quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Brasil aproveita energias renováveis de forma insuficiente

O Brasil ocupa posição de destaque na produção de energias renováveis, mas poderia fazer mais esforços em relação às energias solar e eólica, segundo relatório da Conferência da Organização das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado na terça-feira. O documento informa que o Brasil foi o quinto país que mais investiu em energias limpas no ano passado, totalizando US$ 7 bilhões.

A China, com o valor recorde de US$ 49 bilhões, liderou os investimentos em energias renováveis em 2010, seguida pela Alemanha (US$ 41,1 bilhões), os Estados Unidos (US$ 30 bilhões) e a Itália (US$ 14 bilhões). "O Brasil, devido ao seu clima e à sua superfície, tem enorme potencial em termos de energia eólica e solar, mas não explora de forma suficiente sua capacidade nessas áreas", disse a diretora do relatório Tecnologia e Inovação - Potencialização do Desenvolvimento com Energias Renováveis, Anne Miroux.

Ela observou que o País se concentra em setores "maduros", como os biocombustíveis e a geração de energia hidrelétrica, criados há décadas. "O Brasil está entre os principais países que produzem energias renováveis, mas não em termos de energias modernas, como a eólica e a solar, nas quais nos focalizamos hoje", acrescentou.

Segundo dados do instituto voltado para estudos na área de energias renováveis REN 21, citados no relatório, o Brasil é o quarto principal país em termos de capacidade de produção dessas energias, incluindo a hidrelétrica. Mas o País não está entre os cinco principais em relação à capacidade de produção de energia eólica (liderada pela China) ou solar.

O relatório da Unctad acrescenta que os países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) "fazem avanços tecnológicos significativos nos setores eólico e solar". "A China está fazendo grandes esforços em relação ao uso de energias renováveis. Um dos grandes problemas do país são as suas centrais térmicas que utilizam carvão. A transição não é simples e não pode ser feita de um dia para o outro", disse Miroux.

A diretora ressaltou que o Brasil "está no bom caminho" com o objetivo "notório" de desenvolver as energias renováveis, apesar de ainda "não fazer o suficiente" em relação às energias solar e eólica. Miroux elogiou a meta fixada pelo governo de que 75% da eletricidade produzida no País sejam provenientes de energias renováveis em 2030. "O Brasil é um dos raros, talvez o único, a ter uma meta tão ambiciosa", disse a diretora, que pergunta se as reservas do pré-sal colocarão em risco a estratégia atual de desenvolvimento das energias limpas no País.

Segundo o relatório, os investimentos globais em energias renováveis saltaram de US$ 33 bilhões em 2004 para US$ 211 bilhões no ano passado - um aumento de 539,4%. O crescimento médio anual no período foi de 38%.

Apesar dos números, Miroux alertou que ainda faltam "centenas de bilhões de dólares" para aperfeiçoar as tecnologias nos países em desenvolvimento e expandir o uso das energias renováveis no mundo. De acordo com o relatório, as energias renováveis oferecem oportunidade real para reduzir a pobreza energética nos países em desenvolvimento.

Fontes: Terra

Energia eólica agita mercado imobiliário no Nordeste brasileiro

Além da presença crescente nos leilões de energia elétrica no Brasil, os projetos de energia eólica têm ventilado o mercado imobiliário das regiões do País propícias à instalação de aerogeradores. Vender um terreno para uma central eólica ou arrendar partes dele para a instalação de torres tem se tornado um bom negócio, principalmente em regiões mais pobres do semi-árido nordestino.

Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), as empresas do setor devem investir R$ 30 bilhões até 2014.
Para levar adiante esses investimentos, a localização é parte fundamental do negócio. Terras com ventos fortes e constantes são procuradas para a instalação de futuros parques. Os principais pólos são o sul do País, o litoral nordestino e, mais recentemente, o interior do Nordeste.
Em geral, os empreendedores preferem arrendar parte do terreno para instalar as torres, pagando ao proprietário da terra uma espécie de "royalty" que varia de 0,5% a 1,5% da receita líquida de cada máquina.

"Estimamos que hoje se pague por ano de R$ 15 milhões a R$ 20 milhões em arrendamento aos proprietários de terra nos parques já operando ou que estão entrando em operação", disse o presidente da Abeeólica, Ricardo Simões, à Reuters.

