Segundo a publicação "Who's winning the Clean Energy Race?", da Bloomberg New Energy Finance , o centro de atração de investimento em tecnologias energéticas limpas mudou dos EUA para a China. Face a 2011, a China conseguiu atrair mais 20% de novos investimentos, representando desta forma 30% do total dos países do G-20, o grupo informal das 20 maiores economias do mundo.
Só no solar a China captou 25% do total deste grupo geopolítico, com um recorde de 31,2 mil milhões de dólares. No segmento eólico, foram investidos no Império do Meio 37% do "bolo" do G-20, enquanto que as outras tecnologias energéticas registaram 47%.
O crescimento significativo destas fontes energéticas prende-se com o facto da China não só ter de mitigar o risco de uma dependência energética extrema por ainda não dispor de reservas de combustíveis fósseis substanciais, como também com o imperativo da diminuição da poluição provocada pela electricidade gerada a carvão.
Este sinal revela a seguinte tendência na relação de forças no mercado energético global: a competitividade energética de uma nação já não depende somente da "bênção" geológica do seu território possuir combustíveis fósseis e do domínio do acesso a reservas em outros territórios (tema que será abordado em futuro post neste blogue), mas também numa estratégia de diversificação baseada em fontes energéticas de baixo carbono.
Este sinal revela a seguinte tendência na relação de forças no mercado energético global: a competitividade energética de uma nação já não depende somente da "bênção" geológica do seu território possuir combustíveis fósseis e do domínio do acesso a reservas em outros territórios (tema que será abordado em futuro post neste blogue), mas também numa estratégia de diversificação baseada em fontes energéticas de baixo carbono.
Isto porque um dos resultados dessa diversificação estratégica não só é a substituição de importações energéticas, como também a criação de novas indústrias no segmento da economia verde que podem ser competitivas à escala global.
E é justamente isso que a China está a fazer. Se, por um lado, está substituir os EUA como a maior "gula" energética do planeta no que se refere a importações de petróleo, por outro está a competir de igual para igual nas tecnologias renováveis e limpas. E o primeiro segmento a receber este impacto é a indústria da energia solar, assolada por uma guerra comercial entre a China de um lado e a UE e os EUA do outr o.
Ou seja, no domínio energético, a segurança tecnológica passou a ser criticamente estratégica a par da segurança dos recursos, porque atualmente a energia não só permite que as economias funcionem, mas também cria "novas economias".
Fontes: Expresso
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