quarta-feira, 31 de julho de 2013

Maranhão produzirá energia eólica a partir de 2014

O Maranhão vai gerar energia eólica a partir de junho de 2014, quando iniciará a operação da 1ª fase do projeto de implantação dos parques eólicos da Bioenergy Geradora de Energia a ser implantado nas cidades de Tutóia e Paulino Neves. O projeto total está estimado em R$ 4,5 bilhões de investimentos e deve gerar cerca de 2.000 empregos durante a implantação. O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Sérgio Marques, durante o Encontro de negócios, realizado nesta quarta-feira (24), no Pestana Resort Hotel, em São Luís.

O encontro, uma ação do Programa de Desenvolvimento de Fornecedores (PDF), foi realizado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Sedinc), Federação das Indústrias do Maranhão (Fiema) e a Bioenergy. O evento contou com a participação do Secretário de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Mauricio Macedo; do vive-presidente da Fiema, José Orlando Leite, do secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico da Sedinc, David Braga Fernandes, do superintendente de Negócios da Sedinc, José Oscar Melo Pereira, além de executivos da Bioenergy e empresas contratadas para a implantação do projeto e empresários do Maranhão.

Na ocasião, as empresas contratadas da Bionegy para a realização das obras – ABB, Elecnor, Estrutural e GE – no estado apresentaram as demandas e oportunidades de negócios para as empresas locais. Ao falar sobre o projeto, o presidente da Bioenergy, Sérgio Marques disse que a empresa está extremamente motivada com a implantação do empreendimento no estado, pois encontrou total apoio do governo estadual. “Vamos ter aqui no estado 377 aerogradores nas fases I e II. Nosso objetivo é gerar energia a partir de junho do próximo ano”, disse Sérgio Marques, destacando que a empresa necessita também do apoio e da interação com as empresas locais. “Não queremos trazer só o empreendimento, mas também o desenvolvimento”, disse Sérgio Marques. Os parques eólicos serão implantados nas cidades de Paulino Neves, Tutóia e Barreirinhas.

O encontro de negócios colocou Bioenergy e suas empresas contratadas para a realizada frente a frente com as empresas locais do estado para que conheçam de perto as oportunidades. “Esta é uma reunião de trabalho que visa aproximar a Bioenergy das empresas maranhenses para que elas conheçam as demandas de produtos e serviços do projeto. A ideia é que parte dos investimentos seja internalizada na nossa economia por meio das empresas locais e geração de empregos, que é o propósito do PDF”, disse Mauricio Macedo. De acordo com o superintendente de negócios da Sedinc, José Oscar, o PDF possui atualmente 860 empresas cadastradas.

Para o vice-presidente da Fiema, José orlando Leite, o empreendimento da Bioenergy possui um grande potencial multiplicador de novos negócios. “A energia eólica a partir de hoje se torna uma realidade para nós empresários, não só como fonte de energia, mas como uma geradora de oportunidades de negócios”, observou José Orlando, ressaltando que o Sistema Fiema, por meio do Senai do Maranhão, já está trabalhando na elaboração dos parâmetros curriculares com foco na fabricação, instalação e manutenção de aerogeradores e parques eólicos.

A Bioenergy já iniciou a implantação da infraestrutura para a instalação de 13 parques eólicos no Maranhão que produzirão aproximadamente 640 MW de energia limpa e renovável, com investimento estimado em R$ 1,4 bilhão. A segunda fase entrará em operação a partir de 2015, com um total de 377 aerogeradores para gerar um total de 1GW.

Para permitir o escoamento da energia, a Bioenergy também constrói uma linha de transmissão de 500 KVA, com 240 km que interligará a subestação de Miranda II, na qual estão sendo investidos cerca de R$ 125 milhões.

Fonte: Jornal Pequeno

Novo cálculo para energia evita uso de térmicas mais caras

O novo modelo de cálculo dos custos da energia de curto prazo e da operação do sistema elétrico proposto pelo governo vai praticamente eliminar o acionamento emergencial de usinas termelétricas mais caras, disse nesta quarta-feira o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.
"O modelo vai antecipar o uso das térmicas mais baratas e evitar o uso das mais caras", disse o secretário. Ou seja, as térmicas mais baratas deverão funcionar de modo mais estável, evitando o acionamento emergencial de usinas mais caras, como ocorreu no fim do ano passado e no começo de 2013.

