quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Consumo de energia no Brasil em 2013 foi 3,5% maior, diz EPE

O consumo de energia elétrica no Brasil somou 463,7 mil gigawatts-hora (GWh), alta de 3,5% em relação ao verificado em 2012. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), ligada ao Ministério de Minas e Energia.

De acordo com a EPE, o aumento foi puxado pelo consumo residencial, que foi 6,1% maior que em 2012, com destaque para a região Nordeste, onde a alta foi de 11,5%. Ao todo, as residências brasileiras consumiram 124,8 mil GWh em 2013.

O consumo de energia pelo setor de comércio e serviços no ano passado cresceu 5,7% em relação a 2012. A região Sudeste foi responsável por metade desse resultado.

Já o consumo de energia pela indústria em 2013 foi 0,6% maior que o registrado em 2012. Ainda segundo a EPE, o desempenho da indústria no Centro-Oeste e no Sul do país compensou o menor consumo dos seguimentos eletrointensivos (que consomem muita energia para produzir).

“O consumo da classe [indústria] apresentou taxas de crescimento bastante modestas ao longo de todo ano, refletindo a fraca atividade de setores eletrointensivos, como os de extração mineral e alguns segmentos da metalurgia, localizados nos estados de Minas Gerais, Maranhão e Pará”, diz nota da EPE.

O documento aponta ainda que os principais condicionantes do resultado do consumo de energia pela indústria em 2013 foram a retração da produção de alumínio e da extração de minério de ferro.

Fontes: G1 Economia

Investimento global em energia limpa caiu 11% em 2013

São Paulo – Os investimentos em energia renovável caíram pelo segundo ano consecutivo, de acordo com dados da empresa de pesquisa Bloomberg New Energy Finance (Bnef).

No ano passado, os investimentos em fontes limpas e sistemas inteligentes de energia somaram US$ 254 bilhões, ante US$ 286.2 bilhões de 2012.

O recorde de investimentos na área ocorreu em 2011, com um total de US$ 317.9 bilhões. Segundo a Bnef, o reduzido volume de investimento em 2013 é reflexo de duas condições.

Em parte, ele se explica pela queda no custo de sistemas fotovoltaicos, uma conjuntura positiva.

Mas também tem a ver com o impacto sobre a confiança dos investidores das mudanças na política em relação à energia renovável na Europa e nos Esrados Unidos (EUA).

Os EUA, como um dos maiores investidores em energia limpa, ao lado da China, viu seus compromissos despencarem 8,4%, de US$ 53 bilhões para US$ 48.4 bilhões.

Já a China investiu US$ 61.3 bilhões no setor no ano passado, uma queda modesta de 3,8 % em relação a 2012. Esta foi a primeira redução no investimento chinês em energia limpa em mais de um década.

Quando se olha a participação do velho continente, a diferença é gritante. Os investimentos da Europa em energia limpa caíram 41%, para US$ 57.8 bilhões, ante os US$ 97.8 bilhões de 2012.

Segundo a Bnef, a queda pode ser entendida, em grande parte, porque países como Alemanha, Itália e França deram sinais trocados em dois momentos: não apenas restringiram subsídios para o setor, como não contiveram incertezas sobre planos futuros para área.

Na contramão, o Japão aumentou seus investimentos em 55%, somando US$ 35.4 bilhões em 2013.

A alta japonesa foi estimulada por um boom de instalação solar em pequena escala que está preenchendo a lacuna deixada pelas usinas nucleares fechadas, avalia a Bnef.

Fontes: EXAME

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Energia limpa para todos

O Brasil é país de destaque na edição de 2013 do "World Energy Outlook (WEO)", publicação anual da Agência Internacional de Energia (AIE) sobre as perspectivas do mercado mundial do setor.

A escolha do Brasil deve-se não apenas às grandes expectativas depositadas sobre a produção petrolífera no pré-sal, mas também a seus programas de expansão do acesso à eletricidade e, sobretudo, à grande participação de fontes renováveis em sua matriz energética, uma das mais "limpas" do mundo e a mais sustentável entre as grandes economias em desenvolvimento.

O reconhecimento da AIE às virtudes do modelo brasileiro representa importante atualização da postura dos países da OCDE, sobretudo no que se refere ao papel da hidreletricidade e dos biocombustiveis para o desenvolvimento. São aspectos nem sempre foram compreendidos nos países desenvolvidos, onde, em geral, o potencial hídrico já foi utilizado na quase totalidade e onde a discussão sobre o uso da energia se concentra basicamente na questão ambiental. O relatório WEO parece assim reconhecer antigos equívocos de interpretação envolvendo questões como o impacto ambiental das barragens ou a expansão da fronteira agrícola com culturas voltadas para a produção de energia.

