quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Empresa de energia da Paraíba recebe prêmio de qualidade

A Energisa Paraíba, distribuidora que fornece energia elétrica para mais de 1,1 milhão de consumidores em 216 municípios do estado, ganhou o Prêmio Nacional de Qualidade (PNQ), que reconhece as organizações que praticam a Excelência em Gestão no Brasil. Com 61 subestações, dois mil quilômetros de linhas de transmissão e mais de 67 mil quilômetros de redes urbanas e rurais em sua área de concessão, a empresa foi a única do Nordeste a receber a premiação neste ano. "O nosso mantra é luz, imaginação e realização e significa o modo como a empresa toca os negócios. Ganhar o PNQ é a coroação de um trabalho em constante evolução", afirma o diretor-presidente Marcelo Silveira da Rocha, que está na companhia há mais de 45 anos.

Para se destacar entre empresas de todo o país, a Energisa Paraíba, que tem sede em João Pessoa, investiu na melhoria dos resultados operacionais. Foram realizados treinamentos para a força de trabalho, desenvolvimento de lideranças, aperfeiçoamento das práticas de gestão, planejamento e execução, além de implementar ações sustentáveis. Segundo o executivo, a meta é "transformar energia elétrica em conforto, em desenvolvimento e em novas possibilidades com sustentabilidade, oferecendo soluções inovadoras aos clientes, agregando valor aos acionistas e oportunidade aos seus colaboradores".

O prêmio faz da companhia uma referência em modelo de gestão. A última pesquisa da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) junto aos clientes registrou um ISQP (Índice de Satisfação da Qualidade Percebida) de 78,81, acima da média nacional das empresas do setor, que chegou a 78,2.

A Energisa Paraíba também investe em projetos de eficiência energética, orientando e incentivando as comunidades para o uso racional da eletricidade. Esta preocupação também está presente internamente. Em 2010, ao construir o novo prédio do Núcleo Regional de Patos, a empresa utilizou técnicas com padrão internacional de sustentabilidade, aliando conforto aos conceitos de preservação ambiental.

Em 2013, distribuidora paraibana pretende investir R$ 100 milhões - mesmo montante investido em 2012 - em novas subestações de energia, linhas de transmissão, automação e redes de distribuição.

Fontes: Terra

País precisa de alternativa para energia, diz pesquisador

Com a redução no volume de chuva causada pelas mudanças climáticas é preciso investir em fontes alternativas para complementar as hidrelétricas brasileiras. Caso isso não seja feito e os reservatórios das hidrelétricas continuem baixando, "a situação no setor elétrico brasileiro pode ficar complicada", avalia o pesquisador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Guilherme de Azevedo Dantas.

Para Dantas, a polêmica Medida Provisória n.º 579, que trata da prorrogação das concessões do setor elétrico e está atualmente no centro das discussões, é importante, mas já não deve mais ser tratada como o principal tema do setor. O especialista explica que a medida trata de ativos já existentes e é hora de a agenda energética do País girar em torno da expansão do setor. "Chega da MP n.º 579. Vamos olhar para frente."

Segundo o pesquisador, por questões ambientais, dificilmente serão feitas novas grandes hidrelétricas com reservatórios no norte do País - região com grande potencial para o modelo. Além disso, ele explica que a intenção do governo agora é investir nas hidrelétricas de fio d'água, que dependem mais do volume de chuvas e não têm capacidade de armazenamento. Tudo isso em meio a um contexto de crescimento da demanda energética no País.

Sendo assim, Dantas vê o como principal discussão do setor o estabelecimento de outras fontes energéticas que possam, além de ampliar a oferta energética do País, complementar as hidrelétricas em períodos de seca. "É preciso pensar bem. Quando temos de tudo a chance de fazermos besteira é grande."

Dantas afirma que para complementar as hidrelétricas a outra fonte deve ser técnica e economicamente apta. Ele considera que as usinas térmicas não são adequadas para operar na base do sistema, como "back up" e outras opções têm de ser discutidas.

Entre as opções que deveriam ser estudadas na opinião de Dantas estão as térmicas movidas a gás natural. Para ele, esse tipo de geração de energia é tecnicamente viável mas, para que seja possível do ponto de vista econômico, é preciso fazer alguns ajustes comerciais que permitam o consumo do gás apenas nos períodos de seca.

Outro tipo de usina que pode funcionar é a eólica. Novamente, o problema é o custo. Principalmente de transmissão, pois atualmente constroem-se usinas no nordeste quando a demanda por energia está no sul do País. Além disso, ele cita a importância do desenvolvimento de uma indústria nacional. "Tudo o que utilizamos aqui é importado. Não necessariamente é a alternativa mais adequada para as especificidades brasileiras", afirma Dantas.

