quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Brasil aumenta em 9,2 mil MW a geração de energia

A segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) agregou mais 9.231 megawatts (MW) de energia à capacidade de geração do Brasil. Desse total, 3,7 mil MW são gerados a partir de 11 usinas hidrelétricas; 4,59 MW a partir de 38 usinas térmicas; 762 MW a partir de 30 usinas eólicas; e 152 MW a partir de oito pequenas centrais hidrelétricas.

Quando as obras em andamento forem concluídas, 26,5 mil MW serão agregados ao parque gerador brasileiro, a partir de mais oito hidrelétricas, 11 térmicas, 122 eólicas e cinco pequenas centrais hidrelétricas. Os números constam do oitavo balanço da segunda fase do PAC, divulgado nesta quinta-feira (17).

De acordo com o balanço, a Usina Hidrelétrica de Belo Monte terá investimento de R$ 28,9 bilhões e está com 34% das obras concluídas. Localizada no Pará, a usina terá capacidade instalada de 11.233 MW.

Vinte e seis linhas de transmissão foram concluídas, totalizando 8.270 quilômetros (km) de extensão, para levar a energia gerada ao mercado consumidor. Outras 38 linhas, com extensão de 10.154 km, estão com obras em andamento. Há ainda 32 subestações em construção.

Entre as que estão em operação está a do Circuito 1 da Interligação Madeira-Porto Velho-Araraquara, com 2.375 km, ainda em fase de testes. A Interligação Tucuruí-Macapá-Manaus (1.798 km) tem dois trechos concluídos que somam 1.085 km de extensão. Outros 16.554 km de linhas serão viabilizados por meio de nove leilões já feitos, com previsão de investimentos da ordem de R$ 18,6 bilhões.

Na área de petróleo e gás natural, foram iniciadas a perfuração de 354 poços exploratórios, sendo 167 no mar (60 deles na área do pré-sal), e 187 em terra. Do total, 279 foram concluídos. As plataformas PMXL-1, P-56, e as plataformas flutuantes (FPSOs) localizadas em Itajaí, Anchieta, São Paulo e Paraty iniciaram a produção, somando mais 520 mil barris/dia de óleo e 36,5 milhões de metros cúbicos/dia de gás à capacidade do país. Foram concluídas também as plataformas de perfuração em águas rasas P-59 e P-60.

Entre as ações realizadas no último quadrimestre, o governo federal destaca o início das obras de três das 28 sondas contratadas para serem construídas no Brasil, e a conclusão da Refinaria Planalto Paulista, em Paulínia (SP). A Refinaria Abreu e Lima (PE) está com 80% das obras concluídas e a do Comperj (RJ), com 60%.

Fontes: Diário Comércio Industria & Serviços

ONS vê alta de 4% da carga de energia elétrica este ano

O diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes Chipp, afirmou que a carga de energia elétrica deverá crescer em torno de 4% neste ano na comparação com 2012. "No acumulado dos últimos dados encerrados em setembro e na projeçÃo para outubro, a carga já tem crescido em torno de 3,9%", afirmou Chipp, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira, 16.

De acordo com Chipp, a expectativa é de que a carga tenha um crescimento um pouco mais forte até o fim de ano pela expansão da atividade industrial visando ao Natal, desacelerando na última quinzena do ano. "Se não ficar em 4%, com certeza vai ficar em 3,9%."

Indicações meteorológicas sugerem que o período úmido (de chuvas) 2013/2014 será mais favorável do que o registrado entre o fim de 2012 e o início de 2013, informou o diretor-geral. "Em meados de setembro, os sinais já começaram a ser positivos. As frentes estão passando aonde interessa, que são as principais bacias do sistema."

Hoje, as zonas de chuva estão se concentrando no norte da Região Sul, indo em direção ao Sudeste e ao Nordeste. "As frentes alcançaram a cabeceira do Rio São Francisco, mas isso ainda não se converteu em afluências", disse Chipp. O movimento é explicado por um aumento das temperaturas no Atlântico Sul, o que impede que as frentes fiquem estacionadas no Sul. "Nos próximos dez dias, as chuvas continuarão mais no centro do País", acrescentou.

