quarta-feira, 29 de maio de 2013

Energia eólica avança a passos largos no Brasil

Nos últimos dois anos, a produção de energia eólica triplicou no Brasil, e especialistas dizem que o país e principalmente o Nordeste reúne condições excepcionais para crescer ainda mais.

Com uma extensão de 8 mil quilômetros e ventos constantes, o litoral brasileiro desperta cada vez mais a atenção de empresas de energia, dispostas a suprir as crescentes necessidades energéticas de um dos principais países emergentes do mundo. O potencial é enorme e atrai a atenção de investidores internacionais e locais.

- A eólica é a fonte de energia mais barata no Brasil – afirma o empresário Everaldo Feitosa, presidente da empresa Eólica Tecnologia e vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês). Também na comparação mundial, nenhuma outra fonte de energia tem custos tão baixos como o uso dos ventos brasileiros, afirma.

Mas, por enquanto, a energia eólica ainda engatinha no maior país da América Latina. Três quartos da produção de eletricidade vêm das usinas hidrelétricas. A capacidade instalada de energia eólica é de 2,5 gigawatts (GW), mais ou menos o que apenas um parque eólico produz no Reino Unido.

Ainda assim, o setor olha com interesse para o Brasil. Segundo o mais recente relatório da WWEA, a capacidade instalada no país quase triplicou entre 2010 e 2012. Tanto empresas nacionais como internacionais querem participar desse mercado. “Nós temos um projeto para produzir 1,5 gigawatts e vamos levá-lo ao governo”, afirma Feitosa.

A energia eólica avança praticamente sem subvenções no Brasil. O único apoio estatal são empréstimos a juros baixos concedidos pelo BNDES. Para o físico Heitor Scalambrini, da Universidade Federal de Pernambuco, as vantagens do mercado brasileiro estão nas boas condições climáticas. Segundo ele, o vento no Nordeste é constante, calmo e tem uma velocidade média ideal para mover turbinas eólicas.

Esse potencial foi descoberto recentemente, diz Scalambrini. “Estudos mais antigos afirmavam que as turbinas poderiam ficar a 50 metros de altura. Agora estão sendo construídas torres a 100 metros”, relata. Pesquisas mais recentes, feitas há dois anos, mostram um potencial energético de 350 gigawatts a 100 metros de altura. Isso é três vezes a capacidade que o país tem hoje de produzir energia.

Outro detalhe é que a meta de produção eólica do Plano Nacional de Energia foi superada. Em 2007, o objetivo era chegar a 1,4 gigawatts até 2015, e em 2030 a energia eólica responderia por 1% da produção nacional. A previsão foi superada pela realidade: a meta para 2015 foi alcançada já em 2011.

Apesar da euforia, existem também os posicionamentos críticos. Um deles é exatamente de Heitor Scalambrini, que faz parte da Rede Brasileira de Justiça Ambiental (RBJA) e da Articulação Antinuclear Brasileira (AAB). Muitos parques eólicos, segundo Scalambrini, foram construídos fora da lei.

Colega de Heitor na AAB, a pesquisadora Cecília de Mello diz que há relatos de dunas e manguezais comprometidos. “As dunas são filtros de água do mar. Para várias comunidades pesqueiras, o único acesso à água que elas têm é a água das dunas”, explica. Ela conta ainda que muitas hélices ficam sobre as casas e que “as pessoas têm a sensação de viverem debaixo de um avião que nunca pousa”.

Feitosa concorda que houve “projetos errados”, mas diz que hoje eles são construídos longe das cidades, sem causar danos. Além disso, as leis brasileiras são muito rigorosas, afirma. Ele acrescenta que o Brasil está num rumo ascendente e vê o país entre os cinco maiores produtores de energia eólica do mundo em 2020.

Fontes: Correio do Brasil

China lidera energia limpa com investimento de 65 mil milhões de dólares

O mercado de energia limpa (renováveis e tecnologias energéticas eficientes) chinês é 13 vezes maior agora do que em 2005: de 5 mil milhões cresceu para 65 mil milhões em 2012. Com efeito, a China lidera a corrida mundial na construção de novas capacidades energéticas de baixo carbono, baseadas na eficiência energética e no aproveitamento de fontes endógenas.

