quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

No Brasil de muito sol, a energia solar ainda é inviável pelo alto custo

O governo brasileiro, através da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) já investiu cerca de 200 milhões de reais em pesquisas relacionadas a produção da energia eólica, afirma o economista Hudson Lima, chefe do Departamento de Energia e Tecnologias Limpas da instituição. "Podemos dizer que a produção e o crescimento desta fonte dentro da matriz já é uma realidade no país", acredita.

Em contrapartida, os investimentos em energia solar, fonte em que o Brasil tem uma das maiores capacidades produtivas do mundo, ainda engatinham. O motivo, segundo Lima, é o elevado preço da sua produção. "A energia solar ainda é uma forma economicamente inviável de se fazer energia em grande escala, pois o seu alto custo a torna impossível para as indústrias", afirma Lima.

Depois de semanas de incerteza, os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas, de onde é produzido 90% da eletricidade nacional, subiram em mais de 4% e a previsão é de que mais chuva ajude a normalizar o sistema nos próximos meses. O atraso na chegada do chamado "período úmido" do ano deixou autoridades e brasileiros preocupados com a possibilidade de um novo "apagão".

O desenvolvimento de outras fontes de energia contribuiria para a maior segurança energética do país e é importante principalmente em momentos como este. "Há uma grande capacidade no país, não apenas para a eólica e solar, mas também para a biomassa, através da queima do bagaço da cana ou o etanol", exemplifica o economista.

A saída para o desenvolvimento da produção solar, segundo Lima, é através da Geração Distribuída, com a instalação de painéis fotovoltaicos em casas, empresas, estabelecimentos comerciais e prédios, por exemplo. O sistema funciona oferecendo a quem adotá-lo créditos pela energia não utilizada. Estes créditos podem ser utilizados no mês seguinte.

A Geração Distribuída tem sido utilizada em diversos países, como os Estados Unidos e a Espanha, por exemplo. Esta forma, em fase de regulamentação no Brasil, tem o benefício de não demandar outros gastos públicos, como distribuição e transporte. E o potencial do Brasil na área é indiscutível: o pior local em insolação do país é ainda melhor do que o local mais ensolarado da Alemanha. Ainda sim, a nação germânica é a maior produtora de energia fotovoltaica do planeta, segundo o especialista.

"Ainda há muito a ser desenvolvido aqui no Brasil para o futuro, mas não vejo a solar como grande parte da matriz energética do país, pelo alto custo", analisa Lima.

O Megawatt instalado da produção solar custa, em média,10 milhões de reais. Em comparação, na energia eólica o Megawatt instalado sai por R$ 3,7 milhões. Em maio do ano passado, a Alemanha bateu um recorde mundial neste tipo de geração: em apenas um final de semana as usinas de energia solar produziram 22 gigawatts (GW) de eletricidade — o equivalente a produção de 20 centrais nucleares em capacidade total.

Tudo por um custo alto demais, inviável para a renda dos brasileiros. Por ano, os cidadãos alemães pagam cerca de 4 bilhões de euros sobre suas contas para financiar a energia solar, segundo Ministério do Meio Ambiente do país.

Enquanto isso, os investimentos em energia eólica seguem em ritmo acelerado. O país já tem cerca de 2 gigawatts de capacidade em funcionamento e sete em processo de instalação. As perspectivas para o setor são otimistas, afirma Hudson, principalmente depois do resultado do leilão da Aneel, que atingiu o preço de R$ 87,94 por MW/hora. "Isto mostra a viabilidade econômica para a produção e comercialização desta fonte energética".

Dados oficiais apontam capacidade de 60GW de energia eólica para o Brasil, mas existem estudos que já apontam que este número, em torres de 100 a 120 metros, pode chegar a 130GW.

As dificuldades para a ampliação do parque eólico nacional se esbarram em problemas de infra-estrutura já conhecidos do país. As redes de transmissão defasadas, que também prejudicam a distribuição da energia gerada a partir das hidrelétricas, acabam tirando efetividade da eólica. Isto porque, por ter uma produção "não armazenável" e inconstante, os picos de produção acabam sobrecarregando o sistema.

