quarta-feira, 24 de abril de 2013

Pesquisadores criam prédio que gera energia a partir de parede de algas

O escritório de arquitetura alemão Splitterwerk desenvolveu o projeto de uma casa que usa microalgas como fonte de energia. Para a construção da BIQ House foram usados 129 painéis de 243 cmx60 cm preenchidos com a planta, que, somados, cobrem uma área de 200 metros quadrados. Eles ficam situados na parte externa da casa e assemelham-se a um outdoor.
Fachada da BIQ House (Foto: Reprodução/Arup)

A produção de energia funciona da seguinte maneira: as microalgas são alimentadas por nutrientes líquidos e dióxido de carbono a partir de um circuito instalado na fachada. O contato com a luz faz as plantas se multiplicarem, resultando, em um primeiro momento, numa sombra gostosa para os dias mais ensolarados.

Quando as plantas crescerem o suficiente, elas serão colhidas e transferidas para a sala técnica do projeto. Neste local, a alga é fermentada e convertida em biogás, que irá abastecer o próprio prédio. O resultado impressiona: a microalga é capaz de produzir cinco vezes mais biomassa por hectare do que plantas terrestres.
Detalhe dos painéis de algas instalados na fachada do prédio (Foto: Divulgação)

A BIQ House faz parte da Exposição Internacional de Construção (IBA), em Hamburgo, na Alemanha, e estará aberta ao público a partir do dia 25 de abril. Por enquanto, o protótipo é apenas o alicerce de uma ideia muito maior: fazer a energia renovável acessível.

Fontes: TechTudo

Honda planeja investir em energia eólica no Rio Grande do Sul

A montadora Honda escolheu o Rio Grande do Sul para realizar um investimento na área de energia eólica. O projeto será executado em Xangri-Lá, no Litoral Norte do Estado, e deve ser anunciado, de forma oficial, na próxima sexta-feira. Sem entrar em detalhes sobre o valor a ser aportado e como a iniciativa será conduzida, o secretário de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (SDPI), Mauro Knijnik, abordou o tema na reunião de ontem do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado (CDES-RS). 

Na ocasião, Knijnik destacou a iniciativa como um exemplo de investimento em novas tecnologias, nicho que o Estado pretende apostar cada vez mais. Além disso, o secretário definiu que o projeto da Honda confirma “a retomada do diálogo entre o Rio Grande do Sul e as multinacionais.” Procurado pelo Jornal do Comércio após a reunião, o secretário não quis detalhar o investimento. A companhia, por meio de sua assessoria de imprensa, também preferiu não se manifestar neste momento.

A prefeitura de Xangri-Lá, igualmente por meio de sua assessoria de imprensa, confirmou as negociações com a Honda, mas disse que o projeto ainda está “em banho-maria”. Por isso, o prefeito do município, Cilon da Silveira, só irá falar após a confirmação definitiva da empresa. O objetivo é não criar expectativas sobre o aporte.

Apesar de o investimento vir à tona na reunião do CDES-RS, o foco do encontro eram os gargalos logísticos para o transporte de cargas e que interferem na competitividade dos produtos gaúchos. A reunião havia sido solicitada pela Federação das Indústrias do Estado (Fiergs). “Esperamos que obras saiam do papel e virem realidade. O custo logístico do Rio Grande do Sul é muito caro, chegando a 18% do PIB”, aponta o presidente da entidade, Heitor Müller. De acordo com o dirigente, esse percentual está acima da média nacional (entre 15% e 17%) e fica longe do praticado em países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (9%).

Na ocasião, os dirigentes do setor produtivo apresentaram ao poder público o projeto Sul Competitivo, lançado em agosto do ano passado. Feita pelas federações das indústrias dos três estados da região, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a iniciativa levantou uma série de obras em diferentes modais, como ferrovias, hidrovias e rodovias, necessárias para atender à demanda de transporte prevista até 2020.

Ao todo, 42 projetos de infraestrutura beneficiariam especificamente o Rio Grande do Sul, totalizando um investimento aproximado de R$ 18 bilhões. Grande parte das proposições envolvem vias federais, algumas delas até já começaram a ser executadas. Por isso, o coordenador do conselho de infraestrutura da Fiergs, Ricardo Portella, pediu a ajuda do governo do Estado para ajudar a destravar em Brasília algumas situações que estão em andamento. “Em questão de infraestrutura, nós estamos atrás de muitos estados. Temos 12 mil quilômetros de estradas pavimentadas, enquanto o Paraná tem 22 mil. Se formos nos comparar com São Paulo, aí é um desastre”, menciona.

Mesmo com a preocupação com a atual situação logística do Estado, Portella acredita que, nos últimos anos, houve pontos positivos. Ele elogiou uma série de inciativas do governo federal no Estado, principalmente as obras ligadas ao Programa de Aceleração do Investimento (PAC). “O PAC é uma realidade. Com o programa, o Estado conseguiu sair de um patamar de investimento anual de R$ 100 milhões para quase R$ 2 bilhões”, aponta.

