quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Setor de energia eólica prevê 'uma Belo Monte' até 2017

Os investidores do setor de energia eólica encerram o ano com contratação recorde em leilões do governo e projeção de aplicar R$ 27 bilhões no Brasil até 2017.

O valor se aproxima do orçamento da usina de Belo Monte, que deverá ser a terceira maior hidrelétrica do mundo, erguida ao custo de R$ 30 bilhões no Pará.

No caso das eólicas, a maior parte dos investimentos está no Nordeste, com quase 80% das usinas e da potência total da "energia dos ventos".

É também nessa região que investidores ainda esperam por linhas de transmissão que a estatal Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco) deveria ter entregue há mais de um ano.

O atraso mantém 48 parques eólicos parados no país, que representam 37% da potência instalada no Brasil. O número dobrou desde o início do ano. Em operação, esses parques poderiam iluminar 2 milhões de casas, diz a ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica).

O problema, contudo, "está ficando no passado", diz Élbia Melo, presidente da associação. Ela estima que grande parte desses empreendimentos entre em operação até março de 2014.
A confiança é movida pela mudança nas regras dos leilões que passou a exigir garantia de conexão dos parques às redes de transmissão.

Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), a exigência se deu "em grande medida" em razão dos atrasos da Chesf. Procurada, a Chesf não respondeu até a conclusão desta edição.

"O governo percebeu que o modelo de planejamento de transmissão estava equivocado e o refez. Antes, se fazia o leilão de geração e depois o da linha de transmissão. Isso começou a atrasar os parques", diz Melo.

Pela nova regra, o parque eólico deve ter uma linha de transmissão prevista já no leilão, e o prazo de implantação deve coincidir com a entrada do parque em operação.

No Rio Grande do Norte, por exemplo, o governo pediu ao Ministério de Minas e Energia que realize no primeiro trimestre de 2014 um leilão de novas linhas para atender aos parques do Estado.

O Estado é o maior polo de atração de investimentos em energia eólica no país, seguido pela Bahia.

No último leilão, na semana passada, foram contratados 2,3 GW de energia eólica, elevando para 4,7 GW o volume negociado em 2013 -um recorde do setor. Até então, o maior patamar alcançado havia sido 2,9 GW, em 2011.

"Isso confirma a força da fonte eólica e do Nordeste como novo 'powerhouse' [casa de energia] para o país", diz o presidente do sindicato potiguar das empresas de energia, Jean-Paul Prates.

O Ministério de Minas e Energia confirmou dois novos leilões para o primeiro semestre de 2014. Segundo Élbia Melo, da ABEEólica, energia para vender e interesse dos investidores não deverão faltar. "O setor está crescendo e tem o sinal de investimento adequado", diz.

Fontes: Paraiba.com.br

A energia vinda diretamente do interior

A geração de energia nuclear no interior do Estado de São Paulo pode ser suficiente para substituir o total de importação de materiais radioativos feita em todo o país. O projeto de um reator em Iperó está sendo discutido na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e a previsão é de que em até cinco anos esteja em atividade.

O coordenador técnico do projeto, chamado de RMB (Reator Multipropósito Brasileiro), José Augusto Perrotta, afirma que a usina será usada por diversos centros de pesquisa e vai gerar materiais para hospitais de todo o país realizarem mais exames que necessitam de radiação, como na detecção de câncer.

De acordo com ele, o reator na cidade de Iperó vai utilizar as células de elementos químicos para produzir reações e gerar radiação.

“Atualmente, o país importa esse material do Canadá, Argentina e África do Sul, mas quando eles têm dificuldade para envio, nós no Brasil temos de reduzir os exames de saúde”, explica. Segundo o pesquisador, no início de dezembro houve falta do material vindo do Canadá e em 2009 chegou a haver crise no setor. “Daí a importância de o país se tornar autossuficiente no setor”, afirma Perrotta.

As licenças prévias para o reator podem ficar prontas no próximo ano, mas estudos serão feitos antes da construção.

O projeto, no entanto, também é alvo de críticas de ambientalistas e instituições que são contrárias aos riscos ambientais envolvidos na geração de energia nuclear.

Segundo Perrotta, que também é assessor da Comissão Nacional de Energia Nuclear, o modelo proposto segue todas as exigências de segurança internacionais e a sociedade pode buscar esclarecimentos em audiências públicas que são feitas sobre o tema por exigência do Ibama.