"Hoje tem um desafio grande em relação a esta configuração de que as linhas de transmissão passam a ser um gargalo, e o nosso modelo do fio prevê uma divisão de custo entre quem transmite e quem produz. Há um debate em relação a quem deveria arcar com estes custos", afirma.

Fontes: Jornal do Brasil

Especialistas mostram pessimismo sobre meta para energia renovável

As energias renováveis chegaram a 16% do consumo energético total na última década, mas muitos especialistas duvidam que se alcance a meta de duplicá-las em 2030.

Durante a cúpula mundial sobre energias do futuro, que acontece nesta semana em Abu Dhabi, a secretária-executiva da Organização das Nações Unidas para mudança do clima, Christiana Figueres, disse que a transição para energias de baixa emissão de carbono já começou. "Mas esta mudança não tem ocorrido nem na escala, nem na velocidade desejadas", afirmou.

A porta-voz da ONU comentou o assunto após anúncio da Agência Internacional para as Energias Renováveis (Irena) de um plano destinado a duplicar a proporção das energias limpas na produção total. "É uma meta ambiciosa", admitiu Adnan Amin, secretário-geral do órgão.

Ele considerou possível que não se consiga aumentar a proporção de energias renováveis dos atuais 16% para 30% se os esforços não forem redobrados.

Especialistas se dividem sobre futuro de matrizes limpas
Relatório divulgado nesta semana mostra que 170especialistas entrevistados se divergem sobre o futuro global das renováveis. Alguns, considerados pessimistas, calculam que a contribuição não chegará a 20% do consumo em 2050. Os moderados falam de 30% a 45%, enquanto os otimistas chegam a prever que as energias limpas responderão entre 50% e 90% do consumo.

Atualmente, as energias renováveis chegaram a 18% do consumo energético total na última década, mas muitos especialistas duvidam que seja alcançada a meta de duplicá-las em 2030. As energias fósseis - petróleo, gás e carvão - representam 80% e a energia nuclear, de 2% a 3%, segundo o mesmo informe.

Em pelo menos 30 países renováveis representam 20% do consumo e 120 nações têm objetivos diferentes para sua introdução e desenvolvimento. Fatih Birol, economista chefe da Agência Internacional de Energia (AIE) lembra que o preço médio do barril de petróleo foi de US$ 112 em 2012, um recorde, antes de lembrar que os subsídios às energias fósseis são "o inimigo público número um da luta contra as mudanças climáticas".
À esquerda, exemplos de turbinas de energia eólica que funcionam em regiões da Alemanha; à direita, casas sustentáveis que são abastecidas com luz solar na Europa (Foto: Eduardo Carvalho/Globo Natureza)

Subsídios são vilões da energia limpa
Esses subsídios atingiram os US$ 523 bilhões em 2011, 30% a mais do que em 2010, disse Birol, lembrando que o dinheiro gasto em energias fósseis não faz mais que aumentar o consumo. "Precisamos urgentemente das energias renováveis, mas, a menos que haja um marco que torne os investimentos rentáveis, não alcançaremos o nosso objetivo", destacou.

Os investimentos mundiais em energias limpas caíram 11% em 2012, arrastados por fortes quedas em grandes mercados como Estados Unidos, Índia e Europa, embora a retração tenha sido menor do que se esperava, segundo um informe publicado nesta semana.

No ano passado, foram investidos US$ 268,7 bilhões em projetos de energias limpas, contra US$ 302,3 bilhões em 2011, de acordo com estudo feito pelo escritório Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

Fontes: G1

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Estudo apresenta material que capta energia de vapor d'água


Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) inventaram um novo material que gera energia a partir do vapor d’água. O artigo com o estudo foi publicado nesta quinta-feira (10) pela revista “Science”.