Atualmente, o País passa por uma transição entre o período seco e o período úmido. Chipp explicou que, toda vez que a transição é favorável, o período úmido é positivo em termos de chuva. "De acordo com os meteorologistas, esse cenário atual não se reverte. É muito bom quando você olha os modelos americanos de previsão trimestral e nota que essas chuvas continuam em novembro e dezembro", afirmou. O período úmido no Brasil se estende de novembro a abril de cada ano.

A confirmação do cenário poderá significar redução do despacho das termelétricas. Com base nos cálculos do novo modelo de formação de preço no curto prazo, o atual despacho térmico tem sido da ordem de 10,5 mil MW médios. Isso leva em conta um custo marginal de operação do sistema de R$ 260/MWh. Caso as chuvas se confirmem, Chipp comentou que esse custo de operação também cairia, o que levaria ao desligamento de algumas termelétricas.

Chipp também comentou que a preocupação do ONS é com o nível dos reservatórios no Nordeste, que estão abaixo de 30% da capacidade total. O diretor-geral esclareceu que o operador tem atuado no sentido de maximizar o envio de energia das outras regiões para o Nordeste. Atualmente, as regiões Sul e Sudeste estão enviando, juntas, em torno de 3 mil MW médios ao Nordeste por razões de segurança energética.

No passado recente, essa transferência já foi de 3,8 mil MW médios, mas foi reduzida para 3 mil MW médios após a queimada que provocou o desligamento de uma linha de transmissão no Piauí, em agosto. Como o ONS passou a operar o sistema de transmissão no Nordeste com base no critério de segurança N-2 (o dobro de redundância), foi necessário reduzir o envio de energia de 3,8 mil MW médios para 2,7 mil MW médios, que depois subiu para 3 mil MW médios.

Para compensar a energia não enviada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou o despacho de térmicas. Hoje, a geração térmica para atender o Nordeste totaliza 800 MW médios. Contudo, Chipp disse que existe a possibilidade de que essas termelétricas sejam desligadas a partir da próxima reunião do CMSE, no início de novembro, caso seja confirmado que não há mais risco de queimadas que possam afetar a transmissão. Com isso, o envio de energia ao Nordeste voltaria aos 3,8 mil MW médios anteriores.

Fontes: Diário do Grande ABC

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Energia de baixo impacto ao alcance de qualquer consumidor

A Casa Cor Ceará 2013, que abre as suas portas ao público na próxima semana, terá, em quatro dos seus espaços, um toque tecnológico de sustentabilidade energética. A Prátil - empresa de serviços do Grupo Enel, controlador da Endesa, do qual fazem parte as distribuidoras de energia Ampla e Coelce - apresenta a arquitetos, designers, construtores e o público em geral soluções para geração de energia solar para qualquer tipo de usuário do sistema elétrico.

Com a Resolução Nº482/2012, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - que estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica e o sistema de compensação de energia elétrica - esse novo momento para a energia solar no Brasil deve dar um salto. É que, além de regulamentar a produção própria de energia solar, o sistema de compensação de créditos em favor do consumidor viabiliza economicamente os sistemas de energia solar no Brasil.

Entrevistado por telefone, o presidente da Prátil, Albino Motta, explica que, diferente dos aerogeradores, os painéis solares, por serem estáticos, praticamente não exigem manutenção (a não ser limpeza) ou sofrem interferências e seus sistemas têm uma vida útil de aproximadamente 25 anos.

Ele explica que, numa residência, o período de menor consumo é exatamente o de sol. Dessa forma, a energia vai sendo injetada na rede e o usuário acumula créditos que serão utilizados depois. O excedente é abatido na conta até o teto de 85% por que a taxa de iluminação pública e de manutenção do sistema não podem ser retiradas.

Albino Motta calcula que, com um investimento de R$ 16 mil para uma residência média (três quartos), o usuário leve de oito a nove anos para compensar o investimento inicial e ter uma economia real. "Quanto maior a escala, menor será o custo de implantação do sistema", detalha. Ele explica que o retorno é certo, mas relativo: "Se considerarmos o enfoque da sustentabilidade ambiental, o ganho é ainda superior".

Aponta, também, como vantagens, o sol do Nordeste e a grande evolução tecnológica, que tem barateado o sistema em nosso País, que ainda exporta silício e importa células fotovoltaicas, produzidas na Europa, Estados Unidos e Japão e aguarda o crescimento da demanda para abrir a possibilidade uma indústria no setor, de modo a popularizar ainda mais esses sistemas de geração de energia, tidos como os menos agressivos ao meio ambiente, já que não há geração de energia sem impactos. Ele destaca que o Brasil precisa criar um mercado para garantir preços competitivos, impulsionar o mercado e justificar a implantação de uma indústria, já que temos uma elevada carga tributária na importação.

