sexta-feira, 29 de julho de 2011

Crédito rural pode ser condicionado ao uso de energia solar

Inocêncio defende alternativas
para reduzir o impacto ambiental.

A Câmara analisa o Projeto de Lei 472/11, do deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), que condiciona a concessão de crédito rural na modalidade de investimento à instalação de sistemas de aquecimento ou de geração de energia elétrica por energia solar.

Pela proposta, a condição valerá para os créditos concedidos pelo Sistema Nacional de Crédito Rural nos casos em que as operações financiadas prevejam o uso de água aquecida ou de energia elétrica. O governo estará autorizado a elevar a subvenção prevista em 50% quando o crédito rural se destinar ao financiamento dos equipamentos de captação de energia solar.

Exemplos

O projeto exemplifica alguns objetos de financiamento cuja aprovação estará submetida à previsão de instalação de sistemas de captação de energia solar: construção, ampliação ou reforma de agroindústria, silos, armazéns, casas de moradia, alojamentos rurais e criatórios de animais.
Ficam excluídos da condição apenas os estabelecimentos que já tenham instalados sistemas de aquecimento de água ou geração de energia elétrica com fontes de alternativas de energia e os estabelecimentos localizados em regiões em que a aquisição do sistema de captação de energia solar gere, comprovadamente, desvantagem econômica ao produtor rural.
O autor da proposta acredita que a medida deverá diminuir a demanda por geração de energia elétrica pelas usinas hidrelétricas. “Há que se buscar formas alternativas de manutenção do crescimento econômico, com menor impacto ambiental e custo reduzido”, argumenta.

Máquinas e equipamentos

O projeto autoriza a extensão dessa condição de financiamento para a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas estacionários ou de equipamentos de irrigação. Nesses casos, caberá ao governo decidir o melhor momento para implementar a nova regra.
“Como ainda não há tecnologia disseminada de captação de grande força elétrica por meio da energia solar, caberá ao Executivo, na medida em que julgue possível, decidir por essa vinculação específica”, afirma Inocêncio.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara dos Deputados

Venezuela volta a assegurar parceria com Petrobras em refinaria

A Venezuela "não está enrolando", e cumprirá sua parte no financiamento para a construção de uma refinaria junto com a Petrobras, assegurou nesta quinta-feira o ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez.

"Não pretendíamos esperar até o final para pagar, mas estávamos nas mãos dos bancos", disse Ramírez sobre os obstáculos que teve a petroleira estatal venezuelana, PDVSA, para obter financiamentos e participar da refinaria Abreu e Lima no nordeste brasileiro.
O ministro da Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez

"Claro (que a PDVSA participará do projeto). Não vamos deixar mal nosso governo", assegurou a assessoria do grupo à jornalistas durante uma visita à riquíssima Faixa Petrolífera do Orinoco, no oriente venezuelano.

O ministro, que também é presidente da PDVSA, assegurou que o governo venezuelano tem "trabalhado o tema das garantias com um conjunto de bancos brasileiros e também com o banco de fomento do Brasil, o BNDES".

Em junho, Chávez disse que a Venezuela pretende concretizar antes de agosto a participação da empresa estatal de petróleo PDVSA nesse projeto.

Mas apesar de se ter chegado a um acordo segundo o qual a PDVSA participaria dessa refinaria, em 2007 a Petrobras decidiu começar a construí-la sozinha porque a empresa venezuelana não havia feito os pagamentos prometidos.

Recentemente, altos executivos da Petrobras indicaram à imprensa que o prazo terminaria em agosto e, no caso de a PDVSA não concretizar sua participação, o projeto seria apenas brasileiro.
A refinaria, localizada em Pernambuco, processará 230.000 barris diários de petróleo pesado produzido na Venezuela. A obra começou com um investimento de 4 bilhões de dólares.

Para a Petrobras, a associação com a gigante venezuelana PDVSA é estratégica, porque, como contrapartida, poderá participar da exploração dos poços da rica Faixa do Orinoco, no leste venezuelano.

