quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Famílias economizam até 30% com o uso de energia solar

O projeto Boa Energia Solar está perto de atingir sua meta, que prevê a instalação de um sistema de aquecimento de água por meio de energia solar para mais de 600 residências ocupadas por famílias de baixa renda. Criado a partir da parceria entre a EDP Bandeirante, distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP no Brasil e a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo), o Boa Energia Solar não tinha como objetivo apenas reduzir a tarifa de energia elétrica para cinco mil pessoas e sim conscientizá-las da importância do consumo inteligente.

"Não adiantaria substituir os chuveiros elétricos por equipamentos "inteligentes" e doar kits com lâmpadas fluorescentes e outros materiais que permitem a redução do consumo, se os próprios moradores não passassem a consumir energia de uma forma diferente, mais consciente, evitando desperdícios", afirma Marcos Scarpa, gestor executivo da EDP Bandeirante. Segundo Scarpa, a economia média no valor da fatura, após a implantação do Boa Energia Solar, permitiu uma redução entre 25% e 30% no valor da fatura para quase 600 famílias em doze cidades paulistas.

Scarpa explica que o projeto ajudou a quebrar paradigmas. Depois do convênio entre a EDP Bandeirante e o CDHU, outros projetos similares foram desenvolvidos por gigantes do setor elétrico. "Esse projeto foi o piloto para outras distribuidoras como a Eletropaulo e a CPFL", diz Scarpa. "A própria CDHU agora vai construir novos conjuntos habitacionais já com chuveiros inteligentes e outros equipamentos que fazem parte do kit que a gente entrega na Boa Energia Solar".

Em futuro próximo, explica Scarpa, as 600 famílias beneficiadas pelo programa poderão ter uma economia ainda maior na conta de luz. É que em 2014 entrará em vigor a chamada Tarifa Branca - o consumidor poderá optar por cobrança de acordo com o horário de consumo de cada família. O objetivo da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) é reduzir a utilização de aparelhos eletroeletrônicos nos horários de pico e dar mais liberdade de escolha ao consumidor.

"Na Tarifa Branca quem consumir energia nos chamados horários de pico vai pagar mais. As família beneficiadas pelo Boa Energia Solar, que já usam chuveiros inteligentes, por exemplo, poderão consumir nos horários de pico sem se preocupar com aumentos", explica Scarpa.

Fontes: Terra

Fernando de Noronha será exemplo em energia renovável

O arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, um dos cartões postais do Brasil, pode entrar para a história do país como o primeiro grande conjunto de ilhas totalmente abastecido por energia solar e eólica. O projeto pioneiro, ainda embrionário, está sendo desenvolvido pela usina hidrelétrica Itaipu Binacional e ganhou elogios durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio + 20, realizada em junho, no Rio de Janeiro.

Técnicos da Itaipu Binacional desenvolveram durante anos, em conjunto com empresas européias e centros de pesquisa, um sistema de bateria, a base de cloreto de sódio, que possui eficiência superior às baterias comuns sem provocar danos ao meio ambiente. Esse tipo de bateria consegue armazenar energia solar e eólica durante o dia sem que ocorra nenhuma perda.

"Optamos por um sistema de armazenamento de energia que está entre os mais avançados do mundo. O importante é explicar que toda a energia captada de forma aleatória (pelo sol, pelo sistema de marés ou mesmo de tratamento de resíduos sólidos) será guardada durante o dia e usada quando preciso. A gente poderia imitar outros projetos e colocar uma série de painéis de captação espalhadas pelas ilhas, mas além de custar mais caro, essa energia iria se perder ao longo do dia", explica Celso Novaes, engenheiro da Itaipu Binacional e um dos responsáveis pelo projeto, orçado em R$ 17 milhões e que tem apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), órgão ligado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Ainda não há estimativa de quando o projeto será aplicado de forma total, mas quando chegar a 100% os 3,5 mil habitantes do arquipélago terão à disposição uma energia pura e renovável, aposentando para sempre a energia gerada por meio do óleo diesel, muito mais nocivo à atmosfera. Por enquanto, o projeto inicial prevê a instalação de uma planta piloto de 4,3 megawatts (MW), o dobro das necessidades atuais da ilha.