A limpeza da matriz energética não é, no entanto, a única característica do modelo brasileiro a influenciar outros países. Em um mundo onde a prosperidade está fortemente atrelada ao consumo energético, a universalização do acesso à energia é um dos maiores desafios dos países em desenvolvimento. O Programa Luz para Todos, do Governo brasileiro, que já beneficiou 15 milhões de pessoas, antes sem acesso à eletricidade, é um dos modelos da Iniciativa "Energia Sustentável para Todos" (SE4All) das Nações Unidas.

Em suma, pode-se dizer que a posição do Brasil na fronteira tecnológica da exploração de petróleo e gás em águas profundas, combinada com seu modelo de desenvolvimento baseado em fontes renováveis e com a experiência exitosa de seus programas de inclusão social em matéria de eletricidade credenciam o País a exercer papel central no cenário global da exploração e uso da energia.

A experiência de Portugal, com importante foco nas renováveis, é em muitos sentidos complementar à brasileira, particularmente no que se refere a políticas e tecnologias de eficiência energética e de incentivo à geração eólica e fotovoltaica. Esta convergência enseja, portanto, grande potencial para a cooperação e para os investimentos nos dois sentidos, cabendo aos governos, empresários e investidores dos dois lados do Atlântico a realização deste potencial ainda parcialmente inexplorado.

Fontes: Economico

Energia solar: Região MENA com investimentos superiores a 36 mil milhões

O investimento em energia eléctrica solar no Médio Oriente e Norte de África (MENA) poderá ultrapassar os 50 mil milhões de dólares (cerca de 36,8 mil milhões de euros) em 2020, de acordo com o relatório Mena Solar Energy Report 2014 – publicado pela MEED Insight em parceria com a Associação da Indústria Solar do Médio Oriente (MESIA, nas siglas em inglês).

Segundo as projecções, a nova capacidade instalada de energia solar nesta região tem um potencial de crescimento de até 15.000 MW, até ao final da década, através de um investimento directo em projectos – excluindo investimentos de distribuição e transmissão.

“O mercado com maior potencial é, de longe, a região da Arábia Saudita, onde se prevê a instalação de 23.900MW de energias renováveis”, explicou Ed James, presidente da MEED Insight, acrescentando que “a maioria (da capacidade instalada) se vai dividir entre projectos de centrais solares de concentração e de solar fotovoltaico”.

Também Marrocos, Egipto e Argélia estão a planear a instalação de, pelo menos, 1.500MW, 1.800MW e 3.000MW em energia solar, respectivamente. No entanto, o quadro regulamentar e as condições para atrair investimento são pontos a ter em conta, uma vez que, “actualmente, falta uma abordagem coesiva para o desenvolvimento da indústria de energia renováveis”.

“Os governos devem fornecer os incentivos financeiros e regulamentares necessários, como tarifas feed-in, net metering e redução de impostos”, apontou Ed James, também autor do relatório.

De um ponto de vista global, prevê-se a instalação de 37.000MW através de projectos de energia solar, eólica e hidroeléctrica.

“Dos 14 países analisados neste relatório, o total de capacidade de geração de electricidade instalada chegou aos 260.000MW”, avançou James. “Deste número, a capacidade solar instalada, excluindo elementos térmicos em mecanismos de ciclo combinado com integração solar, manteve-se nos 271MW” e as energias renováveis, incluindo hídrica e eólicas, representaram 16.600MW – mais de 6% do total - sendo a maioria proveniente “de centrais hidroeléctricas com a capacidade de 15.205MW, enquanto a energia eólica contribuiu com 1.129MW”.

Segundo os dados avançados, a contribuição da energia solar para o mix energético na região vai mudar significativamente nos próximos sete anos graças ao reforço do apoio governamental às energias renováveis, à medida que a procura de electricidade cresce.

O Mena Solar Energy Report faz uma avaliação completa e ampla do crescimento do mercado de energia solar na região do Médio Oriente e Norte de África, sendo aconselhado aos profissionais envolvidos nesta indústria.