Fonte:  AFP

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Conceito de notebook usa água como fonte de energia

Que os eletrônicos consomem uma boa parte da energia da casa, todo mundo já sabe. Mas uma invenção dos designers Hyerim Kim e Seunggi Baek promete reduzir drasticamente os impactos dos notebook utilizando água como fonte de energia para o aparelho.


Batizado de Plantbook, o computador portátil pode ser recarregado através de um processo semelhante ao da fotossíntese. Quando a bateria estiver descarregada, basta removê-la do tubo onde fico inserida e mergulhá-la em um recipiente com água e em um local onde bata luz solar.

Nesse momento, o Plantbook separa o hidrogênio do oxigênio através de um processo de eletrólise utilizando a energia armazenada em um painel solar instalado na parte de cima do notebook. A energia produzida na reação é armazenada na bateria, enquanto o oxigênio é liberado na atmosfera. Por fim, uma folha feita de silício colocada no topo do tubo indica o nível da bateria.

O produto ainda é apenas um conceito e os autores não informam se ela poderá ser comercializada.

Fonte: Portal Terra

Ondas do mar poderão gerar energia limpa com custo menor

Barcos movidos por energia captada das ondas do mar um dia poderão gerar energia com um custo muito menor do que a atual forma de captação da força das ondas. O projeto do pesquisador Andre Sharon da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, prevê que os barcos seriam capazes de viajar até certo ponto no oceano, ancorar e ali começar a captação da energia das ondas, carregando baterias com a energia limpa.

Os barcos de 50 metros de comprimento serão capazes de captar a energia através de boias instaladas em sua lateral, que irão acionar braços mecânicos. A captação de energia se dará com o movimento que a boia fizer com o balanço das ondas e dessa forma, acionará braços mecânicos que produzirão energia de 1 megawatt. As baterias terão capacidade de armazenar 20 megawatts/hora, ou seja, para atingir uma carga completa os barcos terão de permanecer no mínimo 20 horas em alto mar.

De acordo com o site New Scientist, o que tornaria a captação de energia proposta por Sharon barata é que esses navios não precisarão de cabos para se conectar com as placas acumuladoras, onde a energia é depositada. Esses cabos custam em média 500 mil dólares por quilômetro de extensão.

O projeto foi apresentado na Conferência de Tecnologia Limpa 2011, em Boston. Durante a conferência, Sharon apresentou um cálculo que justifica seu projeto. Ele acredita que seu mecanismo gastará apenas quinze centavos de dólar para produzir um quilowatt por hora, enquanto os mecanismos existentes hoje gastam entre 30 e 65 centavos de dólar pelo mesmo quilowatt hora.

O diretor do programa de energia da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, Mark Jacobson, afirmou para o site New Scientist que a ideia de Sharon é muito criativa. Ele ainda acredita que essa energia possa ser armazenada e usada em momentos de forte demanda.

Nesta semana, a Escócia também apresentou seu novo e gigantesco gerador de energia por ondas que poderá gerar 250% mais energia com um terço do custo de um gerador convencional. Instalado na costa do país, as autoridades acreditam que o Oyster 800 gerará 800 quilowatts de energia limpa.

Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Indústria retoma ritmo de consumo de energia em maio

O Índice Setorial Comerc, disponibilizado pela Comerc Gestão, a maior gestora independente de energia elétrica do país, registrou em maio crescimento de 1,02% no consumo de energia das unidades sob sua gestão em relação ao mês anterior. Quando comparado ao mesmo período de 2010, o consumo foi 2,4% superior.

Dos 15 setores da indústria analisados pelo Índice Setorial Comerc, dez apresentaram crescimento do consumo entre maio e abril. Destacam-se os setores de Embalagens (8,02%), Eletroeletrônicos (5,55%), Eletromecânica (5,76%), Materiais de Construção Civil (3,23%) e Têxtil, Couro e Vestuário (3,88%). A alta observada é atípica e decorrente da redução acentuada em abril por conta da desaceleração das atividades durante os feriados do mês. Portanto, os números de maio indicam retomada das atividades normais desses setores.