Segundo a publicação "Who's winning the Clean Energy Race?", da Bloomberg New Energy Finance , o centro de atração de investimento em tecnologias energéticas limpas mudou dos EUA para a China. Face a 2011, a China conseguiu atrair mais 20% de novos investimentos, representando desta forma 30% do total dos países do G-20, o grupo informal das 20 maiores economias do mundo.

Só no solar a China captou 25% do total deste grupo geopolítico, com um recorde de 31,2 mil milhões de dólares. No segmento eólico, foram investidos no Império do Meio 37% do "bolo" do G-20, enquanto que as outras tecnologias energéticas registaram 47%.

O crescimento significativo destas fontes energéticas prende-se com o facto da China não só ter de mitigar o risco de uma dependência energética extrema por ainda não dispor de reservas de combustíveis fósseis substanciais, como também com o imperativo da diminuição da poluição provocada pela electricidade gerada a carvão.

Este sinal revela a seguinte tendência na relação de forças no mercado energético global: a competitividade energética de uma nação já não depende somente da "bênção" geológica do seu território possuir combustíveis fósseis e do domínio do acesso a reservas em outros territórios (tema que será abordado em futuro post neste blogue), mas também numa estratégia de diversificação baseada em fontes energéticas de baixo carbono.

Isto porque um dos resultados dessa diversificação estratégica não só é a substituição de importações energéticas, como também a criação de novas indústrias no segmento da economia verde que podem ser competitivas à escala global.

E é justamente isso que a China está a fazer. Se, por um lado, está substituir os EUA como a maior "gula" energética do planeta no que se refere a importações de petróleo, por outro está a competir de igual para igual nas tecnologias renováveis e limpas. E o primeiro segmento a receber este impacto é a indústria da energia solar, assolada por uma guerra comercial entre a China de um lado e a UE e os EUA do outr o.

Ou seja, no domínio energético, a segurança tecnológica passou a ser criticamente estratégica a par da segurança dos recursos, porque atualmente a energia não só permite que as economias funcionem, mas também cria "novas economias".
Fontes: Expresso

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Falta de energia pode ser avisada a Celpe por mensagem de celular

A partir de agora, consumidores podem mandar mensagem de celular para avisar a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) sobre falta de energia em determinada localidade do estado. O serviço foi anunciado durante coletiva de imprensa na sede da empresa, no Recife. A companhia também passa a disponibilizar um aplicativo de serviços para smartphones. Através dele, o cliente pode solicitar vias para pagamento da conta e religação de energia, por exemplo.

Para comunicar falta de energia, basta mandar uma mensagem SMS para 27308 com o número da conta contrato. A Celpe garante enviar uma resposta em até três minutos com o tempo de estimativa de volta da energia. “Estamos no século 21. A mobilidade é essencial”, enfatizou o superintendente comercial da companhia, Luis Jorge Lira Neto. O custo do envio da mensagem será pago pelo consumidor.

Na coletiva, a Celpe também anunciou o início das solicitações de mini e microgeração de energia elétrica pelos clientes. Com a nova legislação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a companhia agora pode aprovar novas unidades de pequena geração de energia de fontes renováveis, como eólica, solar, biomassa, hidráulica e cogeração

"Nossa legislação é recente e as normas foram estabelecidas a partir deste ano. Um aspecto relevante disso é o crescimento de geração de energia por fontes alternativas. A capacidade do consumidor de desenvolver energia é um dos pontos mais importantes dessa regulamentação", disse o presidente da Celpe, Luiz Antonio Ciarlini.

Para conseguir a autorização da Celpe, o interessado deve acessar o site da companhia e ler o regulamento. O consumidor que conseguir produzir a energia estabelecida no contrato de geração, não precisará pagar a própria energia gerada. "Ele vai gerar para o consumo próprio e o que sobrar vai injetar na rede da Celpe. Essa energia que ele injetou poderá ser compensada em até 36 meses com futuros consumos, como se fosse um empréstimo de energia à Celpe", explicou o superintendente de engenharia da Celpe, Dário Soares Vale.

Fontes: G1

Energia elétrica terá novo modelo de cobrança em 2014

A partir de 2014 os consumidores poderão aderir a um novo modelo de cobrança de energia elétrica, que terá tarifas diferenciadas de acordo com o horário em que ocorre o consumo, a exemplo do que já é praticado na telefonia.

Entre as 18 horas e 21 horas, considerado horário de pico, será cobrada tarifa mais cara. No restante do dia, os preços serão mais baratos que a tarifa cobrada pelo modelo normal de cobrança.