O sistema funciona da seguinte forma: ao absorver pequenas quantidades de água, um filtro de polímero se enrola repetidas vezes para cima e para baixo. O movimento contínuo é transformado em energia suficiente para abastecer dispositivos micro e nanoeletrônicos, como sensores ambientais.

As vantagens da nova tecnologia são muitas, segundo os pesquisadores. “Um sensor alimentado por bateria precisa ser substituído periodicamente. Mas, se você tem este dispositivo, pode captar a energia do ambiente, de modo que não seja necessário substituí-lo muitas vezes", diz Mingming Ma, pós-doutorando do Instituto David H. Koch do MIT, e principal autor do artigo.

As potenciais aplicações do novo material incluem, em grande escala, geradores movidos a vapor d’água, e geradores menores para ligar eletrônicos vestíveis. "Ele não precisa de muita água", diz Ma. "Uma quantidade muito pequena de umidade seria suficiente".

O novo filme consiste em uma rede interligada por dois polímeros diferentes. Um deles forma uma matriz dura, mas flexível, que proporciona um suporte estrutural. O outro, é um gel macio que incha quando absorve água.

Os esforços anteriores para fazer filmes sensíveis à água utilizaram apenas um dos polímeros, o que gerava uma resposta muito mais fraca ao estímulo. "Ao incorporar os dois diferentes tipos de polímeros, gera-se um deslocamento muito maior, assim como uma força maior," diz Liang Guo, um dos autores do estudo.

Quando o filme de 20 milionésimos de metro de espessura é colocado sobre uma superfície que contém uma pequena quantidade de umidade, a camada inferior absorve a água evaporada, obrigando a película a curvar-se para fora da superfície. Uma vez que a parte inferior da película é exposta ao ar, ela rapidamente libera a umidade, saltando para frente, e começa a enrolar-se de novo. Uma vez que este ciclo é repetido, o movimento contínuo converte a energia química em energia mecânica.

Esses filmes podem agir tanto como atuadores (um tipo de motor) ou geradores. Como atuador, o material pode ser bastante potente. O estudo demonstra que uma película de 25 miligramas pode levantar uma carga de lâminas de vidro com 380 vezes o seu próprio peso, ou pode ainda transportar uma carga de fios de prata com 10 vezes o seu próprio peso, trabalhando como uma espécie de “minitrator” movido a água.

Geração de energia elétrica
A energia mecânica gerada pelo material também pode ser convertida em eletricidade, que pode ser armazenada em condensadores capazes de ligar dispositivos microeletrônicos de baixíssima potência, tais como sensores de temperatura e umidade.

Para gerar eletricidade em escala maior, o filme precisa ser colocado em cima de um lago ou rio. Ele ainda pode ser preso à roupa, para que a mera evaporação de suor alimente dispositivos como sensores de monitoração fisiológica. "Você pode estar correndo e gerando energia", diz Liang Guo.

Os pesquisadores agora trabalham para melhorar a eficiência da conversão de energia mecânica em energia elétrica, o que pode permitir que filmes menores alimentem dispositivos maiores.

Risco de crise de energia desafia Dilma e vira teste para 2014


O risco de novos apagões ou de um racionamento de energia é o primeiro grande desafio do governo federal em 2013 e pode representar um teste para a popularidade da presidente Dilma Rousseff em um ano decisivo, que antecede eleições presidenciais e a realização da Copa do Mundo.

Com os reservatórios das usinas hidrelétricas abaixo ou próximo dos limites de dez anos atrás, quando ocorreu a crise do apagão, Dilma decidiu convocar às pressas nesta quarta-feira uma reunião de emergência em Brasília.

Nela, a presidente, que foi ministra das Minas e Energia durante os primeiros anos do governo Lula e se destacou pelo perfil "técnico", deve discutir com sua equipe alternativas para evitar a qualquer custo um eventual restrição ao consumo de energia que, se colocada em prática, na opinião de analistas, poderia afetar sua credibilidade.