O novo modelo de cálculo foi lançado pelo governo em março, em resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A principal novidade é aumentar a previsibilidade --no modelo matemático de cálculo dos preços do setor-- do uso de termelétricas. Isso, segundo Zimmermann, deve fazer com que seja próximo a zero o despacho de térmicas fora da ordem de mérito.

O acionamento fora da ordem de mérito ocorre quando o governo, para garantir a segurança do abastecimento, manda ligar termelétricas mais caras emergencialmente, para manter o nível de água nos reservatórios das hidrelétricas.

"Vamos conseguir mais segurança com o custo próximo do atual", disse Zimmermann, em entrevista coletiva.

Segundo Zimmermann, o novo modelo matemático foi encaminhado nesta quarta-feira para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), uma semana antes do previsto na resolução do CNPE.

"A Aneel vai começar seu processo de audiência pública e tramitação, para que comecemos a usar o modelo a partir do próximo programa mensal de operação, em setembro", disse Zimmermann.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Yingli Americas quer 20% da energia solar do Brasil em 2013

A Yingli Green Energy Americas, subsidiária de uma das principais empresas de painéis para geração de energia solar do mundo, quer ter neste ano 20 por cento do setor no Brasil, onde vê potencial de crescimento elevado, e diz ter sido consultada por empresas com projetos que podem participar do leilão de energia nova em outubro, segundo executivo da companhia.
Subsidiária da chinesa Yingli Green Energy, a Yingli Americas vê forte demanda no Brasil e na América Latina, onde a participação da empresa no mercado de energia solar fotovoltaica deve ser de 15 por cento até o fim do ano.

"Atualmente, o mercado solar brasileiro está mais receptivo para plantas geralmente menores, instaladas em telhados, por clientes residenciais, comerciais e industriais", disse o vice-presidente de vendas internacionais da Yingli Green Energy Americas, Jeffrey Barnett, em entrevista à Reuters.

"Com o recente anúncio de que a energia solar fotovoltaica poderá participar em futuros leilões de energia, iremos adicionar ao nosso foco projetos de maior escala", acrescentou.

O executivo vê potencial de crescimento dos projetos menores, principalmente com a instalação da medição inteligente de energia. Esses equipamentos possibilitam ao consumidor gerenciar melhor o consumo de energia e são um dos primeiros passos para a implantação mais ampla de redes inteligentes de energia, incluindo equipamentos próprios de geração nas residências com venda do excedente para distribuidoras.

O mercado de projetos solares menores também tende a aumentar quando forem disponibilizadas mais linhas de crédito aos consumidores para instalar as placas solares.
"Financiamento barato ao consumidor é realmente o elemento crítico", disse ele, ao acrescentar que espera que a disponibilidade dessas linhas de financiamento possa ser ampliada por fontes de crédito além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O executivo salientou que o anúncio da inclusão da energia solar no leilão marcado para outubro não foi decisivo para a estratégia da Yingli Americas de expandir no mercado brasileiro, mas a empresa vem recebendo consultas de companhias interessadas em levar projetos à disputa.

"Temos provavelmente agora pelo menos 300 megawatts em projetos em discussão, de pelo menos 10 empresas", disse Barnett, revelando que a maioria das consultas são de empresas brasileiras.

O leilão será o primeiro no país a permitir participação de projetos solares, com a venda de energia prevista para começar a ser entregue em 2016. Entre as fontes de energia que podem participar do leilão também está a eólica, que tem sido competitiva e cujo preço-teto estabelecido nas últimas competições foi de 112 reais por megawatt-hora (MWh).

Barnett considera que o preço mínimo para a energia solar ser viabilizada em um leilão atualmente no Brasil teria que ser entre 160 e 200 reais por megawatt-hora (MW).

