quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Gerador de energia pode render economia de até 30%

Optar pela compra ou aluguel de um gerador de energia é uma decisão cada vez mais importante para as empresas. Antes da escolha final, é preciso fazer uma avaliação criteriosa do perfil de consumo a fim de que o investimento seja vantajoso financeiramente. Para as de médio porte, que pagam tarifas mais altas nos horários de ponta, o uso de gerador costuma valer a pena.

Segundo José Luiz Martin, gerente de vendas e marketing da Cummins Power Generation, fornecedora deste tipo de produto, o preço da energia do gerador costuma ser mais competitivo, ficando de 25% a 30% mais barato. A tarifa de ponta varia de acordo com a região e com a concessionária de energia: em alguns locais ocorre entre 18h e 21h, enquanto em outros entre 17h30 e 20h30.

Além da economia nos horários de maior consumo, outra razão que leva os empresários a buscarem esta fonte alternativa de energia é o risco de problema no caso de um apagão. "Para uma empresa que tem compromissos assumidos, ficar três horas sem eletricidade gera grande risco financeiro", afirma o especialista. Para consumidores comuns, o custo da energia do gerador não é atrativo e por isso seu uso é apenas indicado para emergências, quando há corte no fornecimento elétrico. O uso em eventos e festas também é recomendável, por meio de aluguel dos equipamentos.

Nos condomínios de casas, os geradores costumam proporcionar conforto e segurança aos moradores. O equipamento pode garantir fornecimento apenas nas áreas comuns, como portaria e elevador, ou atender a cada residência individualmente. O nível de satisfação é impactado diretamente pela potência e pelo custo do grupo gerador, o que pode ser ajustado com auxílio de um profissional especializado no assunto.

Fontes: Terra

Preço da energia solar cai entre 15% e 20%

Apesar de ainda ser uma modalidade de energia pouco difundida no Brasil, a energia solar vem ganhando competitividade nos últimos anos devido ao desenvolvimento da sua cadeia fornecedora. Segundo Sérgio Marques, presidente da Bioenergy, empresa que atua no segmento de energia limpa, o preço da energia solar cai 15% a 20% ao ano, em média, com o avanço da tecnologia. Recentemente, a Bioenergy recebeu outorga da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para gerir oito empreendimentos solares no País.

"Dizer que a energia solar será uma das mais baratas daqui a cinco anos não é nenhuma leviandade", afirma. Ele acredita que deve ocorrer um movimento similar ao que aconteceu com a energia eólica. Antes vista como uma energia "de boutique", passou a ser uma alternativa mais barata do que a energia hidrelétrica.

Segundo o empresário, a vantagem dos empreendimentos de energia eólica e solar é que eles podem ser implementados de acordo com o volume de produção. São "equipamentos de prateleira" produzidos em série, que podem ser instalados à medida que a demanda cresce. É uma lógica diferente da energia hidrelétrica e da nuclear, que têm projetos sob medida para determinada demanda.

A expansão do uso da energia solar e eólica gera maior demanda de pedidos para as indústrias fornecedoras dos equipamentos, promovendo aumento de escala e queda dos preços. É isso que vem ocorrendo, segundo o executivo. A Bioenergy compra equipamentos da fornecedora brasileira Solyes, que é uma integradora de painéis fotovoltaicos. Marques estima que cerca de 40% do conteúdo seja importado de várias regiões do mundo, como China, Alemanha e Estados Unidos.

Os investimentos da Bioenergy em energia solar serão realizados na Bahia. De acordo com Marques, a companhia está se antecipando ao crescimento desta modalidade de energia e procurando se posicionar em bons sites de produção.

No entanto, a tarifa da energia solar ainda é cara - R$ 250/MWh, enquanto a eólica custa R$ 130/MWh. Por isso, ainda é difícil competir no mercado livre. A expectativa da empresa é que o governo realize um leilão no mercado regulado, o que incentivaria este setor. Até o momento, no entanto, não há sinalização de que o leilão vá ocorrer. "Infelizmente ainda preferem a termoeletricidade e não incentivam a energia solar", conclui.

Fontes: Correio do Estado

Energia eólica pode atender triplo da demanda atual por energia

O Brasil tem chances de se tornar a primeira grande potência energética de matriz quase 100% limpa. Porém, precisará analisar questões como a produção de energia e seus impactos socioambientais. As informações fazem parte do relatório "O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios", relançado no dia 12 de novembro.

Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho apontam que o atual consumo energético está induzindo a busca de produção hidroelétrica em locais cada vez mais remotos, o que coloca em risco a diversidade cultural e a biodiversidade do país.

"Esse modelo [hidroelétrica] é gerador de significativos impactos como, por exemplo, o estímulo à formação de intensos fluxos migratórios, a explosão demográfica e artificialização das bacias hidrográficas. Tudo isso gera impactos devastadores sobre povos indígenas e populações tradicionais", afirmou Marina Silva, uma das colaboradoras do relatório.

O documento estima ainda que a energia solar sozinha seria capaz de atender cerca de dez vezes toda a demanda energética do país, e a eólica O Brasil tem chances de se tornar a primeira grande potência energética de matriz quase 100% limpa. Porém, precisará analisar questões como a produção de energia e seus impactos socioambientais. As informações fazem parte do relatório "O Setor Elétrico Brasileiro e a Sustentabilidade no Século 21 – Oportunidades e Desafios", relançado no dia 12 de novembro.
Os pesquisadores responsáveis pelo trabalho apontam que o atual consumo energético está induzindo a busca de produção hidroelétrica em locais cada vez mais remotos, o que coloca em risco a diversidade cultural e a biodiversidade do país.

"Esse modelo [hidroelétrica] é gerador de significativos impactos como, por exemplo, o estímulo à formação de intensos fluxos migratórios, a explosão demográfica e artificialização das bacias hidrográficas. Tudo isso gera impactos devastadores sobre povos indígenas e populações tradicionais", afirmou Marina Silva, uma das colaboradoras do relatório.

O documento estima ainda que a energia solar sozinha seria capaz de atender cerca de dez vezes toda a demanda energética do país, e a eólica conseguiria fornecer o triplo da atual demanda de eletricidade.

De acordo com o pesquisador responsável por um dos artigos publicados no relatório, Ricardo Baitelo, as energias eólica e solar não ampliam suas participações na matriz energética brasileira devido à falta de políticas e planejamentos de médio e longo prazo.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu o funcionamento das hidroelétricas como "forma mais segura e barata" de ampliação da matriz energética no país durante a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, no Distrito Federal.conseguiria fornecer o triplo da atual demanda de eletricidade.

De acordo com o pesquisador responsável por um dos artigos publicados no relatório, Ricardo Baitelo, as energias eólica e solar não ampliam suas participações na matriz energética brasileira devido à falta de políticas e planejamentos de médio e longo prazo.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, defendeu o funcionamento das hidroelétricas como "forma mais segura e barata" de ampliação da matriz energética no país durante a 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, no Distrito Federal.

Fontes: Terra

Medidores inteligentes de energia começam a sair do papel

Uma nova tecnologia para medição do consumo de energia começa a ser implantada no mercado brasileiro. São os medidores inteligentes, equipamentos digitais que vão substituir os tradicionais "relógios de luz" que medem a energia consumida nas residências. Os medidores se comunicarão com outros equipamentos (concentradores) fixados em postes, que farão a conexão entre os consumidores e a distribuidora de energia por meio de internet 3G.

O objetivo da inovação é permitir um consumo mais eficiente de energia, já que o usuário terá mais informações sobre seu perfil e poderá rever seu comportamento de utilização. Outra vantagem será o atendimento à distância que será feito pela concessionária, além do melhor monitoramento da rede. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o sistema permitirá ainda que os consumidores atuem com pequenos geradores de fontes alternativas de energia. Ele poderá gerar energia por meio de painéis solares, por exemplo, e vender o excedente para a distribuidora.

As distribuidoras terão 18 meses para oferecer os medidores eletrônicos aos clientes. De acordo com a instituição, haverá dois tipos de equipamentos: o primeiro, a ser instalado sem ônus, permitirá ao consumidor aderir à tarifa branca - tarifa flexível, que varia de acordo com faixas horárias de consumo. O outro modelo de medidor, mais completo, oferecerá acesso a informações específicas individualizadas sobre o serviço prestado, e a instalação poderá ser cobrada pela distribuidora.

Um dos municípios que lideram este processo é Aparecida, em São Paulo, onde estão sendo realizados testes com os equipamentos digitais. A iniciativa é realizada pela EDP - empresa que detém investimento no setor de energia elétrica - em parceria com a Secretaria de Energia de São Paulo e Prefeitura de Aparecida. O projeto piloto terá um primeiro investimento inicial de R$ 10 milhões e prevê o teste de viabilidade de um conjunto de tecnologias. Desta forma será possível garantir eficácia e qualidade na prestação de serviços ao cliente, como a medição inteligente, iluminação pública eficiente, micro-produção com fontes renováveis de energia, mobilidade elétrica, e ações de eficiência energética.