Segundo o especialista Odilon Camargo, fundador da Camargo Schubert Engenheiros Associados, a prática de arrendamentos para parques eólicos é mais comum em terras que já possuem atividades econômicas - que, depois, dividem o espaço com os aerogeradores.

Por outro lado, onde não havia atividade, algumas centrais eólicas compram as terras. "Depende muito do preço e do empreendedor. Há locais em que a empresa compra e outros em que arrenda. Onde não havia atividade, em alguns casos o empreendedor compra", disse Camargo.

Segundo o especialista, em alguns lugares, como no interior do Nordeste - visto como a nova fronteira da produção eólica - começa a haver competição por localidades, aumentando o preço da terra em regiões antes pouco valorizadas. "Está havendo uma movimentação no mercado imobiliário do semi-árido", disse Camargo.

Em uma busca simples pela internet, é fácil encontrar anúncios de terrenos à venda "com potencial para energia eólica", principalmente no Nordeste.

"Os corretores ligam para oferecer terra para vender ou arrendar. Começa a aparecer um monte de intermediários, mas temos equipe própria que vai avaliar as terras", disse o sócio e co-presidente da Renova Energia, Renato Amaral.

Segundo ele, a empresa está investindo R$ 3,8 bilhões para instalar entre 600 e 700 aerogeradores de 80 m no interior da Bahia. "Já estamos há quatro anos no semi-árido. Somos a primeira empresa do setor na região", disse.

A Renova Energia tem, contratados, 1.075 megawatts (MW) para entrar em operação nos próximos anos no mercado cativo, além de mais 400 MW no mercado livre.

Segundo Amaral, a companhia tem contratos de arrendamentos com mais de 1,5 mil proprietários de terra, em sua maioria com lotes de menos de 500 hectares.

Ele confirma que houve valorização da terra em algumas regiões do Nordeste, mas alerta que comprar terra para especular é uma aposta arriscada, porque não necessariamente ela será futuramente usada para exploração eólica.

Em geral, é preciso fazer medição do vento antes de inscrever um projeto em um leilão. Depois, para conseguir um contrato de venda de energia, é preciso estar entre os vitoriosos nos leilões de energia promovidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou fechar uma venda no mercado livre.

"Esse processo demora de quatro a cinco anos", salientou o presidente do Sindicato das Empresas Imobiliárias do Rio Grande do Norte (Secovi-RN), Jailson Dantas.

Segundo ele, alguns donos de terra fecharam contratos de risco com geradores de energia eólica tendo em vista possíveis futuros ganhos. "Teve gente que locou e está aguardando. Tem de esperar a maturação", disse Dantas.

O interior do Nordeste é a próxima grande fronteira do setor de energia eólica no Brasil. Segundo o presidente da Abeeólica, o semi-árido tem potencial para gerar, no futuro, cerca de 100 mil megawatts (MW).

A capacidade de geração de energia total instalada no País atualmente é de 116,3 mil MW, segundo dados da Aneel, com apenas pouco mais de 1 mil MW correspondentes à fonte eólica.

O consultor Camargo acredita que o potencial pode ser atingido a partir do desenvolvimento tecnológico dos aerogeradores no Brasil, com torres cada vez mais altas, de mais de 100 m de altura, e mais produtivas.

Segundo ele, o Nordeste tem cerca de 5,6 mil MW de energia eólica contratada até 2014, dos quais cerca de 4,6 mil MW devem vir do interior da região.

Além dos ventos, principalmente durante a noite, o semi-árido tem outras vantagens. "Não tem a maresia e ainda fica mais perto das grandes linhas de transmissão do setor elétrico", disse Camargo.

A exploração econômica da região da caatinga tem proporcionado ainda um processo de regularização das terras. Se antes a baixa valorização estimulava a informalidade, a necessidade de inscrever as localidades nos leilões da Aneel vem aumentando a regularização dos lotes.

"Tem que ter a regularização. Se estiver faltando qualquer coisa, você tem dificuldade para participar do leilão", disse Dantas, do Secovi-RN.

Fontes: Terra

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Google abandona planos de produzir energia renovável barata

O Google abandonou um projecto ambicioso para produzir energia renovável a preços inferiores aos do carvão, como o mais recente passo nos esforços do presidente Larry Page para concentrar os esforços do gigante da Internet num número menor de projectos.

O Google anunciou o cancelamento de sete projectos, entre os quais o da energia renovável mais barata que o carvão e o Knol, uma enciclopédia online semelhante à Wikipedia.