Novaes explica que projetos similares, usando modernos sistemas de armazenamento, também estão sendo aplicados em grandes cidades da Europa e dos Estados Unidos. "É um caminho sem volta. Hoje chegamos a outro patamar. Mais importante do que assegurar a geração de energia de forma limpa e sustentável é cuidar dessa energia para que ela seja usada de forma correta e inteligente", afirma Novaes.

Fontes: Terra

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Energia solar ganha força no Estado

Com a promessa de reduzir quase a zero as contas de energia elétrica e com o status de “limpa”, a energia solar teve o “sinal verde” da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a ser implantada nas residências brasileiras. Em Mato Grosso do Sul, quem trabalha com a nova modalidade de geração de energia já espera com ansiedade o dia 13 de dezembro, data limite para as concessionárias se adaptarem à nova realidade.

Com a instalação nas residências de módulos fotovoltaicos (painéis de captação), a luz do sol é enviada à um inversor e pode ser usada como energia elétrica “normal”, para prover toda a necessidade de uma casa. Mesmo o mais simples sistema de captação produz, pelo menos, 300 kwh/mês, mais que o suficiente para uma casa com quatro pessoas, por exemplo.

“Essa energia que vem do sol é captada, e transformada em energia elétrica. O que for gerado, mas não for usado, é enviado para a rede da concessionária de energia, que pode fazer uso”, explicou o engenheiro e professor universitário Bruno Mangiapelo. “O que foi gerado a mais do que for usado na residência vai criar créditos para o consumidor, que pode usar essa energia depois, em até 36 meses”, completou.

Fontes: Correio do Estado

Faturamento de empresas de energia pode cair R$ 22 bilhões

A renovação das concessões poderá reduzir em R$ 22 bilhões o faturamento das empresas do setor elétrico, afirmou na terça-feira (16) o presidente do Grupo Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto. A expectativa é de que as receitas das estatais Furnas, Chesf e Eletronorte tenham uma queda entre R$ 8 bilhões e R$ 9 bilhões.

Segundo ele, que participou do seminário "Prorrogação de Concessões do Setor Elétrico", promovido pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), o ano de 2013 será o mais difícil para o grupo. A avaliação considera a redução de receita relacionada à prorrogação de concessões de usinas hidrelétricas prevista na medida provisória (MP) 579.

O executivo afirmou, no entanto, que a Eletrobrás promove redução de custos dentro da companhia para se ajustar a essa nova realidade. "Será o ano mais difícil para a empresa", disse Carvalho Neto. Ele disse ainda que, para cortar custos, a estatal vai promover um programa de demissão voluntária (PDV) e aumentar a sinergia entre as empresas do grupo, além de outras ações de gestão.

"O ano de 2013 será difícil, mas também será o ano em que vamos dar uma guinada em relação a cortes de custos e gestão." O executivo declarou total apoio às iniciativas do governo para a renovação das concessões, mas salientou que alguns ajustes precisam ser feitos.

No evento de terça-feira, os empresários do setor puderam tirar dúvidas em relação às novas regras de renovação das concessões. Uma delas foi anunciada pelo ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Luis Inácio Lucena Adams. Ao contrário do que vinha se propagando no mercado, ele afirmou que as empresas que não quiserem renovar a concessão de seus ativos poderão, mais tarde, participar dos leilões de licitação que vierem a ser feitos.

"A legislação estabelece uma série de redução dos custos de energia que poderá ou não ser exercida. Se o concessionário achar que as condições não são adequadas, ele pode entregar o ativo e participar da licitação."

Adams disse ainda que os investidores poderão questionar os valores de indenização propostos pelo governo. "Estamos propondo um negócio. Ninguém é obrigado a renovar a concessão", completou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim.

