria no Brasil?" e divulgado na Rio+20, em junho, mostra que o Brasil perde competitividade com as indústrias de outras países devido ao alto custo da energia. Para alcançar as demais nações do Brics, seria necessária uma redução superior a 55%.

O estudo aponta que o peso dos tributos e encargos é relevante, porém não é a única causa do custo elevado. O custo de geração, transmissão e distribuição (GTD) também faz com que fiquemos aquém dos níveis mais competitivos. O custo de geração corresponde a mais de 90% do GTD. Com isso, o preço da energia no País atinge R$ 329 por MWh para o setor industrial, enquanto a média mundial situa-se em R$ 215, conforme o estudo. Hoje, o custo médio nas outras três potência do Brics (Rússia, Índia e China) é de R$ 140 por MWh.

A redução na conta de luz só vai entrar em vigor a partir de janeiro, daí porque o lançamento do pacote, agora, foi tomado também como uma ação eleitoral para favorecer candidatos alinhados politicamente com o governo. A baixa no custo da energia depende, ainda, da renegociação dos contratos com as concessionárias de energia.

Fontes: 180graus

Queda no custo de energia para indústrias será menor que o anunciado pelo governo, calcula Abrace

O pacote de medidas para redução da tarifa de energia, anunciado pelo governo federal, deverá resultar em uma queda de 16% no custo da energia para as grandes indústrias. A estimativa foi divulgada no dia 17, em nota, pela Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). Segundo o governo federal, a redução no valor pago pelo consumo de energia será de 16,2% para consumidores individuais e de até 28% para os industriais. No entanto, a Abrace avalia que os gastos com eletricidade para os grandes consumidores de energia deverão diminuir entre 9% e 16%. Em nota, a entidade diz que para atingir a redução de até 28% prevista pelo governo, é preciso que a energia das concessões ainda por vencer também seja disponibilizada aos consumidores livres. Essa diferença, diz a Abrace, ''se deve ao fato de que a energia das concessões de geração será destinada, em princípio, apenas ao mercado cativo. Já a diminuição dos custos dos consumidores livres se dará por meio do corte nos encargos e do processo de renovação das concessões de transmissão, comuns a todos os consumidores.'' A Abrace avalia que as medidas ''demonstram que o governo reconheceu o problema do impacto da energia cara na competitividade da economia brasileira'', e que ''o pacote permite a redução máxima de 28% para apenas 15 unidades industriais'', enquanto a grande maioria das fábricas compra energia por meio do mercado livre. A estimativa da Abrace foi calculada tendo, por base, informações coletadas com 46 associados.

Fontes: TERRA

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Preço da energia deve cair 16,2% em 2013

As novas tarifas, segundo informou a presidente, serão anunciadas na próxima terça-feira (11).

“Esta é a maior redução de energia elétrica já feita no país”, afirmou Dilma. “Vou ter o prazer de anunciar a mais forte redução que se tem notícia neste país nas tarifas de energia elétrica das indústrias e dos consumidores domésticos.”

Durante o pronunciamento, Dilma afirmou que a queda do custo da energia elétrica“tornará o setor produtivo ainda mais competitivo”.

Ela explicou o motivo pelo qual a redução para as indústrias será maior do que para os consumidores domésticos.

“A medida vai entrar em vigor no início de 2013. A partir daí, todos os consumidores terão sua tarifa de energia elétrica reduzida, ou seja, sua conta de luz vai ficar mais barata. Os consumidores residenciais terão uma redução média de 16,2%. A redução para o setor produtivo vai chegar a 28% porque neste setor os custos de distribuição são menores, já que opera na alta tensão”, confirmou a presidente.

Dilma afirmou que a redução da tarifa de energia elétrica vai ajudar “de forma especial” as indústrias que estejam em dificuldades, “evitando demissões de empregados”.

“Os ganhos, sem dúvida, serão usados tanto para redução de preço para o consumidor brasileiro como para os produtos de exportação, o que vai abrir mais mercados dentro e fora do país”, disse.

Fontes: Bonito Notícias

Ventos do mundo podem garantir energia limpa até 2030, diz estudo

Um estudo da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, afirma que as fontes de vento disponíveis no planeta são muito maiores do que as necessárias para suprir a demanda por energia de um modo limpo e econômico no mundo até 2030.

A maior parte do potencial eólico necessário está sobre os oceanos, afirmam os cientistas. Para determinar o potencial máximo de vento do planeta, eles criaram um modelo atmosférico em 3D, levando em conta o uso de turbinas de vento para extração da energia do ar circulante.

Turbinas instaladas nos oceanos e áreas marítimas podem otimizar ganho de energia eólica, dizem cientistas (Foto: Jan Oelker/Repower)
Os pesquisadores dizem que há um limite para a quantidade de energia que pode ser extraída da atmosfera. Eles calcularam qual seria o potencial eólico a 100 metros acima do nível do solo, altura média do eixo das turbinas de vento.

Pelo estudo, publicado no periódico "Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America", os ventos do planeta podem produzir mais de 250 terawatts se forem instaladas turbinas em toda a superfície do globo a 100 metros do solo.