Fontes: Jornal do Comércio

Energia: em junho, teste da bandeira tarifária em Fortaleza

As bandeiras indicarão, por meio de cores, quanto a energia subirá por causa dos gastos com as usinas térmicas

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) determinou que as empresas distribuidoras de energia adotem, a partir de junho próximo, a fase de testes do sistema de "bandeiras tarifárias". Trata-se de uma medida que irá repassar à conta de luz do consumidor, mensalmente, o custo adicional do acionamento das usinas termelétricas.

O novo sistema de cobrança só entrará oficialmente em vigor em 2014. Mas, a partir de junho, os consumidores terão uma ideia de como o sistema funcionará. Por ora, será possível identificar na fatura, o desenho de uma bandeira que indicará o quanto o preço da energia deveria subir por causa dos gastos com as usinas térmicas - que são mais caras e mais poluentes que as hidrelétricas e que funcionam a partir da queima de carvão ou óleo combustível, por exemplo.

No caso de vir estampada uma bandeira verde, isso significaria que a tarifa daquele mês permaneceria inalterada no mês seguinte. Quando amarela, haveria um acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 kWh (quilowatts-hora) consumidos. Na bandeira vermelha, o valor subiria R$ 3 por 100 kWh. Esses mesmos critérios serão utilizados a partir do ano que vem, quando as bandeiras vierem acompanhadas dos novos preços. Assim, o consumidor também saberá quando pode aumentar ou diminuir o consumo, mantendo igual nível de gastos. Uma família de quatro pessoas, por exemplo que consome em média 100 kWh, mensal, paga R$ 30. Com a bandeira amarela, essa família pagará 5%, a mais. No caso da vermelha, o adicional será de 10%. De acordo com a agência reguladora, a norma que estabelece a bandeira tarifária trazia a definição de que a fase de testes seria iniciada neste ano, mas não determinava o momento de entrada em vigor desse sistema.

Enquanto a Aneel define a implantação do novo sistema de bandeiras tarifárias, transita no Congresso Nacional, a Medida Provisória 605/13, na qual parlamentares cearenses lutam para incluir uma emenda que impede a celebração de contratos de compra e venda de energia elétrica, entre uma concessionária de distribuição e uma empresa geradora do mesmo grupo econômico. Tal prática, conhecida como "self-dealing", vem ocorrendo na cidade mineira de Juiz de Fora, no norte fluminense e nos de Pernambuco e do Ceará, onde a Coelce compra, a preços superiores aos de mercado, energia gerada pela Termo Ceará, empresa do mesmo grupo Endesa.

O relator da MP 605/13 é o Deputado Alexandre Santos (PMDB/RJ) e autor da emenda, o senador cearense, Inácio Arruda. "O relator foi muito receptivo à inclusão da emenda", disse o deputado cearense, Lula Morais, ao fim de reunião com o relator da matéria, na tarde de ontem, em Brasília. A MP vai a votação no dia 22 de maio.

Por meio de nota, a Coelce disse apenas que "sobre o reajuste tarifário, a Coelce informa que, como empresa regulada, vai cumprir o que a Aneel determinar".

Fontes: Diário do Nordeste

Tarifas de energia elétrica diferem por região do País

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou nesta quarta-feira (16) os índices de revisão tarifária de quatro concessionárias. Os novos valores passam a valer na próxima semana. Os índices devem incidir sobre as tarifas reduzidas em janeiro.

Os consumidores residenciais e de baixa renda atendidos pela Companhia de Eletricidade da Bahia serão beneficiados com redução de 10,53% na conta de energia. Para as indústrias, a queda é 4,03%. A empresa abastece 5 milhões de unidades consumidoras em 415 municípios baianos.

Para Rio Grande do Norte, a atualização das tarifas resultou em aumento de 3,42% para as residências e 7,33% para as indústrias. O reajuste atinge 1,2 milhão consumidores em 167 municípios.

O índice da AES Sul, que atende 1,2 milhão de consumidores em 118 municípios gaúchos, ficou em 3,6% para residências e 3,91% para indústrias.

Os consumidores residenciais atendidos pela Energisa Sergipe sofrerão aumento de 6,12%. As indústrias, redução de 0,07% na tarifa de energia. A distribuidora presta serviço para 638 mil unidades consumidoras em 63 municípios.

A revisão tarifária periódica é feita em média a cada quatro anos e tem como objetivo analisar o equilíbrio econômico-financeiro da concessão.

Fontes: Diário do Comércio Indústria & Serviços

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Sem reatores, energia renovável cresce 23% na Alemanha

A decisão do governo alemão de fechar, aos poucos, suas usinas nucleares – tomada após o acidente de Fukushima, no Japão, em março de 2011 – não atrapalhou a produção de eletricidade no país. Pelo contrário. Com investimentos em fontes de captação renováveis e leis de apoio ao setor, a balança de energia importada e exportada teve saldo positivo de 22,8 TWh (terawatts-hora) no ano passado, quase quatro vezes maior que os 6 TWh registrados em 2011 e o equivalente a 1,4 bilhão de euros para os cofres alemães.