Fontes: Edifícios e Energia

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Demanda por energia global deve crescer, mostra BP Energy Outlook

A demanda de energia global continua a crescer, mas que o crescimento está a abrandar e impulsionado principalmente pelas economias emergentes - liderados por China e Índia - de acordo com a BP Energy Outlook 2035 - documento divulgado hoje em Londres.

Esta é a quarta edição anual do Outlook, e pela primeira vez define os desenvolvimentos mais prováveis no mercado energético mundial da BP mais além 2030-2035, com base em up-to-date análise.

O Outlook revela que o consumo global de energia deve aumentar em 41% (2012-2035) - em comparação com 55%nos últimos 23 anos (52% nos 20 anos) e 30% ao longo dos últimos 10 anos. Pelo menos 95% do que o crescimento da demanda deve vir das economias emergentes, enquanto o consumo de energia nas economias avançadas da América do Norte, Europa e Ásia como um grupo deve crescer muito lentamente - e começam a diminuir os anos do período de previsão.

Ações dos principais combustíveis fósseis são convergentes com o petróleo, gás natural e carvão e cada um deverá fazer em torno de 27% do mix total em 2035 e a parcela restante vindo do nuclear, hidroeletricidade e fontes renováveis. Entre os combustíveis fósseis, o gás é mais rápido crescimento, sendo cada vez mais utilizado como uma alternativa mais limpa do carvão para geração de energia, bem como em outros setores.

Bob Dudley, presidente-executivo da BP Group, disse que o Outlook "destaca o poder de concorrência e as forças de mercado em desbloquear tecnologia e inovação para atender às necessidades de energia do mundo. Esses fatores nos fazem otimistas para o futuro energético do mundo."

Dudley acrescentou: "O Outlook nos leva a três grandes questões: Há energia suficiente para atender a crescente demanda? Podemos atender a demanda de forma confiável? E quais são as conseqüências de atender à demanda? Em outras palavras, é a oferta suficiente, segura e sustentável? "

"Quanto à primeira questão, a nossa resposta é um sonoro "sim". A taxa de crescimento da demanda global é mais lenta do que o que temos visto nas últimas décadas, em grande parte como resultado do aumento da eficiência energética. Tendências em tecnologia global, e a política de investimento nos deixa confiantes de que a produção será capaz de manter o ritmo. Novas formas de energia, como o gás de xisto, óleo e as energias renováveis serão responsáveis por uma parcela significativa do crescimento da oferta global. "

Sobre a questão da segurança, o Outlook oferece uma mista, embora amplamente positiva, vista. Entre os importadores de energia de hoje, os Estados Unidos estão em um caminho para alcançar a auto- suficiência energética, enquanto a dependência das importações na Europa, China e Índia vão aumentar. Ásia deve se tornar a região energia importação dominante. Dudley observou: "Isso não precisa ser um motivo de preocupação se o mercado está autorizado a fazer o seu trabalho, com novas cadeias de abastecimento se abrindo para essas regiões grandes consumidores."

Sobre a questão da sustentabilidade, as emissões de dióxido de carbono são projetados para aumentar em 29%, com todo o crescimento que vem das economias emergentes. O Outlook observa alguns sinais positivos: o crescimento das emissões deverá abrandar gás natural e energias renováveis como ganhar quota de mercado a partir de carvão e petróleo e as emissões deverão diminuir na Europa e os Estados Unidos. De fato, no final do período coberto pelo Outlook esperamos que muitos países avançados estaram acompanhando suas economias crescerem, enquanto o consumo de energia cai.

BP Chief Economist Christof Rühl disse: "Este processo mostra o poder das forças econômicas e da concorrência. Simplificando: as pessoas estão encontrando maneiras de usar a energia de forma mais eficiente, pois vai lhes poupar dinheiro. Isso também é bom para o meio ambiente, o quanto menos energia usar menos carbono será emitido. Por exemplo, as emissões de CO2 nos Estados Unidos estão de volta aos níveis dos anos de 1990."

A edição deste ano também examina o transporte mais de perto e tem um olhar em profundidade a revolução de gás natural da América do Norte.

O Outlook mostra a demanda global de energia continua a aumentar a uma média de 1,5% ao ano para 2035. O crescimento deverá moderar ao longo deste período, subindo a uma média de 2% ao ano até 2020 e, em seguida, por apenas 1,2% ao ano para 2035. 95% deste crescimento deverá vir de economias fora da OCDE, com a China e a Índia, que representam mais de metade do aumento. Por 2035, está prevista a utilização de energia nas economias não membros da OCDE a ser 69% maior do que em 2012. Em uso comparsion na OCDE terá crescido apenas 5%, e, na verdade, ter caído depois de 2030, mesmo com o crescimento econômico continuado.

