quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Agência para a Energia anuncia linha de investimento para diminuir gastos no sector público

A Agência para a Energia (ADENE) anunciou hoje que vai gerir uma linha de investimento de 36 milhões de euros, "para diminuir os gastos energéticos do sector público" na região de Lisboa e Vale do Tejo.

"Os edifícios ligados ao Estado e às autarquias, a iluminação de rua e os semáforos da região de Lisboa vão proporcionar novos negócios às empresas de serviços energéticos. O programa é financiado pelo Banco Europeu de Investimento e será gerido pela ADENE - a agência portuguesa para energia. Bastarão 3,5 anos para o investimento inicial ser recuperado", refere um comunicado hoje divulgado.

A linha de investimento, à qual poderão concorrer empresas de serviços energéticos, adianta a nota, estará disponível a partir do início de 2014.

A ADENE, acrescenta o comunicado, "irá agir, sobretudo, como parceira técnica de todas as instituições estatais ou autarquias que queiram tornar os seus edifícios, sistemas de iluminação pública ou redes de semáforos mais eficientes do ponto de vista energético".

"Calcula-se que com um investimento de 36 milhões se obtenham poupanças anuais de 100 GWh, ou seja, de mais de 10 milhões de euros por ano. O investimento inicial será, assim, recuperado em cerca de três anos e meio", garante.

A ADENE diz ainda que "prestará o apoio técnico necessário para a montagem dos concursos, preparação dos cadernos de encargos", aos organismos das administrações Central ou Local "interessados em intervir nas suas redes de energia".

"Depois as empresas de serviços energéticos concorrerão a fazer as modificações necessárias, as quais serão financiadas pelas linhas do BEI. Finalmente, as empresas de serviços energéticos escolhidas verão o seu investimento remunerado nos anos seguintes com o dinheiro das poupanças que vierem a ser obtidas", explica.

Fontes: Económico

Eletrosul lidera o fornecimento de energia eólica no Sul do país com o leilão A-3

A Eletrosul deverá investir mais R$ 1 bilhão na construção de empreendimentos eólicos no Rio Grande do Sul, estado onde a empresa já vem investindo fortemente nesse tipo de fonte. A energia de 15 novos projetos eólicos foi comercializada no 17º Leilão de Energia Nova (A-3) promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), nesta segunda-feira (18), a um preço médio de R$ 124,95, ligeiramente superior ao valor médio do certame, que foi de R$ 124,43. Os parques no extremo Sul gaúcho somam 212,5 megawatts (MW) de potência instalada, o que corresponde a 24,5% do total comercializado.

O Rio Grande do Sul foi o segundo estado que mais vendeu energia de fonte eólica no leilão desta segunda-feira, sendo a maior parcela (73,5%) de projetos comercializados pela Eletrosul. “O resultado exitoso desse leilão para a Eletrosul reforça a posição da empresa de ser a maior investidora no mercado eólico do Sul do País”, destacou o presidente da estatal, Eurides Mecolotto. “Com mais esses empreendimentos, iremos assegurar que o Rio Grande do Sul se consolide no cenário nacional como importante estado para o desenvolvimento em infraestrutura energética no segmento eólico”, acrescentou o executivo.

Três dos projetos negociados pela Eletrosul, que somam 40,8 MW, ficam em Santana do Livramento, município que faz divisa com Rivera, no Uruguai. Outros 12 parques são em Santa Vitória do Palmar (154,7 MW) e Chuí (17 MW). A energia desses parques atende o consumo de aproximadamente 1,1 milhão de habitantes.

Segundo informações da Aneel, foram comercializados, ao todo, 58.293.900 MWh de 39 empreendimentos de fonte eólica, somando aproximadamente R$ 7,2 bilhões. Além do Rio Grande do Sul, os projetos são nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Piauí. Os contratos serão por disponibilidade, com duração de 20 anos.

No leilão de transmissão, realizado na última semana, a Eletrosul também teve um desempenho bastante positivo, conquistando os dois lotes que disputou. A empresa, junto da Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT), ficou com o maior lote de empreendimentos do Sul, que compreende duas subestações e mais de 240 quilômetros de linhas, além de uma subestação em Mato Grosso do Sul. Os investimentos previstos nesses projetos são da ordem de R$ 215 milhões.

Os empreendimentos eólicos da Eletrosul e parceiros, no Rio Grande do Sul, já em operação e em implantação, somam 570 MW de potência instalada – o suficiente para abastecer mais de 3,5 milhões de habitantes.