Os planos, anunciados pelo Google no blog da empresa, representam a terceira etapa na «limpeza geral» que a empresa tem vindo a promover desde que Page assumiu o cargo em Abril.

As mudanças surgem num momento no qual o Google enfrenta forte concorrência na computação móvel e redes sociais, de parte da Apple e Facebook, e depois que investidores se queixaram da alta dos gastos na maior companhia mundial de buscas na Internet.

Fontes: Diário Digital

Energia elétrica chega a 97,8% dos domicílios brasileiros

Censo do IBGE mostra que cobertura de serviços básicos cresceram entre 2000 e 2010

Em 2010, dos serviços prestados aos domicílios, a energia elétrica apresentou a maior cobertura (97,8%), principalmente nas áreas urbanas (99,1%), mas também com forte presença no Brasil rural (89,7%) – de acordo com dados do Censo 2010divulgados na quarta-feira (16), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A cobertura dos principais serviços públicos, como água, esgoto e coleta de lixo cresceu nos últimos dez anos (veja gráfico).

Em 11 de novembro, o programa Luz Para Todos , completou oito anos com 14,3 milhões de brasileiros atendidos com energia elétrica em 2,8 milhões de domicílios no meio rural. A meta inicial de fazer dois milhões de ligações e atender a dez milhões de pessoas foi alcançada em maio de 2009. Em julho deste ano, o Luz para Todos foi prorrogado até 2014, com o objetivo de levar ligações gratuitas aos cidadãos que vivem em áreas de extrema pobreza e em regiões que teriam impacto tarifário se não houver a atuação governamental.

O objetivo do programa é permitir que os moradores do campo passem a dispor de eletricidade. Além do uso doméstico, a energia traz mudanças produtivas e gera desenvolvimento econômico e social, contribuindo para a redução da pobreza.

Água - O acesso à água cresce mais rápido no campo do que nas cidades. Enquanto a média nacional de cobertura pelo abastecimento de água cresceu 5,1 pontos percentuais entre 2000 e 2010, chegando a 82,9% dos domicílios; na área urbana, o percentual passou de 89,8% para 91,9%, e na rural, subiu de 18,1% para 27,8%.

Educação - Nos últimos dez anos, o percentual de brasileiros de 7 a 14 anos fora da escola caiu de 5,1% para 3,1% no País, também segundo o Censo. Em 2010, esse indicador ainda era mais elevado no Norte e Nordeste, mas nessas duas regiões foram registradas as maiores quedas em relação a 2000: de 11,2% para 5,5% e de 7,1% para 3,2%, respectivamente.

Na faixa etária de 15 a 17 anos também houve redução no percentual de pessoas que não frequentavam escola, entre 2000 e 2010: de 22,3% para 16,7%.

A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade foi de 9,6% em 2010, uma redução de quatro pontos percentuais em relação a 2000 (13,6%). O indicador diminuiu de 10,2% para 7,3%, na área urbana, e de 29,8% para 23,2%, na rural. Regionalmente, as maiores quedas em pontos percentuais se deram no Norte (de 16,3% para 11,2%) e Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).

Mercado de trabalho - Os dados do Censo 2010 confirmam as pesquisas sobre mercado de trabalho, ao demonstrar a tendência à formalização e da ocupação. Na primeira década do século XXI, os empregados com carteira de trabalho assinada passaram de 54,4% para 65,2%, enquanto a participação dos que não tinham carteira assinada caiu de 36,8% para 26,5%. O crescimento se deu em todas as regiões.

Luz Para Todos - Os consumidores que ainda não têm energia elétrica em casa devem se dirigir à distribuidora local para fazer o pedido de instalação. Esta solicitação será incluída no programa de obras das distribuidoras e atendida de acordo com as prioridades estabelecidas no manual de operacionalização do programa e pelo Comitê Gestor Estadual (CGE).

Dessa forma, todos os projetos, idéias, avaliações e determinações são discutidos e definidos por esse colegiado. O objetivo é fazer com que o programa atenda de forma justa as demandas do beneficiário final.

Fontes: Jornal Agora MS

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Energia eólica se torna 'menina dos olhos' dos investidores

Preços mais competitivos, tratamento diferenciado à indústria e corrida dos fabricantes internacionais para se instalarem no país em busca da lucratividade perdida devido à crise nos EUA e Europa transformaram a fonte eólica na menina dos olhos dos investidores do setor energético. Nos leilões realizados em agosto, os projetos de eólica alcançaram os preços médios mais baixos, em relação às demais fontes de energia.