Enquanto a mistura de combustível está evoluindo, os combustíveis fósseis continuarão a ser dominante. Petróleo, gás e carvão devem convergir em ações de 26 a 27% de cada mercado em 2035, e os combustíveis não fósseis - nucleares, hidrelétricas e fontes renováveis de energia - em uma quota de cerca de 5-7% cada.

O óleo é esperado para ser o crescimento mais lento dos principais combustíveis para 2035, com a demanda crescendo a uma média de apenas 0,8% ao ano. No entanto, isso ainda vai resultar em demanda por petróleo e outros combustíveis líquidos sendo quase 19 milhões de barris por dia em 2035, maior do que 2012. Todo o crescimento da demanda líquido deverá vir de fora da OCDE - o crescimento da demanda da China, Índia e Oriente Médio, em conjunto, são responsáveis por quase todo o crescimento da demanda net.

O crescimento da oferta de petróleo e outros líquidos (incluindo biocombustíveis) para 2035 é esperado para vir principalmente das Américas e Oriente Médio. Mais de metade do crescimento virá de fontes não-OPEP, com o aumento da produção de petróleo dos Estados Unidos apertado, areias betuminosas canadenses, em águas profundas do Brasil e os biocombustíveis mais do que compensando declínios maduros em outro lugar. O aumento da produção das novas reservas de petróleo apertados deverá resultar em os Estados Unidos ultrapassando a Arábia Saudita para se tornar o maior produtor mundial de líquidos em 2014. As importações de petróleo dos Estados Unidos deverão cair 75% entre 2012 e 2035.

A participação da Opep no mercado de petróleo deve cair no início do período, refletindo o crescimento da produção não-OPEP, juntamente com o crescimento da procura devido aos preços elevados e tecnologias de transporte cada vez mais eficientes. Participação de mercado da Opep deve se recuperar um pouco depois de 2020.

O gás natural é esperado para ser o mais rápido crescimento dos combustíveis fósseis - com crescente demanda, em média, 1,9% ao ano. Os países não-membros da OCDE deverão gerar 78% do crescimento da demanda. Indústria e geração de energia contam para os maiores incrementos para a demanda por setor. As exportações de GNL devem crescer mais do que duas vezes mais rápido que o consumo de gás, a uma média de 3,9% ao ano, e respondendo por 26% do crescimento da oferta global de gás para 2035.

O fornecimento de gás de xisto é esperado para atender 46% do crescimento da demanda de gás e são responsáveis por 21% do gás mundial e 68% da produção de gás dos Estados Unidos em 2035. Xisto crescimento da produção de gás norte-americana deverá abrandar a partir de 2020 ea produção de outras regiões a aumentar, mas em 2035 para a América do Norte ainda são esperados para explicar 71% da produção de gás de xisto mundo.

Depois do petróleo, o carvão deverá ser o mais lento no crescimento de combustível, com a demanda aumentando, em média, 1,1% ao ano para 2035. Durante o período, o crescimento achata a apenas 0,6% ao ano a partir de 2020. Quase todos (87%) do crescimento líquido da demanda para 2035 é esperado para vir de apenas China e Índia, cuja participação no consumo mundial de carvão combinado passará de 58% em 2012 para 64% em 2035.

Produção de energia nuclear deve aumentar até 2035 em torno de 1,9% ao ano. China, Índia e Rússia, juntos, respondem por 96% do crescimento global em energia nuclear, enquanto a produção nuclear em os Estados Unidos e a União Europeia diminui devido ao fechamento de fábricas esperados.

O crescimento da energia hidrelétrica é esperado para moderar para 1,8% ao ano até 2035, com quase metade do crescimento vindo da China, Índia e Brasil.

Renováveis são esperadas para continuar a ser a classe que mais cresce de energia, ganhando quota de mercado a partir de uma base pequena à medida que sobem a uma média de 6,4% ao ano para 2035. Parte da produção mundial de eletricidade "Renewables deve crescer de 5% a 14% até 2035. Enquanto as economias da OCDE têm levado em crescimento das energias renováveis, energias renováveis no não-OCDE estão a recuperar e deverão ser responsáveis por 45% do total em 2035. Incluindo os biocombustíveis, energias renováveis deverão ter uma maior participação de energia primária do que nuclear até 2025.