Poderão aderir à chamada "tarifa branca" clientes residenciais e comerciantes. Os interessados terão de fazer a solicitação à distribuidora a partir do próximo ano.

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda não divulgou quais serão os valores cobrados. Mas o relator da medida na agência, Edvaldo Alves de Santana, estima que a economia na conta do consumidor que reduzir a zero o consumo no horário de pico pode chegar a 45%.

"Basta que a pessoa não ligue o chuveiro ou a TV na hora de ponta", afirmou.

Para adotar a nova tarifa, as empresas terão de trocar antigos relógios contadores por medidores mais modernos. De acordo com regulamento da Aneel, as elétricas podem repassar esse custo de equipamento para o consumidor nas próximas faturas.

Para realizar a troca, o cliente terá de contatar a empresa, que deve realizar o serviço em um prazo de 30 dias. O novo modelo vem sendo discutido desde 2011.

Ontem, a agência colocou a última versão do texto em consulta pública, para colher "subsídios adicionais". Esse processo ocorrerá de 8 de maio a 8 de agosto.

Encerrado o prazo, o documento volta à agência, que fará as alterações necessárias e encaminhará o texto para aprovação final da diretoria.

Uma das alterações feitas este ano no dispositivo é a possibilidade de inclusão no novo regime dos consumidores de baixa renda já beneficiados pela tarifa social, que já são reduzidas.

Assim que o regulamento foi lançado, eles não faziam parte dessa lista, por consumirem "valores irrisórios".

Na nova proposta o consumo foi considerado "relativamente pequeno".

Santana, da Aneel, contesta preocupações apresentadas pelas concessionárias de energia, durante a discussão do projeto, com a possível queda de receita. Em audiências anteriores, as empresas também questionam a inclusão dos comerciantes entre os beneficiados.

O relator argumentou que a tarifa diferenciada vai ajudar a desobstruir as redes de transmissão de energia nos horários de maior demanda, o que demandará menor investimento na ampliação das redes. Ele também defendeu a extensão do benefícios aos comerciantes.

"Como eles fecham cedo, devem pagar a tarifa mais barata e raramente usar a mais cara. Para nós, faz todo sentido que eles sejam beneficiados. Queremos que todos sejam como eles. Então, precisam se beneficiar", explicou o diretor.

Fontes: Folha de S. Paulo

Fezes de cachorro vão gerar energia gratuita na Grã-Bretanha

E se as fezes do seu cachorro pudessem ser usadas para gerar energia e garantir a iluminação de ruas e praças da cidade? Essa é a proposta de um inovador sistema de energia renovável previsto para ser inaugurado em julho, na Grã-Bretanha. Carinhosamente apelidado de “Poopy Power”, o projeto pretende transformar o cocô dos animais em bioenergia, para ser usada de forma gratuita.
De quebra, o esquema promete dar um fim inteligente a um problema que atormenta grande parte da população, a saber, o emporcalhamento das ruas, uma vez que não são todos os donos que recolhem a sujeira do bichinho do chão.

Anualmente, mais de 700 mil toneladas de fezes de cachorro são retiradas das ruas e enviadas para a terros sanitários na Grã-Bretanha, um processo que custa 72,5 milhões de libras aos cofres públicos, segundo o jornal Daily Mail.

Por trás dessa empreitada, está a empresa especializada em biodigestores Streetkleen, que tem a sua frente um ex-banqueiro de Manhathan aficionado pelo negócio, Gary Downie. Ele foi um dos pioneiros a usar fezes de cachorro para gerar energia complementar para grandes consumidores no campo, como indústrias. Agora, ele quer implementar o primeiro projeto do tipo em escala comercial nos centros urbanos.

Na prática, o projeto funciona do seguinte modo: o dono recolhe o excremento do animal do chão e, ao invés de jogá-lo no lixo, deposita o cocô em um coletor especial que está conectado ao sistema biodigestor, localizado no subsolo, onde as fezes são transformadas em metano, CO2 e fertilizante. A energia gerada então pode ser usada na iluminação pública da cidade e em sistemas de aquecimento, tudo de forma gratuita.

Ao invés de cobrar pelo fornecimento de energia, a empresa prevê fatur com a cobrança de uma taxa para realizar a biodigestão e também com a venda de créditos de carbono, uma vez que, ao transformar as fezes em energia, ao invés de mandá-las para o aterro, estaria evitando a emissão de gases efeito estufa na atmosfera, vilões do aquecimento global.

