quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Setor de energia eólica prevê 'uma Belo Monte' até 2017

Os investidores do setor de energia eólica encerram o ano com contratação recorde em leilões do governo e projeção de aplicar R$ 27 bilhões no Brasil até 2017.

O valor se aproxima do orçamento da usina de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, erguida ao custo de R$ 30 bilhões no Pará.

No caso das eólicas, a maior parte dos investimentos está no Nordeste, com quase 80% das usinas e da potência total da "energia dos ventos".

É também nessa região que investidores ainda esperam por linhas de transmissão que a estatal Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) deveria ter entregue há mais de um ano.

O atraso mantém 48 parques eólicos parados no país, que representam 37% da potência instalada no Brasil. O número dobrou desde o início do ano. Em operação, esses parques poderiam iluminar 2 milhões de casas, diz a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

O problema, contudo, "está ficando no passado", diz Élbia Melo, presidente da associação. Ela estima que grande parte desses empreendimentos entre em operação até março de 2014.
A confiança é movida pela mudança nas regras dos leilões que passou a exigir garantia de conexão dos parques às redes de transmissão.

Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a exigência se deu "em grande medida" em razão dos atrasos da Chesf. Procurada, a Chesf não respondeu até a conclusão desta edição.

"O governo percebeu que o modelo de planejamento de transmissão estava equivocado e o refez. Antes, se fazia o leilão de geração e depois o da linha de transmissão. Isso começou a atrasar os parques", diz Melo.

Pela nova regra, o parque eólico deve ter uma linha de transmissão prevista já no leilão, e o prazo de implantação deve coincidir com a entrada do parque em operação.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, o governo pediu ao Ministério de Minas e Energia que realize no primeiro trimestre de 2014 um leilão de novas linhas para atender aos parques do Estado.

O Estado é o maior polo de atração de investimentos em energia eólica no país, seguido pela Bahia.

No último leilão, na semana passada, foram contratados 2,3 GW de energia eólica, elevando para 4,7 GW o volume negociado em 2013 -um recorde do setor. Até então, o maior patamar alcançado havia sido 2,9 GW, em 2011.

"Isso confirma a força da fonte eólica e do Nordeste como novo 'powerhouse' [casa de energia] para o país", diz o presidente do sindicato potiguar das empresas de energia, Jean-Paul Prates.

O Ministério de Minas e Energia confirmou dois novos leilões para o primeiro semestre de 2014. Segundo Élbia Melo, da ABEEólica, energia para vender e interesse dos investidores não deverão faltar. "O setor está crescendo e tem o sinal de investimento adequado", diz.

Fontes: Paraiba.com.br

A energia vinda diretamente do interior

A geração de energia nuclear no interior do Estado de São Paulo pode ser suficiente para substituir o total de importação de materiais radioativos feita em todo o país. O projeto de um reator em Iperó está sendo discutido na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a previsão é de que em até cinco anos esteja em atividade.

O coordenador técnico do projeto, chamado de RMB (Reator Multipropósito Brasileiro), José Augusto Perrotta, afirma que a usina será usada por diversos centros de pesquisa e vai gerar materiais para hospitais de todo o país realizarem mais exames que necessitam de radiação, como na detecção de câncer.

De acordo com ele, o reator na cidade de Iperó vai utilizar as células de elementos químicos para produzir reações e gerar radiação.

“Atualmente, o país importa esse material do Canadá, Argentina e África do Sul, mas quando eles têm dificuldade para envio, nós no Brasil temos de reduzir os exames de saúde”, explica. Segundo o pesquisador, no início de dezembro houve falta do material vindo do Canadá e em 2009 chegou a haver crise no setor. “Daí a importância de o país se tornar autossuficiente no setor”, afirma Perrotta.

As licenças prévias para o reator podem ficar prontas no próximo ano, mas estudos serão feitos antes da construção.

O projeto, no entanto, também é alvo de críticas de ambientalistas e instituições que são contrárias aos riscos ambientais envolvidos na geração de energia nuclear.

Segundo Perrotta, que também é assessor da Comissão Nacional de Energia Nuclear, o modelo proposto segue todas as exigências de segurança internacionais e a sociedade pode buscar esclarecimentos em audiências públicas que são feitas sobre o tema por exigência do Ibama.

Orçamento nacional já prevê R$ 400 milhões O Plano Plurianual de 2012-2015 do governo federal incluiu uma previsão de R$ 400 milhões para o projeto do RMB no período. O custo total previsto pelas empresas é de US$ 500 milhões.A Argentina vai participar da gestão do reator, mas em menor escala, garantindo 70% de conteúdo nacional. 2,5 vezes maior: produçãovai superar importação

Polo de tecnologia nuclear e pesquisas, área em Iperó poderá ser usada pela comunidade científica brasileira e para parcerias com o Laboratório Nacional de Luz Síncroton, que está sendo construído em Campinas (SP). A intenção será integrar as pesquisas desenvolvidas no país e gerar um polo de tecnologia nuclear, com aplicações na saúde, agricultura e indústria

O relatório para licenciamento nuclear e o EIA/RIMA já foram iniciados e devem ser entregues em 2014.

Fontes: Rede Bom Dia

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Consumidor pagará mais pela energia elétrica em 2014, diz jornal

As tarifas de energia elétrica vão ficar mais caras para o consumidor em 2014, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo publicadas nesta quarta-feira. Conforme a publicação, o rombo foi provocado pela queda forçada nos preços de energia em 2012. Ainda não foi divulgado o tamanho do aumento.

O alcance da medida será determinado pelo resultado do leilão de energia já existente (A-1), marcado para terça-feira no qual as distribuidoras precisam contratar 6.000 MW médios, o equivalente a 15% do mercado regulado. Para garantir a procura dos investidores, o governo impôs um preço-teto mais alto do que o praticado em outras tentativas de leilões de energia, diz o jornal.

Fontes: Terra

Distribuidora sergipana de energia é premiada nacionalmente

A Companhia Sul Sergipana de Eletricidade (Sulgipe) foi a vencedora do Prêmio Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) de 2013, com índice de 74,37. Essa é a primeira vez, em 14 edições do prêmio, que uma empresa do Nordeste se consagra vencedora na categoria principal, o IASC Brasil. Também a Energisa Sergipe Distribuidora de Energia S/A (ESE), obteve o terceiro lugar, com 69,56, quase empatada com a Empresa Força e Luz Urussanga Ltda. (Eflul), de Santa Catarina, que alcançou o índice de 69,65. Além do prêmio mais importante, a Sulgipe venceu também na categoria Região Nordeste.

O Prêmio que é concedido anualmente, desde 2002, para incentivar a melhoria do serviço de distribuição de energia no país, teve sua cerimônia realizada na última quarta-feira, dia 05, na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em Brasília. As empresas vencedoras receberam troféu, certificado e o Selo IASC, que identifica o reconhecimento dos consumidores pelo seu desempenho. Para o diretor-gerente da Sulgipe, empresário Ivan Leite, que esteve presente durante o evento, o prêmio recebido é fruto do trabalho prestado por todos que compõem a empresa. “Parabenizo os colegas da Sulgipe e o engenheiro Jorge Prado Leite, fundador e presidente da empresa, meu exemplo e meu pai. Meu muito obrigado aos consumidores da Sulgipe, razão da nossa existência”, declarou Ivan Leite. A Sulgipe atualmente atende 12 municípios da região centro-sul do Estado, além de outros dois na Bahia, atingindo a marca de mais de 130 mil consumidores e com um quadro de mais de 800 funcionários atuando na empresa. 

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Energético Sustentável de Sergipe, Oliveira Júnior, esse foi um passo muito afirmativo na atuação da Sulgipe. “A premiação comprova a qualidade que as empresas sergipanas estão empreendendo e eu fico feliz por uma representante de Sergipe, de tradição local, conseguir alcançar esse reconhecimento em nível nacional”, disse. “A iniciativa também demonstra o aperfeiçoamento das regras da ANEEL, que cada vez mais procura estabelecer padrões de qualidade ao consumidor final”, acrescenta Oliveira Júnior. O secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Saumíneo Nascimento, registra o contentamento com as premiações recebidas pela Companhia Sergipana. “Este resultado leva benefícios para o consumidor que, conforme a ANEEL e sua pesquisa, tem a oportunidade de exercitar a sua cidadania e manifestar o seu grau de satisfação com os serviços prestados pelas concessionárias distribuidoras de energia elétrica. Além disso, a opinião do consumidor se constitui na mais legítima forma de orientação para a melhoria dos serviços”, ressalta.

Ainda de acordo com Saumíneo, a Sedetec e a Subsecretaria de Desenvolvimento Energético de Sergipe tem primado por um acompanhamento do setor de energia em Sergipe, numa lógica de acompanhamento das novas inversões que estão sendo empreendidas, tanto dos atuais fornecedores, como de possíveis novos projetos que serão implantados no Estado.

A fim de reconhecer as empresas certificadas, foi realizada uma pesquisa pela empresa Praxian Business & Marketing Specialists, no período de 13 de julho a 27 de setembro deste ano, quando foram entrevistados 19.470 consumidores residenciais em 475 municípios brasileiros quanto ao desempenho dos serviços prestados pelas concessionárias em suas respectivas áreas de atuação. A amostra estatística foi proporcional à população atendida em cada área de concessão.

As concessionárias vencedoras poderão aplicar o Selo IASC nas contas de luz, no material institucional e nas demais peças de comunicação empresarial de acordo com regras previstas no regulamento da premiação.