Enquanto a taxa de crescimento está moderando, as emissões de carbono ainda estão previstas para um aumento de 29% 2012-2035. Todo o crescimento virá de países não membros da OCDE com as emissões da OCDE diminuíram 9%. Em 2035, 72% das emissões de CO2 são esperados para vir de fora da OCDE.

Fontes: Ultimo Instante

Fonte hidrelétrica lidera a geração de energia no país com 76,33% de participação em novembro de 2013

O boletim InfoMercado, publicado mensalmente pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, com os principais resultados das operações contabilizadas no mercado de energia elétrica brasileiro, aponta que a produção de energia no país em novembro de 2013 totalizou 61.960 MW médios. A fonte hidrelétrica se manteve no topo da geração, com 76,33% de participação (47.295 MW médios) no período.

A produção hidrelétrica apontou, ainda, elevação de 8,4% entre novembro de 2012 e o mesmo mês em 2013, período em que a fonte ampliou a geração de 41.490 MW médios para 44.988 MW médios. No mesmo período, a geração termelétrica teve queda, também de 8,4%, ao passar de 14.855 MW médios para 13.605 MW médios.

Já a produção de energia por usinas a biomassa apresentou variação positiva de 20% na comparação de ano contra ano, com alta de 2.308 MW para 2.774 MW médios. E as usinas eólicas apresentaram crescimento da produção eólica de 68,8% na comparação entre novembro de 2012 e o mesmo mês de 2013.

O consumo total nos ambientes de contratação livre e no ambiente cativo, em novembro de 2013, foi de 61.929 MW médios, montante 4,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2012. Deste total, o mercado livre foi responsável por 16.311 MW médios, o que significa 26,3% da demanda total por energia do país no mês.

Em novembro de 2013, o ramo de metalurgia e produtos de metal liderou o consumo no ambiente livre, com 3.337 MW médios, seguido pelo setor químico (1.637 MW médios) e pelos ramos deextração de minerais metálicos e não-metálicos (1.571 MW médios) e alimentos e bebidas (1.002 MW médios).

No período foram contabilizados pela CCEE 17.370 contratos de compra e venda de energia elétrica entre os agentes do mercado, o que significou 86.337 MW médios comercializados. As negociações fechadas exclusivamente entre agentes do mercado livre responderam por 5.859 desses acordos, o equivalente a 33,7% do total.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE (www.ccee.org.br) é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, garantindo a segurança e o equilíbrio financeiro deste mercado. A CCEE é uma associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas empresas que compram e vendem energia no Brasil. O papel da CCEE é fortalecer o ambiente de comercialização de energia - no ambiente regulado, no ambiente livre e no mercado de curto prazo - por meio de regras e mecanismos que promovam relações comerciais sólidas e justas para todos os segmentos do setor (geração, distribuição, comercialização e consumo). A CCEE atua em conjunto com outras instituições e órgãos governamentais que compõem a governança do setor para assegurar um modelo sustentável de energia no país, capaz de estimular o crescimento da economia do Brasil e, ao mesmo tempo, garantir um preço acessível ao consumidor.

Fontes: SEGS

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Consumidores lucram com energia solar em casa no Japão

No Japão, parte da energia que abastece o país vem da natureza. E tem consumidor que está lucrando com essa opção.

Com tanta disposição, as crianças mal percebem o conceito de "energia que não acaba". Mas a aula fica mais simples quando usam os brinquedos movidos a energia solar.

E com orgulho, o diretor da escola - na cidade de Musashino - nos leva à cobertura. Ali, 50 paineis solares contribuem com o abastecimento do prédio. E com a formação dos 600 alunos.

O Japão é hoje o país que apresenta a maior taxa de crescimento de energias renováveis no mundo. E 10% do que é consumido no Japão vem de fontes renováveis. As 50 usinas nucleares de lá estão desligadas, se ajustando a regras mais duras. 

"O Japão conseguirá viver sem a energia nuclear se investir nas renováveis", diz o especialista.

Só no ano passado, os projetos somaram mais de R$ 20 bilhões. Um deles: a gigantesca turbina eólica que flutua na costa. O plano é espalhar outras 140 ao redor do país, até 2020.

Para pessoas comuns, pode ser caro instalar um coletor solar em casa. É aí que entra um estímulo financeiro: para cada família que decide investir num sistema como esse, o governo japonês paga parte da conta.

Energia solar abastece toda a casa de uma família brasileira. O equipamento custou R$ 88 mil. O governo entrou com 10%. E mais um benefício. 