Em entrevista ao jornal The Independent, o idealizador do projeto diz que cada tonelada de excrementos mantidos fora do aterro vai evitar emissões 450 kg de gases de efeito estufa.

Fontes: EXAME

Energia eólica é desperdiçada por falta de linhas de transmissão no NE

No Nordeste, a falta de linhas de transmissão em três estados impede que a energia produzida pelo vento chegue à casa de milhares de brasileiros. Esse desperdício já virou prejuízo para o governo.

Além da paisagem exuberante, as praias do Nordeste reúnem condições ideais para mover geradores de energia limpa. Na região, não há barreiras para o vento, que é constante. Por isso, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), das 92 usinas em operação no país, 60 estão na região.

"A energia eólica hoje é um meio alternativo, até mesmo para economizar água nos reservatórios. Então, no período de seca, você tem energia eólica gerando para poder suprir essa necessidade", explica o gerente do Parque Eólico, Christian Luz.

O uso do vento na matriz energética brasileira cresceu 73% em um ano. Hoje, a energia eólica representa cerca de 2% da capacidade de energia elétrica disponível no Brasil. Mas poderia ser mais aproveitada.

Para chegar até os consumidores, a energia gerada depende das redes de transmissão, que não são de responsabilidade das empresas que mantém os parques eólicos. E este tem sido um dos principais problemas do setor.

Em três estados brasileiros, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte, 26 empreendimentos estão prontos para produzir energia, mas ela não é distribuída por falta de linhas de transmissão. A Associação Brasileira de Energia Eólica calcula que seria uma produção suficiente para abastecer, por mês, cerca de 3,3 milhões de pessoas, mais do que a população de Salvador.

Como entregaram os parques eólicos no prazo, as empresas recebem do governo federal o que está previsto nos contratos, mesmo sem gerar energia: só nos últimos nove meses, foram pagos R$ 263 milhões.

"O prazo da construção da linha de transmissão tem que estar sincronizado com a construção do parque. Esse contrato de construção tem que estar fechado com multas, com compromisso, com responsabilidade, de tal forma que seja viável a execução da linha naquele prazo", ressalta Adão Linhares, da Câmara Setorial de Energia Eólica.

Pelo atraso na instalação das redes, a Chesf, responsável pelas linhas de transmissão, foi multada em mais de R$ 8 milhões. Em nota, a companhia atribuiu o atraso às exigências dos órgãos ambientais e ao curto espaço de tempo para montar a distribuição de energia dos novos parques eólicos.

Fontes: Jornal Nacional

Avião movido a energia solar inicia travessia dos EUA

Um avião movido a energia solar, com o qual os projetistas planejam um dia atravessar o planeta, decolou na manhã desta sexta-feira da baía de San Francisco para cruzar os Estados Unidos, sem levar nenhum combustível, a não ser a energia do sol.

O aparelho, chamado de Impulso Solar, partiu pouco depois das 6 horas (horário local) de Moffett Field, um aeroporto civil e militar perto do extremo sul de San Francisco, e seguiu em velocidade baixa em direção a Phoenix, no vizinho Estado do Arizona, de modo que o voo deve durar de 15 a 20 horas.

O avião de formato espigado fez pouco ruído ao levantar voo. Depois de efetuar paradas nas cidades de Dallas, St. Louis e Washington, a capital, com pausas em cada lugar para aguardar tempo favorável, a equipe de voo espera concluir a travessia dos EUA dentro de dois meses no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York.

Os pilotos suíços Bertrand Piccard e Andre Borschberg, cofundadores do projeto, vão revezar-se no comando do aparelho, que possui apenas um assento na cabine. Piccard assumiu o controle na primeira etapa, rumo ao Arizona. A previsão é a de aterrissar em Phoenix à 1 hora da madrugada, no sábado.

O projeto teve início em 2003, com orçamento de 90 milhões de euros (112 milhões de dólares) para um período de dez anos e envolveu engenheiros da Schindler, a fábrica suíça de elevadores, e ajuda para pesquisa do grupo químico belga Solvay -- patrocinadores que querem testar novos materiais e tecnologias e ao mesmo tempo obter reconhecimento para sua marca.

Os organizadores do projeto dizem que a viagem também tem como meta ampliar o apoio mundial à adoção de tecnologias limpas na produção de energia.