Fontes: FaxAju

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carga de energia do Sistema Interligado Nacional cresce 6% em novembro

A carga de energia gerada pelas usinas que integram o Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 6% em novembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a outubro, houve aumento de 0,6% e o acumulado dos últimos 12 meses apresentou variação positiva de 3,8%, em relação ao mesmo período anterior. Os dados constam do Boletim de Carga Mensal, divulgado hoje (6) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Com participação de cerca de 60% da carga do SIN, o comportamento do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste tem sido, de acordo com o boletim do ONS, fortemente afetado pelo comportamento da indústria, “que ainda não apresenta uma dinâmica de recuperação bem definida”. No entanto, a taxa de crescimento de 5,4% em relação a novembro de 2012, superior ao que vem sendo observado ao longo do ano, pode ser explicada, entre outros fatores, pelo comportamento atípico da carga naquele mês do ano passado, em função das temperaturas amenas na região e do menor número de dias úteis.

Já o crescimento de 24,1% no Subsistema Norte em novembro, em relação a igual mês de 2012, foi justificado, segundo o boletim do ONS, pela integração de Manaus ao sistema interligado. No Subsistema Nordeste, a alta ficou em 4,1%, em relação a novembro de 2012, e no Subsistema Sul, em 2,9%, na mesma base de comparação.

Fontes: EBC

Energias eólica e solar são destaque em leilão do governo este mês

Mais de 70% dos 21.130 megawatts (MW) da energia que será ofertada no 2º Leilão de Energia A-5 - 2013, marcado para o próximo dia 13, será de matriz eólica (13.287 MW) e solar (2.234 MW). A fonte solar terá 88 projetos fotovoltaicos, com 2.024 MW e sete empreendimentos heliotérmicos, com 210 MW. As informações foram divulgadas hoje (4) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia.

O estado com a maior oferta nas duas modalidades é a Bahia, com 4.656 MW de eólica e 1.319 MW de solar, sendo 1.109 MW fotovoltaicos e 210 MW heliotérmicos. A energia contratada deverá estar disponível em 2018. O Rio Grande do Sul apresenta a segunda maior oferta de eólica, com 2.873 MW. O Rio Grande do Norte terá oferta de 2.491 MW eólicos e 203 MW fotovoltaicos. O Ceará aparece na quarta posição na oferta de energia eólica, com 1.547 MW, além de 73 MW de fotovoltaica.

O leilão também terá 2.140 MW de energia produzida por quatro termelétricas a carvão, sendo dois projetos no Rio Grande do Sul, totalizando 1.250 MW, um em Santa Catarina, com 300 MW, e mais um em São Paulo, também com 300 MW.

Um único projeto de termelétrica a gás natural, no Rio Grande do Sul, oferecerá 1.238 MW. Duas hidrelétricas representarão oferta de 1.118 MW: São Manoel, no Pará, com 700 MW, e a ampliação de Santo Antônio, em Rondônia, com 418 MW.

Haverá ainda a oferta de energia produzida por 32 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 520 MW, e 14 termelétricas a biomassa, com 593 MW.

Fontes: Jornal do Brasil

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Energia solar acessível começa a se popularizar na África

O querosene é o combustível mais usado pelas famílias da África subsaariana, mas tem um forte impacto sobre a saúde das pessoas e custa até US$ 8 por quilowatt-hora (kWh). A energia solar é uma alternativa promissora, mas que ainda representa um grande custo para as famílias da zona rural que pensam em comprá-la de forma definitiva. É por isso que empresas como a Azuri Technologies estão desenvolvendo kits solares no modelo “pague conforme use”.

O modelo permite que os clientes paguem uma taxa inicial de cerca de US$ 10 por um kit, que inclui um painel solar e uma unidade que alimenta luzes LED e carrega pequenos dispositivos, como celulares. A energia então pode ser paga conforme usada, ou a cada semana, ou quando as famílias tem algum dinheiro sobrando. Assim, em aproximadamente 18 meses o kit solar é quitado e a eletricidade passa a ser gratuita para o proprietário.

O sistema é semelhante a alguns modelos já existentes na África que permitem que centenas de milhões de africanos comprem minutos de telefonia móvel e querosene de forma progressiva. Agora, as famílias descobriram que em vez de gastar US$ 2 a US$ 3 por semana com querosene, eles pagam menos da metade para a energia solar.

Além da Azuri, Angaza Design e M-KOPA são outras empresas que oferecem serviços semelhantes em todo o continente. Suas bases de clientes provam a popularidade da energia solar acessível. A Azuri tem mais de 21.000 clientes em 10 países, enquanto a M-KOPA tem 30.000 e Angaza está quase prestes a alcançar 10.000.

Fontes: Catraca Livre

Energia renovável gera negócios em Porto Alegre

Uma prova de como o mercado de energia a partir de fontes como a eólica, fotovoltaica, solar térmica, biocombustíveis, biogás, biomassa (matéria orgânica) e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) está aquecido começa a ser dada hoje em Porto Alegre. Entre esta quarta e sexta-feira, será realizada no Centro de Eventos da Fiergs a Renex South America, feira de energias de renováveis.

É a primeira vez que o encontro, que ocorre tradicionalmente dentro do âmbito da feira de Hannover, acontece no Brasil. De acordo com o diretor da Hannover Fairs Sulamérica (promotora do evento), Constantino Bäumle, além de promover novos negócios no segmento, a meta é incentivar o desenvolvimento de fornecedores para a cadeia, em particular no Rio Grande do Sul e na área de energia eólica.

Serão 46 companhias expositoras e patrocinadoras, assim como 67 empresas nas rodadas de negócios, totalizando a participação de oito países (Brasil, Espanha, Inglaterra, Uruguai, Alemanha, Estados Unidos, Suíça e Itália). Na área de exposição da feira já estão confirmados nomes de grupos internacionais como: Goracon Windpower Access Systems, empresa norte-americana de energia eólica; DLG — Associação de Agricultura da Alemanha; e Associação Alemã de Energia Eólica (BWE), com estande coletivo internacional. Entre os empreendedores gaúchos da Renex estarão a Ecossis (de Porto Alegre), que virá à feira para desenvolver parcerias com fornecedores e clientes para fortalecer o seu posicionamento no setor energético; a Enerbio (Porto Alegre), que tem como meta a criação de negócios, gestão ambiental e operacional de empreendimentos de energia renovável; e a Enerpro (Lajeado), que oferece soluções em projetos de geração e eficiência energética.

Bäumle adianta que serão apresentados no evento equipamentos como turbinas e pás eólicas, entre outros. Como se trata de um acontecimento inédito, o dirigente prefere não estimar um volume de negócios. Para o executivo, as energias renováveis apresentam várias possibilidades de aproveitamento comercial. “Por exemplo, uma placa de energia solar pode aquecer, dentro de uma empresa, todo o sistema de água”, comenta.

Além de negócios, irá transcorrer em paralelo à feira o Congresso Renex South America. Esse evento contará com palestras e apresentações de integrantes do governo, investidores, associações e especialistas do setor de energias renováveis. A perspectiva com os encontros é tão otimista que Bäumle revela que a próxima edição já está marcada para novembro de 2014. Ainda no segmento renovável, a Câmara Brasil-Alemanha de Porto Alegre realiza hoje seminário sobre energia fotovoltaica, no Hotel Sheraton, às 9h.

Fontes: Jornal do Comércio

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Agência para a Energia anuncia linha de investimento para diminuir gastos no sector público

A Agência para a Energia (ADENE) anunciou hoje que vai gerir uma linha de investimento de 36 milhões de euros, "para diminuir os gastos energéticos do sector público" na região de Lisboa e Vale do Tejo.

"Os edifícios ligados ao Estado e às autarquias, a iluminação de rua e os semáforos da região de Lisboa vão proporcionar novos negócios às empresas de serviços energéticos. O programa é financiado pelo Banco Europeu de Investimento e será gerido pela ADENE - a agência portuguesa para energia. Bastarão 3,5 anos para o investimento inicial ser recuperado", refere um comunicado hoje divulgado.

A linha de investimento, à qual poderão concorrer empresas de serviços energéticos, adianta a nota, estará disponível a partir do início de 2014.

A ADENE, acrescenta o comunicado, "irá agir, sobretudo, como parceira técnica de todas as instituições estatais ou autarquias que queiram tornar os seus edifícios, sistemas de iluminação pública ou redes de semáforos mais eficientes do ponto de vista energético".

"Calcula-se que com um investimento de 36 milhões se obtenham poupanças anuais de 100 GWh, ou seja, de mais de 10 milhões de euros por ano. O investimento inicial será, assim, recuperado em cerca de três anos e meio", garante.

A ADENE diz ainda que "prestará o apoio técnico necessário para a montagem dos concursos, preparação dos cadernos de encargos", aos organismos das administrações Central ou Local "interessados em intervir nas suas redes de energia".

"Depois as empresas de serviços energéticos concorrerão a fazer as modificações necessárias, as quais serão financiadas pelas linhas do BEI. Finalmente, as empresas de serviços energéticos escolhidas verão o seu investimento remunerado nos anos seguintes com o dinheiro das poupanças que vierem a ser obtidas", explica.

Fontes: Económico

Eletrosul lidera o fornecimento de energia eólica no Sul do país com o leilão A-3

A Eletrosul deverá investir mais R$ 1 bilhão na construção de empreendimentos eólicos no Rio Grande do Sul, estado onde a empresa já vem investindo fortemente nesse tipo de fonte. A energia de 15 novos projetos eólicos foi comercializada no 17º Leilão de Energia Nova (A-3) promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nesta segunda-feira (18), a um preço médio de R$ 124,95, ligeiramente superior ao valor médio do certame, que foi de R$ 124,43. Os parques no extremo Sul gaúcho somam 212,5 megawatts (MW) de potência instalada, o que corresponde a 24,5% do total comercializado.