Nos últimos dois anos, a Alemanha desligou oito dos 22 reatores nucleares que possui – os demais deverão ser desativados até 2022. Mesmo assim, os níveis gerais de produção de eletricidade foram mantidos. No ano passado, a quantidade de energia renovável gerada cresceu 23% em comparação com 2011. Só a partir dos cerca de 1,3 milhão de sistemas fotovoltaicos espalhados pelo país, foi gerada energia elétrica para 8 milhões de casas em 2012.

Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira pelo Escritório Federal de Estatísticas alemão, o país exportou 66,6 TWh (1TWh equivale a 1 bilhão de quilowatts-hora) e importou 43,8 TWh no ano passado, a maior diferença desde 2008, quando houve um saldo positivo de 22,9 TWh.

Entre os principais consumidores da energia alemã estão Holanda, Áustria e Suíça, que juntos correspondem a mais de 50% das exportações. Já os principais exportadores de energia para a Alemanha são Franca, Dinamarca e República Tcheca.

Apesar dos números positivos, a Alemanha ainda enfrenta dificuldades para mudar a matriz energética. No inverno, a oferta de energias alternativas diminui, e o país fica mais dependente da produção de eletricidade a base de gás e carvão, ambos prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, as tecnologias para armazenamento de energia renovável ainda são incipientes.

Decidir mudar a matriz energética do país, além disso, vem pesando no bolso do consumidor. Desde o começo de 2013, a energia está mais cara para os alemães. O preço de cada quilowatt-hora aumentou 47%. Ao considerar o orçamento de uma família de três pessoas, a energia elétrica custará, em média, cerca de 185 euros a mais por ano.

Efeito da tarifa de energia impacta IPC-S em março

Mesmo com uma pressão bem menor nos preços da gasolina, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) acelerou de 0,33% em fevereiro para 0,72% em março, por causa do fim do efeito do corte da tarifa de energia na inflação. No final de fevereiro, a gasolina registrava alta de 5,02% e a tarifa de eletricidade residencial, queda de 13,91%, o que puxava para baixo o resultado da inflação do mês. Já no fechamento de março, a gasolina desacelerou para alta de 0,12% e saiu da lista de maiores pressões de alta, mas a tarifa de energia passou para o terreno positivo (0,82%) e foi a responsável pelo avanço do indicador de um mês para o outro.

A pressão negativa do corte da tarifa de energia vinha diminuindo desde o final de fevereiro, mas, na quarta quadrissemana de março, o item passou a registrar inflação pela primeira vez desde o anúncio da medida. Na quadrissemana imediatamente anterior, estava em -0,20%. Da terceira prévia do mês para a quarta, o grupo Habitação, puxado pelo desempenho da energia, foi um dos dois únicos a registrar acréscimo na taxa de variação (passou de 0,65% na terceira quadrissemana do mês para 0,74%). No final de fevereiro, esta classe de despesa registrava deflação de 1,28%.

O outro grupo que apresentou aceleração no fechamento de março foi Vestuário (de 0,68% na terceira quadrissemana para 0,81%), puxado pelos preços das roupas, que subiram de 0,71% para 0,90%.

Os demais grupos analisados pela FGV apresentaram decréscimo nas taxas de variação da terceira para a quarta quadrissemana, com destaque para Transportes (de 0,60% para 0,34%), puxado pela desaceleração nos preços da gasolina, cuja taxa foi de 1,83% para 0,12% no período.

No grupo Alimentação, que saiu de 1,42% para 1,31%, foi destaque o comportamento dos preços das carnes bovinas, que acentuaram a queda de 2,14% para 2,61%. Os demais grupos que registraram decréscimo nas taxas de variação foram Saúde e Cuidados Pessoais (0,59% para 0,51%), Comunicação (0,48% para 0,45%), Educação, Leitura e Recreação (0,32% para 0,24%) e Despesas Diversas (0,19% para 0,18%), com destaque, respectivamente, para os itens artigos de higiene e cuidado pessoal (0,27% para -0,02%), tarifa de telefone residencial (0,70% para 0,38%), show musical (3,13% para 2,20%) e cartório (0,70% para 0,26%).

Entre as maiores pressões negativas da terceira para a quarta quadrissemana estão alcatra (de -3,48% para -5,14%), passagem aérea (de -5,71% para -5,75%), contrafilé (de -6,33% para -5,97%), licenciamento/IPVA (de -1,26% para -1,26%) e tarifa de táxi (de -1,42% para -1,57%).

Do outro lado, entre as maiores influências de alta, aparecem refeições em bares e restaurantes (de 1,06% para 0,85%), tomate (de 9,79% para 11,62%), cebola (de 22,40% para 25,04%), aluguel residencial (de 0,73% para 0,85%) e empregada doméstica mensalista (de 1,46% para 1,13%).

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Eletrobras Alagoas é apontada como a pior distribuidora de energia do NE

Em ranking divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Companhia Energética de Alagoas (Eletrobras Alagoas) foi apontada como a pior distribuidora de energia elétrica do Nordeste e a quinta pior do país. A avaliação foi feita com base no indicador de desempenho global de continuidade, que leva em conta o tempo em que o consumidor fica sem energia elétrica.