"Uma situação como essas poderia impor um risco eleitoral à presidente, que é publicamente reconhecida como uma técnica de altíssimo nível", disse à BBC Brasil o cientista político Ricardo Ismael, da PUC-Rio.

"Além disso, um apagão ou racionamento de energia lançaria questões sobre o planejamento da própria presidente enquanto ministra do setor", acrescentou.

Já o cientista político Ricardo Caldas, da Universidade de Brasília (UnB), acredita que, ainda que o problema se agrave, haverá pouco ou nenhum desgaste na imagem de Dilma.

"A presidente possui um alto índice de popularidade. É provável que ela saia incólume, tal como o seu antecessor, Lula, envolvido indiretamente nas denúncias do mensalão", afirmou ele à BBC Brasil.

Fora das urnas, Dilma também terá pela frente o desafio de garantir a segurança energética do país, especialmente durante a Copa do Mundo, acrescentaram analistas ouvidos pela BBC.

Eles lembram que o consumo de energia tende a aumentar durante o evento esportivo.

Além disso, o Mundial será realizado em junho, período no qual costuma haver escassez de chuvas, potencializando riscos.

A medida, tomada "tardiamente" na avaliação de especialistas, visa a complementar a geração das hidrelétricas e permitir a recomposição dos reservatórios de água.Em meio a temores de um eventual apagão ou racionamento de energia, o governo conseguiu ampliar sua capacidade de manobra, ainda que restrita, com o acionamento das usinas termelétricas, mais caras e poluentes, enquanto espera pelas chuvas.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do sistema Sudeste/Centro-Oeste estão no nível mais baixo nos últimos dez anos.

Dados recentes do órgão revelam que as represas localizadas nas duas regiões permanecem com 28,54% de sua capacidade, ante a 76,23% no início do ano passado.

No Nordeste, o segundo maior parque gerador do país, os reservatórios apresentam uma situação um pouco melhor (30,64% da capacidade total), mas também abaixo da verificada no ano passado (59,33%).

Para Cristiano Prado, gerente de competitividade industrial e investimentos da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a situação no país é extremamente delicada.

"O Brasil está gerando energia à plena potência. Apesar de não podermos determinar se haverá apagão ou racionamento, não há plano B. Ou seja, qualquer queda na linha de transmissão ou até uma falha humana poderiam deixar o país às escuras", disse ele.

Segundo dados da entidade, o nível das chuvas no Sudeste registra 72% da média histórica para o período, o que só ocorreu em 1933 e em 1934.

Nível dos reservatórios Com o acionamento das usinas termelétricas, movidas a gás natural e a óleo diesel, a provável redução média de 20% na conta de luz anunciada por Dilma no ano passado tende a perder fôlego.

Isso porque seu custo mensal é de R$ 650 milhões e caso permaneçam ligadas representarão um custo de 0,8 ponto percentual de acréscimo na tarifa a ser paga pelo consumidor brasileiro por mês, de acordo com um estudo da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee).

Para a Petrobras, segundo o Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (Cbie), que vem importando Gás Natural Liquefeito (GNL) para manter a operação dessas usinas, o ônus também deverá ser alto.

Se mantidas a 100% de sua capacidade durante o ano, o impacto de seu funcionamento para a estatal deverá ser de R$ 4 bilhões, considerando a diferença entre o preço de importação e o de venda no mercado interno.

Segundo eles, o aumento dos custos relativos à geração de energia aliado à pressão, por parte do governo, pela redução das tarifas exigida para a renovação dos contratos das empresas do setor, especialmente a Eletrobras, podem inviabilizar futuros investimentos na área, dada a diminuição da rentabilidade.Especialistas também apontaram os riscos para o cenário energético brasileiro nos próximos anos.

Como resultado, na opinião de analistas, a segurança energética do país poderia ficar comprometida.

"Caberá ao governo responder a isso se quiser assegurar os investimentos nesse setor a médio e longo prazo", disse à BBC Brasil Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/UFRJ.