A Yingli Green, matriz da Yingli Americas, é a maior fornecedora no mercado de energia solar mundial, considerando entregas em 2012, que totalizaram 2.297 MW em equipamentos, segundo dados fornecidos pela companhia. A estimativa da empresa para 2013 é elevar esse número a 3.200 a 3.300 MW.

Com sede no país em São Paulo, a Yingli patrocinou a Copa das Confederações e patrocina a Copa do Mundo de 2014. A empresa desenvolveu o projeto de geração solar no estádio do Maracanã, onde instalou 1.556 painéis solares no total de 390 quilowatts (kW), em parceria com a Light Esco, empresa da Light, e com a EDF Consultoria.

Fontes: EXAME

Energias de Portugal tem alta de 16% na produção de energia

A EDP Energias de Portugal teve alta de 16 por cento na produção de eletricidade no primeiro semestre de 2013, apoiada no reforço da capacidade instalada e nos fortes recursos hídricos e eólicos, informou a empresa.
A companhia disse em comunicado que no fim de junho de 2013 a capacidade instalada da EDP subiu para 22,7 gigawatts (GW).

A produção hídrica e eólica contribuiu com 74 por cento da produção de energia no primeiro semestre de 2013.

"A nova capacidade instalada nos últimos 12 meses traduziu-se em capacidade hídrica em Portugal --mais 257 megawatts (MW) decorrente da conclusão de repotenciação de Alqueva II--, capacidade eólica (mais 589 MW) e no Brasil (mais 365 MW)", disse a empresa.

No segmento eólico, onde o grupo atua através da subsidiária EDP Renováveis --quarta empresa de energia eólica mundial em capacidade instalada--, a produção subiu 8 por cento, impulsionada pela atividade na Europa.

A produção de energia no Brasil teve um crescimento de 1 por cento no semestre, "já que a quebra na produção hídrica decorrente do tempo muito seco foi compensada pela (central a carvão) Pecém I".

Fontes: EXAME

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Consumo de energia sobe 3,9% em junho

O consumo de energia elétrica medida pelo ONS (Operador Nacional do Sistema) em junho subiu 3,9% em todo o país, para 60.432 megawatt, comparado ao mesmo mês do ano passado. Em relação a maio, porém, houve queda de 0,8%.

O subsistema Sudeste/Centro-Oeste, responsável por metade do consumo de energia do país, também teve uma alta expressiva, de 3,9% em junho contra o mesmo mês de 2012, o maior crescimento do ano, mas ficou estável em relação a maio.

Segundo o ONS, a estabilidade é decorrente de um comportamento sazonal.

As temperaturas deste ano estão no mesmo patamar de junho do ano passado, segundo o ONS, assim como o nível de capacidade instalada da indústria.

Dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas indicaram que o nível de utilização da capacidade instalada recuou 0,2 ponto percentual em junho de 2013, com relação ao mês anterior, atingindo 84,4%, mesmo nível apresentado em janeiro deste ano, mantendo-se em patamar elevado.
Segundo o ONS, as famílias continuam sendo o carro-chefe do consumo de energia no Nordeste, puxado pela maior renda per capita e a expansão de crédito.

A região teve a maior taxa de consumo de energia em junho, de 6,6%, mas também ficou negativa em 2,6% contra maio.

O Sul teve crescimento de 3,4% em relação a um ano e queda de 0,5% contra maio, enquanto o Norte consumiu 2,1% a mais energia do que em junho de 2012 e menos 4,7% do que maio deste ano.

Na comparação com o mês de junho de 2012, o resultado foi influenciado "principalmente pelo desempenho das cargas dos Subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, que no mês passado apresentou a maior taxa de crescimento do ano, e do Subsistema Nordeste".

Fontes: Gazeta de Alagoas

Ministro de Minas e Energia diz que Luz para Todos será retomado este ano em Rondônia

Durante reunião com a bancada federal o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, disse que o programa Luz para Todos será retomado este ano em Rondônia. A preocupação com a continuidade do programa foi manifestada pelo deputado Padre Ton (PT-RO), que no início da semana esteve com o coordenador interino do Luz para Todos no estado, Daniel Augusto da Costa Vasconcelos, quando foi informado sobre a possível desmobilização da estrutura do programa a partir de agosto.