No ano passado, a má prestação de serviço da Eletrobras Alagoas levou a agência reguladora de serviços públicos a emitir cinco autos de infração, multando a distribuidora em mais de 4 milhões de reais.

No bairro de Tabuleiro, parte alta de Maceió, moradores relatam que os apagões são constantes. A situação é ainda pior devido a falta de iluminação em várias ruas. A aposentada Salete Gonzaga da Silva, moradora do local, afirma que a falta de energia é constante. “O que incomoda mais é a falta de energia porque a rua é muito escura. Dá até medo sair a noite. Além de faltar energia quase todo dia”, explica.

O conselheiro tutelar Fernando Silva é um dos que registrou prejuízo com as constantes quedas de energia. Ele gastou mais de mil reais com uma bomba nova para a piscina de casa e viu o aparelho parar de funcionar após uma queda de energia. “Eu já peguei recibo para entrar com a ação. Um prejuízo desse não pode ficar impune. Eu vou cobrar da Eletrobras”, promete.

A coordenadora de energia elétrica da Arsal, Rosenyr Oliveira, afirma que o órgão está trabalhando para melhorar o serviço. “Temos o papel de multar quando necessário, tudo em prol da melhoria do serviço para o consumidor”, comenta.

Em nota, a Eletrobras informou que desde 2010 vem ampliando os recursos destinados a manutenção de equipamentos. A companhia comunicou que está fazendo investimento para resolver os problemas.

Segundo a coordenadora de energia elétrica da Arsal, o consumidor insatisfeito com a prestação de serviço ou prejudicado pelas quedas de energia deve primeiramente procurar a Eletrobrás para fazer a reclamação. Caso a solicitação não seja atendida, o consumidor de procurar a Arsal pelos telefones 0800-727-0167 (Arsal/Aneel) e 0800284-0429 (Ouvidoria Arsal).

Fontes: G1

Consumo de energia nas residências brasileiras sobe 7,9% em fevereiro

O consumo de energia nas residências brasileiras subiu 7,9% no segundo mês do ano, ante o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (27) pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética). 

Por região, no mesmo período, o destaque ficou com o Nordeste, com crescimento de 16,3%, sendo que a alta se deu por conta das temperaturas elevadas, principalmente nos estados da Bahia, Ceará e Pernambuco. As regiões Norte (11,3%), Centro-Oeste (9,5%) e Sudeste (6%) aparecem em seguida, enquanto a região Sul foi a que apresentou menor crescimento do consumo residencial de energia do país, de 3,2%.

Em fevereiro, no geral, o consumo de energia elétrica nas residências brasileiras foi de 10.451 GWh (Gigawatts-hora). Considerando, além do consumo residencial, o industrial, o comercial e outros, o consumo de energia elétrica no Brasil totalizou 37,8 mil GWh no mês passado, um aumento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2011.

Fontes: InfoMoney

A energia solar pode ter preço competitivo a partir de 2014

Enquanto a energia eólica vai de vento em popa pelo mundo, a eletricidade gerada pelo sol se prepara para brilhar sem ajuda nos próximos anos. O Deutsche Bank alemão divulgou uma análise segundo a qual a energia gerada pelas placas solares podem ser competitiva sem nenhum subsídio a partir do fim do ano que vem. Ao menos seguindo as tendências atuais de queda nos preços. O banco apontou para uma demanda especialmente forte de energia solar na Índia, na China, no Reino Unido, na Alemanha e nos Estados Unidos.

Uma das evidências apontadas pelo estudo é a existência de projetos na Itália para venda de energia solar a preço de mercado sem nenhum subsídio do governo.

As grandes usinas de energia solar podem vender a preços mais baixos do que termelétricas a carvão ou gás natural a partir do fim da década, segundo um estudo feito pela Bloomberg New Energy Finance na Austrália. Isto porque as termelétricas deverão ter aumentos de custos associados à escassez crescente de água – resultado de mudanças climáticas geradas por suas próprias emissões poluentes.

Na China, usinas solares brotam no meio do deserto.

No Brasil, algumas pessoas já estão instalando células solares no teto e vendendo o excedente da energia para a distribuidora. O investimento se paga em 7 a 10 anos. Depois, é só lucro.

Segundo a Agência Internacional de Energia, um terço da energia do planeta pode ser gerada pelas placas solares.

Fontes: ÉPOCA

Energia elétrica ajuda inflação a desacelerar

Em fevereiro, as contas de energia elétrica ficaram 15,17% mais baratas - refletindo boa parte da redução de 18% no valor das tarifas em vigor a partir de 24 de janeiro, segundo o IBGE. O item energia elétrica exerceu "significativo" impacto para baixo no IPCA de fevereiro, de 0,48 ponto percentual negativo.

A queda na energia possibilitou que, mesmo com “expressivos aumentos” nos valores do aluguel (2,26%) e condomínio (1,33%), de acordo com o IBGE, as despesas com habitação diminuíssem 2,38% em fevereiro, constituindo o grupo de menor resultado no mês.