Fontes: TERRA

Conta de energia elétrica vai mudar e pode ficar mais cara

Dentro de um mês, as contas de luz vão começar a chegar de forma diferente à casa dos consumidores. Ainda sem valer para a cobrança, o início da fase de testes do sistema de bandeira tarifária incluirá símbolos coloridos nas faturas, indicando aumento no preço da energia caso o país passe por período de aperto de oferta – como o atual.

Implantado apenas quatro meses depois da badalada redução nas tarifas de energia, tanto para consumidores residenciais quanto empresariais, o sistema é alvo de críticas por parte de especialistas e entidades de defesa do consumidor. A partir de 1º de junho como período educativo, mas com cobrança efetiva prevista para 2014 , a adoção das chamadas bandeiras tarifárias transfere ao consumidor eventuais custos extras na geração de energia elétrica. Se entrasse em vigor agora, já significaria aumento na conta.

Como as hidrelétricas dependem da chuva e do nível dos reservatórios, nas situações em que há pouca água armazenada, pode ser necessário o acionamento de termelétricas, o que eleva o custo da geração, em razão do uso de combustíveis como gás natural, carvão, óleo e diesel.

"A bandeira tarifária não tem nada a ver com o consumo de cada indivíduo. Está relacionada à situação dos reservatórios. Portanto, vai atingir o pobre, o rico, o perdulário e o econômico. Não tem justiça nenhuma nisso. É um verdadeiro absurdo" afirma Roberto Araújo, diretor do Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico (Ilumina).

Com as mesmas cores das luzes dos semáforos, o sistema demonstrará ao usuário, em sua conta mensal, o grau de dificuldade no processo de geração da energia consumida na região – a bandeira vermelha significa maior custo e a verde, menor. No período de testes, as contas trarão, mês a mês, as bandeiras que estariam valendo para efeito de cobrança caso o sistema já estivesse implantado.

Hoje, em todos os quatro subsistemas que compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN), a bandeira que seria exibida nas contas de consumo seria vermelha. A partir de 2014, as tarifas nas áreas cuja energia exigir maior custo de geração (bandeira vermelha) terão acréscimo de R$ 3 para cada 100 quilowatt hora (kWh) consumidos. Nas de bandeira amarela, o valor extra será de R$ 1,50 para cada 100 kWh. Quando a bandeira for verde, não há acréscimo nas contas.
O sistema de bandeira tarifária usa o mesmo padrão dos semáforos:
Verde – condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre acréscimo e parte de um patamar mais baixo que a tarifa calculada pela metodologia atual.

Amarela – condições de geração menos favoráveis. A tarifa tem acréscimo de R$ 1,50 para cada 100 quilowatt hora (kWh) consumidos.

Vermelha – condições mais custosas de geração. A tarifa tem acréscimo de R$ 3 para cada 100 kWh consumidos.

Como ficaria a nova conta, de uma família com consumo mensal de 200 KWh, com valor de R$ 74,94, cliente da CEEE (os impostos usados para o cálculo são os vigentes no mês de maio):

Bandeira vermelha (mais R$ 3 a cada 100 KWh consumidos, além dos impostos incidentes na tarifa): R$ 83,09 (+10,87%)

Bandeira amarela: (mais R$ 1,50 a cada 100 KWh consumidos, além dos impostos incidentes na tarifa): R$ 79,02 (+5,44%)

Bandeira verde (sem variação): R$ 74,94 (zero)

Inconformados com a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representantes da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) enviaram ofício ao órgão regulador, pedindo a suspensão da implantação das bandeiras tarifárias. Para Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, a medida é ilegal, traz prejuízos e fere preceitos do Código de Defesa do Consumidor.

Segundo Maria Inês, os únicos beneficiados com o novo sistema serão as concessionárias de energia, que já contam com um reajuste anual das tarifas.

" Elas (concessionárias) trabalharão com segurança. Não vão deixar de ter o reajuste delas. E o consumidor terá repasse imediato toda vez que a bandeira for acionada"  critica Maria Inês.

Por meio de assessoria, a Aneel confirmou ter recebido o ofício da Proteste e informou que está levantando informações para responder à entidade. A agência acrescentou que, apesar dos questionamentos, o começo do período de testes será realizado em junho.