Fontes: BBC

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Governo descarta racionamento e assegura fornecimento de energia

Está marcada para quarta-feira (9) a reunião do governo sobre o setor elétrico. Apesar do discurso afinado de que não há risco de racionamento, as autoridades estão preocupadas com o nível dos reservatórios.

O governo diz que a reunião não é de emergência e descarta o risco de racionamento, de um apagão. Assegura que o fornecimento de energia está garantido, mas já fala em aumento das tarifas, o que bota em xeque o corte de 20% nas contas de luz prometido pela presidente Dilma Rousseff.

Nas usinas hidrelétricas, o nível dos reservatórios é o mais baixo dos últimos dez anos. Sobradinho, na Bahia, chegou a 26% da capacidade total. Furnas, em Minas Gerais, está com 12% do volume.

A situação é mais crítica nas regiões Sudeste e Centro Oeste, com o nível dos reservatórios em 28,5%. No nordeste, 30,9%. No Norte e no Sul, os reservatórios estão com 40% da capacidade.

“Em janeiro desse ano, a situação no nosso reservatório é muito semelhante ao que estávamos vivendo em 2001, quando teve o último racionamento”, afirma Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel.

Neste período de estiagem, o governo está usando 56 das 65 usinas termoelétricas disponíveis. O problema é que a energia térmica é bem mais cara que a produzida nas hidrelétricas. E este custo será repassado ao consumidor.

“Essa pequena diferença será repassada para o consumidor, mas não chega a ser 1%”, afirma Edison Lobão, ministro de Minas e Energia.

Na quarta-feira, representantes de vários órgãos do setor elétrico vão se reunir para discutir o que fazer, mas o ministro descartou o racionamento. “Nenhuma possibilidade de racionamento. Nenhuma possibilidade de desabastecimento”

O que piora a situação é o consumo de energia que, por causa do calor, bateu recorde no fim do ano. Para o especialista, o governo poderia ter tomado providências para ajudar a poupar os reservatórios. “Nós poderíamos ter antecipado a geração termoelétrica para economizar água. Se a gente tivesse entrado com a geração termoelétrica um ano antes, moderadamente, nós poderíamos estar com uma situação mais cômoda”, ressalta Luiz Pinguelli Rosa.

A previsão do tempo para os próximos 15 dias é animadora. Pelo menos para as regiões Centro-Oeste e Sudeste. “A previsão é que realmente venha ocorrer chuvas nessas duas áreas e que seja uma boa quantidade de chuvas. O resto do país permanece muito semelhante ao que está hoje: muito sol, poucas nuvens, temperaturas elevadas e um volume discretíssimo de chuvas”, afirma Manoel Rangel, meteorologista do INMET.

E essa dúvida - racionamento ou não de energia - chegou aos investidores: na segunda, as ações de empresas elétricas brasileiras caíram na Bolsa de Valores de São Paulo.

Fontes: Bom Dia Brasil

Painel solar feito de grafeno pode baratear a ‘energia limpa’


Cientistas do MIT (Massachusetts Institute of Technology) encontraram boas vantagens em um material alternativo para a geração de energia limpa. O silício e placas de óxido de índio, frequentemente empregados nesse segmento, poderão perder espaço em alguns anos para a nova tecnologia que utiliza grafeno conjugado.

O grafeno é um material resistente composto por átomos de carbono densamente compactados. Os painéis solares feitos com esse elemento são mais leves e fortes, e mantêm um rendimento de absorção e conversão de luz solar próximo aos de silício. A flexibilidade de um receptor solar de grafeno é também uma característica que reforçaria a integração e fixação dessa forma de energia limpa para todos.

