quarta-feira, 12 de junho de 2013

Google Finlândia compra energia a parque eólico sueco

A Google Finlândia comprou toda a produção elétrica de um parque eólico sueco para se abastecer de energia durante os próximos 10 anos.

A Google sempre lutou para usar a maior quantidade de energia limpa possível. Os seus enormes datacenters são consumidores ávidos de energia e o Google tenta contrariar os efeitos negativos no ambiente recorrendo a várias fontes de energia menos nocivas.

A O2 conseguiu que o seu plano de construção de um novo parque com capacidade para gerar 72MW fosse aprovado. Na sequência, a Google comprometeu-se a comprar 100% da produção durante os próximos 10 anos garantindo assim que a O2 tinha o financiamento necessário para avançar com o negócio. Este negócio foi intermediado pela empresa de seguros Allianz, que assumirá as rédeas do parque assim que o mesmo se torne operacional em 2015.

O processo é bastante simples: o parque eólico produz a energia e atribui-lhe uma garantia de origem, que confirma que a mesma é produzida através de fontes renováveis. A energia é depois reencaminhada para a grelha de distribuição regional que a leva até à Finlândia, à sede da Google. Depois a Google “retira” a garantia de energia, como forma de demonstrar que já utilizou aquela energia.

Este acordo é já o quarto do gênero que a Google faz, o primeiro na Europa.

Nesta “guerra” a Apple já anunciou que 75% da energia que usa é limpa e as duas empresas têm o objectivo de chegar aos 100%. De todas as “guerras” que têm esta é a única em que as duas rivais estão de acordo.

Fontes: Tecnologia

Energia solar pode reduzir gastos nos aviários

Para Martins, caso o produtor instale na sua propriedade placas solares voltaicas, que usam a radiação solar para obter forma contínua de corrente elétrica poderá diminuir totalmente sua conta, pagando apenas a tarifa mínima da concessionária. No MS, a tarifa mínima cobrada pela Empresa Energética de Mato Grosso do Sul (Enersul) oscila entre R$ 20 e R$ 50. “A quantidade de energia obtida com as placas pode atingir 100% do consumo. Aqui no MS, já temos sete instalações, em residências e comércio. Agora faltam os produtores conhecerem o sistema”, enfatiza Martins.

Dados da Embrapa Suínos e Aves mostram que entre os custos variáveis de produção de frangos no Mato Grosso do sul, a energia elétrica é o terceiro maior, alcançando R$ 1.534 por lote (dados de abril). O valor que o produtor gasta com energia só fica abaixo da mão-de-obra (R$ 2.324/lote) e do total gasto com calefação (R$ 1.036/lote).

Outro tema abordado no encontro é ‘Perspectivas da Avicultura de corte no Brasil e no Mundo’, proferido pelo presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra. Turra falará sobre o crescimento da produção mundial de carne de frango no Brasil durante os últimos anos. O palestrante afirma que em 1950 praticamente não existiam registros de produção avícola industrial no país. Mais de 30 anos depois, em 1986, a produção brasileira girava em torno de 1,6 milhão de toneladas de carne de frango. 

Em 2000, a produção, segundo a Ubabef, atingiu 5,9 milhões de toneladas, dado que dobrou em pouco mais de uma década, chegando aos 12,6 milhões de toneladas em 2012. “Neste ritmo impressionante de crescimento, atingimos o terceiro lugar na produção mundial de carne de frango, estando atrás apenas dos EUA e China, respectivamente. E o ritmo tende a ser crescente”, acrescenta Turra.

O 1º Encontro Tecnológico da Avicultura no MS será realizado, no dia 4 de junho, no auditório da Famasul. Além das duas palestras citadas, serão abordados os aspectos das políticas do Estado, legislação, informações econômicas, novidades tecnológicas e perspectivas para a cadeia do setor.

O evento é promovido pelo Sistema Famasul e organizados pela Associação dos Avicultores de MS (Avimasul) e pelo Fundo Privado de Sanidade Avícola (Fuprisa).

Fontes: Expresso MT

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Energia eólica pode captar R$ 8 bilhões em dois anos

Os bons ventos que sopram nos mais de 8 mil quilômetros do litoral brasileiro começam, afinal, a ajudar a captar recursos - muitos - para a geração de energia no país. Há expectativa de que nos próximos dois anos até R$ 8 bilhões sejam destinados ao setor para possibilitar que a energia eólica tenha chance de sair do patamar de 1% de participação na matriz energética do país.

“O Brasil hoje apresenta a maior possibilidade global para empresas e investidores na área de energia e a eólica, especialmente, tem se destacado cada vez mais”, diz Everaldo Feitosa, presidente da empresa Eólica Tecnologia e vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês). Ele aponta que a liderança do governo nos leilões de energia traz garantias de segurança para os investidores e tem incentivado a chegada de recursos, ao mesmo tempo em que se tornam mais acessíveis as verbas liberadas por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O BNDES condiciona o crédito a um índice de componentes nacionais que progressivamente atinge 60%.

Com isso, tanto empresas nacionais como internacionais querem participar desse mercado. Segundo relatório recente da WWEA, a capacidade instalada de energia eólica brasileira quase triplicou entre 2010 e 2012. Entre 2010 e 2015, espera-se que a capacidade instalada cresça mais de 500%, ante apenas 14% da hidrelétrica, e atingiria mais de 5.000 MW, superando a nuclear, que deve atingir 2.000 MW.