Foram contratados 78 projetos, com 832 MW. Considerando os leilões desde 2009, a capacidade de geração de energia contratada atingirá cerca de 7 MW até 2014, com investimentos de R$ 30 bilhões. "Vamos contratar pelo menos 2 MW por ano", diz Renato Amaral, membro do conselho de administração e diretor de operações da Renova Energia, a principal companhia brasileira no segmento, com participação de 11% no bolo dos empreendimentos em execução.

Segundo Amaral, a Renova Energia investiu nos projetos de energia eólica R$ 562 milhões entre 2009 e 2011, e os planos preveem novas ações. A ideia é construir um parque gerador de energia eólica de 1,11 mil MW até 2016. Para isso, a empresa investirá R$ 3,8 bilhões.

Os recursos serão provenientes de capital próprio e empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O cenário é mais do que propício aos investimentos", avalia Cláudio Semprine, assistente da diretoria de engenharia de Furnas, que constrói plantas eólicas com a JMalucelli e a Eletronorte.

A companhia investiu cerca de R$ 1 bilhão desde 2009 para construir sete empreendimentos no Nordeste, com 487,6 MW de potência instalada. O grupo espanhol Iberdrola Renováveis, que atua em parceria com aNeoenergia, também tem planos de chegar a 1.000 MW em parques eólicos em cinco anos.

"Os preços baixaram em função de uma sobre-oferta de aerogeradores. A redução foi potencializada pela entradas de novos fabricantes ", diz Laura Porto, diretora de novos negócios. Sobra espaço para o crescimento de fornecedores brasileiros de equipamentos, como a ABB, que atua no fornecimento de subestações de rede.

A empresa fechou contrato com a Galvão Energia, de US$ 14 milhões. "A ABB também se prepara para investir em infraestrutura para outras áreas de energia", diz Manfred Hattenberger, gerente geral de energia eólica da filial brasileira.

Fontes: IG Economia 

Luz para Todos levará energia gratuita a 42 mil domicílios até 2013

A governadora Roseana Sarney e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, assinaram nesta quinta-feira (27), no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, o novo Termo de Compromisso para realização da 2ª etapa do programa Luz para Todos no Maranhão, que compreende o ano de 2011 até 2014. A solenidade marcou ainda, as comemorações das 300 mil ligações elétricas feitas no Maranhão.

Segundo a governadora, o programa Luz para Todos revela o compromisso dos governos federal e estadual em levar qualidade de vida aos mais pobres. “Para se ter uma ideia da importância do programa no estado, nós saltamos de 84% para 97% o percentual de famílias beneficiadas com energia elétrica", informa. “A nossa previsão é que em dois anos, estaremos com o problema de luz solucionado em todos os municípios maranhenses”, conta ainda, Roseana.

O ministro Lobão fez um balanço positivo sobre o andamento do Luz para Todos no Brasil, que já levou acesso gratuito de energia elétrica para milhões de famílias, beneficiando mais de 14,2 milhões de pessoas na área rural. Lobão destacou a marca de 300 mil ligações do Programa no Maranhão, o que representa benefícios a 1,5 milhão de maranhenses. “O programa é um sucesso. Ele é uma referência, inclusive para a Organização das Nações Unidas (ONU), que está interessada no programa, no que se refere à inclusão social”, contou o ministro.

O secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Wilson Grüdtner, apresentou alguns dados sobre o Programa Luz para Todos no país. Entre eles, o volume de investimentos são da ordem de R$ 18 bilhões, geração de 245 mil empregos e implantação de mais de 7 mil postes de concreto.

Segundo o presidente da Cemar, Augusto Miranda, o Maranhão é um dos quatro estados que mais evolui em termos de acesso a energia elétrica. "O estado é um dos mais atuantes no sentido de proporcionar energia gratuita ao cidadão. A energia elétrica leva qualidade e bem estar para a vida das pessoas", afirma.

Entre as metas da Companhia Energética do Maranhão está levar energia a 42 mil domicílios até 2013 e investir R$ 241 milhões em 2012. "Por meio do Luz para Todos, que é o maior programa de inclusão social do mundo e nós nos orgulhamos de fazer parte desse projeto, conseguiremos atingir a meta", conclui Augusto Miranda.