Os investimentos totalizam mais de R$ 2,2 bilhões. O Complexo Eólico Cerro Chato (90 MW) foi o primeiro empreendimento da Eletrosul nesse segmento, que está em operação plena desde dezembro de 2011. O empreendimento está sendo ampliado em 78 MW.

Em Santa Vitória do Palmar (RS), está em fase de implantação, o Complexo Eólico Geribatu, com 258 MW – um dos maiores da América Latina. Nesse empreendimento, as frentes de obras atuam na montagem dos 129 aerogeradores e construção das bases. Ainda no extremo Sul do Brasil, a Eletrosul irá construir o Complexo Eólico Chuí, com 144 MW.

Fontes: ADJORI-SC

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Brasil desperdiça energia mesmo durante horário de verão

Segundo matéria veiculada na semana passada por uma emissora de TV, dados do governo federal indicam que a economia projetada para o horário de verão equivale ao consumo mensal de energia de uma cidade como Brasília.

Mas de nada adianta essa projeção se os cidadãos não tiverem consciência sobre a importância de se fazer um bom uso da energia. “É preciso criar uma cultura de economia e do uso racional da energia no Brasil”, afirma o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO), José Starosta.

A reportagem teve como base a contagem de várias janelas acesas na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, durante a noite, quando as salas estavam vazias, e apontou que o consumo de energia de duas salas com luzes acesas desnecessariamente durante 14 horas equivale ao consumo de uma residência de família de baixa renda durante todo o dia.

De acordo com José Starosta, o potencial de economia no Brasil é de 10% de toda energia gerada pelo País durante um ano, o que equivale a uma economia de R$ 13,84 bilhões. “Estamos abrindo mão de um valor financeiro enorme que se multiplica se considerarmos o impacto ambiental deste desperdício”, avalia o presidente.

Ciente deste fato, a ABESCO reforça a importância de realizar investimentos em projetos de eficiência energética no Brasil, considerados usinas “virtuais” de energia, na medida em que eles simplesmente reaproveitam uma força que já foi gerada. A Associação tem realizado reuniões frequentes com representantes de bancos e agências de fomento, no sentido de facilitar o financiamento deste tipo de projeto.

É importante reafirmar também que o financiamento desta atividade tem que ser acompanhada de políticas públicas de conscientização da população. “Não adianta desligar lâmpadas, substituir equipamentos de indústrias e prédios comerciais se não houver um projeto de conscientização da sociedade. Estamos lidando com um bem que é finito”, conclui Starosta.

Fontes: Último Instante

Amazonas Energia tenta explicar, mas população continua a sofrer com serviço precário

A Eletrobras Amazonas Energia informou que o período mais crítico em relação ao serviço de abastecimento de energia é agora, quando acontece a transição da estação seca para a chuvosa, o chamado inverno amazônico. “Após a estabilização do período chuvoso, a empresa acredita que os problemas serão reduzidos significativamente”, diz trecho do comunicado enviado à reportagem.

No último domingo (10), A CRÍTICA mostrou as consequências da falta de energia na cidade após o registro de temporais.

Além disso, a empresa afirma que é suscetível às intempéries do clima “assim como ocorre com qualquer empresa do setor elétrico no mundo que possuem redes aéreas” e que na última sexta-feira, houve muitos registros de ocorrências provocados por árvores, chapas metálicas sobre as redes e até mesmo uma fita metálica de um edifício em construção, que chegou a ser lançada pelo vento sobre uma linha de subtransmissão de 69 KV, na avenida Recife, próximo ao Hotel Quality. Em função disso, houve desligamento de 10 alimentadores que atendem a Zona Centro-Sul.

“Quando os alimentadores foram restabelecidos, foram registrados apenas desligamentos de pontos isolados (consumidor baixa tensão), a maioria causados por árvores em condomínios”. Ao todo, o evento da última sexta-feira, representou a interrupção no fornecimento de energia de 30 MW, o que representa 3,3% da carga total, que gira em torno de a 900 MW.

Além disso, segundo a Eletrobras Amazonas Energia, ocorreram, na semana passada, os chamados “desligamentos bons” (programados), que têm o objetivo de colocar novas obras em subestações e novos alimentadores em operação para aumentar a capacidade de atendimento à população.

Nem sempre a falta de energia é a causa dos transtornos ocorridos no trânsito de Manaus, segundo a concessionária. O problema, segundo a empresa, é que os semáforos, em alguns casos, ficam em condição intermitente, mesmo após o retorno de energia. “A mesma dificuldade surge também para os carros da empresa que atendem as ocorrências já que eles não conseguem se locomover no trânsito”, diz trecho do comunicado.

