quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Tarifa de energia elétrica sobe 11,4% a partir de novembro no AM



Manaus - Os 719 mil clientes da Eletrobras Amazonas Energia terão reajuste de até 11,42% a partir da próxima terça-feira, 1º de novembro, com validade de um ano, conforme decidiu nesta terça-feira (25) a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A correção anual para as indústrias que consomem na faixa de alta tensão será de 11,09%.
O aumento do custo da energia para o consumidor interrompe tendência de queda de preço verificada desde 2009. No ano passado, a redução da tarifa foi 2,08%.
O reajuste é concedido conforme o contrato com a concessionária e é autorizado com base em um conjunto de fatores que incluem os custos, o desempenho, a inflação anual medida pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) e os subsídios recebidos pela concessionária.
No caso da Amazonas Energia, há a compensação para a compra do caro óleo combustível que alimenta o parque térmico local, o maior sistema isolado do País, pago nas contas de energia elétrica dos demais consumidores do País, a chamada Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis (CCC).
A redução da conta CCC será possível a partir a conversão das usinas movidas a óleo para o gás natural. Atualmente, apenas três delas passaram a utilizar o combustível após a entrada em operação do gasoduto Coari-Manaus.
Na defesa da correção, a empresa apontou, entre outros itens, as perdas de 41,99%, ou seja, a geração e a distribuição que não está sendo paga. Desse montante, mais de um terço (34,2%) se referem a contas de consumidores e 7,7% de perdas técnicas, como as falhas no sistema de distribuição.
De acordo com a Aneel, a fórmula de cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição, sobre os quais incide o IGP-M e o Fator X,  um índice fixado pela agência na época da revisão tarifária. Sua função é repassar ao consumidor também os ganhos de produtividade estimados da concessionária decorrentes do crescimento do mercado e do aumento do consumo dos clientes existentes.
Somente no ano passado, a concessionária registrou 15,4 mil novas ligações, com 14,1 mil de residências e obteve um faturamento com a venda de energia de R$ 1,59 bilhão, dos quais R$ 500 milhões do setor industrial, R$ 44 milhões do residencial e R$ 367 milhões do segmento comercial, além do poder púbico e outros, que corresponderam a R$ 249,9 milhões.
De acordo com a estrutura do reajuste tarifário da Aneel,  ainda existem outros custos que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como a energia comprada de produtores independentes, as térmicas que não pertencem à Amazonas Energia, além dos encargos de transmissão e encargos setoriais.

Fonte: D24AM

Iluminação pública eficiente em pauta


Da Agência Ambiente Energia – A The Energy Exchange realiza de 21 a 23 de novembro, em São Paulo, a segunda edição do Fórum Latinoamericano de Eficiência Energética. De acordo com a organização, o evento terá um seminário voltado pra iluminação pública e trará casos de sucesso de grandes consumidores industriais e comerciais latino-americanos. O encontro reunirá representantes do setor público e da indústria à procura de soluções e conhecimentos sobre o tema.
O evento pretende discutir soluções para reduzir e racionalizar o consumo energético, promovendo ganhos financeiros, mas também assegurando produtividade e sustentabilidade dos negócios. No dia da abertura, estão na pauta: regulações, padrões internacionais, certificações e perspectivas de desenvolvimento da eficiência energética na região; financiabilidade: fontes de recursos financeiros e estratégias de captação; e os resultados obtidos e o estágio atual dos programas nacionais.
No segundo dia (22), serão abordados os temas: eficiência energética em consumidores industriais; gestão eficiente da iluminação pública e impactos tarifários; eficiência energética em estabelecimentos comerciais e tecnologias e soluções focadas na eficiência da iluminação pública. No último dia (23), haverá um workshop sobre a estruturação de projetos e contratos de performance para eficiência energética.

Fonte: Ambiente Energia

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mundo vai gastar trilhões com energia, alerta a AIE

O mundo precisará gastar a cada ano 1,5 trilhão de dólares - quase a totalidade da dívida da França- para atender ao aumento da demanda de energia até 2035, alertou nesta terça-feira a Agência Internacional de Energia (AIE).

Acumulado até 2035, o valor global alcançará a soma de 38 trilhões de dólares em investimentos, o que significa mais de 27 trilhões de euros e aproximadamente 15% a mais do que a estimativa anterior feita pela agência, braço energético dos países desenvolvidos.

"É enorme", reconheceu o economista chefe da AIE Fatih Birol. "Os gastos de produção aumentam em várias partes do mundo e é cada vez mais difícil extrair energia. É por isso que nossos números aumentam substancialmente", explicou à l'AFP.