Já no caso da bioeletricidade, a dificuldade é outra. O custo é menor do que o de construir parques eólicos, mas Dantas diz que o setor está estagnado, sem pesquisa, investimento ou políticas.

Fontes: Terra

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Casa flutuante na Suécia é movida a energia solar

Imagine a seguinte cena: você recebe os amigos para uma almoço na casa de praia em uma tarde de domingo e na hora do cafezinho todos seguem para uma cabine externa que reproduz uma sala de estar e é capaz de zarpar como um barco para um passeio no mar. Exagero?

Não, é a mais recente inovação do escritório sueco Kenjo, especializado em casas sustentáveis e pré-fabricadas de pequeno porte. O projeto foi criado para uma família que buscava uma espaço que pudesse ser usado como área para relaxar e que também funcionasse como um quarto extra para hóspedes.

Localizada sobre uma plataforma flutuante, com acesso direto à água, a cabine conta com um sistema de energia solar fotovoltaica instalado no telhado.

A energia gerada alimenta a iluminação em LED, mais eficiente e econômica, o sistema de som interno e o motor, que permite deslocamentos curtos. Janelas de energia eficiente ajudam, ainda, a minimizar a perda de calor e fornecem luz natural durante a maior parte do dia.






Fontes: EXAME

Elevadores inteligentes consomem menos energia

Os sistemas de elevadores dos edifícios podem gastar muito menos energia quando adotam tecnologias mais eficientes. Hoje existem no mercado várias alternativas que garantem baixo consumo. Alguns dos modelos foram lançados pela fabricante ThyssenKrupp Elevadores e estão ganhando espaço no setor. Um deles conta com um sistema regenerativo, que permite a utilização de parte da energia devolvida pelo elevador durante seu funcionamento para a rede elétrica interna da edificação, resultando em 35% de economia.

No sistema convencional, parte do que foi devolvido pelo elevador é dissipado num banco de resistores e transformado em calor. Isso acontece porque o equipamento devolve uma parcela da energia consumida em dois momentos: quando sobe com a cabina abaixo da metade da sua capacidade ou quando desce com a capacidade acima de 50%. Com esse sistema regenerativo, a energia é devolvida a partir da instalação de mais um inversor.

Esta tecnologia já existe em prédios comerciais em São Paulo e no Rio de Janeiro (Eldorado Business Tower-SP e Ventura Corporate Towers-RJ). Sua utilização ganha espaço principalmente em projetos de green building, uma tendência mundial com forte aplicação no Brasil. Segundo Paulo Henrique Estefan, vice-presidente de obras novas da ThyssenKrupp Elevadores, a energia gerada pelo sistema regenerativo pode ser usada em outros elevadores do edíficio ou pode ser destinada em outras áreas do empreendimento. "O primeiro modelo foi vendido no Brasil há dois anos", afirma.

Outra opção ecoeficiente são as máquinas gearless, que operam sem engrenagem e dispensam o uso de óleo lubrificante, reduzindo o risco de vazamentos e o problema com o descarte do óleo. Este equipamento tem um consumo de energia 30% menor em comparação com os modelos convencionais. O resultado também é positivo para os usuários do elevador, pois a Gearless garante viagens mais confortáveis devido à baixa incidência de ruído e de vibração.

De acordo com Estefan, uma terceira alternativa para reduzir o consumo de energia em elevadores é o sistema de antecipação de chamada e destino. Aplicado em prédios comerciais, o sistema amplia a capacidade de tráfego de um conjunto de elevadores com economia de eletricidade da ordem de 30%. Neste conceito, o passageiro informa o andar de destino ainda no hall e, antes de entrar no elevador, há uma indicação de qual máquina irá atendê-lo.

Fontes: TERRA

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Projetos de energia eólica são maioria em leilão

Em franca expansão no país, a energia eólica (a partir dos ventos) continua monopolizando os leilões de energia que estão sendo realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Segundo divulgou hoje (30) a empresa, dos 525 habilitados a participar do Leilão de Energia Nova A-5 de 2012, que será realizado no próximo dia 14 de dezembro, 484 são empreendimentos que preveem a geração de energia elétrica a partir dos ventos.
O Leilão A-5 objetiva suprir a demanda projetada das empresas distribuidoras para o ano de 2017. Os 525 projetos com habilitação técnica para participar da licitação envolvem a geração de 14.181 megawatts (MW) .