O segundo impacto individual para baixo mais importante, depois de energia elétrica, foi a queda de 9,98% no item passagens aéreas, com –0,07 ponto percentual. Mas o grupo transportes registrou alta. Os combustíveis (3,64%) aliados às tarifas dos ônibus urbanos (0,62%) e aos automóveis novos (0,59%) levaram o grupo para 0,81% em fevereiro, ante 0,75% em janeiro. 

Nas altas, o destaque ficou com o grupo educação, com 5,40% - a maior variação. O IBGE credita esse resultado aos reajustes praticados no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares - que subiram 6,91% e constituíram-se no item de maior impacto individual no mês, com 0,19 ponto percentual.

À exceção de Fortaleza, que não apresentou aumento em virtude da diferença da data de reajuste, nas demais regiões os cursos situaram-se entre os 4,29% registrados na região metropolitana de Porto Alegre e os 9,28% de Belo Horizonte.

O grupo que causou maior impacto foi o de alimentação e bebidas, que contribuiu com 0,35 ponto percentual no índice total - Educação contribuiu com 0,24 ponto percentual. 

O segundo maior impacto individual veio da gasolina, com 0,16 ponto percentual. O preço do litro ficou 4,10% mais caro para o consumidor. A alta nas bombas foi ocasionada pelo reajuste de 6,60% nas refinarias a partir do dia 30 de janeiro. Subiram, também, os preços do litro do etanol (2,16%) e do óleo diesel (3,72%) em função do reajuste de 5,40% nas refinarias em 31 de janeiro.

Fontes: EXAME.com

Governo do Estado vai publicar conjunto de regras para economizar energia elétrica

Para estimular o uso racional de energia e reduzir gastos públicos, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) deve publicar no próximo dia 5 de junho o Caderno de Encargos de Eficiência Energética que estabelecerá medidas de melhoria no consumo de energia em pouco mais de 1,4 mil edificações públicas do Estado.

O caderno, que já é usado por outras grandes cidades brasileiras, como Rio de Janeiro, faz parte de uma política adotada pelo Estado, em 2009, quando o governo estadual solicitou um diagnóstico para avaliar o consumo de energia elétrica nos prédios públicos.

As sedes das secretarias de Estado da Saúde (Susam), da Fazenda (Sefaz), da Educação (Seduc), de Administração (Sead) - onde também estão localizados os prédios da SDS e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) - do Instituto de Educação do Amazonas (IEA), da Escola Superior de Tecnologia (EST), da Delegacia Geral da Polícia Civil e da Central de Medicamentos (Cema) foram avaliadas e as oportunidades de melhoria no consumo de energia elétrica foram identificadas.

“A partir disso foi solicitado que o Governo tivesse uma norma legal, neste caso, foi um decreto estadual, para que todas instituições do Estado pudessem adotar medidas que remediassem um consumo de energia alto”, explicou o coordenador de Energia da SDS, Anderson Bittencourt.

O Decreto 31.342, publicado em 3 de junho de 2011, legaliza as ações das unidades consumidoras do Governo do Estado no que se refere à redução do consumo de energia elétrica.

“Todos os prédios avaliados apresentavam um excedente de cobrança. O que mais me chamou atenção foi a Central de Medicamentos porque era um local fechado para evitar furtos e tinha somente medicamentos lá dentro. Então, foi constatado um uso absurdo de ar-condicionado e de iluminação. Conseguimos reduzir R$ 300 mil na conta de energia elétrica do prédio. Trocamos a iluminação comum por iluminação solar, dividimos os medicamentos que precisavam de mais refrigeração e os que precisavam de menos. Em algumas áreas usamos iluminação inteligente com sensor de presença”, disse Luiz Felipe Pacheco, especialista em gestão de energia elétrica.

Antes de dar início ao processo de elaboração do Caderno de Encargos de Eficiência Energética para os prédios públicos do Estado, o coordenador de Energia da SDS, Anderson Bittencourt, explica que os contratos de demanda também foram avaliados. Cada prédio público possui um contrato de garantia de reserva de energia elétrica com a concessionária. Entretanto, de acordo com Bittencourt, muitos prédios tinham contratos que estavam ou muito abaixo ou muito acima do necessário.

“Fizemos um grande ajuste nesses contratos de demanda. E assim conseguimos uma redução de R$ 12 milhões. Esse dinheiro público poderá ser usado em outras demandas do Estado”, finalizou.

Fontes:  ACritica.con

Aneel homologa leilão de energia A-5

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informa que foi homologado o resultado e adjudicado o objeto do Leilão nº 06/2012, denominado Leilão A-5, de 2012, destinado à contratação de energia elétrica de novos empreendimentos de geração de fontes hidrelétrica, eólica e termelétrica - a biomassa ou a gás natural em ciclo combinado -, no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), para início de suprimento em 1º de janeiro de 2017. A decisão foi tomada em reunião da diretoria da agência nesta terça-feira.