A Prátil tem três anos de atuação, com aproximadamente mil sistemas implantados, principalmente na Itália e na Espanha. No Brasil, por enquanto, atua no Ceará e no Rio de Janeiro.

O Ceará, conhecido como "Terra do Sol", dá início a um novo momento na produção de energia solar. Para mostrar essa tendência, a Prátil leva à Casa Cor Ceará 2013 o conceito e soluções da energia solar em residências. "Nosso serviço é completo. Vai desde a avaliação técnica, orçamento, venda dos materiais (painéis solares + inversor + estrutura e cabeamentos), instalação e integração com a distribuidora de energia elétrica", informa.

Ele explica que, além do uso da energia solar, são utilizadas outras técnicas de construção sustentável, com aproveitamento de água da chuva e da iluminação natural.

A Prátil marca presença na Casa Cor Ceará 2013 com painéis e postes solares em quatro espaços: Casa da Brisa (arquiteto Marcílio Lopes), Praça Macambira (arquitetos Bruno Ary e Ney Filho), Pátio dos Ventos (arquitetas Laura Rios e Liana Feingold) e Escritório Jardim (arquiteto Roberto Pamplona).

Na mostra - de 16 de outubro a 26 de novembro, na Avenida Rui Barbosa, esquina com Rua Pereira Filgueiras, na Aldeota - arquitetos, construtoras, designers de interiores e proprietários de residências poderão conhecer e até fazer projeções para instalações posteriores.

"Participar do Casa Cor é estar presente no principal evento de arquitetura e decoração do País. Além de ser fornecedora oficial da Casa Cor Ceará, a Prátil também irá fornecer a energia da Casa Cor Rio, em ambas, com exclusividade no segmento", informa.

A Casa da Brisa, de Marcílio Lopes, terá painéis solares no jardim de entrada, onde os visitantes poderão ver os equipamentos funcionando. O Escritório Jardim, do arquiteto Roberto Pamplona, é um dos principais espaços do evento e contará com uma planta solar de 2,2 Kw, composta por oito painéis fotovoltaicos. Já no Pátio dos Ventos, das arquitetas Liane Feingold e Laura Rios; e na Praça Macambira, do arquiteto Ney Filho, serão instalados postes solares, que iluminarão os ambientes com a luz do sol. Além destas instalações, a Prátil será responsável pela subestação elétrica do evento.

Em sua 15ª edição, a Casa Cor Ceará será realizada em uma mansão de arquitetura europeia, construída na década de 1950, num terreno de 7.200 metros quadrados (1.100 metros quadrados de área construída atualmente), propriedade da Família Boris.

Com o tema "Um olhar para o Ceará", a Casa Cor Ceará 2013 inspira os elementos decorativos e arquitetônicos, que contarão com seleção especial de música brasileira e um cardápio especial de comidas típicas cearenses no restaurante e café. Os nomes dos ambientes homenagearão várias expressões cearenses de cultura, arte e costumes.

Serviço

Prátil
Rua Vicente Linhares, 500
Sala 1401 / (85) 3133.9300

Casa Cor Ceará 2013
De 16 de outubro a 26 de novembro (terça a domingo -16h às 22h - Av. Rui Barbosa, 869
(Esq. com Rua Pereira Filgueiras)

INDÚSTRIA E COMÉRCIO: Linhas de Transmissão,Subestações de alta e média tensão, Automações, Estudo e implantação de proteções de média e alta tensão, Eficiência energética.

LOTEAMENTOS E CONDOMÍNIOS HORIZONTAIS: Rede elétrica (aérea e subterrânea), Rede de telefonia e de dados (aérea e subterrânea), Iluminação pública.

CONSTRUÇÃO CIVIL: Subestação aérea simplificada e abrigada, Padrões de ligação de entrada de energia elétrica, Painéis compactos de medição em baixa tensão, Cubículo blindado compacto de média tensão.

CIDADE: Iluminação pública e ornamental, Eficiência energética, Gestão e manutenção de parques de iluminação.

CONCESSIONÁRIAS E SERVIÇOS: Compartilhamento de redes de telefonia e dados, Iluminação, Obras de infraestrutura elétrica, Manutenção elétrica.