O Rio Grande do Sul foi o segundo estado que mais vendeu energia de fonte eólica no leilão desta segunda-feira, sendo a maior parcela (73,5%) de projetos comercializados pela Eletrosul. “O resultado exitoso desse leilão para a Eletrosul reforça a posição da empresa de ser a maior investidora no mercado eólico do Sul do País”, destacou o presidente da estatal, Eurides Mecolotto. “Com mais esses empreendimentos, iremos assegurar que o Rio Grande do Sul se consolide no cenário nacional como importante estado para o desenvolvimento em infraestrutura energética no segmento eólico”, acrescentou o executivo.

Três dos projetos negociados pela Eletrosul, que somam 40,8 MW, ficam em Santana do Livramento, município que faz divisa com Rivera, no Uruguai. Outros 12 parques são em Santa Vitória do Palmar (154,7 MW) e Chuí (17 MW). A energia desses parques atende o consumo de aproximadamente 1,1 milhão de habitantes.

Segundo informações da Aneel, foram comercializados, ao todo, 58.293.900 MWh de 39 empreendimentos de fonte eólica, somando aproximadamente R$ 7,2 bilhões. Além do Rio Grande do Sul, os projetos são nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Piauí. Os contratos serão por disponibilidade, com duração de 20 anos.

No leilão de transmissão, realizado na última semana, a Eletrosul também teve um desempenho bastante positivo, conquistando os dois lotes que disputou. A empresa, junto da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT), ficou com o maior lote de empreendimentos do Sul, que compreende duas subestações e mais de 240 quilômetros de linhas, além de uma subestação em Mato Grosso do Sul. Os investimentos previstos nesses projetos são da ordem de R$ 215 milhões.

Os empreendimentos eólicos da Eletrosul e parceiros, no Rio Grande do Sul, já em operação e em implantação, somam 570 MW de potência instalada – o suficiente para abastecer mais de 3,5 milhões de habitantes.

Os investimentos totalizam mais de R$ 2,2 bilhões. O Complexo Eólico Cerro Chato (90 MW) foi o primeiro empreendimento da Eletrosul nesse segmento, que está em operação plena desde dezembro de 2011. O empreendimento está sendo ampliado em 78 MW.

Em Santa Vitória do Palmar (RS), está em fase de implantação, o Complexo Eólico Geribatu, com 258 MW – um dos maiores da América Latina. Nesse empreendimento, as frentes de obras atuam na montagem dos 129 aerogeradores e construção das bases. Ainda no extremo Sul do Brasil, a Eletrosul irá construir o Complexo Eólico Chuí, com 144 MW.

Fontes: ADJORI-SC

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasil desperdiça energia mesmo durante horário de verão

Segundo matéria veiculada na semana passada por uma emissora de TV, dados do governo federal indicam que a economia projetada para o horário de verão equivale ao consumo mensal de energia de uma cidade como Brasília.

Mas de nada adianta essa projeção se os cidadãos não tiverem consciência sobre a importância de se fazer um bom uso da energia. “É preciso criar uma cultura de economia e do uso racional da energia no Brasil”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), José Starosta.

A reportagem teve como base a contagem de várias janelas acesas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a noite, quando as salas estavam vazias, e apontou que o consumo de energia de duas salas com luzes acesas desnecessariamente durante 14 horas equivale ao consumo de uma residência de família de baixa renda durante todo o dia.

De acordo com José Starosta, o potencial de economia no Brasil é de 10% de toda energia gerada pelo País durante um ano, o que equivale a uma economia de R$ 13,84 bilhões. “Estamos abrindo mão de um valor financeiro enorme que se multiplica se considerarmos o impacto ambiental deste desperdício”, avalia o presidente.

Ciente deste fato, a ABESCO reforça a importância de realizar investimentos em projetos de eficiência energética no Brasil, considerados usinas “virtuais” de energia, na medida em que eles simplesmente reaproveitam uma força que já foi gerada. A Associação tem realizado reuniões frequentes com representantes de bancos e agências de fomento, no sentido de facilitar o financiamento deste tipo de projeto.

É importante reafirmar também que o financiamento desta atividade tem que ser acompanhada de políticas públicas de conscientização da população. “Não adianta desligar lâmpadas, substituir equipamentos de indústrias e prédios comerciais se não houver um projeto de conscientização da sociedade. Estamos lidando com um bem que é finito”, conclui Starosta.

Fontes: Último Instante

Amazonas Energia tenta explicar, mas população continua a sofrer com serviço precário

A Eletrobras Amazonas Energia informou que o período mais crítico em relação ao serviço de abastecimento de energia é agora, quando acontece a transição da estação seca para a chuvosa, o chamado inverno amazônico. “Após a estabilização do período chuvoso, a empresa acredita que os problemas serão reduzidos significativamente”, diz trecho do comunicado enviado à reportagem.

No último domingo (10), A CRÍTICA mostrou as consequências da falta de energia na cidade após o registro de temporais.

Além disso, a empresa afirma que é suscetível às intempéries do clima “assim como ocorre com qualquer empresa do setor elétrico no mundo que possuem redes aéreas” e que na última sexta-feira, houve muitos registros de ocorrências provocados por árvores, chapas metálicas sobre as redes e até mesmo uma fita metálica de um edifício em construção, que chegou a ser lançada pelo vento sobre uma linha de subtransmissão de 69 KV, na avenida Recife, próximo ao Hotel Quality. Em função disso, houve desligamento de 10 alimentadores que atendem a Zona Centro-Sul.

“Quando os alimentadores foram restabelecidos, foram registrados apenas desligamentos de pontos isolados (consumidor baixa tensão), a maioria causados por árvores em condomínios”. Ao todo, o evento da última sexta-feira, representou a interrupção no fornecimento de energia de 30 MW, o que representa 3,3% da carga total, que gira em torno de a 900 MW.

Além disso, segundo a Eletrobras Amazonas Energia, ocorreram, na semana passada, os chamados “desligamentos bons” (programados), que têm o objetivo de colocar novas obras em subestações e novos alimentadores em operação para aumentar a capacidade de atendimento à população.

Nem sempre a falta de energia é a causa dos transtornos ocorridos no trânsito de Manaus, segundo a concessionária. O problema, segundo a empresa, é que os semáforos, em alguns casos, ficam em condição intermitente, mesmo após o retorno de energia. “A mesma dificuldade surge também para os carros da empresa que atendem as ocorrências já que eles não conseguem se locomover no trânsito”, diz trecho do comunicado.

Segundo a Eletrobras Amazonas Energia, nos últimos três anos não foi registrada a falta de abastecimento de energia por problemas de geração. “Os problemas que ocorreram em Manaus na semana passada, em nada tem a ver com a interligação ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio da linha de transmissão Tucuruí – Macapá – Manaus, que funciona em caráter experimental desde julho.
O fato ocorreu em função de problemas isolados ocasionados por fortes rajadas de ventos que foram registrados em Manaus pelos órgãos competentes como Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), segundo a concessionária.

A integração ao sistema elétrico brasileiro serviu para complementar e assegurar o abastecimento de energia elétrica para Manaus e municípios que compõem a Região Metropolitana como Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Além disso, segundo a Eletrobras Amazonas Energia, o fato “dá maior robustez ao sistema”.

Na edição de segunda-feira, uma moradora do bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul, informou que desde o apagão sofrido por conta da interligação ao linhão, não tem o abastecimento feito com regularidade em casa.

O número de equipes que atendem as ocorrências em Manaus muda de acordo com as contingências. Em situações críticas, a empresa informou que aciona reforços envolvendo equipes de outras áreas que são deslocadas para atender as emergências.

Quanto ao contrato com a D5 Assessoria e Serviços Ltda, contratada como prestadora de serviços de religação, a concessionária informou que valores são itens de interesses entre as partes envolvidas e possuem cláusulas de confidencialidade.

A reportagem obteve informações junto a funcionários da D5 de que apenas quatro carros são disponibilizados para atender as ocorrências a partir das 23h, conforme publicado na edição do último domingo. A concessionária de energia informou ainda que “atende ocorrências a todo momento”.

Fontes: ACritica.com

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Carga de energia elétrica no sistema no Brasil sobe 3,6% em outubro

A carga de energia elétrica no sistema nacional subiu 3,6% em outubro ante mesmo período do ano passado para 64.494 megawatts (MW) médios, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta quarta-feira. Na comparação com setembro, o crescimento foi de 1,7%.

No Sudeste/Centro-Oeste, que apresenta participação de 60% na carga do sistema elétrico nacional, a carga em outubro ficou estável ante mesmo período de 2012. O Sul apresentou crescimento de 4,7%, na comparação anual, refletindo o bom desempenho da agroindústria. No Nordeste, a carga subiu 7,9%, mostrando os efeitos principalmente do forte consumo das famílias.

Já no Norte, houve crescimento de 24,9%, diante da integração de Manaus ao sistema interligado nacional a partir de julho deste ano. Se essa carga adicional não fosse considerada, o Norte teria apresentado uma redução da carga em outubro de 0,7%, na comparação anual, afetada pela redução do consumo de um cliente livre industrial eletrointensivo. No acumulado de 12 meses, a carga de energia elétrica no Brasil subiu 3,7%.

Fontes: Terra

Energia solar será debatida durante Fórum entre lojistas e especialistas

A “Energia Solar e suas Aplicações” serão tema do Fórum que o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí (Sindilojas/PI) promoverá nesta quarta-feira (06), às 18h30, na sede da entidade, na Rua Des. Freitas, 990 - 2º andar – Centro Norte- Teresina. O assunto já é destaque pelo aspecto voltado ao desenvolvimento sustentável. Mas, ganha ainda mais relevância com a participação do Estado no primeiro leilão de Energia Solar realizado no Brasil, que acontecerá dia 18 deste mês, em São Paulo, quando será leiloada a proposta de viabilidade da produção de energia solar em São João do Piauí, desenvolvida há três anos pela Vensolbras.