Outra informação relevante é que as empresas que aceitarem renovar os ativos pelas novas condições passarão a receber uma tarifa para cobrir as despesas com operação e manutenção, além de uma taxa de remuneração. "Agora precisamos fazer com que essas alterações sejam feitas ancoradas em estruturas jurídicas e que no final tenhamos extraído as dúvidas que pairam com o objetivo de manter a capacidade de investimento do setor", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, pediu desculpas aos executivos do setor elétrico pelo "atropelo" na criação das regras de renovação das concessões. "O governo teve de dar uma resposta muito rapidamente. Peço desculpas por esse certo atropelo, mas as coisas serão ajustadas ao longo do tempo", afirmou o executivo durante o evento de terça-feira (16).

Hubner explicou que a drástica redução da competitividade do País diante do resto do mundo motivou a antecipação da medida. "A questão do custo da energia era um assunto recorrente. Cada dia surgia um dado diferente mostrando que a tarifa brasileira era a mais alta do mundo. Embora os parâmetros no mundo fossem diferentes, tínhamos a certeza de que realmente a nossa era cara."

Mas foi com base na reclamação de uma empresa eletrointensiva - que ele não divulgou o nome - que a urgência de reduzir os custos de energia no Brasil ganhou força. Essa empresa, diz ele, chegou na Aneel e disse que Canadá e Estados Unidos haviam apresentado propostas melhores para ela construir suas unidades. "Aí começamos a discutir o assunto."

Segundo Hubner, todos os agentes do setor reconheceram o mérito da essência da Medida Provisória 579, com a prevista redução dos preços com base em valores mais baixos da energia das usinas que serão renovadas. "Todo mundo reconhece que para algumas empresas será muito difícil, como para o Grupo Eletrobrás", disse ele. "Mas ninguém questiona o mérito, pois o País precisa dessa mudança."

O executivo disse ainda que os investidores que quiserem um retorno maior no setor elétrico deverão mirar os novos projetos de geração e transmissão. Ele apontou que na distribuição, de certa forma, isso já ocorre, na medida em que os investimentos aumentam a base de remuneração da concessão. Hubner ressaltou que as companhias também têm de buscar maior eficiência.

O diretor destacou, porém, que a Aneel ainda precisa definir o custo regulatório de geração de energia, com patamares de tarifa para as usinas amortizadas, além de desenvolver mecanismos de incentivo para as empresas aumentarem a eficiência.

De acordo com ele, o preço da energia definido no leilão da usina de Teles Pires é um referencial para o patamar de preço das usinas amortizadas. No leilão daquela usina, o megawatt foi negociado a R$ 56, sendo R$ 36 o custo da energia e R$ 20 o da transmissão. Ou seja, embora o cálculo não esteja concluído, o valor da energia das usinas que terão a renovação das concessões, deve ficar neste patamar. "Não faz sentido continuar vendendo energia por um preço superior ao de uma usina nova que ainda precisa ser amortizada", diz Hubner.

Fontes: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Horário de verão deve reduzir até 4% no consumo de energia elétrica em Minas Gerais

A partir da zero hora deste domingo, 21 de outubro, os relógios de quem mora nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, além do estado da Bahia, deverão ser adiantados em uma hora. Nesta data, entra em vigor no país, o horário de verão, que se estenderá até 17 de fevereiro do ano que vem. Com essa medida, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) estima uma redução na demanda diária máxima de energia de até 4%, o que corresponde a cerca de 320 megawatts (MW), em Minas Gerais.

Essa energia equivale, por dia, a uma redução no horário de pico, ou seja, das 18h às 22h, comparável à demanda no mesmo horário de Juiz de Fora. Em termos de geração, equivale a 2,4 usinas do porte da usina térmica Igarapé, com 131 MW de potência.

Energia elétrica em Juiz de Fora terá investimento de mais R$ 10,7 milhõesDispositivo criado em JF pode economizar até 30% de energia durante o banhoCriança saudável, poupança cheia!

Além disso, a assessoria da Cemig afirma que durante os 119 dias de horário de verão espera-se uma economia de energia de até 0,5%, o que corresponde a 88 mil megawatts-hora (MWh), o que seria suficiente para abastecer a capital mineira durante dez dias. Para o consumidor residencial, por sua vez, a redução mensal pode chegar a 5%, sem a mudança dos hábitos de consumo.