ENERGIAS ALTERNATIVAS: Placas de energia solar.

Fontes: Diário do Nordeste

Carga de energia no Brasil em setembro sobe 5,4% vs 2012, diz ONS

A carga de energia elétrica no sistema nacional subiu 5,4 por cento em setembro ante mesmo período do ano passado para 63.573 megawatts (MW) médios, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta terça-feira.

Na comparação com agosto, o crescimento foi de 1,4 por cento.

No Sudeste/Centro-Oeste, que apresenta participação de 60 por cento na carga do sistema elétrico nacional, o crescimento foi de 2,6 por cento em setembro na comparação anual.

O Sul apresentou crescimento de 6,4 por cento, refletindo o bom desempenho da agroindústria. No Nordeste, a carga subiu 6,6 por cento, mostrando os efeitos do forte consumo das famílias devido a fatores de estímulo como crescimento da renda e expansão do crédito.

Já no Norte, o crescimento de 25,3 por cento é justificado pela interligação de Manaus ao sistema interligado nacional a partir de julho deste ano. Se essa carga adicional não fosse considerada, o Norte teria apresentado uma redução da carga em setembro de 0,7 por cento, diante da queda do consumo de um cliente livre industrial eletrointensivo.

Fontes: Reuters Brasil

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Energia Consumo de electricidade volta a subir em Setembro

Segundo os dados disponibilizados na página da REN – Redes Energéticas Nacionais, o consumo de energia elétrica apresentou, em setembro, uma evolução homóloga positiva, com um crescimento homólogo de 0,7%, que se limita a 0,4% com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis.

Entre janeiro e setembro deste ano, o consumo apresenta uma tendência de queda de 0,5% em relação a igual período de 2012, ou de 0,3% com correção dos efeitos de temperatura e dias úteis. No final do terceiro trimestre, as eólicas apresentam uma produção anual 20% acima dos valores médios, o que é, para este período, o registo mais elevado de sempre no sistema nacional.

No mesmo período, a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis permitiu abastecer 58% do consumo nacional: hídricas 29%, eólicas 23%, biomassa 5% e fotovoltaicas 1%. Já as centrais a carvão abasteceram 22% do consumo e as centrais a gás natural 14%.

Em setembro, a tendência fortemente importadora que se registou nos últimos meses manteve-se, com o saldo importador anual a equivaler, no final do mês, a 5% do consumo.

Fontes: Notícias ao Minuto

Vento e sol impulsionam energia limpa no mundo

Basta olhar para a evolução da energia eólica no Brasil para ver a velocidade com que as fontes de energia renováveis estão avançando. Em 2005, eram produzidos apenas 2,7 megawatts. Mas, já no fim de 2012, as turbinas instaladas no Brasil aproveitavam o vento para produzir 2 500 megawatts. A tendência de buscar energias limpas é mundial. A capacidade de geração de energia solar no mundo, que demorou décadas até ser viável comercialmente, aumentou 900% nos últimos cinco anos.

O melhor exemplo vem da China, que investe pesadamente para tentar se livrar da dependência de combustíveis mais poluentes, como o carvão. Lá o mercado de energia limpa chegou a 65 bilhões de dólares em 2012, um quarto dos investimentos totais do mundo. A meta da Associação das Indústrias de Energia Renovável da China é que o país chegue a 100 000 megawatts de energia eólica conectada à rede em 2015.

No Brasil, leilões em 2011 e no mês passado garantiram que até o fim de 2014 pelo menos 100 novos parques eólicos sejam construídos. Para continuar ganhando força, no Brasil e no mundo, a produção de energia limpa pode usar algum tipo de subsídio do governo na produção. Segundo a Agência Internacional de Energia, 775 bilhões de dólares são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas, como solar, eólica e geotérmica.

Não apenas com subsídios diretos, mas também por meio de legislação, o governo pode impulsionar o mercado de energias renováveis. A autoprodução (onde grandes indústrias geram a própria energia) mais que dobrou na última década. Para assegurar que as indústrias usem não apenas motores a diesel ou carvão para alimentar as máquinas, uma lei de 2004 prevê benefícios a quem adotar geradores de biocombustíveis ou pequenas hidrelétricas.