Com mais de um bilhão de pessoas no mundo sem acesso a serviços modernos de energia, a prioridade agora são alternativas de energias renováveis com impactos positivos que sejam rápidos e transformadores. Para tanto, o foco em diálogos internacionais se volta para a produção de energias sustentáveis em larga escala e que contemplem países de todo o planeta.

Segundo o presidente do Sindilojas/PI, Luiz Antônio Veloso, a oportunidade de discutir sobre um tema tão atual pode gerar alternativas interessantes e de aplicações possíveis em nosso Estado. “É importante debater um assunto que gere mais qualidade de vida para a população piauiense, agregue valor ao nosso Estado, e utilizando um recurso natural que dispomos o ano todo, o Sol”, pontua.

Durante o Fórum, especialistas da área conduzirão painéis voltados para a produção de Energia Solar, modelos de aplicação e soluções sustentáveis para essa vertente. Bartolomeu Ferreira dos Santos Júnior, Prof. Dr. Curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Piauí (UFPI), tratará sobre a Geração Solar Fotovoltaica: história, atualidade e desafios futuros; os engenheiros espanhóis Jens Raffelsieper e Jerônimo Beracoechea abordarão, em painéis diferentes, sobre Modelos de comercialização de geradores solares fotovoltaicos, e sobre o caso prático de instalação/funcionamento de um sistema 3,6 KW na Cidade de Timon/MA.

Fontes: Cidades Verdes

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fornecimento de energia pode ter problema no verão

Levantamento feito pela Fiergs adverte para os possíveis problemas que as altas temperaturas do verão poderão causar quanto ao fornecimento de energia no Rio Grande do Sul. O vice-coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Paulo Milano, adianta que a pesquisa mostra que o sistema elétrico gaúcho deverá enfrentar uma situação “crítica” neste período.

O trabalho aponta que o Estado, em função do crescimento econômico dos últimos anos e do baixo incremento de novas fontes de geração de energia, vem aumentando sua dependência de recebimento de energia de outras regiões. O estudo acrescenta que, devido às condições meteorológicas adversas e recorrentes, o Estado passou a ficar submetido ao risco de corte de suprimento.

A demanda de energia gaúcha vem subindo nos últimos anos. Em 2011, o pico foi de 5.547 MW (acréscimo de 5,29% em relação ao ano anterior), em 2012 foi de 5.961 MW (alta de 7,46%), e neste ano, por enquanto, está em 6.074 MW (incremento de 1,89%). Milano considera que o Estado teve “sorte” no verão passado em não sofrer grandes cortes de energia, trabalhando próximo do seu limite.

Além disso, a entrada em operação da termelétrica AES Uruguaiana, apesar de ser uma geração cara, foi fundamental para aumentar a segurança do sistema. De acordo com a investigação da Fiergs, foram gerados 390 MW médios com a usina, que implicou custo de R$ 272,5 milhões na retomada do funcionamento do complexo, valor repassado às contas de luz.

Conforme a pesquisa da Fiergs, não ocorreram mudanças significativas nas fontes de geração de energia construídas no Rio Grande do Sul desde o último verão, e ainda não estará operando a nova linha de transmissão de 525 kV, que ligará Salto Santiago – Itá - Nova Santa Rita. Isso, segundo o estudo, fará com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS) devam determinar a entrada em operação da térmica de Uruguaiana, novamente, como forma de evitar cortes de fornecimento de energia no verão de 2014. Para Milano, as operações das termelétricas serão imprescindíveis para minimizar dificuldades.

Fontes: Jornal do Comércio

Energia eólica vai virar ventania?

Os ventos da energia eólica devem soprar com ímpeto nas próximas décadas. Segundo um novo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), a geração de eletricidade mundial a partir dessa fonte renovável deverá saltar dos atuais 2,5% de participação na matriz para uma senhora fatia de 18%, até 2050.
Pela conta, os cerca de 300 gigawatts que a energia eólica entrega pode aumentar pelo menos sete vezes. Para garantir este crescimento, no entanto, a AIE prevê que serão necessários investimentos vultosos, de cerca de US$ 150 bilhões por ano – quase o dobro dos US$ 78 bilhões investidos no setor em 2012.

O novo relatório é uma atualização de um documento publicado pela primeira vez em 2009, e prevê uma penetração muito maior de energia eólica na matriz mundial do que a quota de 12% estimada no estudo anterior.

A melhoria recente em tecnologias de energia eólica, bem como a mudança de contexto global de energia, em busca de fontes mais limpas, explicam o cenário mais positivo para o setor no longo prazo.

De acordo com o relatório, a China deverá superar a Europa e os Estados Unidos na produção de energia eólica, entre 2020 e 2025. Ainda segundo o estudo, com o crescimento do setor, o mundo deverá poupar emissões de gases efeito estufa de até 4,8 bilhões de toneladas por ano até 2050.

Diversos obstáculos podem, no entanto, retardar esse progresso. A lista inclui desde problemas de financiamento e de integração da rede até dificuldades com licenças e aceitação do público, sublinha a AIE.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Brasil aumenta em 9,2 mil MW a geração de energia

A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) agregou mais 9.231 megawatts (MW) de energia à capacidade de geração do Brasil. Desse total, 3,7 mil MW são gerados a partir de 11 usinas hidrelétricas; 4,59 MW a partir de 38 usinas térmicas; 762 MW a partir de 30 usinas eólicas; e 152 MW a partir de oito pequenas centrais hidrelétricas.

Quando as obras em andamento forem concluídas, 26,5 mil MW serão agregados ao parque gerador brasileiro, a partir de mais oito hidrelétricas, 11 térmicas, 122 eólicas e cinco pequenas centrais hidrelétricas. Os números constam do oitavo balanço da segunda fase do PAC, divulgado nesta quinta-feira (17).

De acordo com o balanço, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte terá investimento de R$ 28,9 bilhões e está com 34% das obras concluídas. Localizada no Pará, a usina terá capacidade instalada de 11.233 MW.

Vinte e seis linhas de transmissão foram concluídas, totalizando 8.270 quilômetros (km) de extensão, para levar a energia gerada ao mercado consumidor. Outras 38 linhas, com extensão de 10.154 km, estão com obras em andamento. Há ainda 32 subestações em construção.

Entre as que estão em operação está a do Circuito 1 da Interligação Madeira-Porto Velho-Araraquara, com 2.375 km, ainda em fase de testes. A Interligação Tucuruí-Macapá-Manaus (1.798 km) tem dois trechos concluídos que somam 1.085 km de extensão. Outros 16.554 km de linhas serão viabilizados por meio de nove leilões já feitos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 18,6 bilhões.

Na área de petróleo e gás natural, foram iniciadas a perfuração de 354 poços exploratórios, sendo 167 no mar (60 deles na área do pré-sal), e 187 em terra. Do total, 279 foram concluídos. As plataformas PMXL-1, P-56, e as plataformas flutuantes (FPSOs) localizadas em Itajaí, Anchieta, São Paulo e Paraty iniciaram a produção, somando mais 520 mil barris/dia de óleo e 36,5 milhões de metros cúbicos/dia de gás à capacidade do país. Foram concluídas também as plataformas de perfuração em águas rasas P-59 e P-60.

Entre as ações realizadas no último quadrimestre, o governo federal destaca o início das obras de três das 28 sondas contratadas para serem construídas no Brasil, e a conclusão da Refinaria Planalto Paulista, em Paulínia (SP). A Refinaria Abreu e Lima (PE) está com 80% das obras concluídas e a do Comperj (RJ), com 60%.

Fontes: Diário Comércio Industria & Serviços

ONS vê alta de 4% da carga de energia elétrica este ano

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que a carga de energia elétrica deverá crescer em torno de 4% neste ano na comparação com 2012. "No acumulado dos últimos dados encerrados em setembro e na projeçÃo para outubro, a carga já tem crescido em torno de 3,9%", afirmou Chipp, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira, 16.

De acordo com Chipp, a expectativa é de que a carga tenha um crescimento um pouco mais forte até o fim de ano pela expansão da atividade industrial visando ao Natal, desacelerando na última quinzena do ano. "Se não ficar em 4%, com certeza vai ficar em 3,9%."

Indicações meteorológicas sugerem que o período úmido (de chuvas) 2013/2014 será mais favorável do que o registrado entre o fim de 2012 e o início de 2013, informou o diretor-geral. "Em meados de setembro, os sinais já começaram a ser positivos. As frentes estão passando aonde interessa, que são as principais bacias do sistema."

Hoje, as zonas de chuva estão se concentrando no norte da Região Sul, indo em direção ao Sudeste e ao Nordeste. "As frentes alcançaram a cabeceira do Rio São Francisco, mas isso ainda não se converteu em afluências", disse Chipp. O movimento é explicado por um aumento das temperaturas no Atlântico Sul, o que impede que as frentes fiquem estacionadas no Sul. "Nos próximos dez dias, as chuvas continuarão mais no centro do País", acrescentou.

Atualmente, o País passa por uma transição entre o período seco e o período úmido. Chipp explicou que, toda vez que a transição é favorável, o período úmido é positivo em termos de chuva. "De acordo com os meteorologistas, esse cenário atual não se reverte. É muito bom quando você olha os modelos americanos de previsão trimestral e nota que essas chuvas continuam em novembro e dezembro", afirmou. O período úmido no Brasil se estende de novembro a abril de cada ano.

A confirmação do cenário poderá significar redução do despacho das termelétricas. Com base nos cálculos do novo modelo de formação de preço no curto prazo, o atual despacho térmico tem sido da ordem de 10,5 mil MW médios. Isso leva em conta um custo marginal de operação do sistema de R$ 260/MWh. Caso as chuvas se confirmem, Chipp comentou que esse custo de operação também cairia, o que levaria ao desligamento de algumas termelétricas.