Orçamento nacional já prevê R$ 400 milhões O Plano Plurianual de 2012-2015 do governo federal incluiu uma previsão de R$ 400 milhões para o projeto do RMB no período. O custo total previsto pelas empresas é de US$ 500 milhões.A Argentina vai participar da gestão do reator, mas em menor escala, garantindo 70% de conteúdo nacional. 2,5 vezes maior: produçãovai superar importação

Polo de tecnologia nuclear e pesquisas, área em Iperó poderá ser usada pela comunidade científica brasileira e para parcerias com o Laboratório Nacional de Luz Síncroton, que está sendo construído em Campinas (SP). A intenção será integrar as pesquisas desenvolvidas no país e gerar um polo de tecnologia nuclear, com aplicações na saúde, agricultura e indústria

O relatório para licenciamento nuclear e o EIA/RIMA já foram iniciados e devem ser entregues em 2014.

Fontes: Rede Bom Dia

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Consumidor pagará mais pela energia elétrica em 2014, diz jornal

As tarifas de energia elétrica vão ficar mais caras para o consumidor em 2014, de acordo com informações do jornal Folha de S.Paulo publicadas nesta quarta-feira. Conforme a publicação, o rombo foi provocado pela queda forçada nos preços de energia em 2012. Ainda não foi divulgado o tamanho do aumento.

O alcance da medida será determinado pelo resultado do leilão de energia já existente (A-1), marcado para terça-feira no qual as distribuidoras precisam contratar 6.000 MW médios, o equivalente a 15% do mercado regulado. Para garantir a procura dos investidores, o governo impôs um preço-teto mais alto do que o praticado em outras tentativas de leilões de energia, diz o jornal.

Fontes: Terra

Distribuidora sergipana de energia é premiada nacionalmente

A Companhia Sul Sergipana de Eletricidade (Sulgipe) foi a vencedora do Prêmio Índice ANEEL de Satisfação do Consumidor (IASC) de 2013, com índice de 74,37. Essa é a primeira vez, em 14 edições do prêmio, que uma empresa do Nordeste se consagra vencedora na categoria principal, o IASC Brasil. Também a Energisa Sergipe Distribuidora de Energia S/A (ESE), obteve o terceiro lugar, com 69,56, quase empatada com a Empresa Força e Luz Urussanga Ltda. (Eflul), de Santa Catarina, que alcançou o índice de 69,65. Além do prêmio mais importante, a Sulgipe venceu também na categoria Região Nordeste.

O Prêmio que é concedido anualmente, desde 2002, para incentivar a melhoria do serviço de distribuição de energia no país, teve sua cerimônia realizada na última quarta-feira, dia 05, na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), em Brasília. As empresas vencedoras receberam troféu, certificado e o Selo IASC, que identifica o reconhecimento dos consumidores pelo seu desempenho. Para o diretor-gerente da Sulgipe, empresário Ivan Leite, que esteve presente durante o evento, o prêmio recebido é fruto do trabalho prestado por todos que compõem a empresa. “Parabenizo os colegas da Sulgipe e o engenheiro Jorge Prado Leite, fundador e presidente da empresa, meu exemplo e meu pai. Meu muito obrigado aos consumidores da Sulgipe, razão da nossa existência”, declarou Ivan Leite. A Sulgipe atualmente atende 12 municípios da região centro-sul do Estado, além de outros dois na Bahia, atingindo a marca de mais de 130 mil consumidores e com um quadro de mais de 800 funcionários atuando na empresa. 

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Energético Sustentável de Sergipe, Oliveira Júnior, esse foi um passo muito afirmativo na atuação da Sulgipe. “A premiação comprova a qualidade que as empresas sergipanas estão empreendendo e eu fico feliz por uma representante de Sergipe, de tradição local, conseguir alcançar esse reconhecimento em nível nacional”, disse. “A iniciativa também demonstra o aperfeiçoamento das regras da ANEEL, que cada vez mais procura estabelecer padrões de qualidade ao consumidor final”, acrescenta Oliveira Júnior. O secretário do Desenvolvimento Econômico e da Ciência e Tecnologia (Sedetec), Saumíneo Nascimento, registra o contentamento com as premiações recebidas pela Companhia Sergipana. “Este resultado leva benefícios para o consumidor que, conforme a ANEEL e sua pesquisa, tem a oportunidade de exercitar a sua cidadania e manifestar o seu grau de satisfação com os serviços prestados pelas concessionárias distribuidoras de energia elétrica. Além disso, a opinião do consumidor se constitui na mais legítima forma de orientação para a melhoria dos serviços”, ressalta.