Em nota, a EDP no Brasil afirmou que as redes inteligentes se encontram em estágio inicial de desenvolvimento em todo o mundo, e a EDP quer estar à frente deste processo no Brasil e na Europa, onde já tem uma experiência muito bem sucedida na cidade portuguesa de Évora.

Para a empresa, a implantação da rede inteligente permitirá detectar rapidamente eventuais pontos com interrupção no fornecimento de energia e atuar de forma mais ágil, muitas vezes sem a necessidade de enviar equipes ao local, melhorando a qualidade e rapidez de resposta da empresa. Adicionalmente, simplificará e melhorará a qualidade do processo de leitura dos medidores.

Fontes: Terra

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Energia solar na pauta de Brasil e Paraguai

Um convênio de cooperação técnica, assinado pela Itaipu Binacional, Governo do Estado do Paraná e Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), na semana passada em Foz do Iguaçu, vai organizar um estudo para verificar a viabilidade econômica de um projeto industrial integrado de painéis fotovoltaicos no Brasil, no Estado do Paraná, e no Paraguai.

O projeto Green Silicon (em português, Silício Verde) envolve a implantação de toda a cadeia produtiva de painéis solares fotovoltaicos, do quartzo – matéria-prima principal – até a produção final de painéis solares. O convênio terá vigência de 12 meses, mas o estudo de viabilidade deve ser concluído antes, até maio de 2013.

Formalizado – A assinatura reuniu autoridades representantes das entidades signatárias do convênio, que integra o Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti); a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep); as Fundações Parque Tecnológico Itaipu (Brasil e Paraguai); o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar); o Fundo Paraná de Desenvolvimento; e o Senai-PR.

A cerimônia foi acompanhada por cerca de 20 pessoas no Restaurante Chef Lopes, no centro de Foz. Compareceram os dois diretores gerais de Itaipu, Jorge Samek (brasileiro) e Franklin Boccia (paraguaio); o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Leal; o presidente da Fiep, Edson Campagnolo; o diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), Júlio César Felix; o gerente de Novas Tecnologias do Senai-PR, Reinaldo Tockus; e o diretor da Unidade Gestora do Fundo Paraná, Gerson Luiz Koch.

Os diretores de Itaipu Nelton Friedrich (Coordenação) e Cezar Ziliotto (Jurídico) e o superintendente da Universidade Corporativa Itaipu (UCI) paraguaia, Pedro Domznisczy, também acompanharam o evento, tido como um momento histórico pelos participantes.

“Esta é uma noite histórica. Quem sabe estamos construindo um caminho para determos o conhecimento desta energia do futuro, a solar”, discursou Samek. “Temos um público pequeno aqui, mas o começo de um movimento tão grandioso que nem podemos mensurar seu impacto”, afirmou o presidente da Fiep, Edson Campagnolo.

Privilégios – A favor da industrialização integrada para obter energia solar, Brasil e Paraguai têm vantagens que, em tese, podem torná-los competitivos neste mercado mundial. Uma delas é dispor de energia abundante, insumo principal desta cadeia produtiva, e gerada por fontes renováveis, especialmente pela hidreletricidade.

Outro privilégio é o fato de ambos os países estarem na área mais ensolarada do planeta. Nas Américas, a irradiação solar é 2,5 vezes superior a de países europeus, como Alemanha, uma referência em uso de energia solar.

O Brasil também é o maior exportador de quartzo em pedra, matéria-prima do silício, elemento principal para a produção de painéis fotovoltaicos. Por ano, o País exporta 230 mil toneladas do quartzo, praticamente em estado bruto, e destinados aos países da Ásia – Japão, Coreia e China –, Alemanha e Estados Unidos.

“A ousadia deste projeto é justamente reverter toda esta logística, desenvolver e ocupar a tecnologia aqui na América Latina”, disse o superintendente de Energias Renováveis de Itaipu, Cícero Bley Jr, responsável pela proposta em Itaipu e que apresentou as características dos projetos aos participantes da assinatura do convênio.

“O Brasil é um grande produtor de commodities e podemos mudar essa condição. Temos os elementos da natureza necessários, a produção de energia elétrica, a abundância mineral e a competência para tocar um projeto como este”, disse o secretário Alípio Leal, na cerimônia em Foz do Iguaçu. “Dependerá de nós o convencimento do setor industrial sobre essas potencialidades”, completou.