A Aneel explica que o leilão A-5, realizado em 14 de dezembro do ano passado, contratou energia de 12 projetos de geração, sendo duas hidrelétricas e dez eólicas, somando uma capacidade instalada de 574,3 megawatts (MW). O preço médio final alcançou R$ 91,25/MWh, resultando um deságio médio de 18,53% em relação ao preço inicial.

Fontes: Diário do Grande ABC

Bahia atrai investimentos de R$ 20,5 bi em energia Eólica

Até o final de 2013, a Bahia completará toda a cadeia industrial necessária para a fabricação de equipamentos eólicos. E neste mês de março, o estado só contabiliza ventos a favor em um segmento econômico, que crava investimentos de R$ 20,5 bilhões.

São R$ 2,5 bilhões já realizados; R$ 2,5 bilhões contratados; R$ 15 bilhões previstos, todos em usinas eólicas. Some-se a esses, outros R$ 500 milhões em investimentos nos parques industriais.

O governador Jaques Wagner participa nesta segunda-feira (4/3) do anúncio da parceria entre a francesa Alstom e a Renova Energia para construção de parques eólicos no estado, com capacidade de geração de 1.200 MW.

A operação representa investimentos da ordem de R$ 2,7 bilhões (um bilhão de euros) e a duplicação da fábrica da Alstom na Bahia. Já no próximo dia 11 será inaugurada a unidade fabril da Acciona, em Simões Filho, que está investindo R$ 13 milhões para a produção de hubs (peça que concentra as hélices) eólicos. No mês de abril, será a vez da inauguração da Torrebrás.

A fábrica, que produzirá torres metálicas em Camaçari, significa um aporte de investimentos de R$ 21 milhões. Na força dos bons ventos, a espanhola Gamesa anunciou inversões de R$ 100 milhões, na ampliação de sua fábrica em Camaçari, para produzir nacelles (caixa do rotor do aerogerador). Já a brasileira Tecsis, especializada na construção de pás para energia eólica, investirá R$ 200 milhões na construção de sua fábrica baiana, que deverá empregar seis mil pessoas.

“São números que confirmam a nossa liderança no setor eólico brasileiro. Tenho certeza, que, por volta de 2020, teremos 10% da nossa produção de energia gerada pela eólica, uma fonte limpa, renovável e, especialmente por causa da boa qualidade dos ventos baianos, barata”, explica James Correia, secretário estadual da Indústria, Comércio e Mineração.

Para Correia, a política agressiva que o Governo da Bahia imprimiu ao setor foi uma boa combinação de planejamento e oportunidade. “A Bahia é o único estado na região Nordeste que vendeu projetos nos leilões nos últimos quatro anos. Se temos os maiores projetos, por que não atraímos para o Estado os grandes fabricantes? Temos o mercado consumidor garantido e exigimos que as usinas eólicas tenham conteúdo local. O resultado dessa estratégia acho que está dando certo”, diz o titular da SICM, garantindo que a Bahia continua em busca de mais investimentos. 

O Governo do Estado atrai e facilita a implantação desses empreendimentos porque as fontes renováveis de geração de energia caracterizam-se como meios de levar desenvolvimento para a região do semiárido, onde está mapeada a maior parte do potencial baiano. Até o momento, estão em desenvolvimento no estado, mais de 15.000 MW em projetos eólicos, conforme dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM).

Estão previstos até 2014, investimentos de cerca de R$ 6,5 bilhões no setor, que irão gerar 5.000 empregos na implantação e 500 na operação dos projetos. Com projetos em implantação, em Casa Nova, Juazeiro, Sobradinho, Morro do Chapéu, Igaporã, Guanambi, Caetité, Macaúbas, Novo Horizonte, Seabra, Campo Formoso e Pindaí, a Bahia dá passos importantes para o aproveitamento do potencial eólico do seu território.

Fontes: Paraiba.com.br

'Energia do céu' explica relação de raios com aquecimento global

O aquecimento global pode, ao longo dos anos, influenciar o aumento do número de raios e relâmpagos. Isso por que as nuvens que produzem raios, as cumulunimbus, são originadas pelo aquecimento do ar.

A elevação da temperatura média do planeta deverá potencializar os extremos do clima, ou seja, quando estiver frio, as massas de ar polares deverão ser mais fortes, quando estiver calor, as ondas de calor serão ainda mais elevadas. Pesquisadores estimam que o aumento de 1º pode potencializar de 10 a 20% para cima a quantidade de relâmpagos, sendo que a região tropical é a mais afetada.

O sol também pode influenciar na quantidade de relâmpagos. Há evidências que apontam que o ciclo de atividade solar, caracterizado pelo aumento de manchas solares, pode afetar o número de relâmpagos.

Fontes: G1 

Estudantes indianos vão produzir energia com ajuda do metrô

Um grupo de dez estudantes da Universidade de Nova Deli, na Índia, recebeu autorização para colocar em prática um projeto ambicioso: produzir energia usando o deslocamento de vento provocado pelos trens do metrô da cidade.