“Nossa cadeia produtiva está em constante evolução e os problemas pontuais têm tudo para ser solucionados”, aponta Feitosa.

A previsão da Abeeólica é que a capacidade instalada no uso dos ventos para produzir energia elétrica cresça 141% em 2013, na comparação com 2012, chegando a 6 gigawatts. Ainda de acordo com a associação, o setor pode receber investimento de até US$ 10 bilhões entre 2013 e 2017.

As expectativas são pequenas, contudo, considerando a capacidade brasileira de geração de energia eólica que, segundo os especialistas, permitiria alcançar patamares semelhantes aos da Dinamarca ou Espanha, onde o vento responde por cerca de 28% da matriz de energia.

Ao mesmo tempo em que cresce rapidamente, o setor de energia eólica tem criado novas oportunidades e demandas para esse segmento. Para driblar gargalos de logística - como a dificuldade de enviar os pesados equipamentos produzidos na região Sudeste para o Nordeste (onde estão os parques eólicos) -, começa a ganhar força um movimento de instalação de parques fabris na Bahia e no Ceará, por exemplo. A produção eólica também já enfrenta dificuldade na contratação da mão-de-obra.

“Os principais gargalos estão associados à logística, tanto para o transporte de equipamentos quanto para a transmissão de energia. Mas há caminhos para a solução destas questões”, diz Elbia Melo, presidente da Abeeólica. De acordo com ela, uma solução para levar equipamentos fabricados no Sudeste para os parques eólicos nordestinos seria o aprimoramento do uso do transporte de cabotagem. “Em relação à transmissão, a solução deve vir no médio prazo, visto que, para a realização dos próximos leilões, é exigida a construção prévia de linhas de transmissão”, completa.

Avaliação da agência de classificação de riscos Moody's já apontava no fim de 2012 que a expansão planejada da energia eólica na matriz elétrica brasileira em cerca de cinco vezes, até 2016, criaria desafios para o setor no país. A razão principal é que a energia eólica no Brasil tem sido viabilizada em contratos de longo prazo a preços considerados cada vez mais competitivos, provocando uma tendência de queda nas tarifas para os geradores.

Atualmente há 115 usinas eólicas instaladas no país, com possibilidade de responder, a partir do ano que vem, por cerca de 40% da demanda de crescimento anual por energia brasileira, conforme Elbia Melo apresentou no evento Brasil Wind Energy Conference, que termina hoje em São Paulo.

Fontes: IG Economia

Câmara aprova MP que garante queda na tarifa de energia

O plenário da Câmara aprovou a medida provisória (MP) 605/2013, que permite que o governo use os recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para pagar as concessionárias de energia que aceitaram renovar seus contratos com o governo. A MP vence na próxima segunda-feira e ainda deve ser votada pelo plenário do Senado.

A proposta permite que o Tesouro Nacional use os recursos da CDE - destinada a projetos de universalização dos serviços de energia elétrica e ao programa de subvenção aos consumidores de baixa renda, entre outros - para pagar as concessionárias que aderiram ao plano de renovação dos contratos com o governo com o objetivo de garantir tarifas menores de energia.

Na ocasião da renegociação dos contratos, três empresas não concordaram com os novos termos contratuais, o que prejudicou a redução nas contas de luz, prometida pelo governo. Após a votação do texto-base, os deputados votaram destaques à MP - pedidos de retirada de partes da lei para análise em separado. Uma das propostas rejeitadas pelos parlamentares foi a redução da alíquota de PIS/Cofins sobre a tarifa de energia elétrica, de 7% para 3,75%. Outra emenda rejeitada é a que exclui a incidência do imposto sobre a tarifa.

Após a MP 605, o plenário vota a 601, que trata da desoneração da folha de pagamento de vários setores da economia a partir de 2014. A votação foi feita após acordo entre os líderes partidários da base governista e da oposição. O governo aceitou pautar para o dia 3 de julho a votação do projeto de lei complementar 200/2012, que acaba com a cobrança de multa rescisória de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa.

Essa multa foi criada em 2001 para pagar parte das despesas que o governo tem com o ressarcimento aos trabalhadores que tiveram perdas no saldo do FGTS causadas pelos planos Verão e Collor 1 em 1989 e 1990. Ao todo, a devolução dos valores custou R$ 55 bilhões aos cofres públicos. A oposição alega que o valor terminou de ser pago em 2007, mas o governo não concorda.

Na ocasião da votação da MP dos Portos, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que a Casa não votaria medidas provisórias que chegassem a menos de sete dias de perder a validade. A MP dos Portos foi votada no Senado no dia em que "caducava", o que gerou críticas de todos os senadores.

Hoje, no entanto, Renan disse que não fará "projeções" a respeito de quando a MP deveria chegar ao Senado a tempo da votação sem ferir a promessa feita na semana passada. "O Senado decidiu, ao votarmos a MP dos Portos, que não apreciaríamos mais medidas provisórias que chegassem aqui com um prazo menor de sete dias. Essa não foi uma decisão minha, foi do Senado que precisa ser preservada", disse.

Fontes: Terra