Ainda de acordo com Saumíneo, a Sedetec e a Subsecretaria de Desenvolvimento Energético de Sergipe tem primado por um acompanhamento do setor de energia em Sergipe, numa lógica de acompanhamento das novas inversões que estão sendo empreendidas, tanto dos atuais fornecedores, como de possíveis novos projetos que serão implantados no Estado.

A fim de reconhecer as empresas certificadas, foi realizada uma pesquisa pela empresa Praxian Business & Marketing Specialists, no período de 13 de julho a 27 de setembro deste ano, quando foram entrevistados 19.470 consumidores residenciais em 475 municípios brasileiros quanto ao desempenho dos serviços prestados pelas concessionárias em suas respectivas áreas de atuação. A amostra estatística foi proporcional à população atendida em cada área de concessão.

As concessionárias vencedoras poderão aplicar o Selo IASC nas contas de luz, no material institucional e nas demais peças de comunicação empresarial de acordo com regras previstas no regulamento da premiação.

Fontes: FaxAju

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Carga de energia do Sistema Interligado Nacional cresce 6% em novembro

A carga de energia gerada pelas usinas que integram o Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 6% em novembro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a outubro, houve aumento de 0,6% e o acumulado dos últimos 12 meses apresentou variação positiva de 3,8%, em relação ao mesmo período anterior. Os dados constam do Boletim de Carga Mensal, divulgado hoje (6) pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Com participação de cerca de 60% da carga do SIN, o comportamento do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste tem sido, de acordo com o boletim do ONS, fortemente afetado pelo comportamento da indústria, “que ainda não apresenta uma dinâmica de recuperação bem definida”. No entanto, a taxa de crescimento de 5,4% em relação a novembro de 2012, superior ao que vem sendo observado ao longo do ano, pode ser explicada, entre outros fatores, pelo comportamento atípico da carga naquele mês do ano passado, em função das temperaturas amenas na região e do menor número de dias úteis.

Já o crescimento de 24,1% no Subsistema Norte em novembro, em relação a igual mês de 2012, foi justificado, segundo o boletim do ONS, pela integração de Manaus ao sistema interligado. No Subsistema Nordeste, a alta ficou em 4,1%, em relação a novembro de 2012, e no Subsistema Sul, em 2,9%, na mesma base de comparação.

Fontes: EBC

Energias eólica e solar são destaque em leilão do governo este mês

Mais de 70% dos 21.130 megawatts (MW) da energia que será ofertada no 2º Leilão de Energia A-5 - 2013, marcado para o próximo dia 13, será de matriz eólica (13.287 MW) e solar (2.234 MW). A fonte solar terá 88 projetos fotovoltaicos, com 2.024 MW e sete empreendimentos heliotérmicos, com 210 MW. As informações foram divulgadas hoje (4) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) do Ministério de Minas e Energia.

O estado com a maior oferta nas duas modalidades é a Bahia, com 4.656 MW de eólica e 1.319 MW de solar, sendo 1.109 MW fotovoltaicos e 210 MW heliotérmicos. A energia contratada deverá estar disponível em 2018. O Rio Grande do Sul apresenta a segunda maior oferta de eólica, com 2.873 MW. O Rio Grande do Norte terá oferta de 2.491 MW eólicos e 203 MW fotovoltaicos. O Ceará aparece na quarta posição na oferta de energia eólica, com 1.547 MW, além de 73 MW de fotovoltaica.

O leilão também terá 2.140 MW de energia produzida por quatro termelétricas a carvão, sendo dois projetos no Rio Grande do Sul, totalizando 1.250 MW, um em Santa Catarina, com 300 MW, e mais um em São Paulo, também com 300 MW.

Um único projeto de termelétrica a gás natural, no Rio Grande do Sul, oferecerá 1.238 MW. Duas hidrelétricas representarão oferta de 1.118 MW: São Manoel, no Pará, com 700 MW, e a ampliação de Santo Antônio, em Rondônia, com 418 MW.

Haverá ainda a oferta de energia produzida por 32 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), com 520 MW, e 14 termelétricas a biomassa, com 593 MW.