O Programa Luz para Todos, segundo o deputado, já atendeu 171 mil famílias e investiu cerca de pouco mais de meio bilhão de reais. “É um resultado bom, mas precisamos atender quem ainda está no escuro, e a notícia dada pelo ministro traz nova esperança a essas pessoas e à coordenação do programa, que tem feito um trabalho de relevo no estado”, diz Padre Ton.

Segundo Edson Lobão, o investimento que será feito permitirá o atendimento de outras 6 mil famílias. Em Rondônia, ainda vivem no escuro 12 mil famílias, e para atendê-las seriam necessários R$ 180 milhões.

A equipe do programa Luz para Todos em Rondônia vem sendo interpelada pela Eletrobras no sentido de que encerrará o programa em agosto, com a devolução de funcionários e veículos, sob a alegação de que a empresa já aplicou 100% dos recursos disponíveis do governo federal e não teve a contrapartida do governo estadual, que seria de R$ 30 milhões.

“A manifestação do ministro é um alívio porque não faz sentido algum Rondônia ajudar o Brasil, gerando energia de Santo Antonio e Jirau para as indústrias de São Paulo, deixando nossas propriedades rurais no escuro. Seria uma grande injustiça encerrar o programa agora sem o atendimento a todos que precisam”, comemorou Padre Ton.

Fontes: Rondo Noticiais

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Consumo de energia sobe 3,9% no país

O consumo de energia no país subiu 3,9% no mês de junho, na comparação com o mesmo período de 2012. É o que mostram os valores preliminares do Sistema Interligado Nacional (SIN), divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

De acordo com o Boletim de Carga Mensal, a carga total no mês ficou em 60.432 megawatts (MW), um avanço de 0,8% em relação a maio. No acumulado de 12 meses, o valor é 3,5% maior do que o período anterior.

O crescimento foi puxado pelo desempenho dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste, que teve a maior taxa de crescimento do ano e representa mais de 50% da carga do país, e do Nordeste, que foi estimulado pelo consumo das famílias, que continua impulsionado pelo aumento da renda e expansão do crédito.

Fontes: DCI

Custo da energia solar deve cair 45% até 2018, diz MME

O custo da energia gerada a partir do sol deverá cair, aproximadamente, 45% até 2018, apontam estudos do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do ministério, Jorge Paglioli Jobim, o custo que hoje estaria estimado em R$ 280 a R$ 300 por megawatt-hora (MWh) poderia cair para R$ 165/MWh dentro de cinco anos. Essa redução contribuiria para que a energia solar participasse de forma competitiva dos leilões de eletricidade dentro de alguns anos.

Na semana passada, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, revelou que o leilão de energia A-3, com entrega a partir de 2016, contará pela primeira vez com energia solar e proveniente de resíduos de lixo. Na oportunidade, Tolmasquim destacou que a inclusão tinha como objetivo principal ajudar a "mapear" a competitividade dessas fontes. Essa análise é explicada pelos atuais valores da energia solar, não competitivos com a eólica, por exemplo, cujos custos podem oscilar ao redor de R$ 100/MWh.

Jobim afirmou acreditar que o leilão previsto para outubro é mais um passo com o objetivo de consolidar a oferta de energia solar no Brasil. Sobretudo, uma indicação de que o País está interessado em estimular esse mercado. "O Brasil esperou o desenvolvimento dos equipamentos para a geração de energia eólica e deu chance para introduzir no Brasil uma cadeia de equipamentos em estado da arte", comparou, sugerindo que o mesmo poderia ocorrer agora com a energia solar.

"Pretendemos desenvolver a fabricação nacional a partir da abertura do mercado e a possibilidade de ingresso da fonte nos leilões", complementou ele, que participou nesta segunda-feira da abertura do 10.º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética e ExpoEficiência (Cobee), organizado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

O representante do ministério revelou que um grupo de investidores pediu ao MME a realização de leilões específicos para a geração de energia solar. O tema ainda está em análise. Ao mesmo tempo, o governo observa a oportunidade de atrair investidores com atuação nesse mercado e, dessa forma, assegurar a instalação no País de fábricas de equipamentos e sistemas voltados à geração de energia solar.