No caso da energia solar, em vez de grandes complexos, alguns países têm apostado no incentivo à produção individual: na Alemanha, o governo iniciou este ano um programa onde paga uma parte das baterias de armazenamento. Aqui no Brasil, uma resolução de 2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante créditos para as casas que venderem o excedente de energia produzido pelas células fotovoltaicas. Quando o morador produz mais do que consome, a eletricidade devolvida à rede garante abatimentos que podem ser usados ou na própria residência ou em outro local, como um escritório. Com isso, o investimento em um painel solar – entre 10 000 e 20 000 reais para uma casa média – poderá ser recuperado. No site do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), há um simulador em que é possível saber o consumo e o custo de um painel solar para abastecer a residência. Governo, empresas e pessoas podem fazer a sua parte para produzir energia mais limpa.

Fontes: EXAME

Vento e sol impulsionam energia limpa no mundo

Basta olhar para a evolução da energia eólica no Brasil para ver a velocidade com que as fontes de energia renováveis estão avançando. Em 2005, eram produzidos apenas 2,7 megawatts. Mas, já no fim de 2012, as turbinas instaladas no Brasil aproveitavam o vento para produzir 2 500 megawatts. A tendência de buscar energias limpas é mundial. A capacidade de geração de energia solar no mundo, que demorou décadas até ser viável comercialmente, aumentou 900% nos últimos cinco anos.

O melhor exemplo vem da China, que investe pesadamente para tentar se livrar da dependência de combustíveis mais poluentes, como o carvão. Lá o mercado de energia limpa chegou a 65 bilhões de dólares em 2012, um quarto dos investimentos totais do mundo. A meta da Associação das Indústrias de Energia Renovável da China é que o país chegue a 100 000 megawatts de energia eólica conectada à rede em 2015.

No Brasil, leilões em 2011 e no mês passado garantiram que até o fim de 2014 pelo menos 100 novos parques eólicos sejam construídos. Para continuar ganhando força, no Brasil e no mundo, a produção de energia limpa pode usar algum tipo de subsídio do governo na produção. Segundo a Agência Internacional de Energia, 775 bilhões de dólares são gastos todo ano com subsídios à indústria do petróleo, valor 12 vezes maior que os investimentos para a implementação de energias limpas, como solar, eólica e geotérmica.

Não apenas com subsídios diretos, mas também por meio de legislação, o governo pode impulsionar o mercado de energias renováveis. A autoprodução (onde grandes indústrias geram a própria energia) mais que dobrou na última década. Para assegurar que as indústrias usem não apenas motores a diesel ou carvão para alimentar as máquinas, uma lei de 2004 prevê benefícios a quem adotar geradores de biocombustíveis ou pequenas hidrelétricas.

No caso da energia solar, em vez de grandes complexos, alguns países têm apostado no incentivo à produção individual: na Alemanha, o governo iniciou este ano um programa onde paga uma parte das baterias de armazenamento. Aqui no Brasil, uma resolução de 2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garante créditos para as casas que venderem o excedente de energia produzido pelas células fotovoltaicas. Quando o morador produz mais do que consome, a eletricidade devolvida à rede garante abatimentos que podem ser usados ou na própria residência ou em outro local, como um escritório. Com isso, o investimento em um painel solar – entre 10 000 e 20 000 reais para uma casa média – poderá ser recuperado. No site do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), há um simulador em que é possível saber o consumo e o custo de um painel solar para abastecer a residência. Governo, empresas e pessoas podem fazer a sua parte para produzir energia mais limpa.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Oslo converte lixo importado em energia

Esqueça o carvão, o petróleo ou o gás de xisto. Na Noruega, pelo menos, é o lixo residencial que está ganhando espaço como fonte de energia. No interior da usina de Klemetsrud, a sudeste de Oslo, dezenas de milhares de toneladas de lixo são empilhadas todos os dias formando grandes muralhas.

Ali, os resíduos de milhões de residências da Noruega, do Reino Unido e de outros países são transformados em aquecimento e eletricidade para a cidade de Oslo. Antes de chegar ao local, o lixo passa por uma triagem. Tudo o que pode ser reaproveitado é separado. Mesmo assim, mais de 300 mil toneladas de dejetos não recicláveis são geradas por ano na capital norueguesa.