Fontes: Jornal Pequeno

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Redes Inteligentes de Energia atraem investimentos

O mercado brasileiro de Smart Grid pode movimentar R$ 16 bilhões em negócios ao longo dos próximos 20 anos. A implantação de projetos de redes inteligentes de energia pelas concessionárias de serviço público deve incluir necessariamente interfaces tecnológicas bastante amigáveis. É necessário ainda que seja acompanhada de programas intensivos de educação e conscientização, ressalta o diretor Global da consultoria Kema, Robert Wilhite, responsável pela implantação de Smart Grid nos principais mercados mundiais de energia, como nos Estados Unidos. O executivo participou nesta quarta-feira, 26/10, de painel sobre Smart Grid durante o Metering Latin America 2011, em São Paulo.

Com base em experiências internacionais e pesquisas realizadas pela Kema, Wilhite afirma que o sucesso de investimentos em Smart Grid está diretamente relacionado à percepção do cliente quanto aos meios oferecidos pelas concessionárias para o gerenciamento das despesas com a conta de energia. A simplicidade e funcionalidade são recursos essenciais, assinalou. “O consumidor pode não estar disposto a lidar com equipamentos complexos demais, principalmente, se tiver que pagar por eles”, diz o especialista.

O diretor da Kema entende que as concessionárias precisam ser criativas e seguir o exemplo das empresas de telecomunicação, que, ao longo do tempo, disponibilizaram facilidades ao público, até então, inimagináveis.

A Kema, que já lidera o mercado global de soluções em energia, é parceira das grandes companhias do setor no Brasil, para as quais desenvolve projetos nas áreas de ganho de eficiência energética e rentabilidade e de inovação tecnológica de produtos e processos. São parceiras, por exemplo, a Cemig, o Grupo Energisa, a Light e a CPFL. A Kema atua tambémem projetos de cidades inteligentes, energias renováveis, automação da distribuição e construção de edifícios verdes. Entre os serviços prestados estão os de pesquisa e desenvolvimento; estudos de viabilidade; desenvolvimento e avaliação de estratégias e planos para gerenciar os serviços e a demanda de energia existente; consultoria para construções inteligentes; desenvolvimento e acompanhamento de centros de comando e controle; e testes e certificações.

Fontes: Portal Fator Brasil

Ceará: Energia solar pode ser gerada no Castelão

Governo do Estado estuda a implantação de painéis fotovoltaicos na cobertura do estádio para produzir eletricidade

O Ceará vem buscando cada vez mais opções para a geração de energia alternativa no Estado. Além de participar da implantação de uma usina eólica no Pecém com a MPX, do empresário Eike Batista, o governo estuda agora a possibilidade de produzir energia solar a partir do Castelão, que está sendo reformado para a Copa do Mundo de 2014. Na próxima segunda-feira, 31, a Secretaria da Infraestrutura do Estado (Seinfra) apresentará estudo de viabilidade para execução desse projeto no Estádio Plácido Castelo.

A ideia é utilizar a cobertura da arena esportiva para implantar painéis fotovoltaicos, transformando a energia solar em elétrica para abastecer o local e seu entorno, que estão recebendo intervenções para o mundial futebolístico.



O estudo faz parte de cooperação técnica entre o Governo do Estado, por meio da Seinfra, governo alemão, banco KfW e a empresa Fichtner.

E a geração solar só deve crescer no Estado nos próximos anos. No último mês de setembro, especialistas da GE (General Eletric) nesse tipo de energia visitaram a MPX Tauá com o intuito de dar continuidade aos trabalhos de ampliação do empreendimento, que deverá duplicar sua capacidade até o ano que vem. Atualmente, essa geração é de 1 MW, suficiente para abastecer 1,5 mil famílias.

A GE fornecerá todo o pacote de equipamentos e sistemas de tecnologia fotovoltaica para a expansão do projeto, que deve chegar a 2MW de capacidade instalada. Serão instalados mais 6,9 mil painéis, totalizando 11.580 módulos solares.

Apesar do incremento, a MPX Tauá tem autorizações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e Semace (Superintendência Estadual do Meio Ambiente) até para quintuplicar sua capacidade instalada. O projeto, inclusive, prevê ampliação até 50 MW.