Chipp também comentou que a preocupação do ONS é com o nível dos reservatórios no Nordeste, que estão abaixo de 30% da capacidade total. O diretor-geral esclareceu que o operador tem atuado no sentido de maximizar o envio de energia das outras regiões para o Nordeste. Atualmente, as regiões Sul e Sudeste estão enviando, juntas, em torno de 3 mil MW médios ao Nordeste por razões de segurança energética.

No passado recente, essa transferência já foi de 3,8 mil MW médios, mas foi reduzida para 3 mil MW médios após a queimada que provocou o desligamento de uma linha de transmissão no Piauí, em agosto. Como o ONS passou a operar o sistema de transmissão no Nordeste com base no critério de segurança N-2 (o dobro de redundância), foi necessário reduzir o envio de energia de 3,8 mil MW médios para 2,7 mil MW médios, que depois subiu para 3 mil MW médios.

Para compensar a energia não enviada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou o despacho de térmicas. Hoje, a geração térmica para atender o Nordeste totaliza 800 MW médios. Contudo, Chipp disse que existe a possibilidade de que essas termelétricas sejam desligadas a partir da próxima reunião do CMSE, no início de novembro, caso seja confirmado que não há mais risco de queimadas que possam afetar a transmissão. Com isso, o envio de energia ao Nordeste voltaria aos 3,8 mil MW médios anteriores.

Fontes: Diário do Grande ABC

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Energia de baixo impacto ao alcance de qualquer consumidor

A Casa Cor Ceará 2013, que abre as suas portas ao público na próxima semana, terá, em quatro dos seus espaços, um toque tecnológico de sustentabilidade energética. A Prátil - empresa de serviços do Grupo Enel, controlador da Endesa, do qual fazem parte as distribuidoras de energia Ampla e Coelce - apresenta a arquitetos, designers, construtores e o público em geral soluções para geração de energia solar para qualquer tipo de usuário do sistema elétrico.

Com a Resolução Nº482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica - esse novo momento para a energia solar no Brasil deve dar um salto. É que, além de regulamentar a produção própria de energia solar, o sistema de compensação de créditos em favor do consumidor viabiliza economicamente os sistemas de energia solar no Brasil.

Entrevistado por telefone, o presidente da Prátil, Albino Motta, explica que, diferente dos aerogeradores, os painéis solares, por serem estáticos, praticamente não exigem manutenção (a não ser limpeza) ou sofrem interferências e seus sistemas têm uma vida útil de aproximadamente 25 anos.

Ele explica que, numa residência, o período de menor consumo é exatamente o de sol. Dessa forma, a energia vai sendo injetada na rede e o usuário acumula créditos que serão utilizados depois. O excedente é abatido na conta até o teto de 85% por que a taxa de iluminação pública e de manutenção do sistema não podem ser retiradas.

Albino Motta calcula que, com um investimento de R$ 16 mil para uma residência média (três quartos), o usuário leve de oito a nove anos para compensar o investimento inicial e ter uma economia real. "Quanto maior a escala, menor será o custo de implantação do sistema", detalha. Ele explica que o retorno é certo, mas relativo: "Se considerarmos o enfoque da sustentabilidade ambiental, o ganho é ainda superior".

Aponta, também, como vantagens, o sol do Nordeste e a grande evolução tecnológica, que tem barateado o sistema em nosso País, que ainda exporta silício e importa células fotovoltaicas, produzidas na Europa, Estados Unidos e Japão e aguarda o crescimento da demanda para abrir a possibilidade uma indústria no setor, de modo a popularizar ainda mais esses sistemas de geração de energia, tidos como os menos agressivos ao meio ambiente, já que não há geração de energia sem impactos. Ele destaca que o Brasil precisa criar um mercado para garantir preços competitivos, impulsionar o mercado e justificar a implantação de uma indústria, já que temos uma elevada carga tributária na importação.

A Prátil tem três anos de atuação, com aproximadamente mil sistemas implantados, principalmente na Itália e na Espanha. No Brasil, por enquanto, atua no Ceará e no Rio de Janeiro.

O Ceará, conhecido como "Terra do Sol", dá início a um novo momento na produção de energia solar. Para mostrar essa tendência, a Prátil leva à Casa Cor Ceará 2013 o conceito e soluções da energia solar em residências. "Nosso serviço é completo. Vai desde a avaliação técnica, orçamento, venda dos materiais (painéis solares + inversor + estrutura e cabeamentos), instalação e integração com a distribuidora de energia elétrica", informa.

Ele explica que, além do uso da energia solar, são utilizadas outras técnicas de construção sustentável, com aproveitamento de água da chuva e da iluminação natural.

A Prátil marca presença na Casa Cor Ceará 2013 com painéis e postes solares em quatro espaços: Casa da Brisa (arquiteto Marcílio Lopes), Praça Macambira (arquitetos Bruno Ary e Ney Filho), Pátio dos Ventos (arquitetas Laura Rios e Liana Feingold) e Escritório Jardim (arquiteto Roberto Pamplona).

Na mostra - de 16 de outubro a 26 de novembro, na Avenida Rui Barbosa, esquina com Rua Pereira Filgueiras, na Aldeota - arquitetos, construtoras, designers de interiores e proprietários de residências poderão conhecer e até fazer projeções para instalações posteriores.

"Participar do Casa Cor é estar presente no principal evento de arquitetura e decoração do País. Além de ser fornecedora oficial da Casa Cor Ceará, a Prátil também irá fornecer a energia da Casa Cor Rio, em ambas, com exclusividade no segmento", informa.

A Casa da Brisa, de Marcílio Lopes, terá painéis solares no jardim de entrada, onde os visitantes poderão ver os equipamentos funcionando. O Escritório Jardim, do arquiteto Roberto Pamplona, é um dos principais espaços do evento e contará com uma planta solar de 2,2 Kw, composta por oito painéis fotovoltaicos. Já no Pátio dos Ventos, das arquitetas Liane Feingold e Laura Rios; e na Praça Macambira, do arquiteto Ney Filho, serão instalados postes solares, que iluminarão os ambientes com a luz do sol. Além destas instalações, a Prátil será responsável pela subestação elétrica do evento.

Em sua 15ª edição, a Casa Cor Ceará será realizada em uma mansão de arquitetura europeia, construída na década de 1950, num terreno de 7.200 metros quadrados (1.100 metros quadrados de área construída atualmente), propriedade da Família Boris.

Com o tema "Um olhar para o Ceará", a Casa Cor Ceará 2013 inspira os elementos decorativos e arquitetônicos, que contarão com seleção especial de música brasileira e um cardápio especial de comidas típicas cearenses no restaurante e café. Os nomes dos ambientes homenagearão várias expressões cearenses de cultura, arte e costumes.

Serviço

Prátil
Rua Vicente Linhares, 500
Sala 1401 / (85) 3133.9300

Casa Cor Ceará 2013
De 16 de outubro a 26 de novembro (terça a domingo -16h às 22h - Av. Rui Barbosa, 869
(Esq. com Rua Pereira Filgueiras)

INDÚSTRIA E COMÉRCIO: Linhas de Transmissão,Subestações de alta e média tensão, Automações, Estudo e implantação de proteções de média e alta tensão, Eficiência energética.

LOTEAMENTOS E CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS: Rede elétrica (aérea e subterrânea), Rede de telefonia e de dados (aérea e subterrânea), Iluminação pública.

CONSTRUÇÃO CIVIL: Subestação aérea simplificada e abrigada, Padrões de ligação de entrada de energia elétrica, Painéis compactos de medição em baixa tensão, Cubículo blindado compacto de média tensão.

CIDADE: Iluminação pública e ornamental, Eficiência energética, Gestão e manutenção de parques de iluminação.

CONCESSIONÁRIAS E SERVIÇOS: Compartilhamento de redes de telefonia e dados, Iluminação, Obras de infraestrutura elétrica, Manutenção elétrica.

ENERGIAS ALTERNATIVAS: Placas de energia solar.

Fontes: Diário do Nordeste

Carga de energia no Brasil em setembro sobe 5,4% vs 2012, diz ONS

A carga de energia elétrica no sistema nacional subiu 5,4 por cento em setembro ante mesmo período do ano passado para 63.573 megawatts (MW) médios, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta terça-feira.

Na comparação com agosto, o crescimento foi de 1,4 por cento.

No Sudeste/Centro-Oeste, que apresenta participação de 60 por cento na carga do sistema elétrico nacional, o crescimento foi de 2,6 por cento em setembro na comparação anual.

O Sul apresentou crescimento de 6,4 por cento, refletindo o bom desempenho da agroindústria. No Nordeste, a carga subiu 6,6 por cento, mostrando os efeitos do forte consumo das famílias devido a fatores de estímulo como crescimento da renda e expansão do crédito.

Já no Norte, o crescimento de 25,3 por cento é justificado pela interligação de Manaus ao sistema interligado nacional a partir de julho deste ano. Se essa carga adicional não fosse considerada, o Norte teria apresentado uma redução da carga em setembro de 0,7 por cento, diante da queda do consumo de um cliente livre industrial eletrointensivo.

Fontes: Reuters Brasil

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Energia Consumo de electricidade volta a subir em Setembro

Segundo os dados disponibilizados na página da REN – Redes Energéticas Nacionais, o consumo de energia elétrica apresentou, em setembro, uma evolução homóloga positiva, com um crescimento homólogo de 0,7%, que se limita a 0,4% com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis.

Entre janeiro e setembro deste ano, o consumo apresenta uma tendência de queda de 0,5% em relação a igual período de 2012, ou de 0,3% com correção dos efeitos de temperatura e dias úteis. No final do terceiro trimestre, as eólicas apresentam uma produção anual 20% acima dos valores médios, o que é, para este período, o registo mais elevado de sempre no sistema nacional.