Segundo a EPE, a fonte eólica apresenta o maior número de usinas habilitadas para licitação, com 484 empreendimento e sítios de geração por meio dos ventos, com capacidade total de 11.879 MW. Entre os empreendimentos habilitados tecnicamente estão ainda usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (até 30 MW) e termelétricas movidas a gás natural e à biomassa.

As térmicas a gás são, segundo a EPE, plantas já existentes que estão em processo de fechamento de ciclo. Na visão do presidente da empresa, Mauricio Tolmasquim, o resultado da habilitação técnica demonstra a garantia da expansão da geração no setor elétrico brasileiro, mesmo para os que receavam que a Medida Provisória 579 pudesse frear o interesse dos investidores. “Esses leilões são muito seguros para o investidor, que vê como principais atrativos os contratos de longo prazo e a facilidade de acesso a financiamento”, diz.

A segunda fonte em empreendimentos habilitados é a hidrelétrica, com sete projetos e capacidade de geração de 988 MW; seguida da energia gerada a partir da biomassa (bagaço da cana-de-açúcar), com 583 MW; térmicas a gás natural, com 368 MW de geração; e as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 363 MW.

Fontes: EXAME

Energia solar ganha espaço na América Central com usina na Costa Rica

Longas fileiras de painéis solares, que produzem eletricidade suficiente para abastecer 600 lares, chamam a atenção no meio do verde característico de La Fortuna de Bagaces, situada na litorânea província costarriquenha de Guanacaste.

Trata-se do Parque Solar Miravalles, a primeira grande usina da Costa Rica para gerar eletricidade a partir da luz do sol e a maior da América Central, com uma capacidade de 1,2 gigawatts/hora (GWh) ao ano.

A usina, que ocupa uma superfície de 2,7 hectares, conta com 4,3 mil painéis solares de 235 watts de potência cada um e foi construída com uma doação de US$ 10 milhões do Japão.

A luz do sol captada através destes painéis, constituídos pela união de várias células solares de silício de alta eficiência, acaba transformada em eletricidade em um processo ambientalmente limpo.

A Costa Rica é reconhecida mundialmente por ser um país que supre mais de 90% de sua eletricidade com produção hidrelétrica e eólica, mas, até então, não tinha avançado tanto na geração de energia solar.

O estatal Instituto Costarriquenho de Eletricidade (ICE), que tem o monopólio elétrico do país, estabeleceu pequenas instalações solares em comunidades indígenas e rurais, além uma usina de 15 painéis em seu edifício central. No entanto, o projeto em Miravalles é o primeiro de grande escala do ICE e, inclusive, do país.

Neste aspecto, as autoridades do ICE destacaram que este projeto poderá gerar mais energia limpa para atender a demanda da população e evitar as emissões de gases do efeito estufa que provocam a mudança climática.

"Com esta produção evitaremos a emissão de mais de mil toneladas de dióxido de carbono por ano, um número que equivale ao consumo de cinco mil barris de petróleo", explicou o diretor do Parque Solar, Luis Rodolfo Ajún.

A presidente da Costa Rica, Laura Chinchilla, inaugurou pessoalmente o projeto na quinta-feira passada e assegurou que, com sua operação, a Costa Rica não só aumenta sua capacidade geradora de energia, mas também confirma que seu "crescimento vai seguir através das energias renováveis".

Com sua entrada em operação, o Parque Solar Miravalles enriquecerá uma zona que se transformou em um "corredor" de energias renováveis, já que nesta mesma província se concentram diversos tipos de geração amigáveis com o meio ambiente: solar, geotérmica, eólica e hidrelétrica.

O presidente-executivo da ICE, Teófilo de la Torre, ressaltou que "Guanacaste é agora o celeiro energético do país" e reiterou o interesse da instituição em continuar sua expansão no uso de fontes renováveis.

"De 2010 a 2014 serão inauguradas usinas elétricas renováveis em um total de 435 megawatts (MW), com usinas adicionais de 645 MW. Tudo para totalizar os 1,08 mil MW, ou seja, para alcançar um aumento de 60% de toda a potência renovável instalada anterior ao ano 2010", destacou De la Torre.

O caminho de produção de energia renovável, segundo o Governo, também incluirá a energia geotérmica, que atualmente só conta com um projeto em operação.

É por isto que durante a inauguração da usina solar, a presidente Laura assinou um decreto para que o ICE possa desenvolver pesquisas no Parque Nacional Volcán Rincón de La Vieja, também situado na província de Guanacaste, perto da fronteira com a Nicarágua.

O decreto permitirá que o ICE inicie a avaliação da viabilidade de uma área de 10,4 quilômetros quadrados nesse parque para determinar a eventual implementação de um projeto geotérmico.

Fontes: Terra