Esta é a 42ª edição do horário de verão que, desde 2008 inicia no terceiro domingo de outubro e termina no terceiro domingo de fevereiro. Essa medida é adotada em cerca 84 países do mundo, sendo que os países do hemisfério norte adotam a medida entre março e outubro, enquanto no hemisfério sul o horário de verão é adotado entre outubro e março.

Dicas para economizar energiaReduzir termostatos: seja no chuveiro, aquecedor, condicionador de ar, geladeira ou freezer, reduzir um grau centígrado na temperatura do termostato pode representar uma economia de até 5% da sua conta;Desligar quando não estiver em uso: equipamentos elétricos e eletrônicos produzidos no Brasil antes de 2001 tendem a consumir bastante energia, mesmo quando em stand-by. Os aparelhos mais modernos também consomem alguma energia durante todo o tempo em que estão ligados na tomada, podendo aumentar o consumo em até 35%. Conectar carregadores, sintonizadores de TV a cabo, computador, aparelho de TV ou de DVD em uma régua ou estabilizador que disponha de chave liga/desliga pode ser uma forma prática de interromper este circuito sem tirá-lo fisicamente da tomada;Iluminação: evite acender lâmpadas durante o dia, aproveitando ao máximo a iluminação natural. Prefira as lâmpadas fluorescentes compactas, pois elas duram mais e gastam menos energia. Pinte paredes e tetos com cores claras, que refletem melhor a luz, diminuindo a necessidade de iluminação artificial;Geladeira: evite abrir a geladeira frequentemente. Quando for usar o eletrodoméstico, retire de uma só vez os alimentos de que precisa. Para saber se a borracha de vedação está em bom estado, faça o seguinte teste: coloque uma folha de papel entre a porta e a geladeira, feche a porta e tente retirar a folha, se ela sair com facilidade, está na hora de trocar a borracha. Repita o teste em vários pontos da porta da geladeira. Não utilize a grade traseira para secar roupas ou calçados;Tomadas e fios: tomadas quentes são sinônimo de desperdício. Por isso, evite o uso de benjamins. Emendas mal feitas ou com fios de bitolas diferentes causam perda de energia;Celulares e câmeras: nunca deixe seu aparelho “dormir” carregando. Ou seja, dê a carga e retire-os da tomada. Para câmeras digitais aplica-se a mesma regra do celular. Só carregue o tempo necessário especificado no manual;Computadores: quando não estiver usando, mantenha o monitor desligado e o estabilizador desconectado da tomada. Dê preferência aos notebooks que consomem menos energia. Um computador ligado durante uma hora por dia consome em média 5 kWh por mês. No decorrer de um ano, a economia decorrente do desligamento do computador durante uma hora a menos será de 60 kWh. Não deixe os acessórios do computador, como impressora e estabilizador ligados sem necessidade.

Fontes: Correio do Brasil

Conta de energia pode cair 26%

De acordo com anúncio da Associação Brasileira de Energia Elétrica, organização que representa as distribuidoras de energia elétrica, as contas podem ficar mais baratas nessa proporção até 2014.




Fontes: TV Brasil

Expansão da energia eólica no Brasil desafia o setor elétrico, diz Moody's

A expansão planejada da energia eólica na matriz elétrica brasileira em cerca de cinco vezes até 2016 criará desafios para o setor no país, avaliou na ultima quarta-feira (3) a agência de classificação de riscos Moody's.

A energia eólica no Brasil tem sido viabilizada em contratos de longo prazo a preços considerados cada vez mais competitivos, provocando uma tendência de queda nas tarifas para os geradores. Além disso, a intermitência da energia eólica é um desafio adicional para a rede de transmissão, segundo a Moody's.

"Devido a sua variabilidade, a energia eólica elevará a complexidade das operações e será necessária uma capacidade adicional de outras fontes para suportá-la", segundo a agência.