Silvija Gradečak, professora de Ciência de Materiais e Engenharia do MIT e um dos membros do estudo, afirma que as vantagens do material poderão fazer com esta nova tecnologia ganhe mercados de todo o mundo em alguns anos, ainda que eles não tenham conseguido desenvolver protótipos muito grandes. Os cientistas ainda não conseguiram criar células solares de grafeno com mais de um centímetro.Mesmo com rendimento energético um pouco menor que o proporcionado por tecnologias mais caras, o custo dessas células solares compensaria essa limitação. O resultado final de uma placa de captação solar de grafeno teria valor comercial muito abaixo dos usualmente utilizados. Além disso, é possível aplicá-la em superfícies de vidro ou plástico, de modo que sua instalação seria mais acessível aos consumidores médios.

Fontes: TechTudo

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Brasil é o 10º país mais atraente para energias renováveis

Apesar dos esforços no investimento em fontes alternativas de energia, como é o caso da construção dos Complexos Eólicos, na região Nordeste, e da maior usina de energia solar do Brasil, em Campinas (SP), o país não é um destino atraente para novos aportes no setor. Esta é a conclusão da última edição de 2012 do Índice de Atratividade dos Países em Energias Renováveis, divulgado pela consultoria Ernst & Young.

O estudo é publicado a cada três meses e reúne as 40 nações mais atraentes para investimentos em energia eólica, solar, geotérmica e de biomassa. O primeiro lugar ficou com a China, que somou 69,6 pontos de média numa escala de 0 a 100. Entre os quatro tipos de produção de energia avaliados, a produção eólica foi a mais bem pontuada, chegando a 76 pontos. A segunda melhor nação para aportes é a Alemanha, que ficou um ponto à frente dos Estados Unidos pela primeira vez desde que o ranking foi criado.

O Brasil ocupa o 10º lugar entre os países avaliados pelo Índice, ficando também atrás de Índia, França, Reino Unido, Canadá, Japão e Itália, com 50,5 pontos. Apesar de estar bem no meio da lista, a posição é considerada ruim pelo histórico do país no ranking. Na última edição, divulgada em agosto de 2012, ocupava a nona posição. Em relação à avaliação divulgada em setembro do ano passado, o país teve uma evolução já que estava em 11º lugar.

Entre os quatro tipos de energias avaliadas, a geotérmica é a menos atraente com apenas 24 pontos. Em terceiro e segundo lugares estão, respectivamente, a geração solar (48 pontos) e a eólica (52). A melhor opção para investimentos em energia renovável no Brasil é a produção com o uso de biomassa, que tem como fonte as matérias orgânicas sejam elas animal, mineral ou vegetal, tais como lenha e madeira em geral, carvão vegetal, bagaço de cana e fontes primárias de energia.

Na cidade de Piracicaba, uma das maiores produtoras de cana de açúcar do país, está localizado o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que está em negociação com BNDES, FINEP e Governo do Estado de São Paulo para a criação de um Projeto de Gaseificação de Biomassa. O custo atual estimado para viabilizar a ideia é de R$ 83 milhões. De acordo com estudos do IPT, o programa piloto teria capacidade de processar cerca de 400 mil toneladas de bagaço e palha de cana por ano.

A produção de gás de síntese a partir do bagaço e palha da cana-de-açúcar é uma forma de obter, de modo mais eficiente, a energia contida nestes resíduos. A utilização de fontes de biomassa, além de ser uma forma mais ecológica de gerar energia, também contribui para o aproveitamento dos recursos naturais resultantes de desmatamentos, queimadas e outros problemas ambientais.

Fontes: Terra

Geração de energia eólica crescerá 30% em 2013, diz Eletrobras

A Eletrobras vai colocar em operação, no ano que vem, 535,1 MW (megawatts) de geração eólica, aumentando em 30% a capacidade instalada dessa energia renovável no país, hoje em 1.800 MW, ou 1,5% do total. (Foto: José Leomar)

A empresa informou que realizou cerca de 85% do orçamento, em torno de R$ 13 bilhões previsto para 2012, o maior índice de realização desde o ano 2000 e 11 pontos percentuais acima do desempenho de 2011. No próximo ano, o orçamento será da ordem de R$ 13,7 bilhões, informou a companhia.