Fontes: Jornal do Brasil

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Energia solar acessível começa a se popularizar na África

O querosene é o combustível mais usado pelas famílias da África subsaariana, mas tem um forte impacto sobre a saúde das pessoas e custa até US$ 8 por quilowatt-hora (kWh). A energia solar é uma alternativa promissora, mas que ainda representa um grande custo para as famílias da zona rural que pensam em comprá-la de forma definitiva. É por isso que empresas como a Azuri Technologies estão desenvolvendo kits solares no modelo “pague conforme use”.

O modelo permite que os clientes paguem uma taxa inicial de cerca de US$ 10 por um kit, que inclui um painel solar e uma unidade que alimenta luzes LED e carrega pequenos dispositivos, como celulares. A energia então pode ser paga conforme usada, ou a cada semana, ou quando as famílias tem algum dinheiro sobrando. Assim, em aproximadamente 18 meses o kit solar é quitado e a eletricidade passa a ser gratuita para o proprietário.

O sistema é semelhante a alguns modelos já existentes na África que permitem que centenas de milhões de africanos comprem minutos de telefonia móvel e querosene de forma progressiva. Agora, as famílias descobriram que em vez de gastar US$ 2 a US$ 3 por semana com querosene, eles pagam menos da metade para a energia solar.

Além da Azuri, Angaza Design e M-KOPA são outras empresas que oferecem serviços semelhantes em todo o continente. Suas bases de clientes provam a popularidade da energia solar acessível. A Azuri tem mais de 21.000 clientes em 10 países, enquanto a M-KOPA tem 30.000 e Angaza está quase prestes a alcançar 10.000.

Fontes: Catraca Livre

Energia renovável gera negócios em Porto Alegre

Uma prova de como o mercado de energia a partir de fontes como a eólica, fotovoltaica, solar térmica, biocombustíveis, biogás, biomassa (matéria orgânica) e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) está aquecido começa a ser dada hoje em Porto Alegre. Entre esta quarta e sexta-feira, será realizada no Centro de Eventos da Fiergs a Renex South America, feira de energias de renováveis.

É a primeira vez que o encontro, que ocorre tradicionalmente dentro do âmbito da feira de Hannover, acontece no Brasil. De acordo com o diretor da Hannover Fairs Sulamérica (promotora do evento), Constantino Bäumle, além de promover novos negócios no segmento, a meta é incentivar o desenvolvimento de fornecedores para a cadeia, em particular no Rio Grande do Sul e na área de energia eólica.

Serão 46 companhias expositoras e patrocinadoras, assim como 67 empresas nas rodadas de negócios, totalizando a participação de oito países (Brasil, Espanha, Inglaterra, Uruguai, Alemanha, Estados Unidos, Suíça e Itália). Na área de exposição da feira já estão confirmados nomes de grupos internacionais como: Goracon Windpower Access Systems, empresa norte-americana de energia eólica; DLG — Associação de Agricultura da Alemanha; e Associação Alemã de Energia Eólica (BWE), com estande coletivo internacional. Entre os empreendedores gaúchos da Renex estarão a Ecossis (de Porto Alegre), que virá à feira para desenvolver parcerias com fornecedores e clientes para fortalecer o seu posicionamento no setor energético; a Enerbio (Porto Alegre), que tem como meta a criação de negócios, gestão ambiental e operacional de empreendimentos de energia renovável; e a Enerpro (Lajeado), que oferece soluções em projetos de geração e eficiência energética.

Bäumle adianta que serão apresentados no evento equipamentos como turbinas e pás eólicas, entre outros. Como se trata de um acontecimento inédito, o dirigente prefere não estimar um volume de negócios. Para o executivo, as energias renováveis apresentam várias possibilidades de aproveitamento comercial. “Por exemplo, uma placa de energia solar pode aquecer, dentro de uma empresa, todo o sistema de água”, comenta.

Além de negócios, irá transcorrer em paralelo à feira o Congresso Renex South America. Esse evento contará com palestras e apresentações de integrantes do governo, investidores, associações e especialistas do setor de energias renováveis. A perspectiva com os encontros é tão otimista que Bäumle revela que a próxima edição já está marcada para novembro de 2014. Ainda no segmento renovável, a Câmara Brasil-Alemanha de Porto Alegre realiza hoje seminário sobre energia fotovoltaica, no Hotel Sheraton, às 9h.

Fontes: Jornal do Comércio