"No horário em que o painel não funciona, à noite, o custo da energia é mais em conta pra quem tem o painel”, diz Dário Dechico. Ele controla o que o sistema gera e quanto a casa consome.

O restante é automaticamente vendido para a rede elétrica da cidade. Resultado: em vez de pagar conta no fim do mês, ele recebe - uma média de R$ 200. Graças ao sol!

Fontes: Jornal Nacional

China dá maior impulso à energia eólica já visto no mundo

Os chineses deram início ao maior impulso que as energias renováveis já receberam em todo o mundo, prometendo - entre outras coisas - dobrar o número de turbinas eólicas no país ao longo dos próximos seis anos.

Já ocupando o posto de o maior gerador de energia pelo vento do mundo, a China agora planeja intensificar massivamente esse setor. Com uma capacidade instalada de energia eólica de cerca de 75 gigawatts (GW), o país pretende atingir a marca de 200 GW até 2020.pretende atingir a marca de 200 GW até 2020.

Os países da União Europeia, em comparação, têm juntos um total de 90 GW de capacidade instalada de energia eólica. Apesar de ser visto como um dos países de maior potencial na geração de energia eólica no mundo, o Brasil possui uma capacidade instalada de energia eólica de apenas 2,2 GW, segundo cálculo do Ministério de Minas e Energia.

"Há sete anos, conseguíamos produzir uma turbina a cada dois dias. Agora conseguíamos fazer duas em um dia", diz Jiang Bo, engenheiro da empresa Goldwind, que produz turbinas.

No entanto, um dos principais desafios é integrar a cadeia produtiva da energia eólica. As regiões onde há mais vento, como Xinjiang, costumam ser muito distantes das cidades grandes, onde a demanda por energia elétrica é maior. E o valor da construção de campos eólicos costuma exceder a das conexões necessárias para ligar as turbinas na rede de distribuição.

Também há problemas nas linhas de distribuição, pouco acostumadas à intermitência da energia gerada pelo vento. Mas uma questão ainda mais fundamental recai sobre a contribuição da energia eólica para a insaciável demanda de energia chinesa.

Dados recentes, de 2012, indicam que enquanto o carvão gera 75% da eletricidade do país, a eólica produz 2% (no Brasil, essa participação é de 1,7%). No entanto, em números absolutos, a geração total de energia eólica na China é mais do que o produzido em toda a União Europeia.

"Dois por cento parece pouco, mas quando você considera o total de eletricidade usado no país, você percebe que não é pouco", diz Liming Qiao, diretor para a China do Global Wind Energy Council (GWEC).

"Na verdade, no ano passado, a eólica superou a nuclear e se tornou a terceira matriz energética do país, após as termoelétricas a carvão e as hidrelétricas."
Impacto internacional

A escala do mercado eólico chinês vem ajudando na redução de preços de produção e incentivando a inovação no setor.

Antes, os chineses obtinham licenças para produzir turbinas de países ocidentais. Agora, o boom do setor levou a uma enxurrada de novos – e mais modernos - modelos nacionais.

O desenvolvimento dessa indústria na China também vem puxando os preços para baixo em outros países, segundo Paolo Frankl, da Agência Internacional de Energia.

Ele acredita que os chineses ampliem as exportações no setor para mercados na Ásia, América Latina e África.

O governo chinês vê as energias renováveis como estratégia prioritária, liberando uma série de subsídios.

A altíssima poluição do ar em muitas cidades do país também vem incentivando o uso desse tipo de energia.

Mas ainda precisa ser respondida a questão quanto a se o custo da energia eólica poderá ser reduzido a ponto de ficar abaixo do das termoelétricas a carvão.

Ma Jinru, vice-presidente da Goldwind, acredita que sim.

"No futuro, quando os recursos ficarem ainda mais limitados, os preços subirem mais e a poluição piorar, a sociedade vai cobrar o custo social disso. Então, a longo prazo, o custo da energia eólica vai ficar abaixo do de carvão. O custo da eólica também vai cair por conta da inovação tecnológica, e o setor vai ter um imenso crescimento."

E se algum país pode produzir energia a partir do vendo em níveis industriais e fazer disso algo rentável, esse país e a China.

Uma prévia desse cenário futuro pode ser encontrada em Xinjiang, próxima à antiga rota da seda, onde há florestas de turbinas metálicas brancas – algumas prontas, outras aguardando para receber hélices e muitas mais prestes a sair do papel.

Fontes: BBC Brasil