A Moody's acrescentou ser importante que os projetos eólicos atinjam de fato os fatores de capacidade planejados, já que os estudos dessa fonte de energia no Brasil "são baseados em dados históricos limitados". Conforme a agência, "previsões excessivamente otimistas poderiam levar à insuficiência de fluxo de caixa para alguns projetos".
Parque eólico de Osório, no Rio Grande do Sul (Foto: Bernardo Fiusa/Divulgação)

Até o final de 2016, a capacidade total de energia eólica mundial será pouco menor do que 500 GW, diante de um mercado anual de cerca de 60 GW previsto para esse período. Os dados são de um relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês).

O Brasil vem se estabelecendo como grande mercado internacional, já dominando o latino-americano. Com uma forte base industrial, o país é considerado capaz de abastecer o Cone Sul, e será responsável, em vasta maioria, pelo crescimento regional até 2016.

As instalações totais para o período 2012-2016 devem chegar a 255 GW, com um crescimento cumulativo médio do mercado um pouco abaixo de 16%.

No país, a marca de 1 GW (1000 MW) foi alcançada em junho de 2011. A maioria dos parques eólicos nacionais se encontra nas regiões Nordeste e Sul do país. Em 2004, foi lançado pelo governo federal o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), entre elas a energia eólica. Além disso, desde 2009, tem sido realizados leilões de energia eólica no país.

Fontes: Portal G1

Energia solar pelo lado social

A EDP Escelsa, distribuidora de energia elétrica do Grupo EDP no Brasil, em parceria com o Governo do Estado e com a Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo (Aspe), ampliou o projeto “Boa Energia Solar”. Com isso, 218 residências de um conjunto habitacional no bairro Eldorado, na Serra, receberam a instalação de painéis solares para aquecimento de água, permitindo, assim, a substituição dos chuveiros elétricos existentes por outros mais eficientes.

O Boa Energia Solar faz parte do Programa de Eficiência Energética da Distribuidora e promove o uso eficiente e racional da energia elétrica.

Em uma iniciativa inédita, a EDP Escelsa, em julho deste ano, inaugurou a implantação do programa Boa Energia Solar nos bairros Serra Dourada I, II e III, também no município da Serra.

As residências recebem, gratuitamente, a instalação de painéis solares para o aquecimento da água, reservatório térmico para armazenamento, misturadores de água quente e fria para regular a temperatura até que a água fique agradável ao banho, substituição das lâmpadas ineficientes por outras fluorescentes compactas com Selo PROCEL “A” de eficiência energética, além de orientações de técnicos capacitados sobre a perfeita utilização dos equipamentos.

O sistema a ser implantado pela EDP Escelsa garante que a luz do sol será suficiente para aquecer a água do banho em cerca de 80% dos dias do ano. Nos poucos dias em que não houver energia solar, o chuveiro elétrico poderá ser utilizado, mantendo a temperatura da água ideal para um banho confortável.

“Com mais essa ação, a EDP Escelsa reforça o seu compromisso de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos seus Clientes, com ações que reduzem a conta de luz e contribuem para a preservação do meio ambiente”, destaca o gestor Executivo da EDP Escelsa, Amadeu Wetler.

Paralelamente às instalações, os moradores contemplados também recebem lâmpadas fluorescentes, compactas e econômicas, em substituição às incandescentes convencionais e orientações sobre o uso eficiente e seguro da energia elétrica.

“A economia média no valor da fatura com a utilização de equipamentos eficientes e por meio do uso dos chuveiros com aquecimento solar pode variar entre 25% a 30%”, informa Wetler.

Além da implementação do programa Boa Energia Solar nos bairros Serra Dourada I, II e III e Eldorado, no município da Serra, a EDP Escelsa está ainda alargando o referido programa para 240 apartamentos de um conjunto habitacional com 15 prédios, no bairro Itanguá, em Cariacica.