Assim como ocorreu no mercado de energia eólica, o desenvolvimento dessa atividade no Brasil acompanharia a evolução dos equipamentos em termos mundiais. "Os painéis fabricados no leste asiático possuem 20 anos de vida útil, mas estão durando apenas dois anos. O Brasil não quer se tornar um depósito de equipamentos de baixa eficiência", destacou. Hoje, a eficiência desses equipamentos é de aproximadamente 20%. "Ou seja, precisamos de uma área muito grande para gerar energia", complementou.

Fontes: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Custo da energia solar deve cair 45% até 2018, diz MME

O custo da energia gerada a partir do sol deverá cair, aproximadamente, 45% até 2018, apontam estudos do Ministério de Minas e Energia (MME). De acordo com o diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do ministério, Jorge Paglioli Jobim, o custo que hoje estaria estimado em R$ 280 a R$ 300 por megawatt-hora (MWh) poderia cair para R$ 165/MWh dentro de cinco anos. Essa redução contribuiria para que a energia solar participasse de forma competitiva dos leilões de eletricidade dentro de alguns anos.

Na semana passada, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, revelou que o leilão de energia A-3, com entrega a partir de 2016, contará pela primeira vez com energia solar e proveniente de resíduos de lixo. Na oportunidade, Tolmasquim destacou que a inclusão tinha como objetivo principal ajudar a "mapear" a competitividade dessas fontes. Essa análise é explicada pelos atuais valores da energia solar, não competitivos com a eólica, por exemplo, cujos custos podem oscilar ao redor de R$ 100/MWh.

Jobim afirmou acreditar que o leilão previsto para outubro é mais um passo com o objetivo de consolidar a oferta de energia solar no Brasil. Sobretudo, uma indicação de que o País está interessado em estimular esse mercado. "O Brasil esperou o desenvolvimento dos equipamentos para a geração de energia eólica e deu chance para introduzir no Brasil uma cadeia de equipamentos em estado da arte", comparou, sugerindo que o mesmo poderia ocorrer agora com a energia solar.

"Pretendemos desenvolver a fabricação nacional a partir da abertura do mercado e a possibilidade de ingresso da fonte nos leilões", complementou ele, que participou nesta segunda-feira da abertura do 10.º Congresso Brasileiro de Eficiência Energética e ExpoEficiência (Cobee), organizado pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco).

O representante do ministério revelou que um grupo de investidores pediu ao MME a realização de leilões específicos para a geração de energia solar. O tema ainda está em análise. Ao mesmo tempo, o governo observa a oportunidade de atrair investidores com atuação nesse mercado e, dessa forma, assegurar a instalação no País de fábricas de equipamentos e sistemas voltados à geração de energia solar.

Assim como ocorreu no mercado de energia eólica, o desenvolvimento dessa atividade no Brasil acompanharia a evolução dos equipamentos em termos mundiais. "Os painéis fabricados no leste asiático possuem 20 anos de vida útil, mas estão durando apenas dois anos. O Brasil não quer se tornar um depósito de equipamentos de baixa eficiência", destacou. Hoje, a eficiência desses equipamentos é de aproximadamente 20%. "Ou seja, precisamos de uma área muito grande para gerar energia", complementou.

Fontes: EM.com.br

Piauí tem 32 projetos para produção de energia eólica

O Piauí cadastrou 32 projetos para produção de energia eólica a serem leiloados durante Leilão de Reserva/2013 da Empresa de Pesquisas Energéticas (EPE), no dia 23 de agosto. Somados, os 32 projetos podem gerar até 943 MW de energia. No Piauí, já há três projetos para produção de energia eólica em andamento.

O Piauí foi o quinto estado que mais teve projetos cadastrados para participação no Leilão de Reserva. Esses projetos deverão ainda ser homologados pela EPE. 