De acordo com a Eletrobras, entram em operação em 2013 os complexos eólicos do Livramento (78 MW, RS), Miassaba 3 (68,5 MW, RN), Rei dos Ventos 1 e 3 (118,6 MW, RN), Casa Nova (180 MW, BA), Pedra Branca (30 MW, BA), São Pedro do Lago (30 MW, BA) e Sete Gameleiras (30 MW, BA).

O sistema elétrico brasileiro tem ao todo 120 mil MW de capacidade instalada, sendo 71%, ou 85.700 MW de energia renovável, em que se inclui também as hidrelétricas, informou a EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

A Eletrobras disse que vai instalar no ano que vem a sua primeira planta solar, um projeto de 1 MW nas próprias instalações da subsidiária da empresa Eletrosul, em Florianópolis (SC).

A estatal prevê ainda a entrada em operação em 2013 das usinas hidrelétricas Jirau (3.750 MW, RO), Simplício (333,7 MW, RJ), Batalha (52,5 MW, GO), São Domingos (48 MW, MS), e PCH João Borges (19,5 MW, SC), ao todo mais 4.203 MW no sistema.

Fontes: Diário do Nordeste

Empréstimo para energia eólica aumenta 4%

O BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) vai fechar o ano com um volume de empréstimos ao setor de energia eólica superior ao de 2011, quando houve o maior salto de recursos para esse segmento -de R$ 808 milhões em 2010 para R$ 2,3 bilhões.

Confirmando a vocação do país para a energia renovável, o banco encerra 2012 com R$ 2,4 bilhões em recursos desembolsados para projetos do setor, após mais um desembolso anunciado na última terça-feira.

O BNDES liberou um financiamento de R$ 300 milhões para a construção de 15 parques eólicos na Bahia, que terão capacidade para gerar 386 MW (megawatts) e demandarão investimentos totais de R$ 1,4 bilhão, incluindo linha de transmissão associada.

Os recursos serão destinados a 15 SPE (Sociedades de Propósito Específico) controladas pela Renova Energia S/A, empresa constituída em 2006 por investidores brasileiros.

Os parques eólicos entrarão em operação em 2013 e 2014 e serão instalados em cinco municípios do semiárido baiano: Guanambi, Pindaí, Igaporã, Caetité e Urandi.

Os investimentos incluem a aquisição de 230 aerogeradores produzidos no país e preveem a criarão de cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos durante as obras. Após a conclusão dos parques, o total de postos de trabalho será de 3.900.

O empréstimo-ponte foi estruturado para possibilitar o apoio do BNDES já na fase inicial das obras de implantação dos parques, os quais já contam com licença de instalação.

Fontes: Correio do Estado

Brasil pode sofrer desabastecimento de energia e de gás, diz Firjan

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) emitiu um comunicado em que alerta para o risco de desabastecimento de energia e de gás no Brasil no final deste ano e no início de 2013.

Segundo a entidade, o nível de água nos reservatórios das usinas hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, onde se concentra a maior parte dos reservatórios do país, representa atualmente apenas 29% da capacidade total de armazenamento.

A Firjan acrescenta que há pouco espaço de manobra uma vez que "praticamente todas as termelétricas disponíveis já estão em operação, não havendo, mais, portanto, margem para aumento significativo da geração térmica".

A entidade disse também que o cenário é agravado pela dificuldade logística de abastecimento dessas usinas, operadas a óleo combustível e a diesel, e pela previsão de chuvas abaixo da média histórica para os próximos anos, o que intensificaria a redução da capacidade dos reservatórios.

Ainda de acordo com a Firjan, "com a elevada demanda de gás natural para suprimento das térmicas, as distribuidoras estaduais podem ter de exercer junto a clientes industriais as cláusulas de flexibilidade e de interruptibilidade dos contratos, o que provocaria impactos negativos na atividade industrial brasileira".

Fontes: BBC Brasil