Fontes: Radio Fandango

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Casa com fachada de algas produz energia, calor e biogás

Algas microscópicas, que podem fornecer material reciclável e combustível, enfeitam as paredes exteriores daquele que talvez seja o projeto mais original da exposição internacional da construção em Hamburgo (IBA, em alemão), aberta em março deste ano e prevista para terminar em novembro. A feira propõe um conceito inovador de arquitetura sustentável que, além de economizar, também produz energia.

A fachada da casa de algas tem 129 estruturas de vidro. Elas funcionam como aquários. Lá dentro, os microrganismos misturados na água alimentam um reator. As algas, microscópicas, sobrevivem com nutrientes na água e também sustentadas pelas emissões de um aquecedor a gás, instalado no térreo do prédio de cinco andares, que fornece dióxido de carbono (CO2) para a fotossíntese.

Além disso, as algas precisam de luz solar, que não falta num ambiente tão aberto. Mas o diretor da construtora SSC, Martin Kerner, que ajudou a desenvolver a casa de algas, afirma que os microrganismos não toleram tanta claridade porque costumam viver numa espécie de semi-sombra debaixo d'água. “Elas não podem com a luz direta do sol”.

Por isso existe um sistema responsável por bombear a água em círculos para garantir que as plantas fiquem expostas à radiação solar direta por pouco tempo. Do contrário, as chamadas "microalgas" morreriam devido ao calor excessivo. Todo o processo é um espetáculo para quem observa a fachada. De vez em quando dá até para ouvir as bolhas de ar.

No térreo do edifício, Kerner controla uma caldeira de metal que filtra as algas continuamente e delas extrai material reciclável. Entre os produtos fornecidos pelas algas, Kerner destaca um óleo, vendido especialmente para a indústria farmacêutica e de cosméticos. Um quilo de extratos de algas como esse chega a valer 60 euros. Os produtos das algas servem também como ingrediente de suplementos alimentares e ração animal. Até as sobras podem gerar biogás.

Mas os vidros da fachada não são apenas reatores para as algas. Também funcionam como uma espécie de aquecedor solar. O sol aquece a água do aquário. A energia gerada esquenta a água do prédio. No futuro, o objetivo de Kerner é que a casa não produza só biomassa de algas e calor, mas também eletricidade a partir de fontes neutra.

Apesar de toda a expectativa, Kerner diz que a obra é uma demonstração e não está pronta para o mercado. “Nos próximos anos queremos saber quanto de calor e biomassa o nosso sistema produziu e como essa biomassa pode ser usada”. A estimativa é de uma produção de 1,5 toneladas por ano de biomassa de algas, mas ainda não é certo se a casa vai produzir essa quantidade.

Uma coisa, no entanto, está clara: para um construtor comum, um empreendimento desse tipo “seria muito caro”, diz Martin Kerner. “Nossa fachada em Hamburgo tem uma área de reator de 200 metros quadrados e este é, provavelmente, o tamanho mínimo para um começo”. Segundo ele, o mais rentável seria ter áreas maiores., porque sempre é necessário ter um sistema completo de administração e de coleta dos extratos de algas, segundo Kerner. "São investimentos que só valem a pena a partir de um tamanho mínimo das construções", como hoteis de luxo e arranha-céus comerciais.

Fontes: Terra

SP estuda estímulos para cogeração de energia por biomassa

O governo de São Paulo estuda ampliar medidas para incentivar o investimento na cogeração de energia a partir da biomassa da cana, como forma de reforçar a oferta de energia, disse o secretário de Energia do Estado.
"Temos conversado com o setor de cogeração, que precisa de sistemas de conexão. Estamos estudando para eventualmente ampliar estes incentivos, ou seja, fazer o necessário para elevar os investimentos neste setor", disse a jornalistas o secretário José Aníbal, sem dar detalhes.

Ele observou que atualmente São Paulo conta com 4.500 megawatt de cogeração de energia a partir da biomassa, dos quais cerca de 1.000 MW são "exportados" para a rede, ou seja, comercializados externamente pelas usinas de cana.

"A expectativa é que se possa dobrar isso num período de três ou quatro anos, no máximo", disse, explicando que é preciso mais investimentos.

Ele acrescentou que mais de cem usinas, das quase 200 de São Paulo, não fizeram modernização dos equipamentos.

"Quando o fizerem, vão gerar 4 ou 5 vezes mais energia do que geram hoje, portanto, haverá um excedente para exportação. E isso é muito importante neste momento em que a energia demanda soluções inovadoras", disse Aníbal.

Fontes: Exame