Por outro lado, os demais cinco setores da indústria registraram queda no consumo, especialmente o setor de Comércio e Varejista, que teve expressiva diminuição de 9,82%. A diminuição é conseqüência das temperaturas amenas entre abril e maio, principalmente na cidade de São Paulo, que pouparam o uso de ar-condicionado, um dos principais responsáveis pelo consumo de energia elétrica do segmento. O setor de Siderurgia e Metalurgia também apresentou queda, de 3,5%, e o acumulado do ano foi 8,96% menor em relação ao mesmo período de 2010.

Para os próximos meses, a tendência é de pouca variação no consumo de energia, com padrão quase linear, nas unidades que compõem o Índice Setorial Comerc.

Perfil da Comerc Energia- A Comerc Energia foi fundada em 2001 e é formada por duas empresas: a Comerc Gestão e a Comerc Trading. A Comerc Gestão é a maior gestora independente de energia elétrica do país, responsável por gerir 13% da carga de energia de consumidores livres. O objetivo da empresa é maximizar a redução de custo de energia elétrica e atender plenamente as necessidades do cliente no curto, médio e longo prazo, por meio da elaboração de estratégias de posicionamento e de estruturas de gerenciamento de energia. A gestora também administra 2.650 MW de potência de geração (produtores independentes e autoprodutores), buscando a criação de valor para o cliente por meio de estratégias de comercialização rentáveis, seguras e eficientes.

Perfil- A Comerc Trading está entre as dez maiores do país por montante de energia comercializada. Entre as comercializadoras independentes, a Comerc está entre as três primeiras. A empresa faz parte da aliança internacional Energy Experts, juntamente à norueguesa Bergen Energi e à norte-americana Delta Energy. A aliança oferece soluções globais em gerenciamento e estruturação de estratégias de contratação de energia elétrica para consumidores multinacionais.

Fonte: Portal Fator

EPE: consumo de energia elétrica cresce 2,8%

O consumo de energia elétrica no Brasil aumentou 2,8% em maio de 2011 na comparação com igual mês de 2010, de 34,27 mil GWh para 35,22 mil GWh, de acordo com os dados divulgados hoje pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A autarquia informou um incremento de 3,8% no consumo, para 178 mil GWh, de janeiro a maio de 2011 em relação à igual período de 2010. Nos últimos doze meses, o crescimento verificado foi de 5,6%, para 421,82 mil GWh. As informações constam na Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica de junho.

Segundo a EPE, o consumo industrial apresentou comportamento estável entre maio de 2011 e igual mês de 2010, com ligeiro crescimento de 1%, para 15,16 mil GWh. Isso se explica, principalmente, pela retração de 4% na demanda por energia do segmento industrial no Nordeste. "Em Alagoas, o consumo decresceu 41% na comparação com o ano passado, reflexo, principalmente, da parada temporária da unidade da Braskem após o acidente ocorrido em suas instalações", afirmou a autarquia, em referência aos incidentes na fábrica de cloro soda de Maceió (AL) em maio.

No residencial, a expansão do consumo de energia foi de 5% no período, para 9,14 mil GWh. O bom resultado é consequência do aumento de 5,7% na demanda dos clientes residenciais  no Sudeste, em razão de temperaturas mais elevadas que a média histórica, e da alta de 5,6% no consumo no Sul, em razão da mudança do sistema de gestão dos consumidores no Estado do Paraná - esse fator alongou o período de faturamento para adaptação do novo sistema.

No comercial, a EPE reportou um crescimento de 6% no consumo de energia, também puxado pelo Sudeste (+6,1%), pelo Sul (+10%) e pelo Centro-Oeste (+11%) - no Sul, novamente teve impacto positivo a mudança do sistema de gestão dos consumidores no Estado do Paraná.

A EPE informou que o consumo de energia no mercado livre, no qual os grandes consumidores podem escolher de quem comprar eletricidade, aumentou 6,4% entre maio de 2011 e igual mês de 2010, para 9,3 mil GWh. Nos últimos doze meses, o crescimento foi de 25,8%, para 109,5 mil GWh.

Fonte: Agência Estado