Fontes: Ambiente Energia

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Incentivo à energia renovável deve ser prioridade no Brasil

A realização da Conferência Rio+20 enfatizou assunto que vem sendo muito discutido recentemente pelos governos. Com a inclusão na pauta do encontro do tema "energia renovável", o mundo se vê obrigado a discutir efetivamente alternativas viáveis e aplicar na prática iniciativas de incentivo ao uso de fontes limpas.

O exemplo mais recente que se tem notícias foi o do Japão, que aprovou um plano de incentivo à produção de energia limpa que deve resultar em um investimento de pelo menos US$ 9,6 bilhões em novas instalações, com capacidade de geração de 3,2 gigawatts.

Essas políticas de incentivos aplicáveis à produção de energia renovável no mundo também vêm sendo objeto de estudo da KPMG, que levantou e comparou informações de subsídios aplicados por 15 países, como ofeed-in tariff (mecanismo de estímulo à produção de energia renovável), portfólios renováveis, subsídio de capital e descontos, investimentos e créditos fiscais, redução de impostos, taxas ou IVA sobre a comercialização de energia, certificados comercializáveis de energia renovável (RE), entre outros.

O levantamento mostrou que pelo menos 83 países têm algum tipo de política para promover a geração de energia renovável na busca de recursos eficientes, de baixa emissão de carbono e maneiras de fornecimento de energia suficiente para garantir o crescimento sustentável das economias em todo o mundo.

Junto com a nova regulamentação mundial destinada a reduzir as emissões de carbono e atingir a segurança energética, muitos governos dão apoio à geração de base renovável com uma ampla variedade de incentivos, sejam eles fiscais ou relacionados a fontes de financiamento existentes. Isso certamente visa a atração de novos investimentos locais e estrangeiros para esse setor, que vem sendo cada vez mais valorizado.

Neste contexto, o Brasil aparece no estudo como tendo adotado três dos dez itens pesquisados: subsídio de capital e concessão de descontos; investimentos públicos, empréstimos e financiamentos; e licitações públicas.

Apesar de a pesquisa apontar que o Brasil possui três políticas de promoção, o país é o que possui uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, enquanto que a China e os Estados Unidos são os que mais investem em política de renováveis, mas continuam gerando parte de sua energia da queima de carvão, que é um recurso altamente poluente.

Vale lembrar que o Brasil, além de possuir uma matriz energética fortemente baseada em geração hidrelétrica, adota diversos programas de utilização de combustíveis renováveis, que vêm sendo desenvolvidos e se intensificando nos últimos três anos. Lembramos que, com base nessas informações, é preciso avaliar a realidade de cada país e ponderar a sua efetiva aplicabilidade.

Apesar desse cenário brasileiro otimista, o país não pode desperdiçar o potencial que tem para a geração de energia limpa, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, e assim conseguir atingir as metas estabelecidas para redução, até 2030, do consumo energético advindo de fontes poluidoras. Para isso, é primordial que aumente a participação dessas opções mais limpas em nossa matriz energética, aproveitando o forte potencial de expansão do nosso modelo energético.

É certo que o Brasil vem caminhando na direção do aumento do uso de energias renováveis e de uma economia com menor emissão de carbono, pois já possui uma matriz energética considerada limpa (com 45,3% da produção proveniente de fontes como recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar, diante da média mundial de 13%, e de apenas 6% nos países desenvolvidos).

As usinas hidrelétricas são responsáveis pela produção de mais de 75% da eletricidade gerada aqui. Na área da biomassa, a produção do etanol de cana-de-açúcar tem potencial para crescer nos próximos anos e há possibilidades de utilização cada vez maior do biogás, além do avanço que vem ocorrendo na geração de energia eólica.

Segundo estimativas constantes do Plano Decenal, a participação das hidrelétricas na matriz elétrica brasileira tende a cair de 76% para 67%, enquanto a geração por fontes alternativas (energia eólica, térmica, bioenergia e pequenas centrais hidrelétricas - PCHs) deve dobrar, de 8% para 16% até 2020.

Também é interessante destacar que o Brasil foi incluído recentemente como o quinto país que mais se desenvolveu de maneira sustentável entre os anos de 1990 e 2008, de acordo com o Índice de Riqueza Inclusiva (IRI), lançado pela ONU na Rio+20, à frente de nações como os EUA, por exemplo.