"Quatro toneladas de lixo têm o mesmo potencial energético do que uma tonelada de óleo combustível", diz Pal Mikkelsen, diretor da agência responsável pela transformação de lixo em energia de Oslo. Uma tonelada de óleo combustível, diz Mikkelsen, poderia aquecer uma casa por metade de um ano.

Com rígidos controles para eliminar os gases oriundos da incineração do lixo, Oslo acredita que converter lixo em energia possa ajudá-la a reduzir pela metade as emissões de dióxido de carbono (CO2) nos próximos 20 anos - tornando a cidade, cuja riqueza foi construída a partir da exploração do petróleo, uma das mais verdes do planeta.

O processo de aproveitamento energético do lixo é simples. Os dejetos, tonelada por tonelada, são despejados em um incinerador e queimados a uma temperatura de 850ºC. Mas nem tudo é queimado. Latas velhas e molas de colchão, por exemplo, são deixadas de fora. No final do processo, restam apenas cinzas, metais que podem ser reciclados e muito calor.

Esse calor é usado para ferver água. O vapor movimenta uma turbina, que gera eletricidade. A água fervente é depois bombeada da usina a casas e escolas públicas de Oslo, ajudando a população a se manter aquecida no rigoroso inverno norueguês.

Na capacidade máxima, a usina fornecerá aquecimento e eletricidade para todas as escolas de Oslo e aquecimento para 56 mil casas. Entretanto, Lars Haltbrekken, presidente de uma instituição local de preservação ambiental, vê um lado negativo em tudo isso. Para ele, o sistema cria um ciclo vicioso em que há um estímulo para produzir mais lixo a fim de gerar energia.

Haltbrekken diz que objetivo principal deveria ser reduzir a quantidade de lixo, reutilizar o que se pode reutilizar, reciclar e, só em quarto lugar, queimar e usar o lixo para fins energéticos. Mas, segundo ele, foi criado "um excesso de capacidade nessas usinas na Noruega e na Suécia. Nós nos tornamos dependentes em produzir mais e mais lixo."

Os defensores da ideia discordam de Haltbrekken. Eles destacam que todas as usinas que transformam lixo em energia na Europa são capazes de consumir apenas 5% da quantidade anual dos dejetos que iria parar em aterros sanitários.

Eles dizem que a Noruega, bem como outros países, está ajudando a eliminar parte do lixo da melhor maneira possível. Oslo, por exemplo, compra o lixo de duas cidades britânicas, Leeds e Bristol. O investimento compensa. Em vez de pagarem para que os dejetos sejam encaminhados a aterros sanitários após o processo de reciclagem, os governos locais se livram do seu lixo pagando à capital norueguesa.

A revolução originada a partir da transformação do lixo em energia pode ser ainda observada nas ruas de Oslo. Ali 144 ônibus são movidos anualmente a um biocombustível à base de restos de comida. Um quilo de dejetos orgânicos produz meio litro de combustível, a partir de um processo químico desenvolvido por uma universidade local.

Mikkelsen acredita que o projeto poderia ser adotado no restante da Europa, o que traria grandes benefícios para o continente.

"Se feito corretamente, isso significaria uma recuperação de muitos materiais - e uma queda acentuada do que vai parar nos aterros", avalia.

Fontes: Terra

Energia solar: Investigadores desenvolvem nova metodologia


Uma equipe de investigação da FCUL, reunindo investigadores das áreas de engenharia geográfica e da energia, desenvolveu um novo método para determinar o potencial solar de telhados e fachadas de edifícios numa malha urbana.

A partir de dados LIDAR e de observações meteorológicas, a ferramenta determina os sombreamentos dos telhados e fachadas para todas as horas de um ano típico. Pode-se então determinar o potencial solar anual dos edifícios, identificar os melhores locais para instalação de painéis solares, e prever o seu desempenho. A principal inovação do método agora descrito é a sua capacidade de analisar superfícies verticais, algo que os modelos existentes não eram capazes de fazer.

O modelo foi aplicado ao campus da FCUL. Recentemente publicados na revista Solar Energy, os resultados mostram que, embora as fachadas apresentem inclinações e orientações menos favoráveis para a colocação de painéis solares do que as coberturas inclinadas a sul, a área disponível é tal que permite quase duplicar a radiação solar recebida anualmente, passando de 34 GWh/ano para 53 GWh/ano.

Este efeito é particularmente importante durante os meses de Inverno, quando a posição aparente do Sol no céu é mais baixa.

Fontes: Diário Digital