No mesmo período, a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis permitiu abastecer 58% do consumo nacional: hídricas 29%, eólicas 23%, biomassa 5% e fotovoltaicas 1%. Já as centrais a carvão abasteceram 22% do consumo e as centrais a gás natural 14%.

Em setembro, a tendência fortemente importadora que se registou nos últimos meses manteve-se, com o saldo importador anual a equivaler, no final do mês, a 5% do consumo.

Fontes: Notícias ao Minuto

Vento e sol impulsionam energia limpa no mundo

Basta olhar para a evolução da energia eólica no Brasil para ver a velocidade com que as fontes de energia renováveis estão avançando. Em 2005, eram produzidos apenas 2,7 megawatts. Mas, já no fim de 2012, as turbinas instaladas no Brasil aproveitavam o vento para produzir 2 500 megawatts. A tendência de buscar energias limpas é mundial. A capacidade de geração de energia solar no mundo, que demorou décadas até ser viável comercialmente, aumentou 900% nos últimos cinco anos.

O melhor exemplo vem da China, que investe pesadamente para tentar se livrar da dependência de combustíveis mais poluentes, como o carvão. Lá o mercado de energia limpa chegou a 65 bilhões de dólares em 2012, um quarto dos investimentos totais do mundo. A meta da Associação das Indústrias de Energia Renovável da China é que o país chegue a 100 000 megawatts de energia eólica conectada à rede em 2015.

No Brasil, leilões em 2011 e no mês passado garantiram que até o fim de 2014 pelo menos 100 novos parques eólicos sejam construídos. Para continuar ganhando força, no Brasil e no mundo, a produção de energia limpa pode usar algum tipo de subsídio do governo na produção. Segundo a Agência Internacional de Energia, 775 bilhões de dólares são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas, como solar, eólica e geotérmica.

Não apenas com subsídios diretos, mas também por meio de legislação, o governo pode impulsionar o mercado de energias renováveis. A autoprodução (onde grandes indústrias geram a própria energia) mais que dobrou na última década. Para assegurar que as indústrias usem não apenas motores a diesel ou carvão para alimentar as máquinas, uma lei de 2004 prevê benefícios a quem adotar geradores de biocombustíveis ou pequenas hidrelétricas.

No caso da energia solar, em vez de grandes complexos, alguns países têm apostado no incentivo à produção individual: na Alemanha, o governo iniciou este ano um programa onde paga uma parte das baterias de armazenamento. Aqui no Brasil, uma resolução de 2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante créditos para as casas que venderem o excedente de energia produzido pelas células fotovoltaicas. Quando o morador produz mais do que consome, a eletricidade devolvida à rede garante abatimentos que podem ser usados ou na própria residência ou em outro local, como um escritório. Com isso, o investimento em um painel solar – entre 10 000 e 20 000 reais para uma casa média – poderá ser recuperado. No site do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), há um simulador em que é possível saber o consumo e o custo de um painel solar para abastecer a residência. Governo, empresas e pessoas podem fazer a sua parte para produzir energia mais limpa.

Fontes: EXAME

Vento e sol impulsionam energia limpa no mundo

Basta olhar para a evolução da energia eólica no Brasil para ver a velocidade com que as fontes de energia renováveis estão avançando. Em 2005, eram produzidos apenas 2,7 megawatts. Mas, já no fim de 2012, as turbinas instaladas no Brasil aproveitavam o vento para produzir 2 500 megawatts. A tendência de buscar energias limpas é mundial. A capacidade de geração de energia solar no mundo, que demorou décadas até ser viável comercialmente, aumentou 900% nos últimos cinco anos.

O melhor exemplo vem da China, que investe pesadamente para tentar se livrar da dependência de combustíveis mais poluentes, como o carvão. Lá o mercado de energia limpa chegou a 65 bilhões de dólares em 2012, um quarto dos investimentos totais do mundo. A meta da Associação das Indústrias de Energia Renovável da China é que o país chegue a 100 000 megawatts de energia eólica conectada à rede em 2015.

No Brasil, leilões em 2011 e no mês passado garantiram que até o fim de 2014 pelo menos 100 novos parques eólicos sejam construídos. Para continuar ganhando força, no Brasil e no mundo, a produção de energia limpa pode usar algum tipo de subsídio do governo na produção. Segundo a Agência Internacional de Energia, 775 bilhões de dólares são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas, como solar, eólica e geotérmica.

Não apenas com subsídios diretos, mas também por meio de legislação, o governo pode impulsionar o mercado de energias renováveis. A autoprodução (onde grandes indústrias geram a própria energia) mais que dobrou na última década. Para assegurar que as indústrias usem não apenas motores a diesel ou carvão para alimentar as máquinas, uma lei de 2004 prevê benefícios a quem adotar geradores de biocombustíveis ou pequenas hidrelétricas.

No caso da energia solar, em vez de grandes complexos, alguns países têm apostado no incentivo à produção individual: na Alemanha, o governo iniciou este ano um programa onde paga uma parte das baterias de armazenamento. Aqui no Brasil, uma resolução de 2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante créditos para as casas que venderem o excedente de energia produzido pelas células fotovoltaicas. Quando o morador produz mais do que consome, a eletricidade devolvida à rede garante abatimentos que podem ser usados ou na própria residência ou em outro local, como um escritório. Com isso, o investimento em um painel solar – entre 10 000 e 20 000 reais para uma casa média – poderá ser recuperado. No site do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), há um simulador em que é possível saber o consumo e o custo de um painel solar para abastecer a residência. Governo, empresas e pessoas podem fazer a sua parte para produzir energia mais limpa.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Oslo converte lixo importado em energia

Esqueça o carvão, o petróleo ou o gás de xisto. Na Noruega, pelo menos, é o lixo residencial que está ganhando espaço como fonte de energia. No interior da usina de Klemetsrud, a sudeste de Oslo, dezenas de milhares de toneladas de lixo são empilhadas todos os dias formando grandes muralhas.

Ali, os resíduos de milhões de residências da Noruega, do Reino Unido e de outros países são transformados em aquecimento e eletricidade para a cidade de Oslo. Antes de chegar ao local, o lixo passa por uma triagem. Tudo o que pode ser reaproveitado é separado. Mesmo assim, mais de 300 mil toneladas de dejetos não recicláveis são geradas por ano na capital norueguesa.

"Quatro toneladas de lixo têm o mesmo potencial energético do que uma tonelada de óleo combustível", diz Pal Mikkelsen, diretor da agência responsável pela transformação de lixo em energia de Oslo. Uma tonelada de óleo combustível, diz Mikkelsen, poderia aquecer uma casa por metade de um ano.

Com rígidos controles para eliminar os gases oriundos da incineração do lixo, Oslo acredita que converter lixo em energia possa ajudá-la a reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2) nos próximos 20 anos - tornando a cidade, cuja riqueza foi construída a partir da exploração do petróleo, uma das mais verdes do planeta.

O processo de aproveitamento energético do lixo é simples. Os dejetos, tonelada por tonelada, são despejados em um incinerador e queimados a uma temperatura de 850ºC. Mas nem tudo é queimado. Latas velhas e molas de colchão, por exemplo, são deixadas de fora. No final do processo, restam apenas cinzas, metais que podem ser reciclados e muito calor.

Esse calor é usado para ferver água. O vapor movimenta uma turbina, que gera eletricidade. A água fervente é depois bombeada da usina a casas e escolas públicas de Oslo, ajudando a população a se manter aquecida no rigoroso inverno norueguês.

Na capacidade máxima, a usina fornecerá aquecimento e eletricidade para todas as escolas de Oslo e aquecimento para 56 mil casas. Entretanto, Lars Haltbrekken, presidente de uma instituição local de preservação ambiental, vê um lado negativo em tudo isso. Para ele, o sistema cria um ciclo vicioso em que há um estímulo para produzir mais lixo a fim de gerar energia.

Haltbrekken diz que objetivo principal deveria ser reduzir a quantidade de lixo, reutilizar o que se pode reutilizar, reciclar e, só em quarto lugar, queimar e usar o lixo para fins energéticos. Mas, segundo ele, foi criado "um excesso de capacidade nessas usinas na Noruega e na Suécia. Nós nos tornamos dependentes em produzir mais e mais lixo."

Os defensores da ideia discordam de Haltbrekken. Eles destacam que todas as usinas que transformam lixo em energia na Europa são capazes de consumir apenas 5% da quantidade anual dos dejetos que iria parar em aterros sanitários.

Eles dizem que a Noruega, bem como outros países, está ajudando a eliminar parte do lixo da melhor maneira possível. Oslo, por exemplo, compra o lixo de duas cidades britânicas, Leeds e Bristol. O investimento compensa. Em vez de pagarem para que os dejetos sejam encaminhados a aterros sanitários após o processo de reciclagem, os governos locais se livram do seu lixo pagando à capital norueguesa.

A revolução originada a partir da transformação do lixo em energia pode ser ainda observada nas ruas de Oslo. Ali 144 ônibus são movidos anualmente a um biocombustível à base de restos de comida. Um quilo de dejetos orgânicos produz meio litro de combustível, a partir de um processo químico desenvolvido por uma universidade local.

Mikkelsen acredita que o projeto poderia ser adotado no restante da Europa, o que traria grandes benefícios para o continente.

"Se feito corretamente, isso significaria uma recuperação de muitos materiais - e uma queda acentuada do que vai parar nos aterros", avalia.

Fontes: Terra

Energia solar: Investigadores desenvolvem nova metodologia


Uma equipe de investigação da FCUL, reunindo investigadores das áreas de engenharia geográfica e da energia, desenvolveu um novo método para determinar o potencial solar de telhados e fachadas de edifícios numa malha urbana.