O Leilão vai ocorrer com regras que atrelam a contratação de parques eólicos com a conexão na rede de transmissão, o que elimina o risco dos empreendimentos ficarem prontos e não terem como escoar a produção. Os vencedores vão firmar Contratos de Energia de Reserva com suprimento a partir de 1º de setembro de 2015, e com prazo de vinte anos.

Segundo o secretário estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Edson Ferreira, deverão participar do Leilão empresas nacionais com capital internacional que estão investindo no país. “O Piauí possui condições naturais favoráveis para a produção de energia eólica”, afirmou.

No Piauí, a Tractebel Energia, pioneira no setor no estado, investe na Usina Eólica Pedra do Sal, que tem capacidade de produção de 18 megawatts, o suficiente para abastecer 20% de uma cidade como Parnaíba.

A empresa Ômega deve produzir 130 MW até agosto do ano que vem também no litoral. No interior, a Queiroz Galvão Energias Renováveis pretende investir até R$ 3 bilhões no Parque de Energia Eólica da Chapada do Araripe, em Caldeirão Grande.

Fontes: Capital Teresina

Eletrobras lança Projeto Energia +

A Eletrobras, em parceria com o Banco Mundial, está investindo R$ 1,4 bilhão no desenvolvimento do Projeto Energia +, que tem como principal objetivo a otimização dos desempenhos operacional, financeiro e de gestão das seis distribuidoras de energia da empresa, localizadas nos estados do Acre, Amazonas, Alagoas, Piauí, Rondônia e Roraima.

O Energia + pretende proporcionar maior agilidade, segurança e eficiência no serviço de distribuição de energia elétrica para os consumidores, desenvolvendo ações planejadas com foco na redução de perdas, bem como na modernização e expansão do sistema elétrico.

Essas ações envolvem desde mudanças técnicas, como a substituição de equipamentos obsoletos por outros mais modernos, renovação da infraestrutura, instalação de redes blindadas e digitalização das unidades consumidoras, até o fortalecimento dos processos internos, com a implantação do Escritório de Gestão de Projetos para a melhoria do planejamento, acompanhamento e obtenção de resultados, bem como a execução de programas de desempenho gerencial, de ação social e comunicação estratégica.

No estado, a Eletrobras Distribuição Rondônia vai realizar obras de ampliação, reforma e construção de redes de distribuição, instalação de religadores, reguladores de tensão e banco de capacitores, além de instalar equipamentos de medição modernos que irão enviar informações em tempo real para o Centro de Medição da Empresa, possibilitando uma maior agilidade na coleta e redução de custos. O volume de investimento será de mais de R$ 211,1 milhões.

O Energia + é um programa amplo, onde a Eletrobras reafirma seu compromisso com os 3,6 milhões de consumidores atendidos por suas distribuidoras de energia. Os benefícios do projeto estão diretamente ligados ao bem-estar das famílias e ao favorecimento da produção industrial.

Além dos avanços na qualidade dos serviços oferecidos a sociedade, todas as ações previstas no Energia + servirão para valorizar seus colaboradores, que serão chamados a prestarem um trabalho cada vez mais qualificado, com foco na obtenção da melhora dos resultados econômicos e financeiros.

Com as ações do Energia + as distribuidoras do grupo Eletrobras serão colocadas em um mesmo patamar de indicadores positivos, qualidade e confiabilidade no fornecimento de energia e eficiência operacional.

Fontes: Jornal O Nortão

Bahia terá 29 parques eólicos até março de 2014

Até março de 2014 a Bahia terá 29 parques eólicos, segundo informou ontem o diretor de Sustentabilidade da Renova Energia, Ney Maron. Líder na geração de energia eólica contratada do Brasil, a empresa já construiu 14 parques nas cidades de Igaporã, Caetité e Guanambi, que ficaram prontos em julho de 2012. 

Os parques ainda não estão funcionam porque dependem da construção da linha de transmissão da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), que não deu prazo para fazer o serviço. “Os outros parques nessa mesma região ficarão prontos em março de 2014. No total, quando estiver em funcionamento, os parques conseguem fornecer energia para cerca de 1.6 milhões de residências”, explica Maron.