"Se não investirmos esse dinheiro, a produção não aumentará para atender às necessidades, e como resultado teremos preços muito superiores aos de hoje", advertiu o economista turco da AIE, submetida à Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Este aumento de preços será sentido já nos próximos cinco anos devido à insuficiente injeção de dinheiro, segundo ele. Os hidrocarbonetos (petróleo 26% e gás 25%) são os que mais necessitarão de investimentos nos próximos 25 anos. De acordo com a AIE, 10 trilhões de dólares devem ir para o petróleo e 9,5 trilhões para o gás.

A cada ano, os antigos campos de petróleo se esgotam, as companhias buscam locais cada vez mais profundos, tecnicamente mais difíceis de explorar, ou situados em áreas longas como no Brasil, ou em zonas remotas (Ártico), o que custa muito mais caro.

Para que uma grande parte da humanidade tenha acesso à rede elétrica e com o desenvolvimento econômico, a eletricidade representará 45% das necessidades, com uma projeção 16,9 trilhões, muito à frente do carvão (3%, 1,1 trilhão) e dos biocombustíveis (1%, 300 bilhões).

Mais de 1,3 bilhão de pessoas no mundo ainda não têm acesso à energia elétrica, segundo a AIE. A preocupação maior é com a África e o Oriente Médio.

"Nós veremos esses investimentos tomarem forma em algumas áreas", mas o principal "ponto de interrogação" vem da África e do Oriente Médio, afirma Birol que lamenta a falta de investimento.

A AIE representa os interesses dos países ricos e grandes consumidores de petróleo, e apela regularmente à Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) para aumentar a produção do ouro negro.
Contudo, outros fatores como a pobreza e a violência obrigam os Estados africanos e do Oriente Médio a investir em outras prioridades, disse Birol.

A AIE deve apresentar em novembro seu relatório anual sobre energia.
O crescimento da demanda --e seu impacto sobre o clima-- é um dos grandes desafios do século 21, com a chegada de grandes países como a China, Índia e Brasil no cenário da produção energética mundial.

Fontes: Google Notícias

Paraguai recebe do Brasil US$ 36 milhões pelo uso de energia de Itaipu

O governo do presidente do Paraguai, Fernando Lugo, informou que (18) o Brasil passará a pagar US$ 36 milhões de compensação aos paraguaios pelo uso de energia da Usina Itaipu Binacional. O pagamento faz parte de um acordo diplomático de setembro de 2009. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Jorge Lara Castro.
 
Castro disse que o pagamento se refere às transferências de energia efetuadas no período de maio a agosto deste ano. Segundo ele, em cinco dias, o total dos recursos estará no Paraguai. Em maio deste ano, os senadores brasileiros aprovaram a revisão do Tratado de Itaipu - quando a taxa anual de cessão paga pelo Brasil ao Paraguai pela energia não usada da Usina de Itaipu passa de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões.
O Tratado de Itaipu, firmado em 1973, estabelece que cada um dos dois países tem direito a usar 50% da energia gerada pela usina. Como utiliza apenas 5% do que teria direito, o Paraguai vende o restante ao Brasil. A usina tem 14 mil megawatts de potência instalada e atende a 19% da energia consumida no Brasil e a 91% do consumo paraguaio.

A polêmica sobre a revisão do Tratado de Itaipu começou em 2008, quando Lugo defendeu o aumento dos valores pagos pelo Brasil durante sua campanha à reeleição. O assunto foi tema de uma reunião de trabalho ontem (17) que envolveu várias autoridades do governo paraguaio.
Participaram da reunião os ministros Castro, Cecilio Perez Bordon (Obras Públicas e Comunicações), a vice-ministra Mercedes Canese (Minas e Energia), além do diretor-geral paraguaio de Itaipu ,Gustavo Codas, e integrantes do Conselho de Administração da Usina Itaipu Binacional, da Administração Nacional de Eletricidade.

Fontes: EXAME

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Horário de verão deve reduzir em 0,5% o consumo de energia elétrica

Preço médio da energia cai em todas as regiões

O Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), que é utilizado como base para a formação dos preços da energia elétrica no curto prazo, caiu em todos os submercados do País na terceira semana de outubro em relação à anterior.

Segundo informou nesta sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a redução foi motivada pela elevação da previsão de afluências na região Sudeste.

Os PLDs médios tiveram queda de 11% nos submercados Norte, Nordeste e Sudeste/Centro-Oeste, enquanto que no submercado Sul a queda foi de 10%.

De acordo com a CCEE, o valor médio do PLD para o período entre 15 e 21 de outubro ficou em R$ 38,43 por megawatt-hora (MWh) no Sul, Sudeste/Centro-Oeste e Norte, enquanto o Nordeste teve preço de R$ 38,45 por MWh.

Fontes: Correio do Estado