Segundo a Eletrobras Amazonas Energia, nos últimos três anos não foi registrada a falta de abastecimento de energia por problemas de geração. “Os problemas que ocorreram em Manaus na semana passada, em nada tem a ver com a interligação ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio da linha de transmissão Tucuruí – Macapá – Manaus, que funciona em caráter experimental desde julho.
O fato ocorreu em função de problemas isolados ocasionados por fortes rajadas de ventos que foram registrados em Manaus pelos órgãos competentes como Instituto Nacional de Metereologia (Inmet) e Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), segundo a concessionária.

A integração ao sistema elétrico brasileiro serviu para complementar e assegurar o abastecimento de energia elétrica para Manaus e municípios que compõem a Região Metropolitana como Iranduba, Manacapuru e Presidente Figueiredo. Além disso, segundo a Eletrobras Amazonas Energia, o fato “dá maior robustez ao sistema”.

Na edição de segunda-feira, uma moradora do bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul, informou que desde o apagão sofrido por conta da interligação ao linhão, não tem o abastecimento feito com regularidade em casa.

O número de equipes que atendem as ocorrências em Manaus muda de acordo com as contingências. Em situações críticas, a empresa informou que aciona reforços envolvendo equipes de outras áreas que são deslocadas para atender as emergências.

Quanto ao contrato com a D5 Assessoria e Serviços Ltda, contratada como prestadora de serviços de religação, a concessionária informou que valores são itens de interesses entre as partes envolvidas e possuem cláusulas de confidencialidade.

A reportagem obteve informações junto a funcionários da D5 de que apenas quatro carros são disponibilizados para atender as ocorrências a partir das 23h, conforme publicado na edição do último domingo. A concessionária de energia informou ainda que “atende ocorrências a todo momento”.

Fontes: ACritica.com

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Carga de energia elétrica no sistema no Brasil sobe 3,6% em outubro

A carga de energia elétrica no sistema nacional subiu 3,6% em outubro ante mesmo período do ano passado para 64.494 megawatts (MW) médios, informou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta quarta-feira. Na comparação com setembro, o crescimento foi de 1,7%.

No Sudeste/Centro-Oeste, que apresenta participação de 60% na carga do sistema elétrico nacional, a carga em outubro ficou estável ante mesmo período de 2012. O Sul apresentou crescimento de 4,7%, na comparação anual, refletindo o bom desempenho da agroindústria. No Nordeste, a carga subiu 7,9%, mostrando os efeitos principalmente do forte consumo das famílias.

Já no Norte, houve crescimento de 24,9%, diante da integração de Manaus ao sistema interligado nacional a partir de julho deste ano. Se essa carga adicional não fosse considerada, o Norte teria apresentado uma redução da carga em outubro de 0,7%, na comparação anual, afetada pela redução do consumo de um cliente livre industrial eletrointensivo. No acumulado de 12 meses, a carga de energia elétrica no Brasil subiu 3,7%.

Fontes: Terra

Energia solar será debatida durante Fórum entre lojistas e especialistas

A “Energia Solar e suas Aplicações” serão tema do Fórum que o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Piauí (Sindilojas/PI) promoverá nesta quarta-feira (06), às 18h30, na sede da entidade, na Rua Des. Freitas, 990 - 2º andar – Centro Norte- Teresina. O assunto já é destaque pelo aspecto voltado ao desenvolvimento sustentável. Mas, ganha ainda mais relevância com a participação do Estado no primeiro leilão de Energia Solar realizado no Brasil, que acontecerá dia 18 deste mês, em São Paulo, quando será leiloada a proposta de viabilidade da produção de energia solar em São João do Piauí, desenvolvida há três anos pela Vensolbras.

Com mais de um bilhão de pessoas no mundo sem acesso a serviços modernos de energia, a prioridade agora são alternativas de energias renováveis com impactos positivos que sejam rápidos e transformadores. Para tanto, o foco em diálogos internacionais se volta para a produção de energias sustentáveis em larga escala e que contemplem países de todo o planeta.

Segundo o presidente do Sindilojas/PI, Luiz Antônio Veloso, a oportunidade de discutir sobre um tema tão atual pode gerar alternativas interessantes e de aplicações possíveis em nosso Estado. “É importante debater um assunto que gere mais qualidade de vida para a população piauiense, agregue valor ao nosso Estado, e utilizando um recurso natural que dispomos o ano todo, o Sol”, pontua.