Auxiliados por dois professores, os jovens querem instalar pequenas turbinas eólicas em pontos estratégicos ao longo dos cerca de 190 quilômetros da malha metroviária. A ideia é aproveitar o deslocamento de ar provocado principalmente pela mudança de nível, quando o metrô passa de uma área baixa para uma mais elevada.

O operador da rede de metro Delhi, Delhi Metro Rail Corporation, já deu permissão para os alunos instalarem uma pequena turbina em uma das 146 estações de metro. A energia produzida seria armazenada em baterias e atingiria um máximo de 500 watts-hora (12 kW por dia) em condições ideais, de acordo com cálculos da equipe.

Embora o potencial de geração de energia dessas turbinas de pequeno porte seja muito menor ao consumo de energia elétrica diária da rede de metro, a iniciativa não perde seu carater inovador. Conforme desataca o jornal Hindustan Times, a eletricidade gerada poderá contribuir para cortar os gastos com energia do metrô de Nova Déli, além de ajudar a compensar emissões de carbono.

Um projeto desenvolvido pela firma de aqruitetura Savvy propõe utilizar o calor produzido no agitado metrô parisiense para suprir a demanda de energia de um prédio vizinho da estação de Rambuteau, que fica próxima ao museu Pompidou.

A ideia é aproveitar o calor gerado pelos passageiros, vagões e por outras máquinas para esquentar a água dos 17 apartamentos do edifício, o que permitiria reduzir a conta de luz do condomínio e as emissões de CO2 em mais de 30%.

Fontes: EXAME.com

Computador molhado evita desperdício de energia

Supercomputadores já são resfriados a água há muito tempo, uma tecnologia que foi passada para os computadores de mesa assim que os processadores ameaçaram beirar a casa dos 100º C.

Mas um computador cujos processadores são literalmente imersos em líquido é uma novidade.

O resfriamento a água tradicional usa dissipadores metálicos que transferem o calor dos processadores para um circuito fechado de água - o calor capturado no chip passa para a água e é retirado dela por um radiador.

O professor Jon Summers, da Universidade de Leeds, na Grã Bretanha, resolveu adotar um enfoque mais ousado.

"A refrigeração dos servidores é tradicionalmente feita utilizando ventiladores e unidades de ar condicionado, mas o ar é um ótimo isolante [térmico]. É por isso que o utilizamos em janelas com vidros duplos. Por que você iria usar ar para resfriar um servidor?" argumenta ele.

Todos os componentes do novo servidor, chamado Iceotop, estão completamente imersos em um líquido especial.

A nova técnica permitiu substituir as ventoinhas por um sistema de exaustão líquido que funciona inteiramente baseado no processo natural de convecção do calor.

Além de totalmente silencioso, o processo está apresentando uma eficiência no resfriamento muito elevada, variando entre 80 e 97%.

O Iceotop usa apenas 80 watts de potência para retirar todo o calor de um servidor que consome 20 kilowatts.

"O líquido que estamos usando é extraordinário. Você pode jogar seu celular em uma vasilha cheia dele e o telefone vai continuar funcionando perfeitamente. Mas o importante para o futuro da computação e da internet é que ele é mais de 1.000 vezes mais eficaz na troca de calor do que o ar," disse Summers.

O refrigerante líquido não inflamável, chamado 3M Novec, pode ficar em contato direto com os circuitos eletrônica porque ele não conduz eletricidade.

O professor Jon Summers jogou o próprio celular no líquido usado para refrigerar o computador, e mostrou que ele continua funcionando, inclusive filmando tudo ao redor. [Imagem: University of Leeds]

O líquido trocador de calor fica em contato direto com os processadores e todos os demais circuitos dos diversos módulos do servidor.

Uma bomba simples e de baixa potência, situada na parte inferior do rack do servidor, bombeia um refrigerante secundário (água) até o topo do gabinete, de onde ela desce por gravidade, passando por todos os 48 módulos.

A água passa por trocadores de calor dentro do gabinete para capturar o calor do refrigerante primário e passá-lo para um terceiro líquido refrigerante, este ligado a um circuito externo, que leva o calor para fora, onde ele pode ser disperso no ambiente ou reutilizado.

Devido à alta eficiência de refrigeração do sistema, a água de saída atinge temperaturas de até 50º C, podendo ser utilizado para aquecimento, geração termoelétrica ou outros usos.

Esta é ótima notícia para as centrais de dados (data-centers), que estão cada vez maiores e com um consumo de energia que já rivaliza com pequenas cidades.

Um relatório de 2011 da consultoria Datacenter Dynamics estima que os data-centers de todo o mundo consomem 31 gigawatts de energia, o equivalente a cerca de metade do pico de consumo do Reino Unido inteiro.

Um relatório de 2008 da McKinsey and Company projeta que as emissões de carbono das centrais de dados vai quadruplicar até 2020 e um estudo realizado pelo jornal New York Times, publicado no final do ano passado, criticou a indústria não pelo consumo, mas pelo desperdício de energia.