A adoção de estratégias energéticas que tenha como benefício a utilização e a valorização de fontes de energia renovável é indiscutível, considerando-se inclusive sua participação cada vez mais relevante no âmbito da matriz energética mundial e que vem ganhado cada vez mais espaço no Brasil.

Mas os desafios são muitos e devem ser enfrentados desde já , principalmente considerando a demanda crescente, alto preço das energias renováveis, tributos e a busca por menores tarifas, aliados aos altos investimentos necessários ao desenvolvimento esperado e grandes eventos esportivos que ocorrerão no país em anos vindouros mais recentes. Só assim será possível obter resultados positivos que garantam equilíbrio e sustentabilidade à relação entre a vida e o meio ambiente no médio e longo prazo.

Fontes: Monitor Digital

Convocada audiência pública sobre campo eletromagnético de linhas de transmissão de energia

Na segunda quinzena de fevereiro de 2013 será realizada, no Supremo Tribunal Federal (STF), audiência pública que discutirá as consequências da radiação eletromagnética para a saúde e os efeitos da redução do campo eletromagnético sobre o fornecimento de energia. A convocação da audiência foi feita pelo ministro Dias Toffoli, relator do Recurso Extraordinário (RE) 627189, que envolve o tema e que teve repercussão geral reconhecida.

O recurso extraordinário foi interposto pela Eletropaulo Metropolitana – Eletricidade de São Paulo S.A. contra decisão da Câmara Especial do Meio Ambiente do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) que, com base no princípio da precaução, determinou a redução do campo eletromagnético em linhas de transmissão de energia elétrica localizadas nas proximidades de dois bairros paulistanos, em razão de alegado potencial cancerígeno da radiação produzida.

As ações civis públicas contra a Eletropaulo foram movidas pelas Sociedades Amigos do Bairros City Boaçava e Amigos do Alto de Pinheiros para obrigar a empresa a aplicar o limite adotado pela legislação suíça para as cargas dos campos eletromagnéticos na linha de transmissão Pirituba-Bandeirantes, instalada em 1931 na Região Oeste da capital paulista. A decisão da Justiça de São Paulo obrigou a Eletropaulo a reduzir, em até seis meses, o campo magnético em toda a região mencionada a um microtesla (unidade de medida de indução magnética no sistema internacional), a uma altura de 1,5m do solo. A sentença fixou, ainda, multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento.

“A questão posta apresenta relevância jurídica e social e envolve valiosos interesses jurídicos, como o da imprescindibilidade do serviço público de distribuição de energia elétrica e o da preservação do meio ambiente e da saúde pública, especialmente daqueles que residem em locais próximos às linhas pelas quais se efetua essa transmissão”, avaliou o ministro Dias Toffoli. De acordo com ele, o debate “ultrapassa os limites do estritamente jurídico”, motivo que demanda uma abordagem técnica e interdisciplinar acerca da controvérsia, em seus variados aspectos.

O relator entendeu que o recurso implica discutir, entre outras coisas: quais são os efeitos da radiação eletromagnética de baixa frequência sobre o meio ambiente e a saúde pública; quais investimentos e tecnologias são necessários para se reduzir o campo eletromagnético das linhas de transmissão; e quais são as repercussões práticas e econômicas de tal redução sobre o fornecimento de energia elétrica.

No RE, conforme o ministro Dias Toffoli, também “são questionados aspectos do arcabouço legal, notadamente o marco regulatório aplicável à distribuição de energia elétrica, a adoção de padrões internacionais de segurança e a aplicação do princípio da precaução a hipóteses como esta”.

O ministro salientou que a realização da audiência pública, com data a ser definida, propõe-se à oitiva de especialistas, entidades reguladoras e representantes da sociedade civil, visando obter informações técnicas e fáticas acerca da questão debatida, “de modo a subsidiar a Corte com o conhecimento especializado necessário para o deslinde da causa em juízo”.

Fontes: CenárioMT