O diretor da Renova Energia ressalta que os ventos brasileiros são excelentes para a produção desse tipo de energia. “Ao contrário de alguns lugares do mundo que tem ventos fortes em rajadas na Bahia os ventos são constantes na maioria do tempo ao longo do ano”, destaca.

Os projetos dos parques da Renova Energia na Bahia - Alto Sertão 1 (construido) e Alto Sertão 2 (em construção) – seguem o padrão de sustentabilidade. “A produção de energia nessas regiões são feitas em áreas arrendadas pela Renova.

Ou seja, é possível para o dono do terreno que vai abrigar o parque manter suas atividades como agricultura da mesma maneira. Isso torna o processo de produção da energia ainda mais sustentável para o país”, completa Maron.

Fontes: Correio

Energia eólica deve superar 300 GW de capacidade instalada no mundo em 2013

O mundo terá turbinas eólicas suficientes para somar mais de 300 gigawatts (GW) de potência instalada -- o equivalente a 114 usinas nucleares -- até o final do ano, mostram números da indústria.

Apesar de Brasil, China, México e África do Sul estarem adicionando turbinas, o número representa crescimento modesto na comparação com um ano atrás, quando a capacidade total geral foi de pouco mais de 280 gigawatts.

"A capacidade instalada de energia eólica em todo o mundo deve ultrapassar 300 gigawatts este ano", disse Peter Sennekamp, ​​diretor de mídia da Associação Europeia de Energia Eólica (EWEA, na sigla em inglês), citando dados compilados pela EWEA e pelo Conselho Global de Energia Eólica.

A Europa, que liderou o mundo na expansão da energia eólica, ainda representa cerca de um terço de toda a capacidade instalada, com mais de 100 gigawatts, mas o seu crescimento foi paralisado pela incerteza, já que a crise financeira significou em abruptas mudanças nos regimes de subsídios.

A Comissão Europeia apoia o equilíbrio dos subsídios em toda a União Europeia e disse que vai publicar orientações antes das férias de verão do hemisfério Norte, em agosto.

No entanto, as autoridades da UE não podem ditar aos Estados-membros que tipo de fontes de energia utilizam e como são financiadas.

O debate mais acalorado foi na Alemanha, antes das eleições, em setembro, onde o custo da energia e o progresso da implementação do Energiewende - ou da transição para a energia verde, abandonando o combustível nuclear - são questões eleitorais.

A indústria pesada atacou os subsídios concedidos para energias renováveis, argumentando que eles aumentam custos e prejudicam a competitividade, especialmente enquanto os Estados Unidos se beneficiam do barato gás de xisto.

Representantes da indústria de energias renováveis ​​dizem que estão trabalhando para produzir energia economicamente e que possa competir com as fontes tradicionais, o que diminui o risco político.

Eles dizem que estão fazendo muito progresso com energia eólica onshore e sol, mas para ter grande escala da energia eólica offshore (no mar), uma tecnologia ainda em sua infância, os subsídios são essenciais, provavelmente para o resto da década.

"Vemos seis a sete projetos (no mar) em curso e, em depois, não há nada. Não há nenhuma decisão tomada pelos investidores", dissse Joerg Buddenberg, presidente-executivo da EWE Vertrieb, parte do alemão EWE Group , a jornalistas, referindo-se ao mercado em seu país.

Executivos do setor de energia eólica lembram que os combustíveis convencionais já se beneficiaram de apoio na forma de incentivos fiscais para petróleo e gás e o governo ajudou na eliminação de gastos com combustível nuclear.

Para marcar o Dia Mundial do Vento, em 15 de junho, os executivos estão chamando um de encontro líderes mundiais para conversações no G8, na próxima semana, para cumprir um compromisso de eliminar os subsídios aos combustíveis fósseis.

Fontes: Reuters Brasil

Casas que poupam 75% de energia

A eficiência energética é já uma necessidade e as certificações são obrigatórias. E porque existe uma maior consciência sobre este tema, vão surgindo cada vez mais projetos em Portugal de construção sustentável. Foi com a determinação de darem também um contributo nesta matéria que um engenheiro e um arquitecto decidiram criar a Homegrid, uma empresa de construção sustentável.