Fontes: Inovação Tecnológica

Aterros podem gerar energia para 1,5 mi de pessoas

Os aterros sanitários brasileiros possuem um potencial energético suficiente para gerar eletricidade a 1,5 milhão de pessoas. São 280 megawatts (MW) que podem ser produzidos a partir do aproveitamento do biogás, o metano obtido por meio da decomposição do lixo. A conclusão é do "Atlas Brasileiro de Emissões de GEE (gases de efeito estufa) e Potencial Energético na Destinação de Resíduos Sólidos", um estudo realizado pela Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), lançado nesta quinta-feira no Rio de Janeiro.

Mas para que esse potencial se transforme efetivamente em energia, ainda é necessário um investimento de quase R$ 1 bilhão, segundo o diretor executivo da Abrelpe, Carlos Silva Filho. A estimativa foi feita com base no custo de US$ 5 milhões (R$ 9,87 milhões) para instalação de uma planta média, com capacidade de geração de 3MW. "Um dos objetivos desse atlas é estimular que os negócios do setor sejam desenvolvidos. A ideia é incentivar tanto o investidor a implantar e operar a geração de energia, como também incentivar os órgãos de governo a estimular essa energia a partir do lixo, como foram estimuladas outras fontes de energia, como a eólica".

O estudo, realizado com apoio da EPA (Environmental Protection Agency, a agência ambiental dos Estados Unidos) e da Global Methane Initiative, mostra o potencial de aproveitamento do lixo no Brasil, que em 2011 gerou 198 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos por dia. São 62 milhões de toneladas ao ano, das quais 11% não chegam sequer a ser coletadas. E outros 41% (75 mil toneladas diárias) ainda têm destinação inadequada, indo parar em lixões ou aterros sem condições seguras de proteção ao meio ambiente.

A Abrelpe mapeou todos os 46 projetos brasileiros de redução de emissões de GEE com registro na ONU e constatou que 22 deles preveem o aproveitamento energético do biogás. Desse total, apenas dois aterros de São Paulo já produzem eletricidade: o São João, na zona leste da capital paulista, e o Bandeirantes, fechado em 2007, que chegou a receber metade de todo o lixo produzido na capital e possui 40 milhões de toneladas de lixo enterradas - o suficiente para fornecer energia elétrica para 300 mil pessoas.

Fontes: EXAME

Painéis para produzir energia criam “miniusina” doméstica e barateiam conta

Você sabia que é possível produzir energia elétrica e deixar de pagar ou reduzir aquela conta “salgada” de todos os meses? A medida é prevista na resolução 482 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), em vigor desde o fim do ano passado, que regulamentou a chamada microgeração de energia elétrica.

O resolução permite que o consumidor, residencial ou comercial, produza a própria eletricidade por meio de painéis solares e consiga uma compensação por parte da distribuidora ou concessionária de energia. Os equipamentos produzem eletricidade durante o dia, devolvem para a rede e no fim do mês o consumidor recebe créditos, abatidos da conta.

O advogado José Rizkallah Júnior investiu na tecnologia de geração por meio dos painéis fotovoltaicos para o escritório. Aproveitando o clima de Mato Grosso do Sul ele vai conseguir produzir 100% da energia consumida no prédio comercial. O custo foi de R$ 18 mil e a vida útil do sistema é de 25 anos.

“Campo Grande é bom para isso porque todos os meses do ano têm sol, não vai ter período longo sem produção de energia”, comentou. Para auxiliar no processo de economia, ele resolveu também substituir as lâmpadas do escritório pelo modelo LED.

As placas de criação de energia são diferentes das utilizadas para o aquecimento de água, como explica Hewerton Martins, diretor comercial da Solar Energy. A empresa é a primeira no Estado no fornecimento da tecnologia.

Para criar a “miniusina” é preciso instalar um painel que absorve a luz solar e um inversor, equipamento que transforma esse tipo de energia e eletricidade. Este último é fabricado em MS e uma parceria com uma empresa chinesa vai possibilitar a fabricação do painel também aqui.

A empresa desenvolve o projeto técnico, faz a instalação e os trâmites necessários junto a Enersul. A concessionária troca o medidor, que é substituído por um bidirecional, que tanto recebe quanto envia energia.

“Não há nenhuma mudança na instalação elétrica do imóvel”, explica Hewerton. A partir do momento em que consumidor passa a gerar energia, caso haja excedente, ele fica com um crédito com a empresa de distribuição. 

Ele conta que os benefícios vão desde a economia até o meio ambiente. “A casa fica sustentável, paga menos na conta de energia e os impostos e taxas, como a iluminação pública também diminuem”, disse o diretor.

Os painéis também abrem a possibilidade da produção de energia em empreendimentos maiores, para a geração de energia em grandes áreas.

Um exemplo é uma empresa da Capital onde o estacionamento foi coberto com 77 metros quadrados do equipamento, que poderá produzir até R$ 1 mil em energia, com o investimento de R$ 88 mil, que serão quitados em sete anos. Valor que pode ser pago em até 36 meses com linha de crédito.

Outra situação em que a tecnologia é usada é no projeto do Museu do Amanhã, que ficará no Rio de Janeiro (RJ), e será coberto com placas que vão gerar a eletricidade necessária para o prédio.

Fontes: Campo Grande News