Capacitação – Já o Paraguai passa por um importante processo de industrialização, com crescimento do seu Produto Interno Bruto (PIB) e, como o Brasil, dispõe de mão de obra e que poderá ser capacitada para esse novo setor. “Temos energia barata, gente jovem e condições favoráveis aos empresários para este e outros projetos”, disse o diretor geral paraguaio de Itaipu, Franklin Boccia.

No caso específico do Paraná, o Senai-PR deve abarcar este tipo de treinamento em órgãos como o Instituto de Inovação Eletroquímica.

O estudo – O desafio é saber se essas vantagens serão suficientes para estabelecer o projeto Green Silicon como uma indústria eficiente. Por isso, entre os enfoques do estudo está uma minuciosa avaliação do mercado mundial de processos industriais fabricantes de painéis fotovoltaicos, além da avaliação de todos os estágios da cadeia do silício prevista no projeto.

Atualmente, a China é a líder deste mercado, mas sua produção é feita a partir de energia suja (carvão e óleo). Sendo as principais jazidas do mundo no Brasil, o custo aqui seria, a princípio, menor do que o do país asiático.

Se concretizado, o Projeto Silício Verde também será útil à agroenergia e aos pequenos blocos. “Queremos justamente promover a descentralização da energia, um processo casa a casa. Isso é possível com os painéis fotovoltaicos”, disse Cícero Bley Júnior.

“Caso o estudo conclua que podemos tocar o projeto e produzir em grande quantidade e mais barato, isso permitirá nos colocar em outro patamar do contexto mundial”, disse Gerson Luiz Koch, do Fundo Paraná.

Antes mesmo do estudo pronto, o projeto já vem atraindo atenção externa. O Estado de Baden-Württemberg, da Alemanha, manifestou interesse na participação no Green Silicon.

Fontes: Ambiente Energia

Energia mais barata faz País crescer, afirma Tolmasquim

O patrimônio criado na construção da infraestrutura de energia elétrica no País pertence aos brasileiros e não a grupos econômicos. Quem defende é o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Segundo ele, a única maneira de o Brasil crescer é por meio do aumento da produtividade, e um dos elementos fundamentais para essa expansão é a redução do custo de energia. "Baixar o custo de energia é elemento fundamental para o Brasil crescer."

Tolmasquim observou que, para construir uma hidrelétrica, é preciso ter muitos recursos. Em contrapartida, lembrou, a vida útil de uma hidrelétrica é muito longa. "É como se fosse uma pirâmide, que tem centenas de anos", comparou. Por conta desse quadro, o executivo disse que considera o lucro para as empresas que atuam no setor não apenas uma regra do jogo, mas algo justo, desde que seja obtido no período da concessão. "Mas lucro extraordinário, depois desse prazo, não deve ser apropriado pelo grupo A, B ou C, mas pela sociedade que pagou pelas usinas."

Tolmasquim disse ser fácil entender que quem estava ganhando queira continuar ganhando "eternamente". "Mas não é razoável que o governo deixe isso ocorrer indefinidamente. Além disso, o prazo está se esgotando em 2015." O presidente da EPE mencionou que o governo está propondo um negócio para os participantes do processo. "Se você tiver interesse, continue a operar essas usinas com uma margem de lucro normal, e não mais aquele lucro todo", alegou.

Tolmasquim destacou que nenhuma empresa é obrigada a aceitar a proposta do governo. "Tivemos preocupação de respeitar contratos, mas foi o consumidor que pagou pela construção dessa usina. Se aceitarem agora, vamos dar mais 30 anos para vocês operarem", disse. "Ou você aceita a proposta do governo e ganha mais 30 anos ou devolve a usina em 2015", continuou. Segundo Tolmasquim, caberá a cada companhia fazer suas contas para ver qual a melhor decisão a tomar. De qualquer forma, lembrou, a partir de 2015 a usina tem de voltar para o governo.

Fontes: Diário do Grande ABC

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Pesquisa de Stanford visa baratear o acesso à energia solar

Apesar de ser limpa e renovável, a energia solar ainda não é popular como deveria ser, pois ela também é cara e não tão acessível à grande parte da população. Além disso, à medida que a procura pelas chamadas células fotovoltaicas aumenta, o preço dos materiais que às compõe também dispara, o que só tem feito com que a energia solar acabe não sendo explorada da maneira correta.