Fontes: Diário Nordeste

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Primeiro parque eólico da Petrobras entra em operação comercial

A Petrobras informa que as usinas Potiguar, Cabugi, Juriti e Mangue Seco, que compõem o Parque Eólico de Mangue Seco, já estão operando comercialmente no Rio Grande do Norte. Com investimento de R$ 424 milhões, o primeiro Parque Eólico da Petrobras entrou em operação comercial oito meses antes do compromisso assumido com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Os contratos de venda de energia para as usinas foram ofertados no primeiro leilão de energia eólica, realizado em dezembro de 2009 e são válidos por 20 anos. O certame de 2009 previa que a energia gerada pelas usinas seria disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional em 1º de julho de 2012, mas a Petrobras antecipou o cronograma e todo o parque eólico está em operação comercial desde hoje (1º de novembro), com a entrada em operação da última usina, a Juriti. 

A usina de Potiguar está em operação comercial desde 26 de agosto de 2011 e as usinas de Cabuji e Mangue Seco, desde 24 de setembro de 2011 e 6 de outubro de 2011, respectivamente.Localizadas no entorno da Refinaria Potiguar Clara Camarão, às margens da Rodovia RN 221, em Guamaré, as usinas são constituídas por 52 aerogeradores de 2 megawatts (MW) cada. Estas características fazem com que o Parque Eólico de Mangue Seco possua a maior capacidade instalada no país com este tipo de aerogerador (104 MW), suficientes para suprir energia elétrica a uma população de 350.000 habitantes.Cada aerogerador, com um peso de cerca de 300 toneladas, é composto por uma torre de concreto e aço de 108 metros de altura e um conjunto de três pás de fibra de vidro, com 42 metros de comprimento. 

O sistema de transmissão de cada unidade é constituído de uma rede de distribuição interna de 34,5 quilovolts (kV), uma subestação elevadora de 34,5/138 kV e de uma linha de transmissão de 138 kV.A usina Cabugi foi construída em parceria com a Eletrobrás; a usina Mangue Seco, em parceria com a Alubar Energia; e as usinas Potiguar e Juriti, em parceria com a Wobben WindPower.

Fonte: Jornal do Brasil

Investimentos em energia eólica colocam o Brasil em destaque

De acordo com projeções do Programa Ambiental da ONUos investimentos globais em energias renováveis devem alcançar US$ 240 bilhões em 2011, impulsionados principalmente pelas iniciativas no Brasil, China e Índia. Em 2009, os gastos com as energias limpas foram de US$ 162 bilhões. No ano passado, os investimentos oscilaram entre US$ 180 e 200 bilhões. O Brasil, no segmento de energias renováveis, tem condições de ampliar sua capacidade instalada, alcançar um modelo energético menos poluente e economicamente viável, desde que haja mais pesquisas e investimentos no setor. 
Projeções do Plano Decenal de Energia (PDE) e do Plano Nacional de Energia (PNE), indicam que o Brasil, que atualmente dispõe de 115,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada, deverá elevar a produção para 171 GW em 2020 e para 232 GW em 2030. A energia hidrelétrica continuará a ser o eixo de expansão da produção de eletricidade no país até 2030. Mas também haverá crescimento da eólica e dabiomassa no período. Atualmente, no ranking global das energias limpas, o Brasil ocupa a sexta posição, com 45,9% da energia primária utilizada. Lembrando que 1GW pode atender uma cidade com 1,5 milhão de habitantes. 

As projeções para a energia eólica indicam que até 2015 ela poderá alcançar 19 GW na América Latina, o que representaria uma participação de 4% no mercado mundial. O Brasil, por sua vez, com a evolução tecnológica, as excelentes condições das jazidas de vento e a manutenção de contratação do governo, deverá se posicionar entre os cinco maiores produtores de energia eólica do mundo até 2020, com capacidade instalada de 20 GW, segundo o vice-presidente da Associação de Mundial de Energia Eólica, Everaldo Feitosa. 

Para a Associação Brasileira de Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), as empresas produtoras de energia devem investir até 2020 cerca de R$ 3,4 bilhões em novos empreendimentos eólicos, com capacidade para gerar até 1.000 megawatts (MW) de energia. A Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) estima que a energia eólica vai ampliar sua participação na matriz energética brasileira de 1% para 5,9%, da produção total de eletricidade até 2014. 

Atualmente, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 51 empreendimentos eólicos em operação (931 MW), 18 em construção e mais 107 outorgados, com capacidade de quase 5.000 MW informa a gerente de agroenergia da Informa Economics FNP, Jacqueline Bierhals, que participou da elaboração da 2ª edição do RenergyFNP, anuário de Energias Renováveis da Informa Economics FNP.

Fontes: Globo Rural