Durante o Fórum, especialistas da área conduzirão painéis voltados para a produção de Energia Solar, modelos de aplicação e soluções sustentáveis para essa vertente. Bartolomeu Ferreira dos Santos Júnior, Prof. Dr. Curso de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Piauí (UFPI), tratará sobre a Geração Solar Fotovoltaica: história, atualidade e desafios futuros; os engenheiros espanhóis Jens Raffelsieper e Jerônimo Beracoechea abordarão, em painéis diferentes, sobre Modelos de comercialização de geradores solares fotovoltaicos, e sobre o caso prático de instalação/funcionamento de um sistema 3,6 KW na Cidade de Timon/MA.

Fontes: Cidades Verdes

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Fornecimento de energia pode ter problema no verão

Levantamento feito pela Fiergs adverte para os possíveis problemas que as altas temperaturas do verão poderão causar quanto ao fornecimento de energia no Rio Grande do Sul. O vice-coordenador do grupo temático de energia da Fiergs, Paulo Milano, adianta que a pesquisa mostra que o sistema elétrico gaúcho deverá enfrentar uma situação “crítica” neste período.

O trabalho aponta que o Estado, em função do crescimento econômico dos últimos anos e do baixo incremento de novas fontes de geração de energia, vem aumentando sua dependência de recebimento de energia de outras regiões. O estudo acrescenta que, devido às condições meteorológicas adversas e recorrentes, o Estado passou a ficar submetido ao risco de corte de suprimento.

A demanda de energia gaúcha vem subindo nos últimos anos. Em 2011, o pico foi de 5.547 MW (acréscimo de 5,29% em relação ao ano anterior), em 2012 foi de 5.961 MW (alta de 7,46%), e neste ano, por enquanto, está em 6.074 MW (incremento de 1,89%). Milano considera que o Estado teve “sorte” no verão passado em não sofrer grandes cortes de energia, trabalhando próximo do seu limite.

Além disso, a entrada em operação da termelétrica AES Uruguaiana, apesar de ser uma geração cara, foi fundamental para aumentar a segurança do sistema. De acordo com a investigação da Fiergs, foram gerados 390 MW médios com a usina, que implicou custo de R$ 272,5 milhões na retomada do funcionamento do complexo, valor repassado às contas de luz.

Conforme a pesquisa da Fiergs, não ocorreram mudanças significativas nas fontes de geração de energia construídas no Rio Grande do Sul desde o último verão, e ainda não estará operando a nova linha de transmissão de 525 kV, que ligará Salto Santiago – Itá - Nova Santa Rita. Isso, segundo o estudo, fará com que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o Operador Nacional do Sistema (ONS) devam determinar a entrada em operação da térmica de Uruguaiana, novamente, como forma de evitar cortes de fornecimento de energia no verão de 2014. Para Milano, as operações das termelétricas serão imprescindíveis para minimizar dificuldades.

Fontes: Jornal do Comércio

Energia eólica vai virar ventania?

Os ventos da energia eólica devem soprar com ímpeto nas próximas décadas. Segundo um novo relatório da Agência Internacional de Energia (AIE), a geração de eletricidade mundial a partir dessa fonte renovável deverá saltar dos atuais 2,5% de participação na matriz para uma senhora fatia de 18%, até 2050.
Pela conta, os cerca de 300 gigawatts que a energia eólica entrega pode aumentar pelo menos sete vezes. Para garantir este crescimento, no entanto, a AIE prevê que serão necessários investimentos vultosos, de cerca de US$ 150 bilhões por ano – quase o dobro dos US$ 78 bilhões investidos no setor em 2012.

O novo relatório é uma atualização de um documento publicado pela primeira vez em 2009, e prevê uma penetração muito maior de energia eólica na matriz mundial do que a quota de 12% estimada no estudo anterior.

A melhoria recente em tecnologias de energia eólica, bem como a mudança de contexto global de energia, em busca de fontes mais limpas, explicam o cenário mais positivo para o setor no longo prazo.

De acordo com o relatório, a China deverá superar a Europa e os Estados Unidos na produção de energia eólica, entre 2020 e 2025. Ainda segundo o estudo, com o crescimento do setor, o mundo deverá poupar emissões de gases efeito estufa de até 4,8 bilhões de toneladas por ano até 2050.

Diversos obstáculos podem, no entanto, retardar esse progresso. A lista inclui desde problemas de financiamento e de integração da rede até dificuldades com licenças e aceitação do público, sublinha a AIE.

Fontes: EXAME