Contudo, há quem busque alternativas para baratear a tecnologia. Um exemplo disso é a pesquisa realizada por alguns cientistas da Universidade de Stanford, que então no caminho certo para conseguir reverter esse jogo – e tornar essa fonte de energia renovável muito mais presente em nossas vidas.

Os pesquisadores conseguiram desenvolver células de energia solar fabricadas usando exclusivamente materiais à base de carbono. Com isso, o preço dos painéis capazes de coletar a energia poderia diminuir drasticamente.

O que os cientistas fizeram foi encontrar uma maneira de juntar três tipos diferentes de carbono. Isso, combinando-os também com o grafeno, alguns nanotubos e as chamadas buckyballs (moléculas redondas e simétricas), tudo para criar uma camada de absorção de energia diferenciada da utilizada atualmente. A professora Zhenan Bao, chefe do projeto, afirma que o carbono só traz vantagens, pois consegue trazer um grande desempenho energético a um custo extremamente baixo, ou seja, o ideal para transformar a indústria das células de energia solar.

Além disso, as novas células também facilitariam a coleta da luz do sol. Atualmente, os painéis são fabricados com silício e trazem uma forma bastante rígida. Segundo a pesquisadora, caso a nova tecnologia seja melhor desenvolvida, as células feitas somente de carbono vão poder ser aplicadas de várias maneiras, pois elas contariam com mais flexibilidade. Assim, os tetos dos carros ou as beiradas das janelas, por exemplo, poderiam ter sistemas de captação de energia solar instalados.

Infelizmente, apesar de a pesquisa se mostrar bastante promissora, as células fabricadas somente com carbono ainda estão longe de se tornar uma realidade. Nos testes de laboratório, a equipe de Stanford obteve cerca de 1% de eficiência, algo normal para o início de uma pesquisa científica, mas ainda muito ineficiente para que isso se torne uma realidade viável.

Fontes: TecMundo

Reservatórios do Nordeste estão no limite

Os reservatórios da Região Nordeste estão em estado de alerta. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), apresentados durante reunião do Programa Mensal de Operação, o volume de chuva que tem caído nas principais bacias da região é o pior dos últimos 83 anos, o que tem dificultado a recuperação dos reservatórios. Para complicar a situação, nem todas as termoelétricas definidas pelo ONS conseguiram entrar em operação.

Só em outubro o nível de armazenamento do Nordeste despencou 8,2 pontos porcentuais, de 42,6% para 34,4%, o menor nível desde 2003. Os reservatórios estão apenas 5,8 pontos acima do limite de segurança para o abastecimento do mercado - um mecanismo de alerta criado pelo governo após o racionamento de 2001.

A esperança é DE que as chuvas de novembro e dezembro sejam mais consistentes e consigam recompor os lagos das hidrelétricas. "A formação do El Niño provocou uma seca muito forte no Nordeste e depreciou o nível dos reservatórios. Mas ele está perdendo força", avalia Paulo Toledo, sócio da comercializadora Ecom Energia. Para ele, é cedo para falar em desabastecimento.

O nível de armazenamento do Nordeste é o pior do País, seguido pelo sistema Sudeste/Centro-Oeste, que recuou quase dez pontos porcentuais em outubro. A maior preocupação é que, embora também esteja numa situação difícil, a região tem enviado energia para suprir a necessidade do Nordeste. Entre os dias 27 e 29, as usinas instaladas no Sudeste e Centro-Oeste contribuíram com 1.120 MW. O Norte mandou 1.048 MW.

Com o consumo em alta e reservatórios em baixa, o intercâmbio foi necessário para cobrir o vácuo deixado por algumas termoelétricas que não entraram em operação. Na semana passada, o ONS determinou que todas as térmicas, movidas a óleo combustível, óleo diesel e carvão, começassem a funcionar para poupar água nos reservatórios. Considerando as usinas a gás, que já estavam em operação, eram mais de 11 mil MW em todo o sistema nacional.

Algumas nem foram acionadas. Outras operaram de forma parcial, abaixo da capacidade. Nos relatórios do ONS, os motivos variam de falta de combustível, menor rendimento das unidades e problemas internos das usinas - possivelmente falta de manutenção. Ou seja, como em 2007, quando foram chamadas para incrementar a geração do sistema, algumas térmicas não estavam preparadas para a produção de energia.

A expectativa é de que essas usinas representem um custo para o consumidor de cerca de R$ 500 milhões só em novembro, segundo cálculos da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres. Com o nível dos reservatórios baixos, é possível que elas tenham de continuar gerando por mais tempo.

Fontes: EXAME