O número equivale a mais de 16 vezes a energia consumida pela população do planeta em 2008. Já a 10 quilômetros acima do nível do chão, altura em que os ventos adquirem velocidade muito maior, a produção energética pode chegar a 380 terawatts. Em 2008, o consumo de energia em todo o planeta foi de aproximadamente 15 terawatts, segundo reportagem da revista "The Economist".

Se for considerada apenas a superfície do planeta que é coberta por rochas e solo (sem levar em conta mares, rios e oceanos), e se forem instaladas turbinas também no litoral, a produção chegaria a 80 terawatts, segundo os pesquisadores.

Autores do estudo, os cientistas Mark Jacobson e Cristina Archer chegaram à conclusão que há um ponto de saturação para o número de turbinas usadas para extrair energia eólica. Segundo eles, no ponto de saturação nenhuma turbina consegue extrair mais de 59,3% da energia cinética do vento para transformá-la em elétrica.

Os cientistas calcularam que 4 milhões de turbinas operando a 100 metros do solo e produzindo 5 megawatts cada uma poderiam suprir uma demanda de 7,5 terawatts - mais da metade do que é consumido hoje em termos de energia elétrica no mundo.

Criar "fazendas de vento" em locais geograficamente escolhidos, com um número fixo de turbinas, pode aumentar a produtividade da energia eólica, diz a pesquisa. Os cientistas sugerem também aproveitar a colocação de turbinas nos oceanos e regiões marítimas para otimizar os ganhos com este tipo de energia.

Fontes: G1 Notícias

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Energia eólica transforma Brasil em um dos líderes mundiais na produção de aerogeradores

Levantamento da Abeeólica, a ser divulgado no 3° Brazil WindPower, revela um mercado de R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos para as turbinas fabricadas no País.

O Brasil está para se tornar um dos líderes mundiais na produção de aerogeradores, equipamentos destinados a produzir energia elétrica a partir dos ventos. Nos próximos cinco anos, estima-se um mercado de R$ 25 bilhões para esses produtos, de forma a atender a expectativa do setor de contratar, pelo menos, 2,5 gigawatts (GW) por ano até 2020, acrescentando, a partir de 2012, mais 20 GW de energia eólica ao sistema.

Os dados são de levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que deverá ser divulgado no 3o Brazil Windpower, nos dias 29, 30 e 31 de agosto, no Centro de Convenções Sulamérica, no Rio de Janeiro. Estudos recentes mostram que o potencial onshore do Brasil em energia a partir dos ventos é da ordem de 300 GW.

O maior estímulo a essa criação de uma cadeia industrial do setor de energia eólica no Brasil vem do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A instituição vincula seus financiamentos a um índice de nacionalização mínimo dos equipamentos. “Há 10 anos, tínhamos apenas um fabricante local, hoje os principais agentes já instalaram fábricas no Brasil”, explica Élbia Melo, presidente-executiva da Abeeólica.

Serão necessários instalar pelo menos mil aerogeradores em média por ano no Brasil. Hoje, para se ter uma ideia, existem 1.342 equipamentos funcionando em 71 parques eólicos. Na esteira dessas turbinas, toda uma sorte de equipamentos acessórios também serão demandados. Só no Brazil Windpower, por exemplo, serão 170 empresas expositoras, que vão trazer o estado da arte da tecnologia para aumentar a capacidade de geração dos parques eólicos brasileiros.

Fontes: Portal Fator Brasil

Custo da energia na indústria pode cair 15%

A expectativa do setor industrial é que a redução no custo da energia elétrica para a indústria, a ser anunciada pelo governo nos próximos dias, seja próxima de 15%. A informação é do presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade.

O conjunto de medidas para reduzir o custo da energia elétrica é esperado para ajudar a indústria a reverter o mau desempenho obtido no primeiro semestre deste ano. Dados divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram uma queda de 2,5% no PIB (Produto Interno Bruto) da indústria no segundo trimestre de 2012, quando comparado com o trimestre anterior.

“O que esperamos agora, não só com a renovação das concessões [do setor de energia elétrica], mas principalmente com a desoneração de determinados encargos sobre a energia é que esse custo possa ser reduzido de maneira significativa e, por outro lado, esperamos que a redução do custo impacte de maneira diferente cada setor”, disse, nesta sexta-feira, o presidente da CNI após se reunir com a presidenta Dilma Rousseff.

Ontem, a presidenta informou que as medidas para o setor elétrico serão anunciadas na próxima semana. Ela explicou que as ações serão baseadas na reversão de concessões depois de vencido o prazo dos contratos e que haverá também a redução de encargos.

As medidas para o setor elétrico integram um conjunto de iniciativas do governo para melhorar a infraestrutura e reduzir o custo de produção no país. O ciclo foi iniciado com a concessão de rodovias e ferrovias, no dia 15 de agosto. O pacote de medidas incluirá ainda a concessão de portos e aeroportos, prevista também para o mês de setembro.

Fontes: BAND