A partir de dados LIDAR e de observações meteorológicas, a ferramenta determina os sombreamentos dos telhados e fachadas para todas as horas de um ano típico. Pode-se então determinar o potencial solar anual dos edifícios, identificar os melhores locais para instalação de painéis solares, e prever o seu desempenho. A principal inovação do método agora descrito é a sua capacidade de analisar superfícies verticais, algo que os modelos existentes não eram capazes de fazer.

O modelo foi aplicado ao campus da FCUL. Recentemente publicados na revista Solar Energy, os resultados mostram que, embora as fachadas apresentem inclinações e orientações menos favoráveis para a colocação de painéis solares do que as coberturas inclinadas a sul, a área disponível é tal que permite quase duplicar a radiação solar recebida anualmente, passando de 34 GWh/ano para 53 GWh/ano.

Este efeito é particularmente importante durante os meses de Inverno, quando a posição aparente do Sol no céu é mais baixa.

Fontes: Diário Digital

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Energia obtida por cientistas através do esgoto pode ajudar a tratar água

Cientistas norte-americanos podem ter descoberto uma nova forma de produzir energia limpa a partir da águas residuais, segundo um novo estudo de cientistas da Universidade de Stanford, publicado na segunda-feira, 16 de setembro, no periódico Proceedings of National Academy of Sciences (PNAS).

Engenheiros desenvolveram um método mais eficiente que consiste em utilizar micróbios para obter eletricidade a partir da água residual, informou à AFP. Eles esperam que esta técnica possa ser usada em usinas de tratamento de esgoto para neutralizar os poluentes orgânicos em "zonas mortas" de lagos e mares onde o desague de fertilizantes exaure o oxigênio, sufocando a vida marinha.

Por enquanto, a equipe de pesquisadores da Universidade de Stanford começou a trabalhar em pequena escala, com um protótipo do tamanho de uma pilha D, que consiste em dois eletrodos (um positivo e um negativo) mergulhados em uma garrafa de água residual, cheia de bactérias.

Modelo consegue aproveitar cerca de 30% da energia potencial das águas residuais, aproximadamente a mesma taxa de painéis solares

À medida que as bactérias consumiram a matéria orgânica, os micróbios se concentraram em torno do eletrodo negativo, expulsando os elétrons, que foram capturados, por sua vez, pelo eletrodo positivo. "Chamamos isto de pesca de elétrons", explicou o engenheiro ambiental Craig Criddle, um dos principais autores do estudo. "É possível ver que os micróbios constroem nanofios para descarregar o excesso de elétrons", acrescentou Criddle.

Os cientistas há muito conhecem estes micróbios, denominados de exoeletrogênicos, que vivem em ambientes sem ar (anaeróbicos) e que são capazes de "respirar" óxidos de minerais no lugar de oxigênio para gerar energia.

Ao longo dos últimos 12 anos, alguns grupos de pesquisa testaram abordagens diferentes para transformar estes micróbios em biogeradores, mas se mostrou difícil aproveitar a eficiência energética.

Segundo os cientistas, seu novo modelo é simples, porém eficiente, e consegue aproveitar cerca de 30% da energia potencial das águas residuais, aproximadamente a mesma taxa de painéis solares disponíveis comercialmente.

Eles admitiram existir menos energia potencial disponível nas águas residuais do que nos raios solares, mas afirmaram que o processo tem um benefício adicional: limpar a água. Isto significa que pode ser usado para compensar parte da energia utilizada atualmente para tratar o esgoto.

Fontes: iBahia

Economia de energia: Brasil ainda consome 300 milhões de incandescentes por ano

O mercado brasileiro de lâmpadas incandescentes gira hoje ao redor de 300 milhões de unidades vendidas anualmente. “Esse número já caiu bastante desde o ano 2000, quando o consumo era da ordem de 500 milhões ao ano”, informa o CEO da Avant, Gilberto Grosso, empresa fabricante de lâmpadas há 15 anos instalada no Brasil. 

Mas, ainda hoje, praticamente 70% das residências brasileiras são iluminadas pelas incandescentes. “Essas lâmpadas foram eleitas as grandes vilãs do gasto com energia elétrica, porém são muito baratas. Esse consumo somente acabará em 2016, quando o Brasil proibirá definitivamente a comercialização dessas lâmpadas”, acrescenta o executivo.

“O aumento da adoção das chamadas lâmpadas econômicas começou efetivamente em 2001, quando o Brasil viveu o seu apagão de energia elétrica. Hoje, cerca de 190 milhões de compactas fluorescentes são vendidas por ano, gerando uma redução de até 80% de energia. E a tendência é de crescimento dessas vendas à medida que as incandescentes forem saindo de cena”, finaliza Grosso.

O programa brasileiro de erradicação das incandescentes começou em junho de 2013 com a proibição da venda das lâmpadas de 150W, estendendo-se até 2016. Em 2014 será a vez do fim das de 100W, em junho de 2015 as de 60W e, as últimas, em 2016, de 40W.

Fundada em março de 1998, a Avant é referência nacional no mercado de lâmpadas, sendo reconhecida e prestigiada pelos profissionais e consumidores brasileiros pela excelência no lançamento de itens para iluminação, na prestação de serviços e pela qualidade e diversidade do seu portfólio de produtos. Entre eles, destacam-se LEDs, lâmpadas fluorescentes, compactas econômicas, halógenas e de descarga, lanternas, luminárias (de emergência e hermética), refletores e produtos de segurança (anunciador de presença, campainha digital sem fio, sensor de presença e temporizadores analógico e digital), entre outros.

Sediada em São Paulo, a Avant tem forte atuação em todo o País, por meio de um Gerente Nacional de Vendas, cinco Gerentes Regionais e aproximadamente 120 representantes comerciais distribuídos por todos os Estados brasileiros. A empresa atende diretamente a cerca de 3.600 pontos de venda, entre lojas de material elétrico, revendas de material de construção, home centers e supermercados, além de atuar fortemente como parceira de lighting designers, arquitetos e engenheiros. 

Para assegurar rapidez e eficiência no atendimento, conta com dois Centros de Distribuição: em São Francisco do Conde (BA) e em Joinville (SC), operando com sistemas automatizados de controles, como o WMS na expedição e gerenciamento dos estoques, e o EDI na administração logística. Na Bahia possui também uma fábrica de montagem de luminárias e de lâmpadas compactas de alto fator de potência. 

Todas as lâmpadas da Avant são produzidas em fábricas de primeira linha localizadas na China, Taiwan e na Coreia do Sul. O fornecedor das compactas fluorescentes, por exemplo, é líder mundial na fabricação deste tipo de lâmpada, abastecendo as principais multinacionais que atuam nessa área. Todos os itens que recebem a marca Avant obedecem a minuciosos critérios de qualidade antes de entrar no mercado nacional, cujos padrões tecnológicos e de segurança são assegurados pelo rigoroso planejamento e controle das operações, e atestados no Brasil pela certificação do Inmetro/Procel. 

O carro-chefe da empresa é a linha de lâmpadas compactas fluorescentes, segmento em que detém aproximadamente 10% do mercado brasileiro, tendo comercializado 18 milhões de unidades no último ano. Sua meta é conquistar 20% desse setor nos próximos cinco anos. Para 2013, a previsão de crescimento no faturamento da companhia é de 15% em relação a 2012. O incremento se dará através do aumento das vendas de produtos tradicionais e da ampliação no portfólio de itens com tecnologia de ponta, principalmente os que utilizam LED.

Fontes: iBahia

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Relatório sobre queda de energia no Nordeste está para ser finalizado

O relatório sobre a interrupção no fornecimento de energia que afetou nove Estados nordestinos em agosto está em vias de ser finalizado, mas depende ainda, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), de últimas análises para ser apresentado. "Já temos origem, causa e todas as consequências. Faltam ainda algumas análises mais específicas", disse nesta quarta-feira o diretor-geral do ONS, Hermes Chipp, durante audiência pública sobre o blecaute na Câmara dos Deputados.

A interrupção no fornecimento de energia aconteceu dia 28 de agosto e afetou nove Estados nordestinos. De acordo com o ONS, o problema foi devido a uma queimada em fazenda no município de Canto do Buriti (PI). Segundo Chipp, não é necessário que o fogo tenha alcançado as linhas para causar um curto circuito e desligar parcialmente o sistema - no caso, a linha de transmissão Ribeiro Gonçalves-São João do Piauí.

Posteriormente, o circuito foi religado manualmente, mas um novo desligamento ocorreu devido a outro incêndio na mesma região, o que deu dimensão ainda maior ao problema, segundo informou o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Zimmermann, também durante a audiência.

"A perda de apenas uma linha do Nordeste não causaria impacto, mas o sistema não é planejado para a perda de dois elementos", disse o secretário. Ele acrescentou que sistemas complexos, como o brasileiro, precisam constantemente de realimentação e que, em geral, sistemas não são estáveis "ad eternum". Por isso, acrescentou, precisam sempre de melhorias, "apesar de o Brasil possuir uma fonte hidrelétrica privilegiada e conseguir índices de desempenhos acima do que há no mundo".

Zimmerman também informou que, em dois anos, todas as capitais do País estarão conectadas ao Sistema Interligado Nacional (SIN). "Já estamos ligando Manaus e em dois anos será a vez de Boa Vista."

O diretor Geral da Aneel, Romeu Rufino, acrescentou que há um grande dilema entre modicidade tarifária e investimentos em segurança. Segundo ele, investir em segurança resulta em mais eficiência. "Mas custa mais", argumentou.