Depois disso, o engenheiro João Marcelino e o arquitecto João Gavião resolveram dar um outro passo e, juntamente com o engenheiro Rafael Ribas, fundaram a Associação Passivhaus Portugal. Enquadra-se na estratégia que foi estabelecida pela Homegrid e pelo Passivhaus Institut, a 28 de Maio de 2011, em Innsbruck (Áustria), durante a 15.ª Conferência Internacional Passive House.

Os fundadores explicaram ao SOL que o objectivo para implementar o conceito em Portugal passava por, em primeiro lugar, construir e certificar o primeiro edifício Passive House em Portugal; em segundo, monitorizar a sua performance e, em terceiro, criar a Associação Passivhaus Portugal. Após a construção dos primeiros edifícios Passive House certificados em Portugal e o início da sua monitorização, a associação foi criada, em Novembro do ano passado.

Mas afinal em que consiste a Passive House? Segundo João Marcelino e João Gavião, é um conceito construtivo que define um padrão eficiente sob o ponto de vista energético, confortável, economicamente acessível e ecológico. Não é um estilo ou linguagem arquitetônica, mas sim uma norma que assenta no desempenho dos edifícios e obriga ao cumprimento de requisitos muito objetivos.

Esses requisitos passam por necessidades de aquecimento ou arrefecimento inferiores a 15kWh/(m²a) ou carga máxima para aquecimento inferior a 10W/m²; necessidades de energia primária inferiores a 120kWh/(m²a); estanquidade ao ar, verificada através do blower door test com um resultado inferior a 0,6 renovações por hora; e temperatura interior mínima de 20° e máxima de 26º, não podendo ocorrer um excesso de temperatura em mais de 10% do tempo.

Para alcançar esses requisitos é necessário definir espessuras adequadas de isolamento nos elementos da envolvente; definir portas e janelas adequadas a uma Passive House; definir um sistema de ventilação eficiente com recuperação de calor; garantir a estanquidade ao ar do edifício e evitar pontes térmicas no edifício.

As casas de Ílhavo foram os primeiros projetos da Passivhaus em Portugal. João Marcelino e João Gavião explicam o processo: «A procura do elevado desempenho a nível energético foi a base de partida para as duas moradias em Ílhavo e a aplicação da norma Passive House garante esse desempenho. É o mais elevado padrão de eficiência energética a nível mundial, as poupanças atingem os 75% em comparação com os edifícios convencionais e de acordo com a regulamentação actual».

Além disso, "A Homegrid procurou também a eficiência hídrica e a produção de alimentos. Foi criada a marca WEFI-BUILDING (Water Energy Food Almost Independent Building). O conceito WEFI BUILDING foi aplicado na íntegra a uma das moradias".

Neste projeto os dois especialistas adiantam ainda que, com esta visão holística, pretendeu-se criar um edifício de elevado desempenho ao nível da sustentabilidade. O bom nível de desempenho ambiental foi confirmado pela classificação de A+ no âmbito da Certificação LiderA (Sistema Voluntário para Avaliação da Construção Sustentável). Foi também reconhecido pelo Wuppertal Institut (Instituto para o Clima, Ambiente e Energia), da Alemanha, que considerou este projecto como um exemplo de boas práticas ao nível da sustentabilidade.

A aposta na formação será a grande atividade da Associação Passivhaus Portugal no imediato, pela necessidade de criar massa crítica e impulsionar o conceito em Portugal. Os especialistas já iniciaram um ciclo de seminários intitulados ‘Introdução à Norma Passive House’, através de parcerias com universidades e institutos.

Neste momento encontram-se a preparar uma formação mais avançada. O ‘Certified Passive House Tradesperson’ é um curso oficial do Passivhaus Institut,com duração de três dias, e terá início a 21 de Setembro no ITeCons, em Coimbra. Está ainda prevista primeira edição do curso ‘Certified Passive House Designer’ (outro curso oficial), no início de 2014.

Fontes: SOL