Fontes: Terra

Energia: mais segurança pode elevar tarifas

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, avaliou que o aumento da segurança do sistema de transmissão de eletricidade, capacitando-o para suportar quedas simultâneas de linhas de transmissão tem um custo, que pode impactar as tarifas. "Contingenciar o sistema para uma ocorrência dupla custa mais e essa segurança não pode ser a qualquer custo. É preciso dosar a segurança com a modicidade tarifária", afirmou, em audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados.

O apagão ocorrido na região Nordeste no fim de agosto ocorreu porque duas linhas foram atingidas por queimadas, enquanto o sistema nordestino suporta a queda de apenas uma linha. Rufino lembrou que a Aneel abriu processo de fiscalização sobre as empresas que administram as linhas afetadas - Taesa e Ienne - e explicou que algumas geradoras também estão sendo fiscalizadas para verificar o processo de recomposição do fornecimento de energia.

"A agência vai apurar os fatos de maneira rigorosa. O processo dá tempo para que os agentes se manifestem, e quem tiver culpa será responsabilizado", disse. Ele destacou que a Aneel determinou que as duas empresas limpassem imediatamente a vegetação das faixas das linhas de transmissão e enviou de maneira preventiva um alerta para todas as outras transmissoras.

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, disse, ontem, que, depois de Brasília, o Nordeste deve ser a próxima o receber o sistema de "contingência dupla", chamado N-2.

Trata-se de um reforço nas linhas de transmissão em que o abastecimento é feito com três linhas, ou seja, ainda que falhem duas, a mesma área segue recebendo carga elétrica. "Acredito que depois de Brasília será a região Nordeste, porque faz a interconexão entre as regiões Norte e Sul", disse.

Além de Brasília - em que esse reforço está em processo de implantação - só Itaipu é conectada com sistema N-2. "Não existe país no mundo que utilize esse como um critério geral", completou, justificando o motivo pelo qual esse mesmo modelo não será implantado em todo País.

"Em Brasília os resultados são positivos. O investimento não foi tão grande, porque em algumas áreas isso não precisou ser feito. Se identificou que as chances de falha em alguns pontos eram muito pequenas, então não vale a pena", afirmou. "Nessas situações adota-se apenas medidas preventivas", disse.

Chipp disse também que vem defendendo maior uso de térmicas na matriz energética. Essas usinas são mais caras e mais poluentes, porque usam, carvão ou óleo combustível para operar. "(É importante aumentar esse uso) Especialmente na região Sul. Isso nos faria operar com maior segurança quando a hidrologia estiver desfavorável".

Fontes: Diário do Nordeste

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vento e sol impulsionam energia limpa no mundo

Basta olhar para a evolução da energia eólica no Brasil para ver a velocidade com que as fontes de energia renováveis estão avançando. Em 2005, eram produzidos apenas 2,7 megawatts. Mas, já no fim de 2012, as turbinas instaladas no Brasil aproveitavam o vento para produzir 2 500 megawatts. A tendência de buscar energias limpas é mundial. A capacidade de geração de energia solar no mundo, que demorou décadas até ser viável comercialmente, aumentou 900% nos últimos cinco anos.

O melhor exemplo vem da China, que investe pesadamente para tentar se livrar da dependência de combustíveis mais poluentes, como o carvão. Lá o mercado de energia limpa chegou a 65 bilhões de dólares em 2012, um quarto dos investimentos totais do mundo. A meta da Associação das Indústrias de Energia Renovável da China é que o país chegue a 100 000 megawatts de energia eólica conectada à rede em 2015.

No Brasil, leilões em 2011 e no mês passado garantiram que até o fim de 2014 pelo menos 100 novos parques eólicos sejam construídos. Para continuar ganhando força, no Brasil e no mundo, a produção de energia limpa pode usar algum tipo de subsídio do governo na produção. Segundo a Agência Internacional de Energia, 775 bilhões de dólares são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas, como solar, eólica e geotérmica.

Não apenas com subsídios diretos, mas também por meio de legislação, o governo pode impulsionar o mercado de energias renováveis. A autoprodução (onde grandes indústrias geram a própria energia) mais que dobrou na última década. Para assegurar que as indústrias usem não apenas motores a diesel ou carvão para alimentar as máquinas, uma lei de 2004 prevê benefícios a quem adotar geradores de biocombustíveis ou pequenas hidrelétricas.

No caso da energia solar, em vez de grandes complexos, alguns países têm apostado no incentivo à produção individual: na Alemanha, o governo iniciou este ano um programa onde paga uma parte das baterias de armazenamento. Aqui no Brasil, uma resolução de 2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante créditos para as casas que venderem o excedente de energia produzido pelas células fotovoltaicas. Quando o morador produz mais do que consome, a eletricidade devolvida à rede garante abatimentos que podem ser usados ou na própria residência ou em outro local, como um escritório. Com isso, o investimento em um painel solar – entre 10 000 e 20 000 reais para uma casa média – poderá ser recuperado. No site do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), há um simulador em que é possível saber o consumo e o custo de um painel solar para abastecer a residência. Governo, empresas e pessoas podem fazer a sua parte para produzir energia mais limpa.

Fontes: EXAME

SP pode isentar equipamentos de energia solar de ICMS

O governo do Estado de São Paulo pretende isentar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) todos os equipamentos voltados para a geração de energia solar. A informação é do secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Aníbal. "Nossa expectativa é que possamos dar isenção integral de ICMS para a energia solar como já fazemos para as energias eólica e de biomassa", disse o secretário, durante o seminário "O Aproveitamento da Energia Solar - Painéis Fotovoltaicos", realizado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O problema para o setor de energia solar, de acordo com o secretário, é que os aparelhos são quase todos importados. "Estamos adicionalmente fazendo esforço para estimular a produção destes equipamentos", disse.

Aníbal criticou ainda o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), Mauricio Tolmasquim, que teria afirmado que o governo federal manteria a proposta de indenizar o governo do Estado de São Paulo pela não renovação da concessão da usina hidrelétrica Três Irmãos em apenas R$ 1,8 bilhão, porque a diferença entre o valor oferecido e os R$ 7 bilhões pedidos por São Paulo viria da falta de eficiência da usina. "Ele está por fora, querendo manter uma informação equivocada. É uma ignorância do Tolmasquim."

Segundo Aníbal, no caso de Três Irmãos, a condição foi fazer o Canal Pereira Barreto, a eclusa na usina e plantar uma fazenda para preservação de espécies. E estas obras não estão sendo consideradas. "Eles dizem que o valor é esse (R$ 1,8 bi). Queremos saber como se apurou esse valor", questionou, acrescentando que o leilão da concessão da usina deveria ser feito agora em setembro, mas o governo federal pode deixar para janeiro sob a alegação de que está estudando as metodologias.

Fontes: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Energia renovável pode crescer 47% no Brasil até o ano de 2050

O Brasil tem potencial para chegar a 2050 com uma matriz energética com 66,5% de participação de fontes renováveis, como vento, sol e biomassa - presença 47% maior do que a observada hoje. A estimativa foi feita pela ONG ambiental Greenpeace, que divulgou ontem o relatório Revolução Energética. A análise considera pela primeira vez o uso de energia como um todo, para os setores elétrico, de transportes e industrial. Se for isolada a matriz elétrica, a participação de renováveis, de acordo com o estudo, pode chegar a 92%. 

Trabalhando com projeções de crescimento da economia e da população, o estudo calcula quanto deve ser a demanda de energia do País para daqui a 40 anos e a participação que cada tipo de fonte pode ter na matriz - com base no seu potencial, na sua viabilidade econômica e na forma como o mercado tem se movimentado, independentemente de ações do governo. 

A ideia é não só reduzir a participação dos combustíveis fósseis, mas também das hidrelétricas, que hoje respondem por 88,8% da matriz elétrica, segundo dados de 2012 da Empresa de Pesquisa Energética. 

Essa porcentagem deixa o Brasil na confortável posição de ter a produção de energia mais limpa do mundo, mas deixa aberta uma brecha para que o País recorra às termelétricas - fontes sujas, que emitem grande quantidade de gases de efeito estufa - quando há um forte período de seca que reduz o volume de água nos reservatórios. A cada ano, o País vem ligando as termelétricas por mais tempo, chegando, neste ano, por exemplo, a um custo com elas 50% superior ao previsto. 

Se o modelo brasileiro seguir no ritmo atual, as hidrelétricas responderiam por 54,4%; as termelétricas a gás natural por 23%, as eólicas por 7,6% e a solar não chegaria a 2%. Aproveitando melhor o potencial para as renováveis, a participação das hidrelétricas poderia cair para 39,6%; a das eólicas subir para 21,1%; a da solar para 23% e a das térmicas cair para 6,5%. 

O estudo calcula que, mesmo sendo necessário um investimento inicial de R$ 690 bilhões a mais do que o governo já vinha planejando gastar com energia para atingir esse cenário, ele pode render uma economia de R$ 1,11 trilhão até 2050.

Fontes: IG Notícias

Agência de Energia descarta intervir no mercado de petróleo

A Agência Internacional de Energia (AIE) disse nesta quinta-feira que os mercados de petróleo estão bem abastecidos e que não chancela qualquer ação dos países do Ocidente apesar da recente alta nos preços.
"Embora a AIE, como sempre, está pronta para responder no caso de uma importante interrupção de oferta, a atual situação não pede uma resposta da AIE", disse um porta-voz do secretariado da entidade, em Paris, por meio de um comunicado por email.

A AIE reúne países desenvolvidos que detêm estoques estratégicos de petróleo que podem ser liberados em caso de problemas de abastecimento.

Preços do Brent, referência no mercado internacional, subiram 9 dólares para 116 dólares por barril em agosto, devido a interrupções na oferta da Líbia e por um potencial ataque dos EUA contra a Síria.

Fontes: EXAME